sábado, 31 de dezembro de 2011

As delícias da vida


Jamais esquecerei as palavras de Roberto Shinyashiki em uma das muitas palestras que assisti. Ele declarou que, como médico, presenciou muitas pessoas em seu leito de morte. E, que nesse momento, as pessoas não se lamentavam pelo que deixavam de comprar ou pelas aplicações financeiras que não fizeram, porém todos, incondicionalmente, lamentavam-se de não ter vivido mais no sentido de curtir, aproveitar mais os familiares e amigos. Lamentavam-se de ter deixado de dizer o quanto admiravam ou amavam alguém.

Preciso assumir que gosto muiiiiito de dinheiro sim, adoro fazer compras, todavia, amo muito mais estar entre amigos e familiares. Por isso, tenho buscado o equilíbrio entre trabalho e vida social, pois também amo meu trabalho e sou feliz fazendo o que gosto.

Quando minha mãe faleceu, revi o tanto que ela trabalhou sonhando com o dia que se aposentasse e planejando tudo o que faria. Não sobrou muito tempo para curtir a aposentadoria tão almejada.

Procuro então viver o hoje. Não é tarefa fácil. Segundo os astrólogos, é uma missão quase impossível pois nasci sob o signo de câncer – que vive do passado – e tenho aquário como ascendente – que vive para o futuro. Portanto, o presente não existe para mim. Mas, encaro como um desafio e o meu aprendizado neste mundo: viver o hoje e, como dizia minha mãe: “O amanhã Deus dirá o que há de ser.”

Nesta minha filosofia de vida, este ano resolvi pedir alguns presentes.Deixei minhas amigas um tanto surpresas com a minha ousadia e ao mesmo tempo com a simplicidade do pedido. Porém, devo confessar que foram presentes que serão sempre inesquecíveis por tudo que eles significam.

Para minha comadre e amiga, pedi rabanadas ou aletria.Ela ficou até embasbacada com o meu pedido. Mas, compreendeu que ambos, pratos portugueses remetem à minha mãe, à minha infância e à mãe dela também.Durante minha infância, estes eram típicos pratos natalinos e já casada, passando as festas no salão de festas da minha casa, a mãe da minha amiga trazia as rabanadas para a minha casa. Não  é o simples desejo, é a viagem ao passado, aos momentos felizes.Se eu mesma fizesse, não seria a mesma coisa. Tenho que receber como foi na minha infância e num passado mais recente. Como o signo determina, preciso reviver o passado.

Para uma outra amiga, na maior simplicidade eu disse de chofre: “Você bem poderia me dar um presente de Natal..” Surpresa ela disse que se fosse possível, ela me daria. Eu expliquei que   adoro decoração de Natal e por isso sempre levo meus  filhos para ver a decoração de Natal. Porém, estou sempre dirigindo. Eu queria que alguém dirigisse para mim. Foi divertidíssimo pois várias outras amigas juntaram-se a nós nesta jornada mágica. Se milagre de Natal existe, bem ele aconteceu. Oito mulheres passearam pela cidade curtindo muito os enfeites de Natal. Uma das minhas amigas tirou até foto com um duende. Na verdade, planejamos uma viagem intergaláctica pelo mundo das estrelas e das luzes com ajuda da cientista do grupo.e respeitando a determinação do meu ascendente. Mas, acabamos realizando uma viagem de alegria, companheirismo, felicidade e magia. A magia do Natal nas coisas mais simples.
Encerro esta postagem com uma frase de Manuel Bandeira:
“Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples.”

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fazendo as malas das crianças


              Falamos tanto sobre desenvolver a autonomia das crianças e, por vezes, tropeçamos nesta tarefa. Aprendemos a fazer as malas, fazendo as malas. Não há segredo. Gosto de contar histórias de coisas que esqueci de levar em outras viagens:
  •  uma prima, por exemplo, esqueceu de levar chinelos na viagem de lua-de-mel e queimou tanto os pés, que no dia seguinte não podia andar; 
  • eu esqueci de levar a escova de dentes e fiquei como louca peregrinando pela cidade até encontrar uma farmácia;
  •  numa outra oportunidade, esqueci o RG, mas o passaporte salvou a viagem; 
  • outra vez,  quando meu filho era bebê, não levei uma sunga para ele e tive que improvisar com um biquine da irmã...imagina a situação!
  • em Paraty, não levei camisola e dormi com uma camiseta do meu filho....
  • não levei roupa de frio para o meu marido super calorento e ele teve que comprar pois estava frio em Gramado.
             Além de um momento divertido, ainda fica a experiência  de quem já passou  apertos por ter esquecido de algo.
            Procuro marcar com as crianças a hora de fazer as malas. Neste momento, conversamos sobre quantos dias passaremos e o que precisaremos. Juntos, começamos fazendo nossa lista: roupa para dormir, roupas íntimas, para sair à noite, passar o dia, piscina, higiene pessoal, meias, agasalhos e calçados. Como já estamos estudando a região com antecedência, já temos traçado um roteiro e estudado as questões metereológicas. Acaba virando um momento de farra e antecipação de viagem. 
                  Hoje, em casa, cada um arruma as suas malas, porém um confere as malas do outro. Assim, além de desenvolver a independência, aprimoramos também, o trabalho em equipe.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por você


Estava no supermercado caminhando entre as fileiras de alimentos quando me deparei com uma amiga. No momento em que paramos uns instantes para conversar, começou a tocar a música Por Você da Banda Barão Vermelho. Nesse instante, minha amiga suspirou e disse que gostaria que um homem cantasse essa música para ela. Voltei às minhas compras logo depois, porém aquela frase e a música não saiam do meu pensamento. Comecei pensando  se eu faria por mim mesma o que diz a letra da música pois sempre  aprendi que devemos fazer aos outros  aquilo que faríamos por nós mesmas :

Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno                    
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia pra virar burguês.


Você limparia os trilhos ou iria a pé do rio a Salvador por você mesma? Faria isso, então porque falta na ginástica mesmo sabendo que é para seu próprio bem?


Você tomaria banho gelado no inverno ou deixaria de beber pela sua saúde? Ou fica se boicotando?


Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome


Você controla alimentação porque isso é bom para sua própria saúde ou preocupada com o que os outros dirão  a seu respeito?

