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sábado, 2 de março de 2024

Celulares como aliados

Às vezes, o uso do celular com objetivo claro em sala de aula é um ótimo instrumento. Na aula anterior, eu havia trabalhado vocabulário de profissões e habilidades. Por isso, para começar a aula seguinte, pedi que procurassem em ferramentas de busca – Google – em seus celulares pelo tema UNUSUAL JOBS. Em seguida pedi que lessem algumas opções apresentadas ( prática de Reading) e escolhessem 3 : uma que jamais fariam, outra que fariam se estivessem precisando de dinheiro e outra que gostariam de fazer. Na etapa seguinte, em pares falaram de suas escolhas e os motivos. Para finalizar conversamos todos juntos sobre outras profissões que apareceram como resultado da busca e que achamos interessantes ou bizarras ( praticamos speaking e falar em público) Após este momento, deixar os telefones de lado foi natural e tranquilo. Continuamos as atividades do livro.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Foco pós lockdown

Por que é tão difícil manter a concentração? Será em virtude da tecnologia? Segundo o psicólogo Gary Marcus da Universidade de Nova York, “para nosso ancestrais, o tipo de memória que queremos ter agora, não era necessária.” Nosso cérebro foi moldado e treinado para ver tudo o que está a sua volta analisando os perigos em geral e não um ponto estático. Somente neste momento de nossa evolução, temos o conforto de não precisar mais dessa capacidade de visualização geral e de busca de recompensas imediatas. Porém, após milhares de anos sobrevivendo com a programação reptiliana, torna-se difícil mudá-la sem esforço. Somos capazes de acionar nosso neocórtex para cumprir tarefas como focar na leitura de um livro ou tomar uma decisão a longo prazo; entretanto, precisamos lutar contra a parte mais primitiva do nosso ser. Por exemplo, algumas vezes, embora a educação alimentar nos ensine a fugir das frituras, a necessidade de buscar prazer rapidamente e saciar este desejo impera e ingerimos o chocolate ou a fritura. Da mesma forma, o que é mais atraente e prazeroso: sapear pelas redes sociais em busca da novidade ou estudar para a prova? Fazer a escolha mais apropriada e racional exige uma luta contra nosso instinto primordial e, também, muito treino. Por isso, recomendo aos pais e professores que ajudem seus filhos nesta tarefa de seleção e resistência aos instintos. Há hora para tudo e cabe aos pais determinar esses limites. Seguindo a mesma teoria da história da humanidade, não é por acaso que o ser humano é o animal que continua dependente de seus pais por mais tempo. As crianças e adolescentes precisam dos pais por perto delimitando, instruindo e premiando. Mãos à obra.

domingo, 26 de maio de 2019

Pra que santo eu rezo?..Socorroooo

São Longuinho é um grande parceiro e o custo é muito baixo: bastam alguns pulinhos e gritinhos e tudo volta ao normal, às vezes quase se materializando instantaneamente. Santo Antônio também é de grande ajuda: basta rezar o responso enquanto procura o objeto perdido.  Porém, haverá um santo para ajudar com a tecnologia? Será que Steve Jobs pode ajudar nessas horas de sufoco?
IPads, IPods, tablets, laptops e até celulares....todos sofrem do mesmo problema..páginas surgem, ícones desaparecem,  bloco de notas fica em branco..uma balbúrdia tecnológica.
E a quem recorrer?
Esta semana, minha amiga perdeu a impressora. Pode parecer que  as pessoas não imprimem mais, vivendo apenas num mundo digital. Até deveríamos fazer isso para poupar as  árvores; entretanto, alguns trabalhos escolares, relatórios, recibos e boletos ainda precisam ser impressos. Minha amiga estava nesse desespero.. Impressora desaparecida.. como pode uma impressora  desaparecer???
Bem, quando nem rezar pra São Longuinho, Santo Antônio ou Steve Jobs parece resolver, o melhor é pedir ajuda para os adolescentes, pode ser o filho, sobrinho, filho da vizinha, enfim..grita por socorro.....Creia-me...em algum lugar desconhecido, este jovem geek achará sua impressora sumida, ou ícone ou  arquivo...  eles serão resgatados....estão todos lá..escondidinhos no seu laptop, como que brincando de esconde-esconde com você. Com alguns pequenos toques, lá está a impressora perdida ou o documento. Que felicidade!!!
Mas, não se tranquilize,  fique esperta..outros documentos irão desaparecer ..até mesmo a impressora..por isso..alguém sabe pra qual anjo eu rezo??
Em alguns casos, um pouco de ômega 3 pode ajudar. Ou também o velho cadernos de notas. São tantos códigos, passwords, endereços.....haja memória!!! Muito mais fácil era a época em que tudo que precisávamos memorizar era alguns poucos números de telefone....
Ainda bem que as impressões digitais podem ser usadas para entrar em casa ou acessar p smartphone ...códigos a menos para memorizar ou esquecer....pelo menos..até que haja um bug..e eu perca até meu apartamento..quem sabe? Já pensou....realidade tão virtual que a casa e o carro se materializam quando pedidos? O problema de estacionamento estaria resolvido.
Um oferecimento





segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Apps que simplificam a vida. Será?


Após uma aula de Pilates, descubro que terei que descer 26 andares a pé devido a um problema de energia. Surpresa e desapontamento geral nas pessoas que esperam o elevador. Alguns alegando que para baixo todo santo ajuda, resolvem enfrentar a empreitada. Outros começam a transmitir o que os médicos recomendam que é subir e, não descer escadas, pois descer prejudica os joelhos e coluna. Diante deste impasse, alguém lembra que talvez o elevador de serviço tenha gerador. Ufa!! Problema resolvido para mim.
Ao ler a matéria  em A Tribuna cuja foto usei para a ilustrar a postagem, lembrei-me deste fato e também de um curso que fiz de neurociência aplicada à Educação. Neste curso, a especialista Dra Thais Faria Coelho, salientou a importância dos exercícios físicos não só para oxigenar o cérebro, mas porque exercitam como que provocando, ou seja estimulando várias partes do cérebro dependendo do que fazemos.
A tecnologia é bem-vinda, contudo precisamos reservar algum tempo para fazer movimentos que contribuam com o exercício cerebral. Lembrei-me de  minha infância quando subíamos em árvores, pulávamos corda, andávamos agachados. Estes movimentos ativam e revigoram o cérebro. Se temos todas as informações a um clique de distância, para que pensar?
Sabe, aquela bola usada em aulas de Pilates e outras modalidades esportivas? Com ela, vários exercícios podem ser feitos para ativar não apenas nosso corpo, mas também ativar a memória e o raciocínio. 
Num futuro próximo, postarei mais detalhes de como exercitar o cérebro.

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domingo, 1 de abril de 2018

Miopia, tecnologia e escola

Jornal A Tribuna  11 de março de 2018

Segundo a reportagem acima e a opinião do oftalmologista Marcos Garcia, pode ser atribuída à tecnologia,  a explosão de casos de miopia no Brasil e no mundo. A matéria chamou minha atenção porque eu já vinha observando ,em meus alunos adolescentes, a crescente dificuldade de enxergar. Embora jovens,  percebo  que estão com dificuldade para ler o que está escrito no quadro  branco e até imagens  e textos projetados. À princípio, achei que era um motivo para levantar e aproximar-se do quadro ou porque não levavam os óculos para as aulas de inglês pela vaidade típica da idade uma vez que já tinham usado pela manhã na escola.  Porém,  ao ler o artigo supra citado, deparei-me com a confirmação do que eu já  havia constatado no meu dia-a-dia.
No mesmo artigo, são sugeridas atividades ao ar livre ou esportivas que estimulem a visão de longe. Como professora e coordenadora sugiro que nos planos de aula sejam acrescidas atividades lúdicas e jogos com esse objetivo. Por exemplo:
·         mostrando figuras ou palavras de longe  e os alunos terão que ler ou reconhecer,
·         jogos tipo wall dictation onde os alunos têm que ler a palavra, correr, desenhá-la, e escrevê-la ou ditá-la para seu grupo,
·         palavras  coladas ou escritas na lousa  ou no chão em que os alunos escutam uma música ou história e correm para apanhar o slip ou marcar a palavra na lousa ao ouvir;
·         imagens ou palavras espalhadas pelo pátio para que os alunos  recolham ou agrupem-se próximo a elas obedecendo o comando da professora.

Todas esta sugestões simples, incorporadas à  rotina de sala de aula, poderão ajudar a  prevenir a miopia e acrescentar diversão e aprendizagem às aulas.

