Considerações sobre a educação
Um blog sobre educação e tudo que se refere à vida como: finanças, amor, crianças, vida em família e escola.Visite meu novo site em: http://www.consideracoessobreeducacao.com.br/
sábado, 7 de novembro de 2026
Bom dia, mestre!
“..não sei como posso querer tanto estar aqui....Não sei como, mas sei que quero. Talvez os barcos, como as gestações, tenham um truque de mágica: quando a jornada acaba, a pessoa esquece as dificuldades e se lembra apenas das partes boas, a ponto de querer começar tudo outra vez” (Tamara Klink). Ao ler este trecho do livro Bom dia, inverno, pensei no meu mestrado. Defendi em setembro e ao sair da defesa, estava feliz, realizada e aliviada. Entretanto, já fui para casa, pensando nas alterações sugeridas pela banca nos artigos que quero ler e nos que gostaria de escrever. Por isso, apesar de cansada, meu cérebro só pensava na pesquisa, nos resultados e no tanto que ainda não sei. Talvez seja o ambiente universitário, os amigos que fiz, os professores que conheci, minha orientadora que é fantástica! Sempre cheia de entusiasmo, ânimo, ideias e palavras de incentivo. Nós formamos uma bela dupla! Creio que assim como a Tamara Klink, o que me move é a curiosidade e a vontade de aprender! Bem, fiz várias pós graduações e especializações até que uma professora me disse – Chega! Passa para o próximo nível! Bem, já alcancei o próximo nível. Sou Mestre. E agora?
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Refexões sobre uma leitura
“...como pode existir um lugar onde brotam coqueiros e voam tucanos no mesmo planeta em que existem todos esses infinitos tons de branco? Como pode existir um lugar onde as pessoas tiram a roupa, entram na água e não morrem de frio.” Tamara Klink em Bom dia, inverno.
Ao ler este trecho, lembrei-me que um de meus filhos de intercâmbio ficou muito feliz e surpreso com a festa de aniversário que fizemos para ele porque foi uma festa com piscina. O aniversário dele é em dezembro e na Alemanha é inverno! Realmente, foi inusitado para ele estar dentro de uma piscina ao ar livre e sem aquecimento no aniversário. Creio que seja até hoje uma experiência memorável para ele.
Nosso planeta nos oferece experiências únicas e extraordinárias. Visitei a Patagônia, o estreito de Magalhães, enfim visitei a Antártida. Vi os diversos tons de branco que existem e um lugar onde a linha do horizonte é curva!! Estive realmente o fim do mundo e ele tem nome : Ushuaia.
Não me bastou ver pinguins que chegam a ter 1,20cm, tive, também que visitar os ursos polares. E lá fui eu para o Alasca, observar outros tons de branco e diversos tipos de neve.
Tamara ainda continua: “ Essa paisagem me lembra o Brasil. O branco me lembra o verde da Mata Atlântica. Afundar os pés na neve me lembra andar na neve no manguezal.Mil tipos de gelo são mil tipos de terra. No branco ou no verde, estrangeiros renomearam lugares que já tinham nome.....o branco e o verde desaparecem cada vez mais rápido”
Aproveito a oportunidade para mostrar um pouco do nosso Brasil também.
Nosso planeta é realmente maravilhoso e surpreendente. Agora preciso ir visitar os desertos. Enquanto isso, vou lendo Bom dia, Inverno, e refletindo.
quinta-feira, 26 de março de 2026
O abuso que a gente aplaude
Publicado em A Tribuna jornal em 21 de março de 2026
Às vezes, as melhores indicações de séries e filmes vêm de onde menos esperamos. Minha filha, jovem adulta, me sugeriu o filme SALVE ROSA. Eu torci o nariz ao ver que era um drama, porque o pouco tempo que tenho para ver algo é, em geral, para produções leves, que me ajudem a desligar do excesso de pensamentos. Mas lá fui eu ver Salve Rosa e super recomendo.
Antes mesmo do filme, eu já pedia a amigos que não curtissem nem encaminhassem reels ou postagens com crianças. Podem ser engraçadinhos, mas expõem a imagem de alguém indefeso. Na minha opinião, é um abuso de imagem de menor.
O filme mostra o cotidiano de uma influencer adolescente, explorada pela própria mãe, que se beneficia da renda do canal. É ficção, beira o exagero, mas descreve bem o que está sendo feito com esta geração. Assistam e pensem antes de curtir ou encaminhar esse tipo de conteúdo: podemos, ingenuamente, estar alimentando esses comportamentos.
quarta-feira, 18 de março de 2026
ALERTA: a tranquilidade do presente pode provocar o problema do futuro
Talvez eu esteja de fato ficando velha e com certeza sou de outra geração, porém lido bem com adolescentes e acompanho com tranquilidade a rotina, gostos e preferências. O que realmente me assusta é chegar a um restaurante e encontrar as crianças ou eu diria bebês em carrinhos, bebês confortos ou cadeirões para refeições vendo telas em celulares. Bebês e crianças precisam brincar. Para cada faixa etária há brinquedos adequados que irão nutrir determinadas fases do desenvolvimento. E, vou deixar bem claro, crianças precisam COLORIR para desenvolver a coordenação motora fina! Não é só para escrever. Elas vão precisar dessa coordenação para desenvolver as atividades diárias de suas profissões sejam elas dentistas, médicos, engenheiros e até mesmo para operar máquinas e instrumentos mesmo que tecnológicos.
