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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
ChatGPT e as profissões atuais
Já ouviu falar em Chat GPT? Trata-se de um software que gera conteúdo completo com o simples digitar de algumas palavras chaves. O texto criado é muito em geral muito bem elaborado sendo capaz de criar também música e poemas com pedido feito por áudio ou por escrito. Alguns jornalistas já estão usando para redigir notícias simples meio robotizadas mesmo. A questão é se este software avançado poderá substituir redatores, editores, jornalistas, escritores, advogados e artistas?
Como já se vem discutindo há algum tempo a Inteligência Artificial irá sim ser capaz de fazer muitos trabalhos ou tarefas de criação que são feitos por seres humanos atualmente. Foi realizado um teste no Brasil em que as questões do Enem 2022 foram aplicadas no programa. Se ele fosse um aluno, estaria na média dos alunos brasileiros. Algumas questões foram resolvidas de forma errônea, outras não foram resolvidas e a redação foi considerada sofrível, ou seja não passaria para Medicina, mas passaria para outras carreiras cuja nota de corte é inferior.
Feitas estas colocações, é claro que o software será ajustado e conseguirá ser aperfeiçoado. O que será dos empregos? As pessoas têm que começar a pensar em recolocação e mudança de carreira. Como este processo não é rápido, está mais do que na hora de buscar outras qualificações.
E como fica a educação e a escola para as novas gerações? Aquela tecla que temos batido incessantemente, a escola tem que desenvolver as habilidades que a IA ainda não consegue realizar: trabalho em equipe, empatia, liderança inteligente, análise de problemas, solução de conflitos, desenvolvimento de network, inteligência emocional, flexibilidade e raciocínio crítico levando em conta variáveis subjetivas.
NOTA: Para mais reflexões, ouça o Podcast Avanços da inteligência Artificial do POD ISSO, meninas? na sua plataforma favorita.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
Áreas de aprendizagem
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| Em busca de soluções em equipe |
Nesta era em que o conhecimento está ao alcance de um toque, precisamos desenvolver outras habilidades. Ressalto 4
que devem ser priorizadas e que não dependem só da escola. A família deve
trabalhar o desenvolvimento de cada uma delas.
Em termos de conhecimento, não basta memorizar. O objetivo é
que de posse desse conhecimento, a
pessoa seja capaz de transferir para outras situações, encontrando soluções e
estabelecendo correlações e conclusões lógicas.
O aspecto emocional é
o que precisa de mais atenção. Anteriormente, relegadas a ficar escondidas no
íntimo de cada um. Hoje exige-se reconhecê-las, trabalhá-las e usá-las como
aliadas. Saber aprender com o erro, lidar com frustrações e desenvolver a
auto-confiança são essenciais.
Socialmente falando, a empatia é o carro chefe. Nunca foi tão importante saber trabalhar em equipe,
saber expressar-se com coerência e agir de forma a resolver conflitos.
No Brasil, fala-se muito em transparência e a ética veio para ficar. Aprender a respeitar,
tolerar e manter uma bússola de valores bem definida.
Assim, as áreas de aprendizagem hoje são mais exigentes
e demandam planejamento e organização.
quarta-feira, 6 de março de 2019
Novas profissões: novas tendências?
Em Outlander, uma cena descreve uma das muitas mudanças em
nossas vidas através dos séculos: Jamie Fraser, no século XVIII, explica para sua esposa que
há três ou quatro profissões e que na dúvida, segue-se a profissão do pai. Não
há muito o que pensar. Pobres de nossos adolescentes de hoje com milhares de
opções à sua volta.
Muito se tem falado sobre o desaparecimento de profissões,
mas o mundo sempre caminhou assim: cacheiro viajante, curandeira, datilógrafo, parteira,
telegrafista e outras tantas desapareceram e deram lugar a outras profissões.
Faz parte da evolução da sociedade. Entretanto, precisamos estar atentos às
mudanças de mercado.
As pessoas têm que saber lidar com softwares, mas na busca de
encontrar soluções para os problemas, a empatia precisa ser acrescida ao
conhecimento técnico.
Há outras habilidades que são essenciais no mercado em
crescimento:
- pensamento analítico e inovação;
-solução de problemas complexos;
-pensamento crítico e análise;
-aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem;
-criatividade, originalidade e iniciativa;
-atenção a detalhes e fidedignidade;
-inteligência emocional;
-raciocínio, solução de problemas e concentração;
-liderança e influência social;
-coordenação e gerenciamento de tempo.
O auto-conhecimento é fundamental. Verifique seus pontos
fortes e aqueles que precisam ser melhorados, e comece o processo já!!
Fonte: Forum econômico Mundial
Apoio:
sábado, 25 de agosto de 2018
Desafios do profissional no mundo contemporâneo
Aparentemente,
a habilidade para usar a tecnologia é a grande habilidade exigida dos jovens
profissionais. Entretanto, engana-se quem acredita ser esta a preponderante ou
única. O que mais se espera de um profissional?
Acredite a
lista é longa e os processos seletivos estão cada vez mais voltados para outras
habilidades além do CV. Um bom currículo é importante para ajudar a passar para a segunda fase do
processo que seria a entrevista ou as dinâmicas de grupo. Todavia, do que se
constitui um bom currículo?