Então, antes de estar pronta para um relacionamento e, principalmente, antes de criar a expectativa de esperar que alguém faça isso por você...faça tudo isso por você e  quando, finalmente, você estiver pronta para “ aceitar a vida como ela é”, então seja capaz de cantar:


Desejaria todo dia, 
A mesma mulher


Então sim.. você, eu e todas as mulheres conseguiremos ser plenamente felizes...nos desejando, amando e curtindo.. Só é amada, quem ama. Seja a protagonista de sua própria história sem colocar sua felicidade nas mãos de  ninguém.






quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Proibido e o Permitido

                        Observando os contos de fada, vemos que as heroínas sempre infringem uma regra e por isso acabam sofrendo sérias conseqüências. A Bela Adormecida tocou no  fuso, Branca de Neve abriu a porta para estranhos e a Bella foi até a Ala que havia sido dita claramente que era proibida. Na verdade, a lição implícita é NUNCA desobedeça uma ordem dada.
                        Por outro lado, por que as princesas são tão teimosas? Será um problema genético? Ou excesso de mimo?A.G. Roemmers coloca em seu livro “O Retorno do Jovem Príncipe” que “Existem aqueles que trancam seus filhos ou outras pessoas em jaulas com grades de exigências, expectativas e temores – disse eu -, sem entender que tudo que é imposto como obrigação necessariamente provoca resistência.”
                         Voltando aos contos de fada, concluímos que como pais ou cuidadores, seria melhor explicar e conversar sobre as conseqüências que simplesmente proibir, pois a proibição leva à resistência e à desobediência acirrando ainda mais a curiosidade.
                          Ainda na mesma linha, o citado autor afirma que:” Há uma ordem externa da qual precisamos para nos sentir confortáveis e cuja intensidade varia segundo cada um de nós.” Portanto, acertar arestas, impor limites e estabelecer um ritmo são fundamentais para que a criança cresça segura, feliz e seja capaz de viver em sociedade. Entretanto, as proibições insensatas e originadas no medo, apenas levam a atitude que se procura evitar.
                          Educar é um risco. Não há fórmula, estamos sempre na tentativa e erro.
                      

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vida de MÃETORISTA


                            Certo dia, eu estava sentada na manicure  e ao ser perguntada porque estava com tanto sono, expliquei que tinha ido buscar  minha filha numa festa às 2h da manhã e depois levantado às 6 para levar meu filho para o treino da natação. Neste momento, uma senhora do outro lado do salão disse que os filhos voltam de táxi porque ela não levanta da cama por nada deste mundo.Não respondi. Não debati. Preferi manter-me quieta porque cada um educa  seus filhos e leva  a vida que escolhe, porém sorri comigo mesma, feliz. Foi aquele sorriso silencioso de quem está de bem com seu coração, sua intuição, sua alma. O sorriso de quem tem certeza de que está no caminho certo e pretende continuar nele.
                               Inconformada com meu silêncio, a senhora resolveu tentar-me, ofertando-me o telefone do disk-táxi que ela utiliza. Agradeci com um sorriso e expliquei que eu gosto de ir buscar meus filhos nas baladas pois aproveito para ver o que acontece  na cidade enquanto  as pessoas dormem, além de ver quem são e como pensam os amigos dos meus filhos.
                                Decidida a me convencer, atacou-me dizendo-me que preciso deixar  de superproteger meus filhos e descansar mais.Mais uma vez, sorri e expliquei que meus filhos são super independentes pois ainda adolescentes são capazes de andar  a pé ou de ônibus pela cidade, fazem matrículas em cursos, fazem as próprias malas, cozinham e  fazem compras, organizam suas coisas e  me ajudam no que preciso em casa ou no trabalho. Porém, eu, pessoalmente, acho que após carregá-los em meu ventre por nove meses, dar à luz com parto normal e amamentá-los por seis meses, acordando durante as madrugadas de frio de três em três horas, sair ocasionalmente da cama para ir buscá-los na balada não é um sacrifício, é um prazer. Ademais, fico sabendo de tudo que "rolou" direto da fonte pois eles estão tão animados conversando entre si que nem se tocam que eu estou ouvindo.
                                  Na verdade, é um trabalho em equipe. Eu os ajudo e eles me ajudam. Subitamente, ela parou de me importunar e pude retomar o meu assunto com a minha manicure sobre a cor do esmalte que eu usaria naquele dia. 
                          Acredito que devemos seguir nossa intuição pois não há regras nem manuais. Faça o que a sua consciência mandar.

domingo, 20 de novembro de 2011

Transição Nutricional


Sabemos que a mulher moderna está ocupando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, e essa mesma mulher é mãe, dona de casa, praticante de atividade física e mais um pouco. Essa mudança, sem dúvida alterou o padrão de alimentação caseira e da família. A indústria percebeu rapidamente esse novo estilo de vida e disponibilizou uma enorme variedade de produtos de rápido preparo e consumo.

   A globalização trouxe a facilidade de acesso a produtos industrializados, e a cada dia vemos nas prateleiras dos supermercados, um novo produto com um menor tempo de preparo, ou o suco em pó que é super prático, somente diluir com água e está pronto. Imaginem o grande período de prateleira que esse produto já enfrentou e o prazo de validade ainda chega a quase dois anos (em alguns casos), a quantidade excessiva de conservantes, aditivos, corantes, realçadores de sabor, o que estamos oferecendo para nossas crianças?

   Essa pergunta deveria ser feita toda vez que uma mãe oferece uma bolacha recheada, refrigerante, salgadinho de pacote, lasanha pronta, suco em pó, entre outros para seu filho.

   Não é a toa que nosso índices de obesidade estão alcançando os dos Estados Unidos. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), nossas crianças estão apresentando doenças que antigamente só apareciam em pessoas mais velhas, como diabetes, hipertensão e colesterol alto.

   A transição nutricional trouxe uma inversão no comportamento alimentar da nossa população e fez com que o Brasil passasse de um quadro de desnutrição para um de obesidade.

   Resolvi escrever esse post a pedidos da minha paciente Anna, que lamentou ao me contar, quando viu uma mãe oferecendo refrigerante na mamadeira para o filho de apenas dois anos de idade. Não tenho dúvida que essa mãe não tem noção do prejuízo que pode causar para seu filho, precisamos criar a consciência na população sobre uma alimentação ideal e equilibrada para crianças pré escolares.

Portanto, seguem abaixo algumas dicas:

- Comer a cada 3 horas;
- Ofertar de 3 a 4 frutas ao dia, mandar como opção para o lanche da escola ou suco de frutas como substituto;
- Ofertar verduras e legumes no almoço e jantar. Caso a criança não tenha grandes preferências, experimentar: suflê de cenoura, chuchu, brócolis, arroz com brócolis ou cenoura, feijão com beterraba, sopa de legumes, massa feita com biomassa de banana verde...
- Evitar o consumo exagerado de açúcares.
- Evitar frituras e refrigerantes,
- Evitar adoçante e embutidos.

