quinta-feira, 17 de agosto de 2017

3 dicas para ser bem sucedido numa entrevista de emprego:

- Momento de silêncio: Mesmo que por pouco minutos, antes da entrevista reserve e programe-se para dedicar algum tempo ao silêncio. Estes instantes são cruciais para ajudá-lo a manter  o foco e dinamizam a criatividade e a eficiência de suas palavras e colocações. Repasse mentalmente a entrevista imaginando o que poderá ser perguntado, quais as suas habilidades e a sua qualificação. Respire lentamente praticando os movimentos de expiração e inspiração  conscientemente.
-Faça a lição de casa: Parece coisa de criança? Mas, não é. A lição de casa aqui, refere-se a estudar a empresa que está entrevistando você. Atualmente, é incabível que o candidato desconheça os produtos, serviços, localização das unidades, valores, missão e projetos. Visite o site e as redes sociais, experimente produtos e serviços. Como head Hunters, desclassificamos  imediatamente  quem não traz esse conhecimento na bagagem, pois este desconhecimento indica falta de empenho  e de vontade de estudar. Conclui-se que a pessoa faz uso das redes e plataformas da internet apenas para diversão. Além do descaso, soa como alguém que, ou não utiliza essas ferramentas – incompetência  inadmissível atualmente- ou ficará apenas nos bate-papos sem momentos de produção laboral concretos.
-Dress code: Pode parecer  “demodê”, como diria minha avó, porém importantíssimo. Ao visitar  o site e as redes sociais da empresa observe se usam uniforme, quem usa, quais as cores e se há um casual day. Além de vestir-se de acordo, tente usar, sutilmente, uma das cores da empresa. Este simples fato, poderá fazer com que você seja visto como parte do time. Por outro lado, fuja das cores da  outras empresas do mesmo ramo. Além de totalmente inadequado, pode parecer ofensivo e   te derrubar de cara.
Parecem detalhes; entretanto compõem a diferença entre ser selecionado ou excluído.

Um oferecimento:



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Super mãe em ação!

Ao ler o artigo de Thaís Lyra na AT Revista, lembrei-me da história contada por um casal amigo.  A matéria em questão começa com o seguinte parágrafo:
               “Para boa convivência social, todo cidadão segue regras e normas. Algumas, para funcionar, existem em forma de leis. Outras dependem exclusivamente da consciência individual. Bom seria se esses dois elementos andassem de mãos dadas para o exercício pleno de cidadania.
                Infelizmente, para algumas pessoas, nenhuma das duas parece existir. Sobram comportamentos inadequados e impensáveis, que tomam conta da nossa sociedade.”
            Um casal amigo desabafou comigo a indignação perante a ligação da coordenadora da escola do filho de 16 anos, pois ela  ligou para comunicar que o aluno foi retirado de sala e estava assinando uma advertência por ter saído de sala sem o consentimento do professor. Os pais alegavam que o menino estava com necessidade de ir ao banheiro e o professor havia se ausentado.
Expliquei que, na realidade, o menino deliberadamente desrespeitou a norma da escola que determina que ninguém pode sair da sala de aula sem autorização. Na verdade, os adolescentes estão sempre testando seus limites, tentando liderar e ser “engraçadinhos” e “populares”  perante o grupo. Caso a escola, não tomasse uma providência, os outros alunos passariam a imitar a mesma conduta. Claro que não é adequado que o professor se ausente de sala, porém, aos 16 anos, os alunos são capazes de aguardar alguns minutos ate que o professor retorne.
Os pais precisam vencer o instinto de proteção e evitar passar  amão na cabeça dos filhos a cada delito que eles cometem. A consistência de conduta  é importantíssima, portanto, um delito leva a uma conseqüência e esta  deve ser enfrentada.
Delito parece um vocábulo pesado, afinal o menino  só foi ao banheiro. Mas, não é, trata-se como afirmou Thaís Lyra de um comportamento inadequado pois uma norma da escola foi infringida. Uma postura Ética, bem como, cidadã tem que ser exigida dos jovens.
Vencer este instinto de proteção à prole é uma atitude difícil de ser tomada, mas fará toda a diferença em longo prazo.
Certa vez, recebi em minha caixa de emails, a comunicação de que meu filho não fizera a lição de casa. Ao voltar do trabalho, adentrei minha casa FURIOSA. Sim, mães também têm ataques de fúria. Falei do email, expliquei pela enésima vez a importância de fazer as lições e avisei que,  a partir do próximo email, cada falta de lição corresponderia a uma atitude minha que fui elencando, pausadamente, pois tive muito tempo para pensar em todos os cortes às atividades lúdicas que eu poderia fazer.


