segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Convivendo com TDAs

                     Muito tem sido falado sobre as pessoas com TDA (transtorno de déficit de atenção), porém muito pouco tem sido dito a cerca das pessoas que convivem com eles. Amo todos meus amigos e amigas TDA, Mas, devo confessar que vida de sombra é muito difícil e desgastante. Procuro levar numa  boa, ou seja,  com paciência e boa vontade, porém, às vezes, sinto que chego ao esgotamento.
                     Se por um lado,é importante permitir que eles façam efetivamente as tarefas pois nosso cérebro registra melhor quando gerencia materialmente as tarefas  ou, melhor dizendo, a pessoa se apropria e constrói o conhecimento, efetivamente vivenciando, mais do que ouvindo. Por outro lado, é uma rotina muito difícil para o TDA com ou sem hiperatividade.
                       Entre as obrigações de estar sempre lembrando, telefonando, contornando situações e suprindo falhas, também me divirto muito, pois rir é o melhor remédio.  Por exemplo, certa vez, enquanto eu corria para me arrumar, fui interrompida quatro vezes por amigas me perguntando onde era o evento.Nessas horas, apenas sorrio e respondo. Faz parte da vida delas e da minha. A organização é muito difícil para eles, inclusive espacialmente. Como professora, tenho sempre lápis, papel, borracha para emprestar e ainda ajudo a organizar a escrita na própria folha de papel. É verdade, eles precisam de ajuda com agenda e até onde escrever no caderno;entretanto, eles têm tantas outras habilidades como a criatividade e a visão diferenciada..
                      Hoje em dia, com a tecnologia fica mais fácil lembrá-los de seus compromisso ( alertas, emails, torpedos, dizer o nome deles constantemente), mas eles precisam entender que é necessário fazer as coisas assim que são pedidas senão, fatalmente, esquecerão novamente.
                       Quando meus filhos eram pequenos, eu lia uma história  sobre um menino que esquecia tudo. Então, para não esquecer mais das responsabilidades assumidas, ele desenvolveu o seguinte lema: LEMBROU PAROU FEZ. Assim, que identificava algo que precisava fazer, fazia imediatamente.
                      Minha solidariedade a todos que como eu, acompanham vários TDA em suas aventuras e desventuras. Se tiverem alguma ideia que alivie a vida dos acompanhantes, professores e familiares, mandem para mim.            

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