quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ação de Graças ou Thanksgiving

Thanksgiving  ou Dia de ação de graças
Primeiro feriado americano, é fonte de muitas atividades nas escolas bilíngues. Trabalhamos história e geografia para contar a origem do feriado, artes com trabalhos manuais característicos da data, religião, alimentação, tradição e cultura.
Em meio à organização dessas atividades, deparei-me com uma que me encantou. Utilizando aquele jogo de pega-varetas, cada cor corresponde a um agradecimento. Assim, praticamos:
Em inglês, I´m grateful for ou em português, Sou grato por ou agradeço por, falado de acordo com a cor da vareta  retirada com sucesso.
Cada cor significa alguma coisa (tem essa lista básica, mas você pode mudar):
Vermelho: Pessoas que você é grato por
Laranja: Você é grato por qual lugar
Verde: Por qual comida você é grato
Azul: Por qual “coisa” (material) você é grato
Roxo: Você é grato por
 Adorei esta ideia retirada do https://teachbesideme.com/.
Além de ser usado em sala de aula, acho muito útil para jogar em família por muitas razões:
- praticamos a gratidão;
-ensinamos gratidão;
-jogamos em família;
-compartilhamos alguns momentos sem celulares.

Um oferecimento:



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Como ensinar as gerações X.Y,Z

Cada geração tem suas características e  compreendê-las  poderá ser de grande valia na hora de ajudar um aluno a construir conhecimento.
 A geração baby boomers necessita de aulas calmas e sossegadas, com um ritmo que propicie  absorver, refletir, questionar e então assimilar o conteúdo. A mudança entre as atividades  deve ser suave e bem planejada. Esta geração precisa dos detalhes da gramática, dos fundamentos e da estrutura ensinada de modo clara e treinada através de muitos exercícios. A lição de casa é sempre bem-vinda.
A geração X, por sua vez, gosta de um pouco de tecnologia, mas não só , vídeos, séries de tv e músicas são muito bem-vindas. Não dispõem de  muito tempo para lições de casa porque trabalham muito, mas gostam de estudar, fazer provas e avaliar o progresso.
Os Millennials ou geração Y evoluem melhor se houver a utilização de muitos recursos tecnológicos. Embora interajam  pessoalmente precisam de atividades que os levem a desenvolver a habilidade de prestar atenção às pessoas, ler o que as pessoas estão pensando ou sentindo sem que seja falado, enfim fazer uso do olho-no-olho.  Outra ferramenta  importante que precisa ser ensinada é  traçar metas e fazer planos a curto, médio e longo prazo porque muitos têm a ilusão de que rapidamente obterão o sucesso financeiro e profissional chegando a CEO ou Presidente da empresa em  dois anos. A geração  Y acostumada a um clique  como portal para todas as respostas, precisa aprender a lidar com emoções especialmente medo, frustração e  fracasso.
A geração Z, que já nasceu mergulhada na internet, interessa-se por tudo o que for tecnológico, por este motivo, recursos de mídias sociais, aparelhos e vídeos atraem a atenção e ajudam muito como ferramentas de aprendizagem. Por adorarem a exposição na mídia,  precisam trabalhar a socialização presencial, ou seja, desenvolver a inteligência inter e intrapessoal. Esta geração vive encarando uma tela nos mais diversos tamanhos: tv, celular, tabletes, laptop, netbook e, constantemente, uma vez que  até no elevador, a tela está passando notícias ou fazendo propaganda. Por isso, ser ensinados a ler as emoções nos rostos das pessoas e aprender a ler a expressão corporal e o olhar tornam-se ensinamentos essenciais.  Nesta questão de desenvolvimento da inteligência emocional,  aprender a lidar com frustração e rejeição figura-se cada vez mais necessário porque não receber curtidas é  muito depreciativo. levando o jovem à depressão e à sensação de exclusão.  Por tudo isso, muito além do conhecimento acadêmico, um trabalho mais holístico é o caminho.

Um oferecimento:





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O alfabeto em gerações: X, Y, Z...o que é isso?

