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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

ChatGPT e as profissões atuais

Já ouviu falar em Chat GPT? Trata-se de um software que gera conteúdo completo com o simples digitar de algumas palavras chaves. O texto criado é muito em geral muito bem elaborado sendo capaz de criar também música e poemas com pedido feito por áudio ou por escrito. Alguns jornalistas já estão usando para redigir notícias simples meio robotizadas mesmo. A questão é se este software avançado poderá substituir redatores, editores, jornalistas, escritores, advogados e artistas? Como já se vem discutindo há algum tempo a Inteligência Artificial irá sim ser capaz de fazer muitos trabalhos ou tarefas de criação que são feitos por seres humanos atualmente. Foi realizado um teste no Brasil em que as questões do Enem 2022 foram aplicadas no programa. Se ele fosse um aluno, estaria na média dos alunos brasileiros. Algumas questões foram resolvidas de forma errônea, outras não foram resolvidas e a redação foi considerada sofrível, ou seja não passaria para Medicina, mas passaria para outras carreiras cuja nota de corte é inferior. Feitas estas colocações, é claro que o software será ajustado e conseguirá ser aperfeiçoado. O que será dos empregos? As pessoas têm que começar a pensar em recolocação e mudança de carreira. Como este processo não é rápido, está mais do que na hora de buscar outras qualificações. E como fica a educação e a escola para as novas gerações? Aquela tecla que temos batido incessantemente, a escola tem que desenvolver as habilidades que a IA ainda não consegue realizar: trabalho em equipe, empatia, liderança inteligente, análise de problemas, solução de conflitos, desenvolvimento de network, inteligência emocional, flexibilidade e raciocínio crítico levando em conta variáveis subjetivas. NOTA: Para mais reflexões, ouça o Podcast Avanços da inteligência Artificial do POD ISSO, meninas? na sua plataforma favorita.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Que mundo é esse?

Mês de férias, pessoas felizes circulando por toda a parte: malas, carrinhos, fotos, passagens, lágrimas de emoção pela chegada ou pela partida. Em meio a esse ir e vir, vale sentar e observar, ainda do lado de fora, um jovem adulto caminha apressado enquanto fuma e atira subitamente o cigarro ao chão, antes de atravessar as portas de vidro do elevador. Olhei ao redor e me deparei com várias lixeiras, ou seja ato displicente e desnecessário.
Retornei para o clima de férias, passeando pelas lojas de perfumes – minhas preferidas- e fazendo planos para os próximos dias. Antes do voo, porém resolvemos parar para almoçar, pois teríamos muitas horas dentro de um avião pela frente. Optamos por comida italiana e posicionei-me na fila enquanto minha filha procurava, em vão, por uma mesa.  Vimos muitas pessoas sentadas frente a pratos vazios  ou simplesmente lendo ou jogando em seus celulares sem se importar com as pessoas que passavam com uma bandeja quente na mão procurando um cantinho para sentar. Havia várias mochilas ocupando cadeiras ladeando pessoas inertes que sequer olhavam para quem estava a sua volta.
Passado meu  momento de indignação perante a falta de educação e egocentrismo das pessoas, tomou conta de mim um sentimento de compaixão por aquelas pessoas que não conseguiam mais olhar nem o outro nem a si próprio. Nossa sociedade está se encarcerando dentro das redes sociais, dos celulares e aplicativos múltiplos.
Gosto muito de tecnologia, mas tem que ser usada com sabedoria. Amo muito mais as PESSOAS.

domingo, 2 de junho de 2013

Limites? Educação?

