sábado, 8 de junho de 2013

Trabalhando em equipe


A era da tecnologia está aproximando as pessoas e ao mesmo tempo, distanciando-as porque estamos nos habituando ao contato por escrito, distante e à falsa sensação de estarmos por dentro de tudo que está rolando. Como vencer este obstáculo e unir as pessoas presencialmente?
A escola tem um trabalho fundamental na formação dos futuros profissionais e esta missão começa ainda nos primeiros anos escolares com os trabalhos em grupo onde não basta simplesmente mandar a classe ser dividida em grupos. Cabe ao profissional ir gradativamente orientando e dirigindo os trabalhos até que eles sejam independentes.
O que cabe ao professor:
-primeiramente dividir os alunos em grupo segundo critérios diferentes a cada proposta porque só assim evitam-se as panelinhas e há uma interação entre todos os alunos da classe;
-estabelecer tarefas diferentes para cada membro do grupo: líder, secretária, expositor, compilador e  outros cargos inerentes a cada proposta de pesquisa;
-fazer reuniões de pauta para ver como está caminhando cada projeto proposto e as dificuldades apresentadas discutindo com os integrantes do grupo como resolver cada situação colocada;
-propor projetos que despertem o interesse e ao mesmo tempo apresentem um desafio para o grupo;
-propiciar tempo e espaço em sala de aula para que os grupos  se organizem e trabalhem sob orientação do professor.








































No livro Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?, Allan e Barbara Pease,  expõem que homens não são mais inteligentes que as mulheres nem vice-e-versa, são apenas diferentes e que estas diferenças precisam ser respeitadas e trabalhadas. Por exemplo, segundo os autores, os homens têm uma excelente visão  espacial facilitando a leitura de mapas, a visualização e formação de imagens capazes de dimensionar volume, tamanho, movimento e aspecto, tanto quanto imaginar o objeto deslocando-se no espaço, vencer obstáculos e ver as coisas em perspectiva tridimensional. Em contrapartida, as mulheres sobrepujam os homens nas habilidades  de comunicação e interação, criatividade e visão panorâmica. Os cérebros masculinos e femininos trabalham de maneira diferente em virtude dos hormônios, por isso precisamos respeitar e tirar vantagens dessas diferenças de maneira que elas venham a somar e não a dividir.
Com essa perspectiva em mente, as propostas de trabalho devem ser feitas pensando nas habilidades masculinas e femininas e abrindo espaço para que cada membro possa contribuir com alguma parcela evitando aquele eterno conflito em que uns fazem o trabalho e outros apenas têm seus nomes incluídos sem participação efetiva.
Resta a questão: Que tipo de trabalho escolar pode prestigiar todas essas habilidades? Esta questão deve ser enfrentada por toda a equipe docente conjuntamente num trabalho interdisciplinar onde homens e mulheres efetivamente trabalham em equipe!


5 comentários:

  1. As crianças não se separam a todo momento. Nos jogos que demandam múltiplas habilidades, nas comparações de altura e peso, nas salas de leituras, a questão de gênero está menos diluída. Por outro lado, nos grupos (“as panelinhas”), na hora do refeitório, em muitas brincadeiras, essas diferenças se acentuam. Quando não, são incentivadas ou mesmo forjadas pela equipe escolar, na organização de competições entre os sexos. Seria inaceitável, atualmente, criar uma disputa motivada por raça (negros x brancos) ou religião (judeus x cristãos). Com o sexo, no entanto, não se pode afirmar o mesmo.

    Para aqueles que defendem que as diferenças entre as meninas e meninos são “naturais” e, portanto, não devem ser foco de atenção, vale a observação de que nas vizinhanças e bairros as segregações por sexo podem ser muito mais minimizadas. A evidência de que a segregação, na escola, é maior do que nas vizinhanças, indica que a escola possui suas particularidades na socialização de gênero.

    Nas suas observações, Thorne (1993) mostra que quanto mais semelhantes as idades entre as crianças, maior é a segregação por gênero. Uma vez que a escola organiza as turmas de acordo com a idade, legitima a separação dos sexos. Da mesma forma, a elevada densidade de crianças do mesmo sexo na escola favorece a separação, fenômeno que não se vê nas vizinhanças, onde a heterogeneidade é maior.

    Para além da descrição minuciosa dessa segregação, a autora adentra nos seus porquês. Será que as explicações para a tendência de separar os meninos das meninas advêm da psicologia? Ou será que estarão fundadas na sociologia? É necessário maior nível de aprofundamento para escapar das explicações de senso comum. Fazer um trabalho em equipe étbm criar o corporativismo entre eles,a necessidade um do outro para a sobrevivência e realização de um trabalho

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    1. Muito obrigada pela sua valiosa contribuição. Como vc mesma afirma em suas colocações, temos muito trabalho pela frente. Não posso afirmar em termos conclusivos, mas pelo que vejo na prática, os professores e instrutores escolhem o caminho mais fácil dividir em dois times: meninos contra meninas. Já percebeu que é sempre assim? Meninos CONTRA meninas? Acredito que haja um condicionamento, um hábito sociológico nessa divisão. É a respeito disso que proponho um maior cuidado e uma mudança. Estava com saudades dos seus comentários!Um abraço.

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  2. Um Abraço fraterno ! Sua amiga das cores

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    1. Vamos mudar o mundo acadêmico!! Abraços!

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  3. Obrigado Anna,vc traz textos muito interessantes,é isso ai tem que começar por nós...essa turma que está começando agora já tem que ser instruídas p/formar um novo conceito
    Abraços

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