segunda-feira, 25 de março de 2013

Créditos


Theodore Roosevelt proferiu o discurso CITIZEN IN A REPUBLIC  em 1910, mas suas palavras ainda são hoje verdadeiras e servem como consolo àqueles que se sentem criticados e desvalorizados. Numa tradução livre poderíamos dizer:
“O crítico não conta absolutamente nada: tudo o que faz é apontar um dedo acusador no momento em que o forte sofre uma queda, ou na hora em que o que está fazendo algo comete um erro. O verdadeiro crédito vai para aquele sujeito que está na arena, com o rosto sujo de poeira, suor e sangue, lutando com coragem. O verdadeiro crédito vai para aquele que erra, que falha, mas que aos poucos vai acertando, porque  não existe esforço sem erro. Ele conhece o grande entusiasmo, a grande devoção, e está gastando a sua energia em algo que vale a pena. Este é o verdadeiro homem, que na melhor das hipóteses irá conhecer a vitória e a conquista e que na pior das hipóteses irá cair, mas mesmo em sua queda é grande, porque viveu com coragem e esteve acima daquelas almas mesquinhas que jamais conheceram vitórias ou derrotas.”

As palavras originais tiradas do site http://www.theodore-roosevelt.com/trsorbonnespeech.html:
THE MAN IN THE ARENA
                                          Excerpt from the speech "Citizenship In A Republic"
                                          delivered at the Sorbonne, in Paris, France on 23 April, 1910 
                                          
download PDF of complete speech 

It is not the critic who counts; not the man who points out how the strong man stumbles, or where the doer of deeds could have done them better. The credit belongs to the man who is actually in the arena, whose face is marred by dust and sweat and blood; who strives valiantly; who errs, who comes short again and again, because there is no effort without error and shortcoming; but who does actually strive to do the deeds; who knows great enthusiasms, the great devotions; who spends himself in a worthy cause; who at the best knows in the end the triumph of high achievement, and who at the worst, if he fails, at least fails while daring greatly, so that his place shall never be with those cold and timid souls who neither know victory nor defeat. 













domingo, 17 de março de 2013

Nem tudo está perdido..


Fortes chuvas, enchentes, trânsito caótico e muitos desabrigados....o saldo deste verão está altíssimo. Em meio a toda a desgraça que se abateu sobre Cubatão, muitas famílias e voluntários movimentaram-se para colaborar de alguma forma doando gêneros alimentícios, itens de higiene pessoal, mobília e tempo. No meio desta situação difícil, uma amiga confidenciou-me sua decepção com algumas pessoas que não cooperaram com nada. Desanimada, ela me questionava sobre o que estamos ensinando para nossos jovens e qual será o futuro da humanidade sem empatia pelo próximo.
Por outro lado, tenho uma amiga que costuma dizer que Deus responde as dúvidas dela por escrito. Esta afirmação pode parecer bizarra, mas é verdadeira, pois Deus respondeu às minhas dúvidas pelas redes sociais!!!!! Acreditem, Deus também tem Facebook!!!
Esta semana vi um número imenso de jovens  pré-adolescentes e adolescentes engajados numa campanha  sobre a importância da doação de medula óssea. Com a carinha deles estão multiplicando explicações e pedidos pela rede, fazendo passeatas, distribuindo panfletos e organizando grupos para irem juntos fazer os testes de compatibilidade.
Apesar do momento difícil para a família, vislumbrei a resposta para minhas dúvidas: nem tudo está perdido! Há jovens preocupados com o bem-estar dos outros, sendo solidários e, acima de tudo, fazendo algo. Não estão apenas doando bens materiais, estão  expondo seus sentimentos e doando uma parte deles mesmos: sangue e medula!
Os jovens têm SIM  muito a ensinar e muita coragem para fazer a diferença!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Bela Adormecida e suas lições