Este texto foi escrito por Tatiana Pimentel, minha ex-aluna e amiga, a meu pedido. Sinto-me feliz e honrada por ter a sua colaboração.Obrigada, Tati! Aconselho que visitem o blog desta competente nutricionista:http://dratatianapimentel.blogspot.com/

sábado, 12 de novembro de 2011

Dois amores


Definitivamente, crianças deveriam vir com manual ou antes de  qualquer pessoa ser pai ou mãe deveria fazer um treinamento assim como auto-escola. Um filho e uma filha..todos dizem ser perfeito..sonho de consumo da maioria dos casais, entretanto, é , às vezes, enlouquecedor.
            A menina é  encantadora, até ouso dizer, sedutora mesmo. Como dizer não  para alguém tão doce. Em geral, meninas são excelentes companheiras, especialmente para fazer compras, conversar, passear no shopping, fazer planos.Já os meninos, também sedutores a seu modo, muito carinhosos e espirituosos. Um abraço de um menino é literalmente esmagador pois eles não percebem o quanto crescem e como ficam fortes da noite para o dia. Fazer planejamentos e traçar as metas para  as férias é um trabalho para as meninas, porém os meninos resolvem todos os problemas tecnológicos  ou mecânicos que surgem. As meninas, com  instinto maternal desde que nascem, cuidam e defendem os irmãos. Os meninos, em contrapartida, sempre prontos para uma agressão física.
            Qual mãe já não teve sua meia desfiada por unhas bem fininhas que ainda  engatinhando se apoiaram em sua perna para subir ou sentir a textura diferente? Ou então, viu o estojo de maquiagem ser quebrado pela linda bonequinha que, imitando a mãe, mexia e remexia nas sombras e batons.Não posso deixar de mencionar os sapatos de salto que exercem um fascínio desde a primeira infância. E desmontar brinquedos e tentar remontar?São dois mundos que se complementam. Enquanto as meninas apaziguam, os meninos lutam. As meninas falam e os meninos agem. Um Universo que se complementa. Yin e Yan. Uma benção! Um lar com meninos e meninas é uma amostra  simplificada do mundo.Quem tiver uma fórmula mágica me avise. 
             Uma hora são unha e carne, no segundo seguinte, inimigos mortais.Quando você pensa que aprendeu a lidar, eles mudam a ordem das coisas: a menina tosa o cabelo e o menino deixa crescer. Criar filhos é tarefa difícil, mas enriquecedora.

domingo, 6 de novembro de 2011

CRI CRI


A futura mamãe estava feliz, muito feliz; afinal estava grávida novamente. Algum tempo se passou  e o príncipe finalmente veio ao mundo. Mamãe e papai estavam felizes e orgulhosos. O tempo foi passando e de repente CRI CRI não parava de fazer perguntas. Parecia ser o grilo mais falante do planeta. Dra Psico  explicava que era apenas uma fase e que isso passaria. Porém, era  um nunca acabar de: por que isso, por que aquilo, mas por que deste jeito, por que isso acontece. Não pense que era sempre assim..às vezes ele parava a cascata de por quês e engatava um como? Ou onde? E logo retomava um por que é assim? Seus pais, familiares e amigos não agüentavam mais e respondiam é porque é e pronto.Mas, isso não fazia com que CRI CRI parasse. Resolveram colocá-lo na escola, todavia os problemas aumentaram pois CRI CRI não gostava de pintar. O professor PINTA PINTA não se conformava com a rebeldia de um grilo que não gostava de pintar e ainda por luxo, quando era obrigado a pintar coloria tudo com cores escuras. Os pais já não sabiam o que fazer. As perguntas de CRI CRI incomodavam os egos feridos e o temor de se sentir incapaz dos professores. Então, trataram de imobilizá-lo segregando-o. Pobre CRI CRI! Foi ficando triste e macambúzio. Quase não falava  nem interagia com seus colegas ou em casa. Até que um dia,  um novo professor chegou na escola: era o Professor Goo Gle. Este professor preocupou-se com o estado catatônico do grilinho com olhar triste embora inquisidor. E CRI CRI começou a despertar novamente. A curiosidade começou a  aflorar novamente e timidamente ele voltou a ousar fazer perguntas. Lentamente, o professor foi resgatando a sede de conhecimento de CRI CRI. O grilinho voltou a indagar e a observar o que se passava a sua volta. O Professor Goo Gle tinha sua auto estima bem estabelecida e não temia dizer que não sabia responder a alguma pergunta. Pelo contrário, sugeria aos alunos que todos deveriam procurar  pelas respostas e depois discutir. A  cada aula surgiam mais perguntas e o professor ia ensinando o caminho das pedras, ou seja, como fazer pesquisas e onde encontrar respostas. Após algum tempo, o grilinho CRI CRI  foi capaz de começar a fazer um voo solo, ou melhor, foi capaz de pular sozinho sempre rumo ao conhecimento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Constituição Familiar

                   Toda nação tem sua Constituição ou Carta Magna que é aquela Lei Maior que direciona e assegura os princípios básicos de uma nação. Bem, com base nisso, acredito ser interessante cada família ter sua Constituição Familiar. Na mesma linha, essa Tábua de Leis disciplinaria e deixaria bem claro qual o caminho que a família segue. Em sala de aula, por exemplo, temos os combinados. Os alunos e a professora conversam e listam o que pode e o que não deve ser feito em sala de aula. Cada classe tem sua lista de combinados  própria, feita pelos próprios alunos exposta em lugar visível na sala. Quando alguém infringe um deles, todos rediscutem o tema.

                   Da mesma forma, a Constituição familiar vai nascendo das discussões em família. Não é desenvolvida toda num só dia, nem tampouco parte dos pais. Conforme as crianças vão crescendo e as situações aparecendo, as leis são discutidas e incorporadas à Constituição.Essa Constituição será o espelho que conduzirá a vida em família.
               
                   Alguns exemplos:

1- Acreditamos em DEUS.

A família que acredita em Deus e segue uma religião precisa viver essa fé e os símbolos dessa religião desde sempre. As crianças precisam  aprender a celebrar os ritos e as orações. Já está provado cientificamente que a pessoa que tem Fé  enfrenta melhor os desafios.


2- Respeitamos a Natureza, os outros e seus bens.

Cada um dos itens vai surgindo e sendo internalizado conforme as situações surgem. Visitando o Orquidário e a praia, as crianças vão  aprendendo a cuidar do meu ambiente. É importante que aprendam a respeitar a todos ( isso inclui opiniões, saber esperar sua vez e os bens de cada um)


4-É conversando que a gente se entende.

Certa vez,  aprendi em uma palestra que " o ser humano tem  a mania de achar que pode ler a mente dos outros. O pior é que acaba lendo ou interpretando tudo errado em 90% das vezes." Por isso, desde crianças, faz-se necessário aprender a colocar os sentimentos e as emoções para fora. Desta forma, aprendem a compreender melhor os outros e a si mesmos. A família precisa dialogar sem medo.A tecnologia é importantíssima, mas não pode substituir a conversa real.


5- Um por todos e todos por um.

 O objetivo é desenvolver amor, união e espírito de equipe.