Nosso cérebro grita por categorização: palavras, animais, recursos e por que não pessoas? A psicologia  apresentou várias  sugestões de categorias para classificar o ser humano. Assim, também, as gerações são classificadas. Mas, o que essas siglas significam? Será apenas mais uma forma de categorizar? Algo como astrologia chinesa que reúne as características pelo ano de nascimento?
Oficialmente, a geração X inclui aqueles que nasceram no início de 1960 até o início dos anos 80. É um grupo identificado como jovem, mas sem uma identidade aparente.  Cresceram  passando pela fase dos  hippies, discos e viram surgir  o  fax, o computador pessoal,  a impressora, o Email, etc. Toda esta tecnologia fantástica que embora atraente mudava radicalmente e aceleradamente a maneira de trabalhar. Esta foi a geração criada com a mãe dizendo  “ - Enquanto estuda não pode ver TV nem ouvir música. Desliga a TV.”
No período seguinte, entre os anos 80 e 90, temos  a geração  Y  ou Millenium desenvolvendo-se em uma época marcada pelo avanço da tecnologia e prosperidade econômica. As crianças da geração Y cresceram tendo o que muitos de seus pais não tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores e muito mais. Foram criados cercados por uma vida mais confortável e cheia de facilidades como por exemplo o controle remoto. Sequer levantar para mudar o canal, cujo seletor antes era redondo, eles precisaram. Estes jovens, ao contrário dos anteriores, têm como hábito ser  multitarefas, podendo ao mesmo tempo trabalhar em mais de um projeto, responder e-mails, acompanhar as notícias através de algum site, conversar com os colegas de trabalho, conversar com os amigos online, ouvir música e dar atenção às redes sociais. E, ainda, estudar. A televisão nem precisa estar ligada, pois o celular já traz tudo.
A geração dos nascidos  a partir  de 1992, aproximadamente,  compõe a geração Z. Este, por sua vez, são  nativos digitais e quase já nasceram de posse da tecnologia. Enquanto a geração anterior foi crescendo junto com o avanço tecnológico, esta já nasceu conectada à internet. Por isso, adoram a exposição da vida pessoal, o compartilhamento constante e a comunicação online. Porém, apresentam sérias dificuldades em manter um relacionamento mais íntimo e perceber os sentimentos alheios. São extremamente vulneráveis à opinão alheia e ansiosos ao extremo, uma vez que estão acostumados a obter tudo com apenas um clique. Por outro lado, costumam ter visões engajadas em questões socioambientais.
Ao falar em gerações, não podemos nos furtar a mencionar o grupo nem-nem. Embora sejam considerados quase um sinônimo para geração millenium, este grupo não estuda nem trabalha. Por outro lado, sonha em alcançar objetivos financeiros altos em até dois anos e trabalhar numa empresa gigante da tecnologia.
Desconsiderando as desvantagens de categorizar pessoas pela data de nascimento sem refletir sobre o meio e muitas outras variantes, esta classificação nos ajuda a compreender mais as novas gerações e, ao invés de assumirmos uma postura de crítica, procurar trabalhar juntos para crescer e evoluir.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Novos rumos da escola

Aprender a fazer? Um dos pilares da educação segundo a UNESCO. Mas, o que é isso?
Há algum tempo,  o  filósofo e professor Mário Sérgio Cortella, estimou que uma criança de 7 anos chega à escola com uma média de 5 000 horas de televisão assistidas numa gama de programas que vão de desenhos à telenovelas passando por documentários e notícias. Por isso, a escola tem que ser diferente da época em que nós fomos alfabetizados. Uma nova geração demanda um novo approach devido às novas necessidades. Porém, questiono, o que dizer da geração que está chegando agora às escolas?
Num breve passeio por restaurantes e shopping centers da cidade, veremos crianças com dois anos de idade já de posse de um celular ou tablete. Essa nova geração já nativos digitais definitivamente não podem encontrar a mesma escola que nós encontramos. Na verdade, nem mesmo a escola que a geração Millenium frequentou.
Nesta era, em que com  um click , a criança adquire o conhecimento que quiser porque tudo está disponível em segundos, a escola precisa se reinventar. Quadro, lousa, markers e vovô viu a uva, precisam se repaginar.

Nesta busca, retomo os pilares da educação segundo a UNESCO: “aprender a conhecer (adquirir instrumentos de da compreensão), aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente), aprender a viver juntos (cooperação com os outros em todas as atividades humana), e finalmente aprender a ser (conceito principal que integra todos os anteriores).  Estas quatro vias do saber, na verdade, constituem apenas uma, dado que existem pontos de interligação entre elas., eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.”
As aulas devem ter esses pilares como bússola ou GPS para usar um vocábulo mais atual, talvez ainda mais atual WAZE. Nossos alunos precisam aprender a fazer fazendo. Tornar as aulas mais práticas e atraentes retirando-os da situação passiva oferecida pela internet.
As atividades desenvolvidas pelo KIDZANIA por exemplo, podem e devem ser trazidas para a escola ensinando as crianças sobre finanças, o valor do dinheiro, organização, escrita, profissões, sonhar,   e planejar objetivos.
O mesmo conteúdo pode ser apresentado de diversas formas. Inove!


