terça-feira, 19 de junho de 2018

Show and Tell



Já ouviu falar em  SHOW and TELL?  É uma atividade que está invadindo inclusive o mundo dos negócios.
Muito comum nas escolas americanas o Mostre e Fale ou Show and Tell  foi usado pela primeira vez nos anos 40 para descrever uma atividade de aprendizagem para crianças na qual cada criança traz um objeto e fala sobre ele para a sua classe. Objetivando desenvolver fluência, comunicabilidade, oratória e confiança para falar em público, o exercício vai expandindo para hobbies, habilidades e talentos. Eu mesma já usei para falar sobre atualidades onde cada aluno escolhia uma notícia e falava sobre ela.
Este ano, entretanto, fui surpreendida. Meus alunos trouxeram todos  um único objeto: o celular. Com o celular em punho descreveram seus animais de estimação, hobbies, talentos, apps favoritos, enfim, o céu foi o limite, aliás acho que o céu não é mais o limite, pois este dependerá do quanto as nuvens conseguirão armazenar.
De qualquer forma, embora com esta nova versão tecnológica, a atividade ainda é muito útil facilitando o desenvolvimento das habilidades acima mencionadas.
Quando o professor pensa que vai surpreender os alunos, na verdade acaba surpreendido. O mundo está muito veloz! Como Mário Sérgio Cortella diz:
 “É preciso ensinar, mas também se aprende muito com quem chega.”

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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Add-on game -um olhar diferenciado


Todos já devem ter participado deste jogo chamado Add-on game, comumente utilizado para ajudar a quebrar o gelo inicial entre pessoas reunidas pela primeira vez. Sentados em círculo, as pessoas devem lembrar dos nomes ditos anteriormente e acrescentar o seu. Este jogo treina a memória e facilita a interação entre os membros da equipe que está se formando. Você consegue memorizar todos os nomes?
Este jogo pode ser usado com categorias diferentes para auxiliar na memorização de vocabulário em aulas de inglesa ou a aprender a categorizar itens. Entretanto, o que mais me chama a atenção é que nunca lembramos o que a pessoa que está ao nosso lado falou. Ficamos tão focados em memorizar toda a lista que esquecemos do vizinho mais próximo.
Participar desta atividade sempre me faz refletir sobre o quanto não prestamos atenção nos nossos vizinhos, em nossa redondeza, em nossa comunidade. Precisamos manter uma visão geral e macro, porém não podemos nos desligar de quem está tão próximo de nós.
Por isso, nesta era da tecnologia e com as telas prendendo nossos olhos, experimente trocar algumas palavras com o seu vizinho na garagem, no elevador e onde mais você encontrar. Olhe para o vizinho! Empatia e olhar atento são duas qualidades que estão em extinção. Para pensar! Desenvolva este olhar e atenção,

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

A história de cada um




“......Lembra-se de todas aquelas caixas na garagem?
- Quais?
- As que têm Roger escrito...........Estão cheias de objetos e roupas velhas de meus pais – disse ele. – Fotos, cartas, roupas de bebê, livros e quinquilharias. O reverendo empacotou tudo quando me trouxe para viver com ele. Tratou- os da mesma forma que seus mais preciosos documentos históricos, caixas duplas, proteção contra traças e tudo o mais.
( ...)
- Uma vez perguntei a ele por que se dava ao trabalho de guardá-los, eu não queria nada daquilo, não me importava. Mas, ele disse que guardaríamos mesmo assim, era a minha história, ele disse, e todo mundo precisa de uma história. “  ( em Outlander – O resgate no Mar- p. 358-359,  Gabaldon, Diana, 2015, Saída de emergência Editora).