                       Há muitos outros ítens que podem e devem ser acrescentados. A cada situação que surge, reforça-se o item correspondente em uma conversa agradável com todos os membros da família.Memorizar as normas e segui-las fará com que os princípios familiares sejam reconhecidos e seguidos. Também, colabora para que todos se sintam membro integrante da família.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Convivendo com TDAs

                     Muito tem sido falado sobre as pessoas com TDA (transtorno de déficit de atenção), porém muito pouco tem sido dito a cerca das pessoas que convivem com eles. Amo todos meus amigos e amigas TDA, Mas, devo confessar que vida de sombra é muito difícil e desgastante. Procuro levar numa  boa, ou seja,  com paciência e boa vontade, porém, às vezes, sinto que chego ao esgotamento.
                     Se por um lado,é importante permitir que eles façam efetivamente as tarefas pois nosso cérebro registra melhor quando gerencia materialmente as tarefas  ou, melhor dizendo, a pessoa se apropria e constrói o conhecimento, efetivamente vivenciando, mais do que ouvindo. Por outro lado, é uma rotina muito difícil para o TDA com ou sem hiperatividade.
                       Entre as obrigações de estar sempre lembrando, telefonando, contornando situações e suprindo falhas, também me divirto muito, pois rir é o melhor remédio.  Por exemplo, certa vez, enquanto eu corria para me arrumar, fui interrompida quatro vezes por amigas me perguntando onde era o evento.Nessas horas, apenas sorrio e respondo. Faz parte da vida delas e da minha. A organização é muito difícil para eles, inclusive espacialmente. Como professora, tenho sempre lápis, papel, borracha para emprestar e ainda ajudo a organizar a escrita na própria folha de papel. É verdade, eles precisam de ajuda com agenda e até onde escrever no caderno;entretanto, eles têm tantas outras habilidades como a criatividade e a visão diferenciada..
                      Hoje em dia, com a tecnologia fica mais fácil lembrá-los de seus compromisso ( alertas, emails, torpedos, dizer o nome deles constantemente), mas eles precisam entender que é necessário fazer as coisas assim que são pedidas senão, fatalmente, esquecerão novamente.
                       Quando meus filhos eram pequenos, eu lia uma história  sobre um menino que esquecia tudo. Então, para não esquecer mais das responsabilidades assumidas, ele desenvolveu o seguinte lema: LEMBROU PAROU FEZ. Assim, que identificava algo que precisava fazer, fazia imediatamente.
                      Minha solidariedade a todos que como eu, acompanham vários TDA em suas aventuras e desventuras. Se tiverem alguma ideia que alivie a vida dos acompanhantes, professores e familiares, mandem para mim.            

domingo, 9 de outubro de 2011

Lição de casa - um desafio para professores e alunos

Sempre defendi a idéia de que o final da aula, não é o momento da aula ideal para passar a lição de casa. Creio que o aluno deve terminar a aula feliz e com vontade de querer voltar. Se os últimos instantes de aula foram passados com a lição de casa, o aluno se despede “pesado”, com um mais um fardo sobre os ombros e pensando que mal terminou a aula e já tem obrigações a cumprir. Por isso, costumo passar a lição da aula após a correção da anterior, mas nunca ao final. O final tem que ser prazeroso: uma música, atividade lúdica ou jogo. Enfim, algo que deixe um gostinho de quero mais.

Uma vez ao buscar meu filho na  aula de canoagem, os alunos pediram para o professor se poderiam ficar mais um pouco. O professor, para desapontamento dos alunos, respondeu que não seria possível, mas  na quarta haveria aula de novo. Depois, ele me explicou que poderia ter deixado que eles remassem mais, porém se fizesse isso, eles sairiam da aula cansados e sentiriam  preguiça de voltar na aula seguinte. Deste jeito, eles esperariam pela próxima aula com ansiedade e alegria.

Atualmente, procure não exagerar nas atividades pedidas. Lição de casa não é uma maneira de cumprir programa. Lição de casa é uma forma de favorecer a aprendizagem. Procuro explicar para os alunos que o cérebro grava aquilo que vê repetidamente, por isso, faz-se necessário repetir o que foi aprendido em sala de aula todos os dias. Nos dias de hoje é inútil esperar que o aluno fique uma tarde inteira fazendo lição de casa. O importante é a qualidade do que se passa. Surpreenda e seja criativo!
Para motivá-los, é interessante pedir algo que possa ser feito usando a tecnologia que tanto os atrai.Também, é importante conscientizá-los que a lição deve ser começada pelo que menos gostamos e cedo. Esperar pelo domingo na hora do Fantástico é uma tortura para toda a família pois encerra o domingo de uma forma deprimente e, muitas vezes, não há tempo suficiente para fazê-la. O aluno precisa fazer a parte que lhe cabe, pois o professor é mero facilitador, o caminho da aprendizagem depende do educando.
Aos pais cabe, perguntar, demonstrar interesse e até auxiliar indicando caminhos. O filho precisa saber que fazer lição de casa, não é uma opção, mas uma obrigação.
Cada um - pais, alunos e professores - precisam estar cientes e cumprir sua missão.
  

sábado, 1 de outubro de 2011

Como atingir a imortalidade

                    Ainda jovem, Beethoven resolveu escrever alguns improvisos sobre músicas de Pergolesi. Dedicou-se durante meses ao trabalho e ,finalmente, teve coragem de divulgá-lo.
                    Um crítico publicou uma página inteira num jornal alemão, atacando com ferocidade a música do compositor.
                     Beethoven, porém, não se abalou com os comentários. Quando seus amigos insistiram para que respondesse ao crítico, ele apenas comentou:


                     "O que preciso fazer é continuar meu trabalho. Se a música  que componho for tão boa como penso, ela irá sobreviver ao jornalista. Se tiver a profundidade que espero que tenha, ela irá sobreviver ao próprio jornal. Então, se este ataque feroz ao que faço for lembrado no futuro, será apenas para ser usado como exemplo da imbecilidades dos críticos."


                      Beethoven estava certíssimo. mais de cem anos depois, a tal crítica foi lembrada num programa de rádio em São Paulo.


                       Ao ler este texto escrito por  Paulo Coelho in AT Revista de 18/09/2011, achei pertinente dedicá-lo a todos aqueles que se sentem desanimados pela crítica alheia. Frente a uma crítica, devemos sim, nos auto analisar e verificar no que podemos melhorar. Então, faz-se necessário mudar ou melhorar o que pode ser melhorado e jamais desanimar. Nunca se deixe abater por críticas infundadas geradas pela falta de preparo, inveja ou frustração de ninguém. Coragem! Desanimar jamais!