Muito aprendemos com contos de fadas, aliás é justamente esse o objetivo da existência deles. Hoje vou me deter a uma parte de A Bela Adormecida. Você lembra porquê a princesa Aurora foi amaldiçoada e condenada à morte ao atingir os quinze anos?
Porque a bruxa Malévola que andava afastada e frequentado a região do Mal não foi convidada. Como vingança, despeitada por  não ter sido convidada, compareceu  ao batizado, lançou sua maldição e desapareceu. Por sorte, uma das boas fadas ainda não havia ofertado o seu presente e conseguiu remediar a situação, uma vez que desfazê-la seria impossível. Daí, vem a ideia e a famosa frase que “ quem tem uma madrinha, tem tudo”.
O Rei, lembrem-se que Homem age, resolveu pelo caminho mais fácil. Ao invés de educá-la ensinado-a a não mexer em fusos, resolveu eliminá-los do caminho de vez, em grande estilo, queimando-os.
Infelizmente, não é bem assim que as coisas funcionam e, da mesma forma que Jesus foi tentado no deserto, a Bruxa, símbolo do Mal, assim como a cobra no Gênesis, vem convencer a Princesa, completamente despreparada, a seguir outro caminho e encontrar sua perdição levando toda a família e o reino com ela para um sono de cem anos.Interessante salientar a veracidade desta questão pois somos parte de um todo e tudo o que afeta uma pessoa,afeta a família e os amigos, ou seja todo o nosso círculo é afetado pelas consequências de nossos atos.
Por isso:
  • cuidado com quem você convida, mas também com quem você deixa de convidar
  • certifique-se de estar cercado por pessoas do Bem
  • não fale com estranhos ou cairás vítima de estelionato
  • suas escolhas trarão conseqüências para todo o seu círculo de amigos e familiares
  • alerte  sobre os perigos, ao invés de eliminá-los.
Aposto que vocês não se lembravam mais desses pontos, não é? Mas, acredito que estejam em nosso inconsciente coletivo.

terça-feira, 12 de março de 2013

O que estamos fazendo com nosso adolescentes?


Por trás daquele ar de pouco caso, desleixo ou desinteresse, pode estar um adolescente em sofrimento brincando de “tudo está ótimo, adolescente não tem problemas, é a melhor fase da vida!”.
Verifico todos os dias, as mais variadas formas de pedidos de socorro: bulimia, anorexia, cutting, TOC, agressividade, gastrite, depressão e apatia. O futuro de nosso planeta precisa urgente de um olhar atencioso e camarada. Críticas e descaso só trarão mais sofrimento. Observe este desabafo contundente numa das redes sociais:

“Pense em uma pessoa muito ansiosa. Multiplique por 2. Deste resultado some o nervosismo de alguém que está prestes a apresentar um TCC e eleve este sentimento ao cubo. Depois multiplique a resposta pelo nível de dificuldade da matéria que você mais achava difícil na escola. Não se esqueça de somar mais um pontinho, pra arredondar...
Esse, meu caro, por fim, é o desespero que estou sentindo 2~3 semanas antes da P1.”

 As últimas gerações têm sido geradas em meio a muita turbulência e  ansiedade, por isso estão refletindo isso agora. Eles só precisam de um olhar, um abraço e um afago afirmando que vai dar tudo certo no final. A música de Chorão dá o alerta: "Cuida de quem corre do seu lado e de quem te quer bem. Essa é a coisa boa e pura." Pense nisso!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cinquenta tons de cinza e a deusa interior


Todo leitor ao iniciar a leitura de Os cinqüentas tons de cinza, de  E L James,  surpreende-se com as menções que a personagem Anastácia faz a sua deusa interior. À princípio, o leitor fica confuso mas com o tempo começa a entender, curtir e se divertir com as colocações e posturas da deusa interior.

“Minha deusa interior está de joelhos, suplicando com as mãos unidas.”(p.38, in Cinqüenta tons mais escuros)

“Minha deusa interior ergue o olhar e fica atenta.” (p.65, in Cinqüenta tons mais escuros)

“Ah, sim. Minha deusa interior dá uma pirueta tripla em seus patins.” (p 138 in Cinqüenta tons mais escuros)

Pode  ser chamada  de alma, espírito, eu profundo, inconsciente, mas na verdade representa a  essência, o que realmente vai no  íntimo. Ser conhecedor das profundezas  e dos meandros de nossas almas ou do nosso interior ajuda a tomar decisões e a encarar a razão mesmo quando esta vai  contra o que pede, exige e conclama nossa deusa interior. Apesar de parecer fácil, não é missão simples, pois nossas reais emoções estão muitas vezes misturadas ou tão escondidas que parecem estar num baile de máscaras:

“Meu inconsciente estreita os olhos.(p.139)

“Meu inconsciente me  olha com aprovação, sorrindo em vez de contrair a boca como de costume.” (p.185)