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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Anti-culturas da sociedade

Uma palestra, a meu ver, brilhante do Ministro Herman Benjamin que nos traz as palavras de Tobias Barreto, filósofo brasileiro, descrevendo tão claramente os sentimentos dos brasileiros nesta época:
"A sociedade, em que vivo, não tem decerto força bastante para levar-me consigo, como um madeiro arrastado pelas águas selvagens dos nossos rios; mas eu também, por minha vez, não sou bastante forte para desviá-la do seu caminho, para fazê-la à minha imagem e semelhança; daí uma perpétua inconciliabilidade entre nós, que me faria misantropo e infeliz se a natureza não me tivesse investido de uma índole expansiva e mil vezes mais disposta ao prazer, do que à tristeza". Tobias Barreto
O Ministro cita Tobias Barreto para explanar sobre anti-culturas  de nossa sociedade e  as elenca como segue:
- ostentação: cria dúvidas sobre a origem e a legitimidade dessas práticas;
-indisciplina: a indisciplina  gera a falta de foco;
-desperdício: não só de alimentos, mas também de recursos naturais como luz e água.
-falta de atenção com os vulneráveis:  ferindo princípio constitucional;
-banalidade do ataque aos cofres públicos; banalização da corrupção;
-profundo pessimismo que leva à alienação e à omissão.
Todos estes pontos de anti-cultura não foram mencionados para nos fazer esmorecer. Ao contrário,  a saída é a Educação.  A combatividade deve vir pela educação. O brasileiro, ainda segundo o ministro, tem como missão olhar para a frente sem se omitir, pois quando queremos somos um país civilizado que respeita fila para idosos, estacionamento especial para pessoas com dificuldades de locomoção e outras pequenas atitudes que podem ajudar os brasileiros a vencer as dificuldades.
Finalizando, ele conclama os alunos a observar que somos melhores hoje e podemos criar uma nova sociedade.
*Palestra proferida na UNISANTA em 31 de julho de 2017. Ministro do TSE e STJ

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Frustração e desejo: futuras gerações

Ao ouvir um belíssimo concerto da Orquestra do Instituto Pão de Açúcar, questionei-me quantos jovens hoje em dia estudariam música, línguas ou praticariam esportes. A tecnologia proporciona o conhecimento e a satisfação dos desejos com um clique apenas. Este acesso rápido à informação e ao objeto de desejo como um filme ou o próximo episódio de uma série de tv, pode estar gerando jovens frágeis em termos de busca de realização.
Música, línguas e esportes demandam tempo de dedicação e saber lidar com a frustração de não conseguir e, neste caso, tentar de novo e de novo até conseguir.  Este esforço laboral e físico sem mencionar o mental pode estar desestimulando os jovens a perseguir seus sonhos ou mesmo ter sonhos. A maioria acha que as pessoas nascem com dons e que, sem sacrifícios, saem tocando um instrumento. Há dons naturais, porém também é preciso dedicação.
Remeto-me a Mário Sérgio Cortella, que tão bem descreve desejo:
“Quem tem desejo  e acha que ele magicamente será concretizado, acaba  não só tendo uma frustração em relação à não concretização, como ainda corre o risco de atribuir a outras pessoas, ou ao destino, ou a vida aquilo que não aconteceu.” Mário Sérgio Cortella em Pensar bem nos faz bem. ( p91)
Na série de TV, Secret and Lies, em sua segunda temporada, os  filhos repetem em coro no primeiro episódio a frase que o pai sempre disse:
  “ Sempre ensinei a meus filhos a trabalhar muito, doar e não achar que as coisas vêm fácil.” 
Precisamos observar os valores que estamos passando para as novas gerações.

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

7 dicas para aprender qualquer idioma



Muito tem sido dito sobre como estudar inglês ou qualquer outra língua, por isso com mais de 30 anos de experiência no ensino de línguas, vou sumarizar para você:
1.        10 minutes a day: estude 10 minutos todo dia. Coloque em sua agenda assim que acordar e dedique esse tempo para rever vocabulário ou regras gramaticais.
2.         Brain erasing: estudar e ir dormir não é uma boa ideia, pois seu cérebro pode apagar o qeu foi estudado. Estudar todo o dia significa rever o que foi estudado pelo menos umas duas vezes ao dia. O cérebro precisa ver o mesmo tema mais de duas vezes para entender que aquela informação é importante e retê-la.
3.         Filmes: assistir filmes ou trailers com ou sem subtitles melhorará seu listening.
4.         Markers: use canetas marca texto, visualmente te ajudarão a compreender e memorizar.
5.         Escreva listas: faça suas listas, escreva. Quando escrevemos, o trabalho motor ajuda o cérebro a gravar a informação. Não está provado ainda que o mesmo fenômeno ocorra ao digitar.
6.         Música: há vários sites com música que oferecem inclusive exercícios. Aproveite os vídeo clips com as letras para melhorar vocabulário e ritmo.
7.       Mascar chiclete: não está comprovado cientificamente, mas vendo este vídeo pode te ajudar pelo menos a melhorar a habilidade de  listening:
     
       https://www.youtube.com/watch?v=QC5JnGC-pQA


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