                          

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aquarela e TDA

“Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...”  (Toquinho
)


Qual professora, já não teve um aluno assim. E quantos pais não vivem brigando com seus filhos porque eles se não prestam atenção na aula, não dão recados,esquecem o material escolar ou pior, a matéria da prova. Talvez eles não sejam distraídos, apenas estejam em outra dimensão, seguindo um outro rumo como o da música de Toquinho. Basta um pinguinho de tinta e a imaginação, vai voando....


Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul

Crianças TDA são facilmente distraídas por estímulos  do ambiente externo, porém,  mesmo quando evitamos e tentamos quase abolir esses estímulos, os pensamentos se  dispersam igualmente. Preocupo-me mais com os alunos TDA sem hiperatividade, porque estes, pela calma e tranquilidade, acabam sendo esquecidos num canto da sala,ficando livres para seguir o rumo dos seus pensamentos.


De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

O futuro é a preocupação constante dos pais e da escola pois eles parecem precisar  de alguém por perto o tempo todo. Os pais e professores precisam estar sempre por perto lembrando, orientando, conferindo ou simplesmente, chamando -os pelo nome  para trazê-los de volta à realidade.


E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida


Escolhi esta música de Toquinho porque, além da beleza poética, descreve com exatidão o caminho traçado pela mente da pessoa que tem TDA. Essas pessoas, também, costumam apresentar dificuldade com relação a horários e frequentemente não os cumprem pois: 

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...


Têm muita dificuldade para  manter atenção em atividades muito longas e repetitivas. O computador prende mais a  atenção por conta da mudança de imagens.

E ali logo em frente
A
esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Num instante imagino


Por mais que se esforce, seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para sua capacidade intelectual, que geralmente é acima da média. Daí, ser considerado desleixado e desorganizado ou desinteressado. Estes rótulos trazem sofrimento para a criança e para a família.


Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...


O  desempenho muito abaixo do esperado em várias disciplinas pode ser um indicativo de TDA e deve ser investigado. A parceria escola, família e médico é fundamental nesse momento, pois  o diagnóstico tardio pode danificar auto-estima de maneira irreversível, sem falar nos problemas familiares causados.


Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da
mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...


Possuidores de uma imaginação sem limites, têm a capacidade de ver as coisas sob outro prisma e, assim, encontram respostas ou soluções onde ninguém mais consegue. Podem e serão muito bem sucedidos, mas precisam aprender a manter o foco e a utilizar instrumentos para superar as falhas causadas pelo chamado déficit de atenção, que prefiro chamar de atenção exacerbada. Recomendo  a leitura do texto Steve Jobs, um revolucionário, neste mesmo blog, para servir como um estímulo para pais , professores  e alunos pois o caminho é árduo para todos os envolvidos.


















segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Questões do Coração

                    Ao ler  Questões do Coração de Emily Giffin,  deparei com uma cena em que mãe e filha conversam sobre um livro  e sobre a vida:

                     "- Seu pai e eu ainda morávamos no Brooklin. Não tínhamos nada naquela época, mas éramos tão felizes, acho que foi a melhor época da minha vida."

                         Às vezes, precisamos realmente fazer uma retrospectiva, analisar nossos atos passados,mas não para entrar em depressão, para analisar e crescer observando tudo pelo qual passamos. Tudo faz parte da nossa jornada e nos leva ao crescimento, tornando-nos pessoas melhores.Essa visão de que éramos felizes porque éramos pobres, precisa ser corrigida. Anos de programação errônea nos fazem carregar essa premissa, perpetuando-se em nosso inconsciente e no de nossos descendentes. As pessoas mudam, caminham  e a prosperidade deve ser vista como um direito, uma escolha.

                        "- Quando foi que você e papai ....pararam de ser felizes?" - perguntei.
                        "-Ah, não sei. Foi aos poucos, e mesmo pouco antes do fim passamos por bons momentos. - Então sorriu o tipo de sorriso que tanto pode anteceder lágrimas quanto uma risada. - Aquele homem, ele conseguia ser tão encantador e espirituoso."

                        É muito difícil constatar quando um relacionamento chega ao fim e qual o verdadeiro motivo. Em alguns casos, nunca houve um união. Uma amiga um dia me confessou que nunca quis casar, foi levada a se casar por força da sociedade e da família. Outros seguiram o que era esperado deles.Alguns, realmente, trilharam um caminho de união, amor,amizade e respeito juntos. Outros casais começaram a trilhar caminhos diferentes quando os filhos nasceram e a rotina de obrigações começou a minar cada momento de interação juntos.Por vezes, a evolução de ambos se dá de  maneira diferente e cada um é um novo ser completamente diferente daquele de anos atrás. Não há culpa, são caminhos diferentes.

                       "Concordei pensando que ele ainda é encantador e espirituoso, e esses são os dois adjetivos que as pessoas sempre usam para descrevê-lo."

                       Muitas vezes, a rotina diária faz com que deixemos de enxergar as qualidades do parceiro ou da parceira e , passemos a ver apenas os defeitos. Isto acontece, não só em casamentos, mas em qualquer relacionamento. Por isso, precisamos treinar todos os dias, observando as qualidades das pessoas que nos cercam e impedindo que a visão turva nos  mostre apenas os defeitos.O amor tem que ser cultivado e regado todos os dias e isso significa não erguer muros nos afastando das pessoas - às vezes os tijolos desse muro são a inveja, mal entendidos, mágoas, segredos ou culpas. 
                         Sempre é tempo pra recomeçar. Escolha ser feliz. Só depende de você.


                        

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Steve Jobs - sempre revolucionário


Ao ler sobre a vida de Steve Jobs, comecei a pensar em cada aluno que tenho com TDA. De maneira alguma estou afirmando, aliás nem posso  declarar que Steve Jobs fosse TDA,mas com certeza, ele tem muitas das características.
O colunista Joe Nocera o considera como um dos maiores inovadores da história do capitalismo moderno, dono de uma intuição fenomenal.
O próprio Jobs aconselha um grupo de alunos da Stanford University in 2005 “ Vocês têm que confiar que os pontos irão se conectar no futuro. Confiem em alguma coisa: garra, destino,vida, karma. Esta crença nunca permitiu que eu desanimasse e isso fez toda a diferença em minha vida.”
Steve Jobs   parou a faculdade ainda no primeiro semestre, porém fez um curso de caligrafia sem contar créditos acadêmicos. Tinha um interesse muito grande em eletrônica desde a adolescência e, portador de grande imaginação, começou desenhando jogos para Atari.Entretanto, manter-se nessa linha era difícil. Largou tudo para fazer uma viagem pela Índia.
Bem, os pontos se uniram lá na frente, as aulas de caligrafia o influenciaram a desenvolver a estética da Apple, a criação de games e a paixão por eletrônica o levaram a desenvolver um produto após o outro com uma perfeição e criatividade inigualáveis.
Sofreu fracassos e teve problemas de relacionamento com colegas e outros engenheiros, porém, ele jamais desistiu. Ainda declarou para a Newsweek em 2006: “Quando você começa a tentar resolver um problema, as primeiras soluções que surgem são muito complexas e  a maioria das pessoas para aí. Mas, se você perseverar e for descascando as camadas lentamente, você frequentemente chegará a uma solução simples e elegante. Pense diferente!”
Ao ler tudo isso, penso que nossos alunos TDA/H merecem mais atenção. Precisamos quebrar paradigmas,usar a imaginação e permitir que as mentes brilhantes de nossos alunos floresçam, expandam e tragam novas soluções para problemas presentes e futuros. Ao invés de rotular e marginalizar, aceite o desafio e FAÇA A DIFERENÇA. Um novo Steve Jobs ou Bill Gates pode estar em sua sala de aula ou em sua casa.