Não se trata de apologia a guardar tudo. Ao contrário, uma boa arrumação de armários com direito à doação e lixo sempre será muito bem vinda. Por outro lado, há a questão de manter alguns objetos como num museu para contar sua história. Como no texto de Gabaldon, devidamente acondicionados e mantidos, mesmo que não sejam olhados. O importante é saber que sua história esta ali.
Por isso, ao ensinar as crianças do Fundamental 1, é fundamental trabalhar a história delas. Com a ajuda dos pais, uma exposição com algumas roupas, brinquedos favoritos, documentos e sugiro até uma caixa de sapato decorada com fotos da família, ou seja, cada criança pode formar seu pequeno museu. Entendendo sua história, ficará interessada em outras histórias, compreenderá a passagem do tempo e valorizará os antepassados.
Os momentos onde a família conversa sobre o momento do nascimento, a gravidez, os primeiros anos de vida proporcionarão aconchego e muita roda de conversa para o lar. Por que não ver fotos e vídeos? Conversar mais com olho no olho e menos mensagens online, mais presença física!


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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Círculos e histórias


Quem não gosta de ouvir uma boa história? Afinal, o que são as novelas, filmes ou séries senão uma história contada? Pena que não são mais contadas ao redor do fogo. Qual a importância do círculo ao redor do fogo?
Os processos circulares estão presentes na maioria das tradições de todos os povos da Terra porque o círculo favorece o olhar para o outro e, proporcionando este olhar e proximidade, torna-se mágico. As pessoas sentem-se ouvidas, por isso o processo de contar histórias se desenvolveu tão bem neste processo, pois toda a beleza e profundidade da experiência da humanidade é compartilhada. Ao invés de hierarquia, há o compartilhamento do poder.
Ao ler Outlander, deparei-me com a descrição que transcreverei a seguir, onde mesmo aprisionados, doentes, com fome e frio, há o lugar para o círculo e a contação de histórias, afinal quem não gosta de ouvir uma boa história?
“O acordo era que aquele que tivesse uma história para contar ou uma canção para cantar obtinha um lugar junto à lareira enquanto estivesse falando. Mac Dubh disse que era um direito dos trovadores, que ao chegar em grandes castelos, davam-lhe um lugar quente junto à lareira e bastante comida e bebida, em honra da hospitalidade do senhor do castelo.” ( Outlander O resgate no Mar  livro 3 Parte 1  p.49, Diana Gabaldon)       

Esta semana ao visitar uma escola de educação infantil e ver o imenso espaço com área verde que ela possui, fiquei me imaginando, sentada num círculo com meus alunos ao sol, contando e ouvindo histórias. Quantas emoções seriam liberadas e quantas aventuras surgiriam com a criatividade colocada à solta!
Ao contrário do que poderia parecer a quem por ali passasse, não seria enrolação, mas um período profícuo de aprendizagem e desenvolvimento emocional e intelectual.
Um círculo não aprisiona, ao contrário liberta. Lembra-se da alegria e liberdade sentida ao dançar e cantar uma cantiga de roda?
Que tal deixar um pouco o retângulo das telas e aproximar-se dos círculos da vida?

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terça-feira, 1 de maio de 2018

Como unir dois irmãos

Uma mãe chega em casa e vê o saldo de sua ausência: cadeiras fora do lugar, comida da cachorra remexida, mesa deslocada, um odor azedo em todo o ambiente, um líquido no chão, marcas de pés por todo o lado, uma barricada feita de cadeiras de um lado e uma fruteira do outro, luzes acesas e uma movimentação geral de vassouras e rodos.
Pode parecer que a casa foi invadida e, na verdade, foi. A mãe estarrecida pede explicações. A filha de rodo e pano de chão em punho começa a explicação. –Mãe, você não tem noção!!!!! Vim na cozinha e encontrei um caminho gigantesco de formigas!!!! Era quase um êxodo de hebreus saindo do Egito!!! Tinha uns dez centímetros de largura e de comprimento ia de lá até ali atravessando toda a cozinha. Tive que gritar pelo meu irmão!!
Neste momento, a mãe começou a rir e disse: - Se fosse por causa de uma barata!!Mas, tudo isso por inocentes formigas??”
Neste instante, o irmão parte em defesa da irmã: - Você sabia que as formigas são as responsáveis pela contaminação hospitalar?? Elas não são tão inocentes quanto parecem.
Realmente ao analisar bem, o chão estava cravejado de minúsculos pontinhos pretos pelo chão...havia milhares deles  entrincheirados  pela cozinha nadando inertes num líquido desconhecido. Concordando com os filhos, a mãe pergunta como foi que vocês dizimaram este audaz e perigoso exército de formigas?
A resposta deixou-a embasbacada: - Com vinagre.
Observando melhor o líquido em que nadavam as formigas moribundas, a mãe constatou a veracidade dos fatos sem necessidade de chamar o CSI Brazil.
Nem teve tempo de indagar o porquê da utilização daquele modus operandi, a paz findou-se e eles recomeçaram aos berros:- Mãe, olha o que ela tá fazendo? Eu liquidei as formigas, agora ela é que tem que limpar! – Mas, mãe ele exagerou no vinagre!!! – A culpa é dela!- Eu não fiz nada!!!  E tudo recomeçou..agora é aguardar, pois depois da tempestade vem a bonança. Assim, esperamos!!
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terça-feira, 17 de abril de 2018

