domingo, 7 de agosto de 2022

E quando o elevador não para?

Elevator Pitch:Já ouviu falar? Fiz uma rápida pesquisa nos stories da minha rede e descobri que 95% das pessoas nunca ouviu falar neste termo. Numa tradução livre, a expressão em inglês poderia ser discurso do elevador. Em linhas gerais, é o discurso que você faria se encontrasse um potencial investidor ou cliente no elevador. Você pode pensar que não precisa disso, porém eu te afirmo que todos devemos não apenas ter o nosso pronto como deve estar sempre na ponta da língua. Na verdade, nós nos apresentamos constantemente em diferentes situações e para públicos variados. Quem nunca começou um curso e teve que falar de si logo no início da aula? Não é só no elevador que as oportunidades surgem, por isso o tempo de duração pode variar, mas o conteúdo deve estar pronto para ser proferido com segurança. As dicas iniciais que costumo passar para meus alunos são: 1- Seu nome e um pouco sobre a sua qualificação ou profissão. Contextualize o que estudou e qual instituição. 2- Conecte-se com a pessoa para que não seja um monólogo. Lembre-se que está conversando com alguém. Diga o porquê a pessoa estaria interessada no que você está falando. Pense no que você pode oferecer para a pessoa, o que você pode fazer por ela. Enfim, como você pode preencher uma necessidade dela, em suma o motivo pelo qual ela pode contar com você. 3- Troque informações sobre como contatar você. Elogie algo na pessoa ou na empresa em que trabalha. É importante criar seu pitch sob a ótica de quem vai ouvi-lo e não entregar todas as respostas. Como você pode observar um bom elevator pitch exige que você pense, analise suas aptidões e treine muito para que seja natural. Comece já! Quem é você? O que faz? O que você tem a oferecer? Qual o seu diferencial? Lembre-se que há vários públicos, esteja preparado! Sucesso!

terça-feira, 28 de junho de 2022

Como conseguir um feedback dos alunos?

Fim de semestre chegando e fica aquela dúvida como professor: será que minhas aulas foram boas? Os alunos aprenderam? Gostaram? No que eu poderia melhorar. Eu costumo fazer alguma atividade de fim de semestre para que os alunos me passem esse feedback. Este semestre fiz uso da Mentimeter para que os alunos em três palavras falassem sobre as aulas do semestre. O site é super user-friendly. Você escolhe o slide, decide a pergunta e compartilha o link. Foi uma ótima experiência. Os alunos colocaram suas impressões anonimamente, logo foi bem espontâneo e de uma forma mais interativa e digital. Gostei da experiência e refleti sobre as palavras colocadas. Além dos alunos me darem esse feedback, ainda revisaram o vocabulário aprendido. Super recomendo!

sexta-feira, 27 de maio de 2022

O lugar de cada aluno

Qual professor já não mudou alunos de lugar ou devido à indisciplina ou para melhorar a atenção do aluno? Porém, esta atitude autoritária acaba desmotivando ou chamando exagerada atenção sobre o aluno em questão. Por isso, fui desenvolvendo algumas técnicas para ser mais gentil, democrática e obter bons resultados. Às vezes, determino onde sentarão antes que eles cheguem na classe. Deixo um “ mimo” e o nome na carteira. Outras vezes, uso fitas coloridas, faço sorteio, enfim, vou variando a forma de determinar onde sentam e com quem interagem. Atribuo tudo ao acaso, mas na verdade planejei quem eu quero que sente onde e com quem trabalhe em pares ou em grupo. Use a imaginação!

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Crianças são consumistas?

