quinta-feira, 25 de junho de 2020

Muito além do Bye, bye, see you next class



Já parou para pensar em como você encerra as suas aulas?  Às vezes, acabamos seguindo aquele mesmo padrão  e nem percebemos mais. Creio que o encerramento seja tão importante quanto o início. Vamos conversar sobre isso?

A palavra chave é planejamento! Programe os últimos cinco minutos de aula para um fechamento. Até já escrevi sobre isso anteriormente, quando sugiro que não terminemos nossas aulas com a tarefa de casa. https://considerasobreeducacao.blogspot.com/search?q=li%C3%A7%C3%A3o+de+casa

Esse final  de aula é o momento para trabalhar as emoções. Pode ser desde o simples: como você se sentiu na aula de hoje? Ou com todos em círculo, espalhar cartas com emoções e sugerir que cada aluno apanhe a que  representa o que ele sentiu na aula. Esta atividade é ótima para ouvir dos alunos como se sentem na aula.

Gosto muito de uma atividade muito usada nos círculos restaurativos onde encerramos de mãos dadas e cada um fala uma palavra que resume a aula. No caso de aulas de língua estrangeira, pode ser uma palavra que aprendeu na aula. Esta palavra revelará o que o aluno sentiu na aula.

Às vezes, aproveito para demonstrar que senti a ausência de um aluno e questiono o que os alunos acham que ele gostaria de ter feito na aula. É sempre bom ser lembrado.

Em alguns dias, aproveito para dar um feedback de uma maneira leve e sempre positiva. Sempre é bom lembrar que é melhor reforçar o  esforço  e valores ao invés de características gerais sobre beleza, aparência ou sorte.

Finalmente, digo  If you think this is all over.... I assure you that´s not the end...After all, tomorrow is another day! Depois de algumas aulas, eu falo o começo e eles encerram com o “ amanhã é ouro dia!”




quarta-feira, 17 de junho de 2020

Fadiga Virtual



Reunião do Conselho Diretor Rotary Santos-Boqueirão
Você já teve vontade de gritar quando alguém te chama para uma vídeo chamada por qualquer das plataformas usadas atualmente?  Já se sentiu sem forças após trabalhar online ou sair de uma reunião por videoconferência? Será que uma chamada telefônica é menos cansativa para o cérebro? De um dia para o outro fomos todos atirados para as videoconferências: são aulas  e trabalho online,  reuniões, webinars, lives ou seja palestras e conferências e como se isso não fosse suficiente, a academia de ginástica e até os happy hours.   Será que tudo isso  causa algum efeito no nosso cérebro? 
As pessoas  estão em constante   comunicação mesmo quando estão quietas. Durante uma conversa presencial, o cérebro se concentra parcialmente nas palavras que estão sendo ditas, contudo,  obtém um significado adicional por meio de  dezenas de mensagens não verbais. O cérebro registra  como e se alguém está olhando para você ou se afasta levemente, se  mexe no cabelo enquanto você fala e  se  alguém inala rapidamente, preparando-se para interromper.
Por outro lado, uma vídeo- chamada típica prejudica essas habilidades arraigadas no ser humano e requer atenção constante e intensa às palavras como única forma de comunicação. Se uma pessoa é enquadrada apenas dos ombros para cima, a possibilidade de visualizar gestos com as mãos ou outra linguagem corporal é eliminada. Se a qualidade do vídeo for ruim então, qualquer esperança de recolher algo a partir de pequenas expressões faciais é frustrada.
Segundo Andrew Frankln, professor – assistente de  Cyberpsychology na Universidade Estadual de  Virginia Norfolk , para alguém que é realmente dependente dessas dicas não verbais, pode ser uma grande drenagem de energia não tê-las e exige um esforço muito maior para compor a informação ou mensagem.
Outro ponto que desgasta muito é encarar a  tela com várias pessoas. Professores enfrentam essa questão todos os dias, diversas horas por dia ampliando  e potencializando este problema. A visualização da galeria - onde todos os participantes da reunião aparecem - desafia a visão central do cérebro, forçando-o a decodificar inúmeras pessoas simultaneamente.
Para algumas pessoas, essa divisão prolongada da atenção cria a sensação desconcertante de ser drenada à exaustão sem  conseguir nada.  É como se o celular ficasse rodando indefinidamente em busca de uma conexão. O cérebro fica sobrecarregado por excesso de estímulos desconhecidos ao mesmo tempo em que se concentra na busca de pistas não verbais que não consegue encontrar.
Pelo exposto, a explosão sem precedentes de seu uso em resposta à pandemia lançou um experimento social não oficial, mostrando em escala populacional o que sempre foi verdade: as interações virtuais podem ser extremamente difíceis para o cérebro.  É por isso que,  de acordo com Franklin, um  telefonema tradicional pode ser menos cansativo para o cérebro,  porque cumpre uma pequena promessa: transmitir apenas uma voz.