Um oferecimento:




quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Como ensinar as gerações X.Y,Z

Cada geração tem suas características e  compreendê-las  poderá ser de grande valia na hora de ajudar um aluno a construir conhecimento.
 A geração baby boomers necessita de aulas calmas e sossegadas, com um ritmo que propicie  absorver, refletir, questionar e então assimilar o conteúdo. A mudança entre as atividades  deve ser suave e bem planejada. Esta geração precisa dos detalhes da gramática, dos fundamentos e da estrutura ensinada de modo clara e treinada através de muitos exercícios. A lição de casa é sempre bem-vinda.
A geração X, por sua vez, gosta de um pouco de tecnologia, mas não só , vídeos, séries de tv e músicas são muito bem-vindas. Não dispõem de  muito tempo para lições de casa porque trabalham muito, mas gostam de estudar, fazer provas e avaliar o progresso.
Os Millennials ou geração Y evoluem melhor se houver a utilização de muitos recursos tecnológicos. Embora interajam  pessoalmente precisam de atividades que os levem a desenvolver a habilidade de prestar atenção às pessoas, ler o que as pessoas estão pensando ou sentindo sem que seja falado, enfim fazer uso do olho-no-olho.  Outra ferramenta  importante que precisa ser ensinada é  traçar metas e fazer planos a curto, médio e longo prazo porque muitos têm a ilusão de que rapidamente obterão o sucesso financeiro e profissional chegando a CEO ou Presidente da empresa em  dois anos. A geração  Y acostumada a um clique  como portal para todas as respostas, precisa aprender a lidar com emoções especialmente medo, frustração e  fracasso.
A geração Z, que já nasceu mergulhada na internet, interessa-se por tudo o que for tecnológico, por este motivo, recursos de mídias sociais, aparelhos e vídeos atraem a atenção e ajudam muito como ferramentas de aprendizagem. Por adorarem a exposição na mídia,  precisam trabalhar a socialização presencial, ou seja, desenvolver a inteligência inter e intrapessoal. Esta geração vive encarando uma tela nos mais diversos tamanhos: tv, celular, tabletes, laptop, netbook e, constantemente, uma vez que  até no elevador, a tela está passando notícias ou fazendo propaganda. Por isso, ser ensinados a ler as emoções nos rostos das pessoas e aprender a ler a expressão corporal e o olhar tornam-se ensinamentos essenciais.  Nesta questão de desenvolvimento da inteligência emocional,  aprender a lidar com frustração e rejeição figura-se cada vez mais necessário porque não receber curtidas é  muito depreciativo. levando o jovem à depressão e à sensação de exclusão.  Por tudo isso, muito além do conhecimento acadêmico, um trabalho mais holístico é o caminho.

Um oferecimento:





terça-feira, 31 de outubro de 2017

Novos rumos da escola

Aprender a fazer? Um dos pilares da educação segundo a UNESCO. Mas, o que é isso?
Há algum tempo,  o  filósofo e professor Mário Sérgio Cortella, estimou que uma criança de 7 anos chega à escola com uma média de 5 000 horas de televisão assistidas numa gama de programas que vão de desenhos à telenovelas passando por documentários e notícias. Por isso, a escola tem que ser diferente da época em que nós fomos alfabetizados. Uma nova geração demanda um novo approach devido às novas necessidades. Porém, questiono, o que dizer da geração que está chegando agora às escolas?
Num breve passeio por restaurantes e shopping centers da cidade, veremos crianças com dois anos de idade já de posse de um celular ou tablete. Essa nova geração já nativos digitais definitivamente não podem encontrar a mesma escola que nós encontramos. Na verdade, nem mesmo a escola que a geração Millenium frequentou.
Nesta era, em que com  um click , a criança adquire o conhecimento que quiser porque tudo está disponível em segundos, a escola precisa se reinventar. Quadro, lousa, markers e vovô viu a uva, precisam se repaginar.

Nesta busca, retomo os pilares da educação segundo a UNESCO: “aprender a conhecer (adquirir instrumentos de da compreensão), aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente), aprender a viver juntos (cooperação com os outros em todas as atividades humana), e finalmente aprender a ser (conceito principal que integra todos os anteriores).  Estas quatro vias do saber, na verdade, constituem apenas uma, dado que existem pontos de interligação entre elas., eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.”
As aulas devem ter esses pilares como bússola ou GPS para usar um vocábulo mais atual, talvez ainda mais atual WAZE. Nossos alunos precisam aprender a fazer fazendo. Tornar as aulas mais práticas e atraentes retirando-os da situação passiva oferecida pela internet.
As atividades desenvolvidas pelo KIDZANIA por exemplo, podem e devem ser trazidas para a escola ensinando as crianças sobre finanças, o valor do dinheiro, organização, escrita, profissões, sonhar,   e planejar objetivos.
O mesmo conteúdo pode ser apresentado de diversas formas. Inove!