sábado, 3 de setembro de 2011

Deixa a vida te levar


Fernando Pessoa disse:“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Mas, o que é uma alma pequena? Será sinônimo da expressão bíblica “pobres de espírito”?
Quando era pequena, várias vezes, escutei minha mãe dizendo que gostaria de adormecer e só despertar quando as festas de fim de ano tivessem passado. Na minha inocência e alegria pueril não consegui entender o motivo de tanto desinteresse pelo Natal.
Esta semana, ouvi uma amiga cuja mãe faleceu recentemente, fazer a mesma afirmação. Lembrei-me da minha infância e de tantos momentos já, na idade adulta, que pensei como seria bom fazer uma terapia do sono. Adormecer e só despertar depois que certos momentos difíceis tivessem passado. Todavia, apesar das dificuldades, das lágrimas e do sofrimento, tenho a consciência que viver estes momentos me tornou uma pessoa mais amadurecida e melhor. Não creio que precisemos sofrer para aprender, porém, sei que crescemos muito e aprendemos  com tudo que passamos na vida.
O importante não é o quanto sofremos, mas as lições que tiramos de tudo o que experimentamos. Nada acontece por acaso, cada ciclo de nossas vidas nos leva a um ponto mais elevado de nossa existência. Uns ciclos começam, outros terminam.
Certa vez, uma amiga, ao descrever a vida dela, me disse que ao percebermos o fechamento de ciclos em nossa vida, não nos entristecemos tanto, pois não lutamos contra, mas nos abrimos para o Novo que está chegando. Acho que esta é a grande Dica, deixar que o novo entre em nossas vidas sem resistência.
             Encerro este texto repetindo o bordão que minha mãe sempre dizia quando eu tentava alterar o inalterado:” Não lute contra a maré ou morrerás afogada. Deixe que a maré te leve até novas paisagens e novas praias.” Hoje entendo que esta frase não é uma defesa  à Inércia, mas é a sabedoria de perceber o imutável e guardar forças para batalhas que realmente valham a pena.

terça-feira, 30 de agosto de 2011


bustosocrates As Três Peneiras de Sócrates   Uma lição para a VidaAs Três Peneiras de Sócrates

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.

       Estou postando esta história contada por Sócrates pois estava num shopping center tomando um café, quando um casal amigo aproximou-se de mim. Começamos conversando e num determinado momento, o marido de minha amiga disparou:" Aquela mulher não tem espelho em casa?" A colocação estava tão fora do que  nós estávamos conversando que demorei alguns segundos até perceber a crítica daquela colocação. A esposa dele começou rindo  e eu disse " Na minha opinião ela está muito bem vestida, embora não seja meu estilo..".Foi uma maneira de cortar o comentário maldoso.

        Numa outra oportunidade, conversava com alguns amigos sobre saúde e ao mencionar o conselho de uma conhecida nutricionista, uma pessoa presente na conversa começou a falar dos filhos da mencionada nutricionista não obstante a minha colocação de que não conhecia a vida pessoal da nutricionista em questão. 

          Estes fatos me fizeram refletir sobre a maledicência e recordei-me desta história.Na verdade, a mensagem desta história não é a de que apontemos o dedo para os outros acusando suas atitudes, mas que encerremos o assunto não dando vazão a comentários maldosos.Boa sorte nesta jornada pois não é fácil, nem sempre consigo agir da forma citada acima.



 

sábado, 20 de agosto de 2011

Qualidades que levam ao casamento e à separação

Pesquisas e estudo comprovam que os mesmos motivos que levam ao casamento também levam à separação. Tudo depende do ponto de vista.Observe a comparação e fique ligado:

Namoro:  Ele/Ela é tão determinado.            
Divórcio: Ele /Ela é muito teimoso.

Namoro: Ele/Ela é tão popular.
Divórcio; Ele/Ela é infiel.

Namoro: Ele/Ela é tão organizado.
Divórcio: Ele/Ela é obsessivo com arrumação

Namoro: Ele/Ela tem espírito de liderança
Divórcio: Ele/Ela é tão autoritário.

Namoro: Ele /Ela é tão ligado em tudo que acontece no mundo
Divórcio: Ele /Ela é tão fofoqueiro.

Namoro: Ele/Ela é tão interessado em tudo que eu faço.
Divórcio: Ele/Ela é tão controlador.

Namoro: Ele/Ela é tão ambicioso.
Divórcio: Ele é tão avarento.

Namoro: Ele/Ela é tão comunicativo.
Divórcio: Ele/Ela fala demais.

Namoro: Ele/Ela é tão trabalhador.
Divórcio: Ele/Ela só pensa em trabalho.

  Ninguém precisa ser infeliz para sempre, observe o passado e voe para um futuro melhor.                                                                        

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mico? Não..um gorila


Mico? Não…um gorila…talvez um flamingo
Quando se viaja, é necessário ligar o observador e seguir aquela premissa..”Olhe o que os outros estão fazendo e faça igual”.
Assim, tentando conviver com os americanos e sair daquele roteiro de turista comum, deixamos que um amigo nos convencesse a nos aventurarmos pela cidade. Estava um frio tremendo, a sensação para nós brasileiros recém saídos dos 40 graus no Brasil, era ainda pior. Caminhávamos pela cidade, todos felizes, fotografando e rindo muito. Num determinado momento, a fome e o frio nos empurravam para entrar em algum lugar.
A primeira opção foi uma casa noturna de frequência duvidosa e proibida para menores. Então, optamos pelo que parecia ser  mais uma hamburgueria na cidade. Bem, na verdade, era um “pub gay”. Mas, sem problemas nem preconceitos fomos muito bem recebidos.Meu amigo, esse que nos convenceu ao passeio, recebeu até uma cantada ( nem a esposa dele e muito menos nós  o deixaremos esquecer este momento). A decoração era toda rosa  com uns quadros homo bem românticos. O MICO foi a nossa guia quem cometeu: Estava rolando um quiz show e, no momento que  o Host perguntou qual era o nome de uma  ave sul americana, ela começou a gritar ” FLAMINGO” várias vezes. Ela gritava e pulava super entusiasmada até que o host explicou que não era pra gritar, era pra escrever num papel próprio para isso que TODO mundo estava usando. Que mico!!!!
Para encerrar, só me resta dizer que foi zoação a viagem inteira.Além de rir muito, aprendemos a observar primeiro e controlar a impulsividade.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Animais de estimação

