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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Intercâmbio : partidas e chegadas
A literatura portuguesa é rica em cantigas de saudade porque o povo português, que tem seu território voltado para o Oceano Atlântico, sempre enxergou o oceano como um grande convite para aventuras no além-mar., daí a saudade dos que ficam para trás é cantada e chorada em verso e prosa. Atualmente, apear de toda a tecnologia , quando se trata de intercambistas, sempre me preocupo com a família que fica. Para quem vai, o cérebro fica tão focado nas novidades e diferenças que não resta muito tempo para a saudade. Este sentimento aflora mais como a Nostalgia em Divertidamente 2 em datas marcantes especificas. Mas, para quem fica, a dor e a preocupação são imensas. Vejo com empatia pessoas chorando próximo ao embarque. Eu já deveria ter me acostumado às idas e vindas, porém receio que isso nunca acontecerá. Foco, entretanto, no sabor da chegada. Aeroporto é um lugar que minha família adora. Temos sempre muitas histórias para relembrar e viver, lugar preferido para lanchar, lojas para visitar. Tudo é sempre um evento! E você? Gosta de aeroportos?
domingo, 20 de agosto de 2023
Rotina: aliada ou vilã?
Eu diria que é essencial. Se tivéssemos que pensar como abrir uma torneira ou pegar o lápis a cada vez que precisamos, seria um grande desgaste. Assim, também, é menos cansativo quando sigo tarefas uma após a outra tipo: café da manhã, academia, ler e-mails, preparar aulas, almoçar e etc. A quebra da rotina, às vezes, conturba e deixa as tarefas mais pesadas sem falar na frustração que geram.
Pode parecer que estou indo na contramão do que as pessoas dizem. Vou esclarecer melhor, quando você está no fluxo, as tarefas caminham melhor. Por exemplo, se estou no modo preparando aulas, meu lado criativo está mais ativo, então corrigir as tarefas dadas ou decidir o que pedirei como tarefas, será melhor e mais rápido. O difícil é começar, sair da zona do conforto, largar o celular e as redes sociais que estão ativando a área da recompensa e mudar de atividade, mais difícil sim, mas pense que é recompensador.
A rotina também é importante para controlar a ansiedade dos alunos. É importante para manter a tranquilidade dos alunos se eles visualizam uma lista a ser seguida tipo: data, pequena atividade para entrar no modo aula, um filme, música, conversa ou jogo para introduzir o tema, ponto focal a ser ensinado, treinar de forma controlada, abrir para outras possibilidades, corrigir tarefas, intervalo, enfim seguir uma linha que trará tranquilidade para o cérebro dos alunos e, é claro, quebrar ocasionalmente o estabelecido com algo agradável é muito bem -vindo para dar uma acordada.
Para os pais sugiro, que desde que os filhos começam a ter tarefas de casa, a rotina seja implantada e seguida. Por exemplo, chegar da escola, tomar banho, comer, descansar por X tempo e sentar num determinado lugar e fazer a tarefa de casa. É fundamental que um adulto esteja supervisionando esta rotina e a realização da tarefa. O importante é ter um horário na agenda reservado e seguido. Este hábito irá perdurar, com as devidas adaptações necessárias, por toda a vida estudantil. A criança precisa ser ensinada a ter rotina: tempo para estudar e tempo para fazer as tarefas. A criança precisa ver que os pais também têm seus horários e respeitar esses momentos. Vejo alunos já no ensino médio que dizem – Não fiz a lição porque estou em semana de provas. Meu Deus!! Já não sabia que teria semana de provas? A gente só revisa na semana de provas, o estudo é diário e não podemos tirar tempo de um compromisso para alocar para outro. Desenvolver este hábito, cabe aos pais. É chato sim! Todo dia tem que lembrar e fazer respeitar o acordado. Cabe ao adulto analisar o quando, onde e cobrar. Pode ser pela manhã ou após a aula. Respeitem as características de cada pessoa, porém esse hábito ajudará as crianças a organizar o trabalho na vida adulta, ou seja, é na infância que se aprende a ser organizado. Com o home office em alta, saber planejar e organizar o tempo é fundamental.
Toda rotina traz benefícios a longo prazo. Creia em mim!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Como superar a defasagem causada pela Pandemia?
A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera.
Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor.
A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas.
Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress.
A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar.
Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos precisam ser reais e próximos à realidade da criança.
O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês.
No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz.
Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes, enquanto palavras podem ser levadas pelo vento.
Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Memória Gustativa
Que beijo de mãe seguido das palavras antes de casar passa cura os machucados dos filhos todo mundo já
sabe e experimentou. Agora, cama de mãe
com certeza alivia as feridas emocionais e psicológicas. Se não cura, com
certeza, alivia, traz alento e energia. Difícil não poder dizer – Vou na minha mãe e já volto! São as
avós que energizam as mães e o círculo mágico prossegue. Aqueles pratos que só
as mães sabem fazer, pois há sempre um ingrediente secreto não mencionado.
Aquele crush da adolescência que só ela sabia..aquela amiga que só a mãe vai
lembrar....aquele segredo bem guardado..o pedido de orações..Porque Santa Maria
sempre atende as mães.
Difícil também foi me despedir das coisas que lá estavam com
as histórias da família. Cada canto ,cada móvel, cada parede...tudo fala ..tudo
conta..Vai ser difícil não poder dizer -Vou no vovô e já volto. Ah, o vovô
sabia tudo: que ônibus pegar, onde descer, quem conserta o quê, onde comprar
mais barato.
Precisa de carinho: chama a manhêeeeee, precisa de alguém
pra brigar? -Paiê....
A gente sempre acha que eles estarão lá pra sempre, pois sempre estiveram
lá...deve ser como irmão mais velho que sempre esteve no mundo..ou assim parece
ter sido.
Aprendi muito com eles, inclusive a gostar de estudar e a estar sempre pronta para ajudar
alguém. Minha mãe dizia que Deus olha
por nós e nos pede que O ajudemos a olhar pelos outros.
Encerro o ciclo “casa
dos pais” emocionada e até feliz porque Deus mede o tempo de maneira diferente
de nós, assim ouvi na missa outro dia. É verdade, estou doando tudo para uma
família de refugiados. Mas, a principal doação é o desejo verdadeiro de que
sejam felizes!
Na foto, estão as rabanadas no prato em que minha mãe
colocava. Doces lembranças da infância.
Patrocinadores :
sábado, 21 de março de 2009
Responsável pela educação?
Quem é responsável pela educação? Os pais ou a escola?
A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera.
Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor.
A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas.
Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress.
A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar.
Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos precisam ser reais e próximos à realidade da criança.
O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês.
No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz.
Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes, enquanto palavras podem ser levadas pelo vento.
Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.
A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera.
Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor.
A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas.
Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress.
A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar.
Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos precisam ser reais e próximos à realidade da criança.
O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês.
No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz.
Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes, enquanto palavras podem ser levadas pelo vento.
Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.
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