Como criar uma criança consumista? O livro da Dra Ana Beatriz Barbosa Silva chamou minha atenção para esta questão. Apesar de morar numa cidade litorânea, o passeio ao shopping center também faz parte das opções dos pais especialmente em dias chuvosos. O shopping é um sonho porque inclui brincadeiras, alimentação, segurança e uma organização e beleza apaixonantes onde até a iluminação faz parte desse encantamento. Como educadora, além de me preocupar com o que o excesso de propaganda s pode causar no emocional das crianças, vejo também que alguns pais se sentem “devendo” algo aos filhos por não conseguirem dar a atenção que gostariam, por isso, acabam cedendo e exageram nos presentes para os filhos na busca de preencher essa lacuna emocional. Preocupo-me porque o material não substitui a afeição nem a atenção. O problema maior segundo a autora do livro Mentes Consumistas é a menagem ensinada. Quais valores estamos passando para nossas crianças? Lembro que, uma vez, eu estava dirigindo com meu filho pequeno no carro e ele me disse: -Sabe, mãe, seria muito melhor se a gente não precisasse pagar, a gente entrava na loja e pegava o que queria. Esta frase me fez parar e refletir sobre os sentimentos do meu filho e o que eu estava ensinando ou provocando inconscientemente. Para a criança, o limite entre o imaginário e a realidade não está muito bem definido. A criança realmente acredita que ficará igual àquele super herói, se consumir determinado produto. A autora salienta que lidar com frustrações é essencial para a vida futura e ainda lembra que estabelecer limites é uma das formas mais corajosas de amar. Por isso, nós pais e educadores precisamos ter muito claro que também somos muito influenciados pelo marketing e pelo cansaço que acaba fazendo com que validemos a compra necessária para compensar o sacrifício ou o dia ruim. Sempre bom lembrar que ensinamos mais pelo exemplo do que pelas palavras, então sugiro a leitura do livro como um alerta para todos nós. O número de inadimplentes no país está subindo assustadoramente neste período pós pandemia, será que podemos reavaliar nossos gastos neste novo cenário e compartilhar essa realidade com nossos filhos? Podemos sim, dependendo da idade deles e será muito bom propor esse caminho juntos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Foco pós lockdown

Por que é tão difícil manter a concentração? Será em virtude da tecnologia? Segundo o psicólogo Gary Marcus da Universidade de Nova York, “para nosso ancestrais, o tipo de memória que queremos ter agora, não era necessária.” Nosso cérebro foi moldado e treinado para ver tudo o que está a sua volta analisando os perigos em geral e não um ponto estático. Somente neste momento de nossa evolução, temos o conforto de não precisar mais dessa capacidade de visualização geral e de busca de recompensas imediatas. Porém, após milhares de anos sobrevivendo com a programação reptiliana, torna-se difícil mudá-la sem esforço. Somos capazes de acionar nosso neocórtex para cumprir tarefas como focar na leitura de um livro ou tomar uma decisão a longo prazo; entretanto, precisamos lutar contra a parte mais primitiva do nosso ser. Por exemplo, algumas vezes, embora a educação alimentar nos ensine a fugir das frituras, a necessidade de buscar prazer rapidamente e saciar este desejo impera e ingerimos o chocolate ou a fritura. Da mesma forma, o que é mais atraente e prazeroso: sapear pelas redes sociais em busca da novidade ou estudar para a prova? Fazer a escolha mais apropriada e racional exige uma luta contra nosso instinto primordial e, também, muito treino. Por isso, recomendo aos pais e professores que ajudem seus filhos nesta tarefa de seleção e resistência aos instintos. Há hora para tudo e cabe aos pais determinar esses limites. Seguindo a mesma teoria da história da humanidade, não é por acaso que o ser humano é o animal que continua dependente de seus pais por mais tempo. As crianças e adolescentes precisam dos pais por perto delimitando, instruindo e premiando. Mãos à obra.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Volta às aulas e concentração