               O sonho de infância de todas as crianças é ter um cachorro. Como educadora, acredito que seja uma experiência importante desde que bem estabelecida. O objetivo de ter um animal de estimação é aprender a assumir compromissos e ser responsável. Ao adotar um bichinho de estimação, não haverá " é feriado" ou " estou cansado". O ritmo e os cuidados têm que ser mantidos diariamente.
                Uma proposta é iniciar o processo com hamsters ou peixes.Se a  criança provar que é capaz de cuidar desses animais, então será o momento de um cachorro. O cachorro interage mais e é um super companheiro.Segundo uma amiga, ajudou até a diminuir  a briga entre irmãos.
                Igualmente importante é lidar com a perda e só aprendemos vivenciando e encarando estes momentos de luto Não é saudável nem aconselhável fugir deles.
                 Outro fator que precisa ser lembrado é que a rotina da casa mudará. Uma  amiga, adotou recentemente duas gatas. Imaginem o que aconteceu com o impecável apartamento dela: só pra ter uma ideia, uma das gatas conseguiu queimar o nariz na cafeteira.Outra amiga minha, publicou no facebook uma blusa totalmente destruída pelo cachorro sem mencionar as havainas  e até a mangueira de lavar o quintal.Porém, ambas estão rindo muito com as peripécias de seus bichinhos de estimação.E, cá entre nós, rir é a melhor terapia.

sábado, 6 de agosto de 2011

Tabuada

        Tabuada tem que ser decorada? Não! Tem que ser entendida? Decorada ou memorizada? Não é a mesma coisa?
         Muito se tem falado em termos de tabuada, mas lembro-me bem com que facilidade meus pais,educados na década de cinquenta eram capazes de fazer qualquer cálculo de cabeça. Enquanto hoje, nossos jovens ainda contam nos dedos ou somente usam a calculadora.
          Com meus filhos desenvolvi um trabalho em parceria com a escola. A escola ensinou como funciona a multiplicação. Aprenderam por meio de jogos, material dourado e um sem número de atividades a raciocinar sobre a multiplicação.Após compreenderem que 2 + 2 + 2 é igual a 3x2, comecei meu trabalho de mãe-educadora. Todos os dias, no carro, a caminho da escola eu ia tomando a TABUADA. Fazia de uma maneira divertida porém constante. Todo dia, ao entrar no carro, começava a perguntar 2x1, 2x2,2x3....e assim ia...Quando eles já haviam memorizado em ordem, comecei alternando: 2x4, 2x8, 2x6. Este processo segui por dois anos até termos terminado todas as tabuadas.Dois anos com cada filho, claro!
           Este trabalho valeu a pena. Meus filhos sabiam responder na ponta da língua qualquer cálculo com tamanha rapidez que todos os colegas de classe queriam estar no grupo em que eles estavam na hora da competição de tabuada, pois sabiam que seriam vencedores com certeza.
            Esta semana minha filha, já no ensino médio, contou-me que os colegas ficam surpresos ao perceber como ela termina rapidamente os cálculos.Eu disse que ela sempre tinha sido muito boa em raciocínio lógico e ela me respondeu:"Mãe, a diferença é que eu sei tabuada!"
            Assim, concluo que a parceria pais e escola é fundamental. Os pais precisam fazer sua  parte.Têm que estar presentes e atuando. Não é fácil, mas com vontade é possível encontrar uma brecha na agenda e fazer a diferença: contar histórias, cobrar a tabuada,  conversar sobre as coisas que acontecem na escola.A oportunidade é única, não tem replay.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ups and Downs


A hora de  dormir pode ser a mais desastrosa ou prazerosa, só  depende da maneira como é conduzida.Às vinte horas, eu anunciava que estava na hora da história. Então, iniciávamos nosso ritual que incluía leite morno,banho quentinho, escovação dos  dentes e pijama.
Já na cama deles, iniciávamos nossas orações e agradecimentos. Após este momento sério, eu me aconchegava bem junto deles e perguntava qual tinha sido o momento ou fato DOWN do dia.Após pensar um pouco, cada um de nós descrevia seu pior momento do dia. Juntos conversávamos sobre o fato colocado, discutíamos os motivos de ter sido um mau momento e como poderíamos evitar que ele se repetisse ou como  superar os danos emocionais ou materiais advindos desse momento.
Após esta conversa, dávamos início à segunda parte: o momento UP. Esta ordem precisa ser mantida, para evitar que o sono seja precedido de maus sentimentos e sensações. Mais uma vez, descrevíamos e conversávamos sobre as coisas boas do dia. Este foi um método que desenvolvi para trabalhar os princípios da inteligência emocional com meus filhos, além de partilhar sentimentos e emoções juntos.
Finalmente, lia uma história e às 21horas, após beijos e abraços  apagava a luz central e fechávamos os olhos para mais uma noite de sono.
Com alegria brincamos de Up e Down até hoje.É um jogo familiar divertido e instrutivo. Participe do jogo também.

Este semestre, toda segunda - feira, trabalho com meus alunos fatos up and down  que marcaram a semana anterior.Tem sido muito produtivo pois discutimos atualidades, além de trabalhar  vocabulário, gramática e expressão.É  surpreendente como as crianças sabem o que está acontecendo no mundo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

De olho!

                        Tempos modernos - melhores? Antigamente, se uma pessoa dizia como a outra estava bonita, bem arrumada ou com um belo vestido; esta frase significava apenas isto: um Elogio. Aumentava a serotonina propiciando a sensação de bem estar e prazer, deixava quem recebia e quem fazia o elogio feliz. Hoje em dia,  é assédio, passível de ação judicial com direito à indenização.
                        Chamar um colega de ameba, medusa ou  cabeção  era  apenas uma brincadeira pueril, meros apelidos que passavam com o tempo. Hoje é Bullying. e o bullying leva à violência.
                         Tirar uma nota baixa era responsabilidade do aluno e significava que tinha que estudar mais. Hoje é culpa do professor. Aluno indisciplinado é responsabilidade do professor que não sabe manter a disciplina.Aluno que não quer ir para a escola é responsabilidade da escola que não motiva os alunos.
                         Onde está a responsabilidade de cada um? A demarcação de limites? A alegria despreocupada e leve? Viver está ficando realmente muito perigoso.
                          Einstein, com seu  perfil visionário nato, afirmou que "A bomba atômica não é a pior de todas as bombas. A maior delas ainda está por vir, e será acionada pela desintegração das relações humanas, que irá ocorrer no futuro." Talvez, o futuro seja agora!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mãe é tudo igual, só muda...