Para alcançar este nível de autoconhecimento, é necessário determinação, coragem e auto- análise. Praticar aquela ideia de orar sem cessar que aconselha a Bíblia, ou seja, parar para refletir constantemente. Na atribulação do dia-a-dia, faz-se necessário reservar algumas horas para meditar sobre o que realmente vai em nossas almas.Com certeza, encontraremos nossa deusa sorrindo com nossas atitudes, sisuda nos censurando, encolhida atrás do sofá,dando saltos triplos de alegria ou nos aconselhando e dizendo certas verdades que insistimos em não ver/ouvir:


“Sim, você é uma sortuda filha da mãe, meu inconsciente exclama. Mas você ainda tem um longo caminho pela frente. Ele não vai querer essa porcaria de baunilha para sempre...você vai ter que ceder. Mentalmente, fito seu rosto insolente e crítico, e descanso a cabeça no peito de Christian. Lá no fundo sei que meu inconsciente tem razão, no entanto, afasto o pensamento. Não quero estragar meu dia. “ ( p.199)

O autoconhecimento ajuda a  compreender o porquê implicamos com determinadas pessoas ou atitudes. Às vezes, camuflamos como sensatez, mas escondemos o real sentimento de inveja, ciúmes, raiva.
Psicólogos insistem em afirmar que tudo aquilo que criticamos nos outros é exatamente aquela atitude que censuramos em nós mesmos e,inconscientemente, sabemos que somos ou agimos  igualmente. Por não gostar disso em nós, criticamos quando vemos nos outros. Por exemplo, quando estamos sempre criticando a mania de controle excessiva de alguém, estamos, na verdade, criticando essa característica em nós mesmos, caso contrário, ela não nos incomodaria tanto.
Por outro lado, diz a Psicologia, que tudo que invejamos nos outros, constitui-se exatamente em invejar aquilo que o outro já despertou dentro de si e nós ainda não, embora saibamos ter essa qualidade ou atributo latente.
Em sua coluna no jornal, Luiz Alca de Sant`Anna disse certa vez: " Eis porque as pessoas que se questionam, que buscam o auto-conhecimento, que não têm tanto medo de se analisar, ganham uma preciosa liberdade. Pena que tão poucas entendam isso e fujam dos questionamentos como o diabo da cruz, entregando-se, ao consumo e à superficialidade como válvula de escape."
Por isso, converse com sua deusa interior francamente:

“Minha deusa interior concorda freneticamente com  a cabeça e me cutuca com força.”(p.211)

Só assim chegarás ao nível da nossa protagonista!

terça-feira, 5 de março de 2013

A Figueira e o aluno



Manhã de sol, eu caminhava para a praia, quando ao passar perto de uma igreja escuto o padre lendo e explicando a parábola da figueira que é esta:

            «E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás.» (Lucas 13:6-9)            ”


Ao ouvi-la, não pude deixar de aplicá-la ao magistério. Comecei pensando que, da mesma forma, deve agir o professor; jamais desistir de seus alunos. Precisamos ser capazes de não desistir do aluno, mantendo-nos firme na esperança de conseguir fazer a diferença! Alguns professores tendem a decidir cortar a figueira logo no início do ano letivo, sentenciando-os à reprovação. Entretanto, o bom professor pode usar de variadas técnicas a fim de cavar ao redor e adubar mais e mais com a certeza de que conseguirá compartilhar conhecimento ou, pelo menos, despertar o interesse do aluno para trilhar o caminho do conhecimento.



sábado, 2 de março de 2013

Posso pintar uma flor de azul?