Crianças e paredes


Já ouviram falar em registro ou arte rupestre? Desde a pré-história, o hábito de desenhar já fazia parte do cotidiano dos seres humanos. Nas paredes das cavernas e em rochas ao ar livre, encontramos desenhos que representam animais e ações do dia-a-dia da época. O ser humano evoluiu em muitos aspectos, mas desenhar ainda é uma atividade que proporciona uma sensação de bem–estar capaz de melhorar a auto- estima e auto- expressão através da  seleção de cores, formas e espaço.
O desenvolvimento da criatividade caminha junto com o da coordenação motora fina. Mas, o que é coordenação motora?  Define-se como a capacidade que o corpo tem de realizar movimentos como correr, pular, jogar. Ela é dividida em coordenação motora grossa quando se refere aos movimentos mencionados anteriormente e coordenação motora fina quando se refere a escrever, pintar, cortar, bordar, desenhar.
Na infância, ocorre o primeiro contato com a arte explorando, pesquisando, produzindo coisas novas socializando e compartilhando sentimentos e escolhas. Manuseando objetos, brincando com massinha ou pintando, a criança realiza movimentos mais delicados e essenciais para  habilidades futuras, inclusive a de escrever.
Nesta linha de desenvolvimento de habilidades motoras, pintar, desenhar ou escrever em paredes é essencial. A visão se amplia, o espaço é maior e todo o corpo participa da atividade de movimento e arte.
Alguns pintores famosos deixaram em suas casas, obras de arte lindíssimas nas paredes. Não teríamos informações do período das cavernas, não fosse pelas pinturas rupestres. Por isso, delimite um espaço, mesmo que seja nos ladrilhos do banheiro, mas deixem as crianças voarem pelo reino da imaginação enquanto desenvolvem a coordenação motora fina e a criatividade. Antes que me xinguem, deixem-me avisar que há uma tinta especialmente produzida para azulejos que pode ser usada na hora do banho. Pensem nisso!

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

TEA - Transtorno do Espectro Autista




O Transtorno do Espectro Autista  afeta as áreas do aprendizado e da socialização.
De maneira geral e em graus variados,  apresentam   algumas das características abaixo:
  • não olham nos olhos;
  • não se voltam ao ouvir vozes;
  • não compreendem figuras de linguagem;
  • não toleram mudanças na rotina;
  • não entendem regras sociais;
  • apresentam comportamentos repetitivos;
  • enfileiram brinquedos ou objetos;
  • caminham em círculos;
  • movimentam o corpo;
  • comportamento rígido;
  • evitam o contato físico;
  • têm dificuldade para reconhecer afeto. 
Em sala de aula, é necessário:                                                    
  • usar estímulo visual ( fotografias e figuras);
  • fracionar a informação;
  • acentuar a entonação;
  • promover o contato visual;
  • evitar muitas instruções ao mesmo tempo;
  • ensinar o revezamento da conversa;
  • manter o ambiente estruturado e organizado.

Há vários e diferentes graus que variam de pessoa para pessoa. Há alguns intitulados de alta funcionalidade, pois suas características leves permitem a vida normal e independente.
Texto baseado nas palestras assistidas no congresso sobre dificuldades de Aprendizagem em ago/2013, Universidade Mackenzie, São Paulo. Organizado pela ANDEA.
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