Artigo da National  Geographic  BY JULIA SKLAR


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Techniques to make online classes more active


I´ve searched for ways of making my online classes more active. Here  is a  list  of  some of them. I hope they help you all.


Brain gym – exercises to activate your brain . There are many examples on the internet.

Simon Says – perfect as a break during the class to make students walk a bit.

Wall Dictation -  ask students to put books on the other side of the room.  They have  to look at a sentence, remember it, run and write it in the chat box, on the whiteboard or a word document.

Reading comprehension with T or F - After having read a text. You say a sentence – Students stand up if it’s right, sit down if it’s not. Or a little more complicated: stand up and jump, stand up turn around and sit down again.

After a breakout room: students stand up if they agree / turn their back if they disagree. Teacher can turn on their microphone and they can say what they thought.

If all students are on phones, they can walk for 2-3 minutes from their seats, then switch videos on and comment on where they’ve ended up/describe where they are/display it on the front camera/write about it. This activity could also be used for modals of speculation when you ask other students  to guess where they might be, then turn on the camera and find out whether the guess was correct or not.

Checking wardrobes or the fridge: To review clothes items,  have a competition: Teacher says a piece of clothing and students have to get it and dress it faster. You can do the same about food in the fridge. I was teaching countable and non-coutable, so I asked students to name examples from the fridge. It was  a very funny and memorable activity.


sábado, 6 de junho de 2020

Explorando os paradidáticos ou readers


Era uma vez num mundo não tão distante....

                                             Uma professora que adorava contar histórias.
Mesmo quando a história  não é um conto de fadas,  é necessário provocar o encantamento nos alunos despertando a curiosidade. Costumo seguir um certo ritual, porém creio que cada educador deva estabelecer o seu próprio estilo. Como conseguir esse encantamento? Há palavras mágicas?
Primeiramente, costumo iniciar  levantando uma questão que esteja relacionada à história e discutindo um pouco o tema sem mencionar o livro. Muitas vezes relato algo que aconteceu comigo ou com meus filhos.
 A seguir, exploro a capa levantando hipóteses sobre o  tipo de  história e linguagem que poderá surgir. Esta análise  ajudará  todos a entrarem no clima e será especialmente benéfico para os disléxicos, ajudando-os a manter o foco e o interesse.
 Como atividade preparatória, um brainstorming  estruturado em um  mapa mental (mindmap) ou infográfico é muito benéfico para  alunos com TDAH ou dislexia  porque  permite que  se  familiarizem com a linguagem que será usada facilitando, assim,  a leitura.
 Procuro também desenvolver atividades multisensoriais usando vídeo, música, dança, movimento, massinha, colagem, figuras, cartas, jogos, cores  e aromas colaborando para melhorar a retenção da informação.
 Lembre-se de praticar o predicting: qual será o tema da história?   O que acontecerá depois? Faço isso não apenas para iniciar a leitura da história, mas a cada parada de forma a manter o interesse na leitura e o foco no tema. Pergunte o que fariam ou como sairiam daquela situação. Estas questões provocam reflexão e aprendizado.
Também gosto de trazer  o livro para a realidade: ao longo da história vou fazendo  links com a realidade: Como é na sua casa? Na sua escola? Por exemplo, explorando o livro The Hound of Baskerville surgiu uma carta com uma ameaça. Neste momento, discutimos  os tipos de ameaça como bullying e as diversas formas de chantagem como em redes sociais, jogos eletrônicos, na política, nos relacionamentos abusivos e a maior ameaça do momento que é  o risco de contaminação pelo COVID-19. É sempre importante discutir valores  e, como estamos conversando sobre as  personagens, a discussão flui sem julgamentos deixando todos à vontade para expressar suas opiniões.
E mantenha sempre o elemento surpresa: faça ou proponha ideias diferentes a cada discussão. Por exemplo, na introdução do livro mencionado acima  de Arthur Conan Doyle, usei algumas cenas do filme para que eles compreendessem o que é hound e qual é a lenda. 
Na segunda discussão, eu estava vestida de Sherlock Holmes, ou quase, e explorei o Museu em Londres e as características da personagem. Essa pitada de humor é sempre bem vinda e mantém os alunos bem concentrados.
 A variedade  de  atividades é muito importante, evite ser previsível. Enfoque vocabulário ou gramática se quiser, porém num outro momento para que a sua história não deixe um gosto amargo na boca como na frase que minha mãe costumava usar para encerrar uma história:


E acabou-se o que era doce, o que era amargo ficou.”