Mais tarde, meu filho procurou-me para desculpar-se e justificar que os professores passam muitos exercícios para casa e ele, às vezes, não consegue dar conta de todas as tarefas. Meu lado mãe, gostou da humildade em reconhecer o erro, porém sentiu vontade de entrar em contato com a escola para conversar sobre o excesso de tarefas. Todavia, observei que ele teve tempo para  surfar na Net, assistir televisão e jogar seus jogos favoritos. Por isso, embora até saiba que alguns professores, às vezes, exageram, não tomei tal atitude. Meu filho precisa aprender a trabalhar com prazo curto, a priorizar tarefas, organizar o tempo  e assumir as conseqüências de seus atos. Controlar o instinto materno não é fácil, mas necessário, senão corremos o risco de superar a SUPERMÃE criada pelo Ziraldo!!!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O brinquedo esquecido

Que delícia estar em férias! Tenho certeza que os brinquedos ficavam bem cansados na minha infância. Era um leva e traz, pega e solta o dia todo.  Pequenas xícaras ou xicrinhas, teapots, panelinhas, feijões crus e macarrão espalhavam-se pelo quintal correndo o sério risco de serem atropelados por uma bicicleta ou por uma criança correndo.  Vida bem dura! Quando o cair da noite se aproximava, e, no verão, isso acontecia bem mais tarde, começava a gritaria. Mães e avós ordenando que guardassem os brinquedos e crianças literalmente enrolando, porque sempre havia a necessidade de mais um pouquinho.  Com frequência anoitecia e ainda estavam catando brinquedos. Nesse ritual, algum brinquedo invariavelmente ficava esquecido no quintal em algum cantinho escuro. Provavelmente, fora chutado inadvertidamente por algum dos amiguinhos que correram pelo quintal.
Pobre brinquedo! Condenado a ficar a noite toda enfrentando a solidão e o sereno da noite. Na verdade, acho que o brinquedo até gostava. Podia gozar de momentos de solidão e filosofar por algumas horas. Ao amanhecer, as crianças voltavam, e todos os brinquedos voltavam a ser espalhados pelo quintal.  Recolhê-los era o problema, espalhá-los era parte da diversão.
Caminhando lentamente pelas ruas da cidade a caminho da praia, surpreende-me a total ausência de crianças nos quintais das casas. Passo uma após a outra, dia após dia em diferentes horários e não vejo crianças brincando, correndo, gritando. Não vejo nenhum brinquedo esquecido desde o dia anterior em algum ponto dos quintais e jardins. Os dias ensolarados colaborando para atividades ao ar livre e me questiono: Onde estão as crianças em férias?

Que pena! Nada contra shopping centers, parques, cinema, online games ou tabletes, mas procuro em cada casa, em cada quintal, um brinquedo esquecido pelas crianças que ali estiveram, evidências de momentos de diversão e alegria. Eu tinha dor nas pernas de tanto correr o dia todo, hoje as crianças sofrem de dor mas costas ou de tendinite pelo uso constante de equipamentos eletrônicos. Cada um com suas dores e suas histórias.

sábado, 5 de agosto de 2017

Cãominhada ou aerominhada?

Caminhando pela avenida da praia juntamente com vários cães, cachorrinhos e cachorrões num evento tipicamente canino, lembrei-me de uma cachorrinha que provavelmente inspirada pelo filme SEMPRE AO SEU LADO,  resolveu  que ficar longe da sua família era algo impossível e impensável.
A família também não queria ficar afastada de sua querida PUCCA, por isso ao optar por viver em Israel, tomaram todas as precauções e seguiram todas as exigências  das companhias aéreas para que ela os acompanhasse na viagem  dentro da cabine, junte aos familiares, embora adormecida.
A primeira parte da viagem São Paulo Istambul, foi tranquila,  Pucca dormiu como um anjo, bem próxima da família. Entretanto,  houve troca de aeronave para  Tel Aviv  e aí não permitiram que ela continuasse acompanhando a família.Foi obrigada a ir no transporte de carga. É verdade, barrada no embarque. Muitos intérpretes, muita discussão, muitos artigos de lei mencionados e formulários apresentados, mas sem sucesso. Pucca  teve que ir para o compartimento de carga.
O que a companhia não sabia, é que não se separa uma família. E Pucca, não admitiu a separação. Mesmo sendo sedada, não se conformou. Ninguém segura um cãozinho obstinado.
A família inquieta em seus assentos começou a ouvir os latidos de Pucca e tinham a nítida sensação de que era ela  se movimentando no compartimento de carga. As aeromoças garantiram que não era possível, além de estar adormecida ainda estava na casinha própria para o transporte.
Angústia geral para todos. Viagem longa quase interminável…… dois séculos separaram   as duas cidades…sem pleonasmo, podem entrevistar a família. Certamente, responderão que, ao invés de aproximadamente duas horas, levaram 200 anos.
Finalmente, aterrissaram e com certeza os olhos e o coração da família desembarcaram primeiro e rapidamente buscando  encontrar Pucca. Esperar….esperar ………..todas as malas foram entregues e nada da Pucca aparecer, Até que surgem  dois seguranças  cercando  uma  oficial com uma cachorrinha  fofinha como algodão   no colo, porém não era branquinha. Na verdade, estava pretinha de tanta sujeira  do compartimento de carga e, parecia muito arredia ou  rebelde reclamando muito pela separação. Pucca não só se soltara como andara tanto no compartimento que deve ter  deixado  tudo limpinho. Em contrapartida, Pucca parecia ter trocado de cor!!! Deve ter dado  um trabalhão para apanhá-la.
Ah, o que não se faz para ficar junto à família.  E o trauma? Bem, se houve trauma não sei, mas  sei que hoje em dia ela já está  fluente em Hebraico.