Quando eu estava na Faculdade de Letras, uma amiga me contou esta história de Helen Bukley e jamais me esqueci porque frequentemente vejo pessoas em busca da beleza e simetria, esquecendo-se que a criatividade MUDA o mundo e faz a diferença. Antigamente, por exemplo,a exigência por letra cursiva perfeita era excruciante, hoje com os computadores, não só a letra não é mais fator preponderante, como ficou mais fácil editar textos em termos de  ortografia.Entretanto, a arte de escrever ainda exige  criatividade mais do que técnica. De maneira alguma, estou defendendo o abandono de tais práticas, apenas estou querendo demonstrar que numa era de jogos e tecnologia, a criatividade ainda precisa ser trabalhada. Aqui vai a história: 
“Certa vez, um menino de cinco anos, pequenino no tamanho, em relação aos seus colegas de sala, mas com uma grande vontade de aprender, ouviu sua professora iniciar a aula, dizendo: – Hoje nós vamos fazer um desenho.
 O menininho pensou: – Oba! Vou desenhar! Ele gostava muito de desenhar bichos como as vacas, as galinhas, os gatos, e também, desenhar navios, aviões e carros. Gostava tanto de desenhar que já estava com a sua caixa de lápis de cor em cima de sua mesinha. Escolheu um lápis de cor e começou a desenhar. Mas, foi interrompido pela professora que disse: – Atenção, alunos! Ninguém começa ainda a desenhar! Ela esperou que todos estivessem prontos para desenhar e disse: – Agora nós iremos desenhar flores.
O menininho desenhou rapidamente três bonitas flores e começou a pintá-las de azul, amarelo e laranja. Mas teve que parar porque a professora disse: – Vou mostrar como vocês tem que desenhar e pintar. E desenhou uma flor na cor vermelha com o caule e as folhas verdes. – Agora, disse a professora, vocês podem fazer o desenho da flor e pintá-la. O menininho olhou para a flor vermelha da professora e depois para as suas três flores. Gostou mais dos seus desenhos. Mas ficou com medo de perguntar à professora, pegou uma outra folha de papel e desenhou uma flor vermelha com caule e folhas verdes, igual da professora.
  Outro dia era aula de trabalhos com barro. A professora disse: – Tenho certeza de que vocês hoje vão gostar da aula. Nós vamos iniciar fazendo alguma coisa com o barro que está nas suas carteiras. O menininho ficou muito contente porque ele gostava muito de fazer coisas com o barro. Ele fazia carrinhos, trenzinhos, moinhos, cobrinhas e muitas outras coisas. Ele pegou um pouco do barro e começou a fazer bolinhas de todos tamanhos. Mas, a professora o interrompeu, dizendo: – Esperem! Ainda não é hora de começar a mexer no barro! Ela esperou que todos estivessem prontos e disse: – Agora nós iremos amassar o barro até que ele fique parecido com um prato!
O menininho ficou contente porque ele gostava muito de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. Ele já tinha começado a fazer os seus pratos quando a professora disse: – Esperem! Não comecem ainda! Vou mostrar primeiro como se faz! E mostrou como se fazia um prato fundo, e disse: – Agora vocês podem fazer!
 O menininho olhou para o prato da professora e depois para o seu prato. Gostou muito mais do seu prato, mas ficou com receio de dizer isso à professora. Por isso, desmanchou o seu prato, amassou o barro e fez um prato fundo. Igual ao da professora. O tempo foi passando e o menininho aprendeu a não fazer nada enquanto a professora não mandasse. Ficava sempre esperando. Depois que a professora mandasse, ele olhava o que a professora tinha feito e fazia tudo igual ao dela.
O tempo passou e a família do menininho mudou de bairro e ele, de escola. Ele gostou muito da nova escola, tinha muitas árvores e muitos novos amiguinhos. Um dia, a nova professora disse: – Hoje, cada um de vocês, vai fazer um desenho. O menininho ficou contente porque gostava muito de desenho. Ficou esperando a professora dizer o que eles iam desenhar e de cor iriam pintar. Mas, a professora nada disse. Ela ficava andando pela sala, parava em cada mesinha, olhava o desenho de cada um, e sorrindo, elogiava. A nova professora chegou até o menininho e disse: – Você não vai desenhar? – Vou, mas o que vamos desenhar? – perguntou o menininho. – Eu não sei até que você faça o seu desenho. – Como eu posso fazer o desenho? – perguntou o menininho. Do jeito que você quiser e gostar – disse, sorrindo, a nova professora. – E de que cor pode ser o desenho? – perguntou o menininho. A professora respondeu: – Se você fizer um desenho igual ao de outro coleguinha e da mesma cor, como irei saber qual é o seu desenho? – Eu não sei… – balbuciou o menininho, todo encolhido na sua cadeirinha.
Depois de um certo tempo olhando para a folha em branco, o menininho finalmente fez o seu desenho: uma flor vermelha com caule e folhas verdes…”

Moral da história: o professor pode manter a classe dominante no poder ou formar cidadãos reflexivos e críticos. Por que uma flor não pode ser azul?