No livro EXAUSTOS, de Lucas Freire, o autor explica sobre a infantilização tecnológica e descreve “as crianças estão crescendo em um habitat no qual a interação virtual substitui o brincar físico. A curiosidade natural e a imaginação estão sendo moldadas não pela exploração do mundo, mas pelo consumo passivo de conteúdo digital. Essa precoce dependência tecnológica ameaça o desenvolvimento saudável de habilidades sociais e emocionais e até mesmo físicas colocando em risco as novas gerações.”
Infelizmente, vejo as crianças entregues às babás -telas. Mesmo quando não tínhamos celulares ou tablets, havia horário e limites para assistir TV e já se condenava o uso exacerbado em frente à TV. Trouxe esta reflexão porque a longo prazo o sossego momentâneo conquistado enquanto a criança está na tela, pode ser o infortúnio do futuro. A criança não terá desenvolvido as habilidades necessárias para ser alfabetizada e aprender cálculos porque a passividade das telas as impediu de experienciar o mundo a sua volta, estará viciada na tela..
Stanislas Dehaene, em seu livro É assim que aprendemos, na página 49, explica que “sempre que as crianças entram no modo-aprendizagem, ou seja, sempre que estão brincando, exploram dúzias de possibilidades com uma boa dose de aleatoriedade. E, durante a noite, seus cérebros continuam a fazer malabarismos com ideias, até esbarrar numa que explica melhor aquilo que vivenciaram durante o dia.”
Por isso, defendo de forma tão contundente a proibição total de telas na primeira infância e no Fundamental 1, apenas alguns minutos por dia dos desenhos e personagens que estão na moda para que as crianças possam socializar e conversar com os amigos.
Vamos resgatar o que a infância tinha de melhor! Proporcione o brincar e a atividade física para as crianças.
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Música em sala de aula em tempos de Spotify
Em tempos de IA e reels, ainda há espaço para usar música nas aulas de inglês?
Eu utilizo de formas diversas para músicas atuais, geralmente coloco como tarefa para que os alunos, em grupos ou pares, selecionem uma música, expliquem o motivo da escolha, o que a música diz e exponham frases ou palavras novas.
Eu trago músicas para ensinar algo; gramática, vocabulário, pronúncia ou até para ilustrar um tema. Como o objetivo é pedagógico, use músicas antigas especialmente se quero praticar listening pois são mais eficazes por serem desconhecidas para eles.
Na atividade da figura, dividi a turma em grupos, eles tinham que ouvir a música e correr de costas, virar ao chegar na parede e pegar alguma palavra que tivesse sido dita. A atividade envolvia atenção, compreensão, identificação, leitura, audição e um pouco de exercício motor para ativar áreas neurais e deixá-los mais despertos.
Costumo usar vídeo clips ou fazer jogos adaptados tipo jigsaw Reading, wall dictation, somente ver o vídeo e tentar adivinhar o tema, exploro expressões faciais, uso para introduzir o tema da aula. Outro dia, o tema da aula era Occupations e vocabulário relacionado à trabalho, então explorei o vídeo clip de Nine to five. Foi ótimo! Gerou várias risadas e acabamos conversando sobre assédio e relações de trabalho.
Na minha opinião, sempre há lugar para uma música em sala de aula!
sábado, 27 de setembro de 2025
Do que os alunos gostam?
O tema da aula do Intermediário era Education. Além do vocabulário, a unidade engloba também como falar em público, Como parte das atividades trabalhei alguns vídeos como O diário da Princesa 1 ( parte em que ela está na aula de debates) e usei a Ted Talk da Amy Cuddy. Usei os vídeos em aulas diferentes mas, discutia vocabulário e os estilos dos discursos. Finalmente, passei a tarefa na qual propus que os alunos fizessem uma apresentação com slides e usando as técnicas de oratória aprendidas respondendo à questão “ My ideal school for 2025.
Resumindo o que eles gostariam, foi mencionado:
- um jardim para descansar
- uma sala interativa tecnológica
- projetos ao invés de provas
- aulas variadas incluindo filmes, músicas e jogos.
Fiquei feliz não só pelas incríveis apresentações que fizeram mas porque percebi que eles realmente gostavam das minhas aulas pois eles estavam descrevendo as atividades que normalmente uso em aula.
Esta é a receita: aulas menos expositivas e mais mão na massa com atividades variadas. Estas auals demandam anáçise dos objetivos e preparação, porém realmente ficam bem mais interessantes.
sexta-feira, 30 de maio de 2025
Pular corda na aula
Eu ia ensinar o modal verb CAN para meus alunos e comecei perguntando se eles sabiam pular corda. Alguns sabiam, outros não. Abri minha bolsa especial que é cheia de cards, games, objetos, figuras e puxei a corda. Surpresos, alguns toparam e demonstraram que conseguiam pular, outros mais tímidos não sabiam, mas toparam aprender, enfim a aula ficou bem animada e o principal que era ativar a área motora do cérebro deles foi ativada.
É importante que antes de ensinar algo mais elaborado como gramática que ativemos essa área do cérebro. Com o cérebro mais ativo, a aprendizagem pega carona facilmente e realiza boas conexões sinápticas. Como relacionei a atividade ao que ia ser ensinado, a dinâmica da aula fluiu muito tranquila e alegre.
As crianças e adolescentes, em geral, não são mais tão ativos como há alguns anos. Poucos praticam esportes ou atividade físicas. O sedentarismo está dominando as novas gerações, por isso qualquer atividade física será sempre bem-vinda. Sugiro subir e descer escadas, andar para trás, correr , pular corda. Enfim, sempre ative a área motora do cérebro. Programe-se, planeje as suas aulas antecipadamente.
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