Uma das
qualidades que se busca neste novo profissional é o interesse em buscar
conhecimento. Assim, um bom currículo precisa ser variado, envolvendo cursos,
palestras, simpósios e em diferentes áreas. Este tipo de currículo demonstra
uma pessoa com esta sede de conhecimento em áreas diferentes além da principal.
Concomitantemente, fluência em línguas, agrega muitos pontos e, com um
intercâmbio mais ainda. O conhecimento
de língua traduz a vontade de expandir conhecimento e o intercâmbio agrega
experiências, o aprendizado de viver outras culturas, a habilidade de adaptação
e autonomia. Para fechar com chave de ouro e garantir uma oportunidade na
próxima etapa do processo, faz-se necessária a participação em projetos
voluntários. Esta preocupação com o outro agrega tanto em termos de
desenvolvimento de habilidades como liderança e trabalho em equipe, como
também, revela um olhar para a comunidade.
E o que mais se
espera de um profissional?
Saber se comunicar
vencendo a timidez, analisar dados e tomar decisões unindo a técnica e a
emoção. O domínio de habilidades sócio emocionais está em alta e será
verificado nas atividades desenvolvidas nas etapas seguintes do processo
seletivo. Seja franco, de nada adianta camuflar a verdade, por isso, trabalhe o
auto-conhecimento. Analise seus pontos fracos e desenvolva as habilidades
necessárias. Não tema confessar que tem certa inabilidade e está trabalhando
para melhorá-la. Este fato colocará você numa posição melhor do que não admitir
ou sequer ter conhecimento da inabilidade.
Tempos modernos
com mais exigências. Prepare-se.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Aprendendo a esquiar
Sabe aquele ditado que diz mais ou menos assim “ olham as pingas que bebo, mas não veem os tombos que levo”? Pois é, pensei muito nele na Itália. Especialmente, enquanto subia a montanha calçando botas pesadas de esqui, os sticks e a mochila, tudo isso com temperatura abaixo de 10 graus negativos..cheguei até menos 24 e num dos dias, enfrentei uma tempestade de neve. Ah, esqueci de mencionar que os pés enterram na neve, as luvas não te permitem sentir direito os objetos, porém se ousar tirar, elas ficam vermelhas, depois roxas e congelam.
Você não sobe tudo a pé, primeiro você vai de teleférico. Para entrar, você passa com um cartão especial. O bom da alta tecnologia é que o leitor lê o código mesmo que esteja dentro de seu bolso o que é bom porque não há mãos livres para mostrar o cartão. Após esta fase, corre e pega a gôndola….. mas antes, com ela ainda em movimento, você coloca os esquis nos espaços externos da gôndola. É preciso ser rápido.
A vista é divina, encantadora mesmo. O branco da neve, por vezes quase azulado, me fez pensar em comercial de sabão em pó, tudo muito muito mais branco . Observo os pinheiros que resistem ao frio e à neve e reflito sobre os símbolos de Natal.
Aposto que você pensa que chegando ao topo, é só sair esquiando..lindo como nos filmes…desculpe-me..nem tão simples….a sensação de frio aumenta e você caminha, o que para mim é uma eternidade, montanha acima, íngreme, botas pesadas, mão ocupadas e você caminha colina acima até chegar a uma esteira que te leva mais acima ainda. Antes de pisar na esteira, coloca os esqui e tenta se equilibrar na esteira durante mais uma eternidade.
Wow! Tecnicamente, é bem simples, esquis em formato de pizza para parar, pressão no pé direito para virar à esquerda e pressão do lado esquerdo para virar à esquerda. Soa fácil? Após muito tombos, você acaba automatizando isso, mas leva pelo menos uns quatro dias para conseguir descer as colinas. Sabe que o pior não é cair, é levantar, quando você tem pés gigantes e pesados, o chão escorrega e não há no que se apoiar. Nesse momento de cansaço extremo, você olha toda a colina que você ainda tem que descer e pensa: ” Será que não tem outro meio de descer? Assim, tipo skibunda??” Não, não há, o jeito é meter as caras e encarar.
Durante, a escalada eu pensava “ por que estou fazendo isso?” Então, conclui que fiz por mim, pois preferia me arrepender de ter tentado do que de jamais ter me permitido esta experiência e, depois, já no Brasil ficar pensando..Ah da próxima vez!..pode não haver próxima vez…..mas também, fiz por meus filhos, tinha que ser consistente com minha filosofia de vida, não podia me acovardar frente ao novo. E lá fui eu….Foi bom, esquiei e curti com filhos e amigos uma semana encantadora.
Confesso, que a experiência foi muito boa, apesar dos hematomas em minhas pernas e das dores nos músculos, e agradeço por esta oportunidade. Todavia, já que estou fazendo confidências, aproveito para abrir meu coração e dizer que a melhor parte foi ficar no restaurante bebendo jagertee e comendo apfestrudel. Por último, questiono por que não ficar num restaurante italiano cercada de boa comida e aquecida, saindo ocasionalmente para garantir uma foto, admirar a vista e tocar na neve?
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