Dizem que mães são todas iguais, só mudando o nome e endereço. Bem, eu digo que filhos são todos iguais, só mudando o nome e endereço.
Outro dia, de uma maneira simpática pedi que minha filha arrumasse o quarto dela. Ela, educadamente, me respondeu que acabara de aprender com o Professor de Física ( ai se eu pego esse professor!) que o mundo origina-se do Caos e voltará para o Caos, ergo para que arrumar o caos do quarto dela, se ele voltará para o CAOS.
            Então, resolvi desabafar o caso com meus alunos. Péssima idéia!!!! Eles me explicaram que o professor de Biologia ( outro professor que coloquei na minha lista negra) explicou que a cama feita é um ambiente propício para a proliferação de ácaros.Portanto, melhor não fazer a cama.
            Resumindo, assim caminha a humanidade, as mães tentam ensinar os filhos a cooperar nos serviços de casa  e os filhos buscam fugir da empreitada. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Projetos



Projetos pedagógicos são como sementes lançadas na terra, algumas germinam, outras não.
Todo ano desenvolvemos um projeto chamado: gardening . Dentre os vários objetivos, posso elencar:
·        Tirar os alunos do ambiente da sala de aula
·        Ensinar o vocabulário pertinente incluindo plantas, frutas e legumes
·        Conversar sobre o meio ambiente em geral e a importância da água
·        Ensinar a ter paciência e a observar detalhes.

Em alguns semestres, a colheita é boa e produtiva, porém em outros, muitas sementes não germinam ou as mudas morrem. Apesar desse aparente desastre, não considero o projeto um fracasso. Aprendemos que nem tudo pode ser planejado e que precisamos estar preparados para surpresas e improvisos.
De maneira semelhante, um grupo de amigos organizou um projeto no qual as crianças tinham que fazer pesquisa de preços de vários produtos previamente listados a fim de planejar as refeições de um fim de semana acampando. Algumas crianças anteciparam-se e efetivamente compraram os produtos de toda a lista com quinze dias de antecedência. Fracasso? De maneira alguma, surgiu uma excelente oportunidade de aprender a prestar atenção às explicações dadas, replanejar, discutir onde estava o erro e, principalmente, sobre compra e estocagem de alimentos perecíveis. Estes momentos de aprendizagem ficaram marcados para sempre e envolveram a todos. É claro que os líderes precisam tomar cuidado para não afetar a auto-estima e acabar gerando um trauma em momentos como o citado, mas sabendo levar com leveza e carinho, este fato será lembrado e as lições levadas para toda a vida.
Dos erros, tiramos grandes lições. Certo dia, uma aluna  deixou, por distração, de completar um exercício inteiro na prova. Era a questão mais fácil que ela deixou por último porque sabia muito bem o assunto. Aproveitei este fato desagradável para trabalhar com toda a classe como podemos evitar que isto aconteça com qualquer um de nós. Após vários palpites e dicas que eles mesmos desenvolveram, finalizei a discussão afirmando que de tudo o que aprendemos e ainda aprenderíamos naquele semestre, aquela era a lição mais preciosa que carregaríamos para toda a nossa vida. Então, ressaltei que eu tinha certeza que a aluna sabia aquele exercício e que de maneira alguma seria prejudicada, pois ela tinha competência para recuperar aqueles pontos. “Todos cometemos falhas, mas o mais importante é aprender com elas. Hoje você nos ajudou a aprender esta lição. Obrigada!” Sorrindo e com esta frase encerrei o assunto.
É claro que a aluna ficou triste e teve que enfrentar as conseqüências de sua distração, porém obteve Dez na prova final com louvor e segurança!

domingo, 17 de julho de 2011

Etiqueta? Ainda existe?


Etiqueta -  instrumento importante  para que possamos conviver harmoniosamente. Outro dia, havia uma reportagem na TV, comentando sobre as dificuldades de convívio nos condomínios. Ser capaz de controlar atitudes e palavras torna-se fundamental onde há muitas pessoas co-habitando sem laços familiares e fechadas em seu pequeno mundo pessoal. Porém, se seguirmos aquelas regras básicas de etiqueta, a interação entre as pessoas torna-se não apenas possível mas também prazerosa.
Certa vez, estava na missa, quando o padre explicou que Jesus Cristo também deu suas lições de etiqueta objetivando que vivêssemos em paz e com respeito. Na passagem daquele dia, Lc14, 7-11,Jesus ensinou que, ao chegar a um lugar, não deveríamos ocupar os primeiros lugares ou lugares de honra. Ao invés disso, seria melhor que sentássemos mais para trás e aguardássemos que os anfitriões da festa nos encaminhassem para outro lugar, se assim, achassem conveniente. É uma lição de humildade e de elegância.
Hoje em dia, aconselha-se que as crianças sejam ensinadas a analisar o grupo e  prestar atenção nas pessoas e no que fazem antes de  juntar-se a um grupo já reunido. Interromper uma atividade ou conversa em andamento causa aversão e certo desconforto. Faz-se necessário saber esperar, aquietar-se e simplesmente, ouvir. Ser capaz de parar, refrear a ansiedade, observar e no momento adequado integrar-se ao grupo deixou de  ser mera questão de etiqueta, mas trata-se de agir com Inteligência Emocional.
Na verdade, nada de novo no front, afinal Jesus Cristo já ensinou isto, porém o assunto continua muito atual.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Você está BG ou GB?





            Alguns dias eu acordo, me olho no espelho e percebo que estou BG – boa e gostosa – meus cabelos estão maravilhosos, minha pele está jovem, a silhueta está desejável e , enfim, a roupa cai perfeitamente bem. Nesses dias, aproveito para me olhar bastante no espelho e sair desfilando: desfilo na rua, nos corredores, na sala de aula, enfim, todo lugar é uma passarela para uma mulher assim tão poderosa.
            Porém, em outros dias, desperto também BG mas, ao contrário, estou BOBA e GORDA –  meus cabelos  parecem não ter conserto, minha pele envelhecida, estou cheia de pneus enormes e não tenho uma única peça de roupa pra vestir.Nestes dias, tudo que me resta é cobrir os espelhos, passar um Mega, Super perfume e sorrir fazendo de conta que está tudo bem. Ah! Mais uma coisa, rezar para o dia passar bem rápido ou agendar uma plástica.

           Não sei se o culpado é o Sr. Hormônio ou a Dona Baixa-estima ou falta de amor próprio. Talvez, seja stress ou apenas uma noite mal dormida. Bem, alguns dizem que é desamor. Os motivos podem ser vários. Mas, a solução é uma só: passe o melhor perfume que você tiver, ignore os espelhos por um dia e encontre as amigas. Estar entre amigas preenche o vazio, cura a carência e te faz voltar ao estado BOA E GOSTOSA.