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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Frustração e desejo: futuras gerações

Ao ouvir um belíssimo concerto da Orquestra do Instituto Pão de Açúcar, questionei-me quantos jovens hoje em dia estudariam música, línguas ou praticariam esportes. A tecnologia proporciona o conhecimento e a satisfação dos desejos com um clique apenas. Este acesso rápido à informação e ao objeto de desejo como um filme ou o próximo episódio de uma série de tv, pode estar gerando jovens frágeis em termos de busca de realização.
Música, línguas e esportes demandam tempo de dedicação e saber lidar com a frustração de não conseguir e, neste caso, tentar de novo e de novo até conseguir.  Este esforço laboral e físico sem mencionar o mental pode estar desestimulando os jovens a perseguir seus sonhos ou mesmo ter sonhos. A maioria acha que as pessoas nascem com dons e que, sem sacrifícios, saem tocando um instrumento. Há dons naturais, porém também é preciso dedicação.
Remeto-me a Mário Sérgio Cortella, que tão bem descreve desejo:
“Quem tem desejo  e acha que ele magicamente será concretizado, acaba  não só tendo uma frustração em relação à não concretização, como ainda corre o risco de atribuir a outras pessoas, ou ao destino, ou a vida aquilo que não aconteceu.” Mário Sérgio Cortella em Pensar bem nos faz bem. ( p91)
Na série de TV, Secret and Lies, em sua segunda temporada, os  filhos repetem em coro no primeiro episódio a frase que o pai sempre disse:
  “ Sempre ensinei a meus filhos a trabalhar muito, doar e não achar que as coisas vêm fácil.” 
Precisamos observar os valores que estamos passando para as novas gerações.

Um oferecimento: 
                                  


                   
   

sábado, 26 de outubro de 2013

Sócrates e as redações

Estava super feliz por ter acabado de fazer uma nova postagem em meu blog e expressei isto em voz alta:”Feliz  feliz com meu novo texto!!!" Então, meu filho perguntou o porquê  e eu expliquei que fico feliz quando tenho ideias para  colocar no blog. Ele, sem tirar os olhos do teclado, explica-me   que Sócrates acreditava que o conhecimento está inato em todos os seres humanos, por isso ao colocar minhas ideias no papel,
eu estava  feliz pois estava parindo ideias.E ainda acrescentou, “é como se mais um irmão meu estivesse nascendo, por isso essa sua felicidade.”
Surpresa com a constatação de meu filho de quinze anos, fiquei feliz por reconhecer que meu investimento financeiro na escola tem sido bem utilizado pois é capaz de pensar, filosofar, fazer citações,expor suas ideias, concordar ou discordar com propriedade. Enfim, há  um jovem com conteúdo por baixo daquele ar irreverente que adora fazer de conta que nada sabe, pois ser inteligente é um MICO.
Este fato levou-me a indagar porque nossos jovens que passam tanto tempo teclando, não sentem o mesmo prazer com as atividades de redação propostas pela escola.
Cabe ao professor ser criativo, conhecer bem os alunos e iniciar por uma pesquisa, seguida de um ampla discussão com muitas perguntas para, por último concluir com a redação. A maiêutica socrática consiste em inquirir com  o objetivo de  conhecer a forma de pensar dos indivíduos, respeitá-la e provocar  o nascimento de uma nova ideia com base neste questionamento. Para Sócrates o conhecimento está latente, mas faz-se necessário fazê-lo vir à superfície.
Nesta busca, vale aliar-se à arma poderosa   constituída pelos recursos que a tecnologia disponibiliza como blogs, mini-blogs, Facebook ou twitter para desenvolver o hábito de uma escrita  guiada e acadêmica*.Quanto mais escrevemos, mais fácil vai ficando escrever, é uma questão de criar o hábito tão salutar e tão fundamental como ler e escrever.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Que mundo é esse?