Nas gerações anteriores, não se falava em Limites. Falava-se em educação  da seguinte forma: “Este menino é tão educado” ou “ Esta criança é tão malcriada.” De repente, fala-se muito em impor limites às a crianças. O que vem a ser impor limite? O que é educação e bons modos?
Na minha humilde opinião, ser educado, além da concepção de conhecimento formal, é ser capaz de respeitar o espaço do outro e tratar com gentileza. Como resumiria minha mãe é ter bons modos. Esta questão dos bons modos refere-se a saber conviver em sociedade de maneira aprazível e elegante conforme a cultura e hábitos do grupo em que está inserida e engloba desde a maneira de sentar à mesa, caminhar, dirigir-se às outras pessoas, saber ouvir, pedir permissão para passar, praticar as palavras mágicas, saber esperar. São regras de convivência social que precisam ser ensinadas da mesma forma como no trânsito precisamos respeitar e saber  onde é possível estacionar, parar  ou virar. Estas regras sejam de etiquetas ou estabelecidas pelo bom senso do grupo devem ser ensinadas e praticadas.
Por outro lado, Limite é uma expressão que significa refrear um ímpeto. Em nome de educar, muitas pessoas  condicionam as crianças e jovens a seguir determinados padrões condicionando-os a agir somente daquela forma. Observo, por exemplo,  meus alunos, quando são pequenos e eu trago folhas coloridas, eles adoram e escolhem as folhas livremente conforme seu gosto ou necessidade. Posicionam como melhor lhes parece e iniciam a atividade felizes desenvolvendo trabalhos que espelham o que lhes vai na alma ou no inconsciente. Diferentemente dos adolescentes, que tendem a escolher a folha em branco, posicioná-la  sempre na vertical e  olham para aquela folha perdidos sem saber por onde começar. Foram aniquilados. Foram ensinados a seguir padrões apenas.
Por isso, os TDAs incomodam tanto. A mente criativa e inteligente deles recusa-se a ser refreada, contida, disciplinada. A imaginação precisa voar, precisa estar livre.
É interessante e contraditório ver os educadores cerceando a imaginação e anos mais tarde reclamando que os alunos não têm criatividade para redigir textos. Talvez tenham sido bloqueados ou melhor, receberam tantos limites, que já não confiam em si mesmos, temem não ser ouvidos ou entendidos.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Reminiscências de uma adolescente


Antonio Manzione foi meu professor de violão na minha adolescência e aprendi muito com ele. Por exemplo, ele dizia que, ao admitirmos que não sabíamos algo, abríamos o coração, a mente e o peito para aprender. Lembro-me ainda do movimento que ele fazia para inspirar o ar  afirmando que, desta maneira, abrimos espaço para aprender. Não saber não é errado nem feio, feio é fingir que sabe, ele dizia.
Também, como todo treinador, coach ou técnico, ele perdia a paciência e gritava conosco, porém sabia pedir desculpas  quando percebia que perdera a cabeça conosco. Nestas horas, toda a mágoa que eu sentira se esvaía pois eu via como Ele era grande e humilde ao mesmo tempo.
Se aprendi violão? Um pouco, ainda dedilho algumas músicas clássicas. Todavia, aprendi sobre  compositores, artes, filosofia e principalmente sobre  o que torna uma pessoa  grande. Não é o conhecimento que tem, a estatura, a posição social ou o dinheiro, mas sim a coragem de admitir um erro e desculpar-se. Como diz Glória Kalil, a elegância sempre  cabe em qualquer lugar falando ou escrevendo. Certos exemplos jamais são esquecidos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Colcha de retalhos


                        Washington Olivetto afirmou em uma palestra que "Conteúdo é tudo" e que "a ideia tem que ser simples e brilhante". Ainda assistindo à palestra, fiquei confabulando sobre como ter uma boa ideia que permanece e sobrevive ao tempo.Meus pensamentos remeteram-me a um outro grande ícone de nossas tempos com grandes ideias simples e brilhantes: Steve Jobs. Este executivo, por sua vez, defendia que a experiência é o diferencial entre as pessoas pois grandes ideias surgem quando as pessoas juntam os pontos, ou seja, estabelecem relações entre coisas que já viveram em momentos diferentes. 
                        Ensimesmada com o trabalho que o cérebro realiza para alcançar este nível de criação, deparei-me numa revista com a frase  de Aldous Husley: "Experiência não é aquilo que acontece conosco; é o que fazemos com aquilo que acontece conosco."
                         Assim, de ponto em ponto, de iluminado em iluminado constatei que Cultura e Experiência nos levam a ter grandes ideias pois o cérebro vai alinhavando as mensagens e construindo outras. Deste modo, também está meu blog: uma colcha de retalhos com experiências e elucubrações mentais. Ler é importante, mas também sair e explorar a Vida. Invista em você hoje!