Televisão, Facebook, Twitter, Mensagens de texto, instagram, youtube, what´sapp, vídeo games: tudo isso é muito mais interessante que estudar ou ler um livro. Porém, nem tudo está perdido, segundo psicólogos e neurocientistas, é possível desenvolver a concentração. Segundo especialistas em meditação, nosso cérebro normalmente mantêm-se em uma frequência muito alta para lidar com toda a gama de informações recebidas, então o primeiro passo é baixar esse fluxo de pensamentos. Há várias técnicas de meditação, mas o mais simples e fácil de fazer é prestar atenção na respiração de modo a esvaziar o cérebro. A habilidade de se concentrar varia de pessoa para pessoa, mas, assim como habilidades podem ser treinadas, melhoradas ou ampliadas, da mesma forma, a concentração pode ser trabalhada. Outro fator que afeta diretamente a atenção é a emoção. A neurociência afirma que é um processo de escolha do que é importante, uma vez que, embora o lobo frontal seja responsável pelo comportamento e pela tomada de decisões, todo o sistema sensorial está envolvido, segundo Ivan Hideyo Okamoto, da Universidade Federal de São Paulo. Nosso sistema límbico, que comanda as emoções, sempre favorece os elementos que despertam sensações intensas. Parece impossível vencer esta habilidade nata para a desconcentração? Nem tanto, segundo David Schlesinger, neurocientista do hospital Albert Einstein, a plasticidade do cérebro, ou melhor, dizendo, a capacidade dos neurônios de se redistribuir de acordo com a necessidade e o treino, pode ser trabalhada da mesma forma que exercitamos os músculos tornando-os mais fortes. Portanto, treine a concentração diariamente quando estiver fazendo tarefas de que não gosta e respire mais calmamente, prestando atenção ao movimento de saída e entrada do ar. É como ir para a academia todo dia, é mais difícil no começo, mas depois começa a fazer parte do nosso dia-a-dia.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Atraindo adolescentes com séries de TV

Já ouviu alguém dizendo que “os alunos não são mais como eram antigamente”. Claro que não são, pois as pessoas mudam e plagiando o título de um filme antigo..” E assim caminha a humanidade…todos mudamos, logo nem os alunos, nem os professores e, portanto, nem a escola, continua igual. Crianças e adolescentes não sustentam o foco de forma semelhante ao dos adultos, então como mantê-los interessados na aula? Partindo desta ideia, atribuí uma tarefa a cada grupo: observar vestimenta, trabalhos realizados e vida social. Com o foco em mente, mostrei uma cena do Downton Abbey. A série se passa em sua maior parte em uma propriedade fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey e segue os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. a audiência é considerada alta para uma série de época e recebeu diversos prêmios e indicações desde a sua primeira temporada. Tornou-se a série de época britânica de maior sucesso desde Brideshead Revisited, de 1981,6 e entrou no Livro Guinness dos Recordes de 2011 como o “programa de televisão em língua inglesa mais aclamado pela crítica ( ref. Wikipedia). Discutimos a cena comparando o estilo de vida da época com o atual e um pouco de gramática com o uso de used to. Numa outra etapa, discutimos sobre nomofobia. Nomofobia vem de NO MOBILE e é o termo usado para descrever a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel. Cada aluno foi dizendo como se sente sem tecnologia e internet. Discutimos o uso em áreas públicas incluindo riscos de furtos e à própria vida devido à acidentes causados pela distração. A seguir, mostrei uma cena de The Walking Dead, a série que é uma febre entre o público jovem.A sinopse descreve um Apocalipse que provoca uma infestação de zumbis na cidade de Cynthiana, em Kentucky, nos Estados Unidos, e o oficial de polícia Rick Grimes (Andrew Lincoln) descobre que os mortos-vivos estão se propagando progressivamente. Ele decide unir-se aos homens e mulheres sobreviventes para que tenham mais força para combater o fenômeno que os atinge. O grupo percorre diferentes lugares em busca de soluções para o problema. Concluímos que filmes de zumbis, vampiros e novas sociedades ( como as séries Divergente, Maze Runner ou Jogos Vorazes) fazem sucesso porque dão sentido a este mundo contraditório que por um lado avança em tecnologia, mas, simultaneamente, desfaz ou quebra as relações humanas apesar da constante conexão virtual. Neste contexto, a solidão profunda alia-se a deterioração ecológica num mundo onde a degradação humana e ética evidenciam-se. Objetivos alcançados: alunos refletindo sobre a vida e interessados. link: https://www.youtube.com/watch?v=G_pgndlBfRc