Mês de férias, pessoas felizes circulando por toda a parte: malas, carrinhos, fotos, passagens, lágrimas de emoção pela chegada ou pela partida. Em meio a esse ir e vir, vale sentar e observar, ainda do lado de fora, um jovem adulto caminha apressado enquanto fuma e atira subitamente o cigarro ao chão, antes de atravessar as portas de vidro do elevador. Olhei ao redor e me deparei com várias lixeiras, ou seja ato displicente e desnecessário.
Retornei para o clima de férias, passeando pelas lojas de perfumes – minhas preferidas- e fazendo planos para os próximos dias. Antes do voo, porém resolvemos parar para almoçar, pois teríamos muitas horas dentro de um avião pela frente. Optamos por comida italiana e posicionei-me na fila enquanto minha filha procurava, em vão, por uma mesa.  Vimos muitas pessoas sentadas frente a pratos vazios  ou simplesmente lendo ou jogando em seus celulares sem se importar com as pessoas que passavam com uma bandeja quente na mão procurando um cantinho para sentar. Havia várias mochilas ocupando cadeiras ladeando pessoas inertes que sequer olhavam para quem estava a sua volta.
Passado meu  momento de indignação perante a falta de educação e egocentrismo das pessoas, tomou conta de mim um sentimento de compaixão por aquelas pessoas que não conseguiam mais olhar nem o outro nem a si próprio. Nossa sociedade está se encarcerando dentro das redes sociais, dos celulares e aplicativos múltiplos.
Gosto muito de tecnologia, mas tem que ser usada com sabedoria. Amo muito mais as PESSOAS.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Artigo publicado no Blog da Oxford


Using technology to improve writing activities

Anna Silva has been a language teacher for over 20 years in Brazil, teaching in state and language schools. Here she talks about how she uses technology with teenagers to improve their writing.
The fact that teaching teenagers is a difficult task goes without saying. I feel it’s been more and more difficult to draw their attention to what I’m teaching. They come to classes so full of energy that making them concentrate on learning grammar or writing seems an impossible task. At the same time, very little or nothing has been done to change this current situation. In fact, it seems that the more we teachers try, the further away our goal seems to be. What can we do to successfully hold their attention?
There is no doubt that experience and good textbooks do help a lot, but technology has proved to be one of the best tools because adolescents love all kinds of gadgets and software. Teenagers are always so involved with attractive and fast-paced webpages and social networking sites that a classroom, a teacher and a board seem boring and unattractive to them.
Only a few years ago a song or a scene from a movie would do wonders when it came to arousing students´ interest; nowadays, however, these resources are losing their novelty. For this reason, I think that newer technology can be an effective way to catch students’ attention and interest and help me lead my students along the path of learning a second language.
Although choosing a good textbook has certainly made my life easier as a teacher, I often feel like going beyond text books and surprising students with a different project.
This year I was teaching narrative tenses and mini sagas when I came up with this idea of using technology to catch their interest and attention. I needed something simple but innovative. As all my students have mobile phones with cameras, I invited them to walk around the school, choose something, take a picture and write a 50-word story based on that picture. At first, it was a mess. They just could not understand what I meant. It was amazing to see how difficult it was for the students to leave the comfort zone of our classroom and walk along the corridors and patio searching for a good spot to be photographed. They were really hesitating and feeling awkward.
Fortunately, in pairs, they decided to take risks and give themselves a chance. The experience was successful not only in terms of language acquisition, but also in terms of sociability. They went out of the classroom shyly and started walking around the school exchanging ideas with their peers. I was surprised with the results. They took good shots and created some interesting mini sagas about flowers, chairs, computers – even a poster about a new course was used as a springboard to start a story. They found out how creative they are, which was great for their self-esteem.
After this experience, I wanted to explore the idea of using Twitter as a learning tool because I had noticed they were always text messaging or sending tweets to their friends about everything all the time. As it was proving difficult to make them keep their mobiles off during our classes, I was trying to figure out a way to use Twitter as a tool not an enemy. Not until we started discussing short stories from the Reading Circles did I find the appropriate moment to propose it.
Reading circles are a great technique to work with reading; however, I have always felt the lack of a suitable follow-up activity. So, after discussing one of the stories, I asked them to send me a tweet summarizing the story in 140 characters. Some of them argued that they didn´t have twitter which would make it impossible for them to do the task. However, I was ready to solve any difficulty presented. The students were allowed to send me a tweet or a pretend one by email, or by Facebook. I even said they could write it by hand.
In the end, what they expected to be a piece of cake ended up taking much longer. They had to write and re-write it many times until they got to the number of characters permitted without using abbreviations, but keeping the summary meaningful.
Sooner than I expected, I had my students writing and rewriting texts with real enthusiasm and that made all the difference in my daily life as a teacher. Not only were they motivated, but I was too. All in all, I noticed that they improved their written skills by analyzing how the process of writing requires thinking and editing, and how much easier it is when one has a wide range of vocabulary.
How have you used technology to improve your students’ writing?