domingo, 12 de agosto de 2012

Peixes e avaliação



Nada acontece por acaso, eu estava selecionando alguns testes da Universidade de Cambridge para aplicar em uma das minhas turmas, quando li uma frase postada no Facebook com autoria atribuída a Einstein: “Somos todos geniais, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará a vida inteira acreditando ser estúpido.”
A mensagem passada é justamente o que tentamos passar para os professores, instrutores e monitores atualmente, a ideia de que cada um deve ser avaliado pelo que conseguiu fazer e não pelo que deixou de fazer. Precisamos olhar para as conquistas, ser capaz de ver os grandes passos dados. Só neste momento, com a auto-estima bem trabalhada, é que conversamos sobre como podemos melhorar pois afinal de contas, sempre podemos melhorar e sempre cometemos erros.
Algumas pessoas ainda mantém aquelas ideias do início do século quando a educação era responsabilidade dos jesuítas e cujo objetivo principal era catequizar os índios tornando-os força de trabalho. Durante muito tempo, a educação teve como princípio formar pessoas para serem dóceis e acatar ordens, portanto, conformistas e obedientes.
Alguns pais questionam porque não se usa mais caneta vermelha para corrigir os erros. Na verdade, a cor da caneta não tem a menor importância, porém ela virou um ícone contra essa filosofia  que refletia as desigualdades sociais na organização da escola, aniquilando a auto-estima daqueles que tinham dificuldade de aprender.
Hoje, procuramos ter os olhares voltados para aquilo que a pessoa consegue fazer de positivo e trabalhamos os pontos que precisam ser melhorados, ou seja, a educação está voltada para desenvolver o senso crítico e a buscar soluções criativas para os problemas. Na verdade,  se formos capazes de olhar para os pontos positivos que nos cercam, seremos pessoas bem mais felizes e agradáveis de conviver.

sábado, 30 de junho de 2012

A Educação nossa de cada dia!


Ao entrar no elevador, olho para as pessoas e cumprimento com um sorriso e um bom dia. Um responde timidamente entre dentes, como definiria minha mãe, e os outros nem respondem. Porém, não me dou por vencida. Todo dia, eu os encontro no mesmo horário no elevador e continuo  a minha rotina de cumprimentá-los.
Comentando este fato com amigas na academia, elas disseram que não insistem mais, pois quando enfrentam tais situações fazem como os outros e passam a não cumprimentar também.
Esta atitude me parece aquela lei do “olho por olho e dente por dente” do Código de Hamurabi; entretanto, não me permito desperdiçar os dias e horas que minha mãe dedicou em sua vida para que eu fosse uma pessoa educada. E, se eu me deixasse levar deixando de cumprimentar as pessoas, mesmo  meu cumprimento sendo ignorado,  estaria igualando-me a eles.Afinal, quem tem educação tem que usar.
Não desista, pelo contrário, insista, a boa educação tem que ser mais forte. Faça a sua parte! O Bem tem que prevalecer.

sábado, 21 de março de 2009

Responsável pela educação?

Quem é responsável pela educação? Os pais ou a escola?

A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera.
Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor.
 A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas.
Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress.
A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar.
Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos   precisam ser reais e próximos à realidade da criança.
O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês.
 No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz.
Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança  são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes,  enquanto palavras podem ser levadas pelo vento.
Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.