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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Que mundo é esse?

Mês de férias, pessoas felizes circulando por toda a parte: malas, carrinhos, fotos, passagens, lágrimas de emoção pela chegada ou pela partida. Em meio a esse ir e vir, vale sentar e observar, ainda do lado de fora, um jovem adulto caminha apressado enquanto fuma e atira subitamente o cigarro ao chão, antes de atravessar as portas de vidro do elevador. Olhei ao redor e me deparei com várias lixeiras, ou seja ato displicente e desnecessário.
Retornei para o clima de férias, passeando pelas lojas de perfumes – minhas preferidas- e fazendo planos para os próximos dias. Antes do voo, porém resolvemos parar para almoçar, pois teríamos muitas horas dentro de um avião pela frente. Optamos por comida italiana e posicionei-me na fila enquanto minha filha procurava, em vão, por uma mesa.  Vimos muitas pessoas sentadas frente a pratos vazios  ou simplesmente lendo ou jogando em seus celulares sem se importar com as pessoas que passavam com uma bandeja quente na mão procurando um cantinho para sentar. Havia várias mochilas ocupando cadeiras ladeando pessoas inertes que sequer olhavam para quem estava a sua volta.
Passado meu  momento de indignação perante a falta de educação e egocentrismo das pessoas, tomou conta de mim um sentimento de compaixão por aquelas pessoas que não conseguiam mais olhar nem o outro nem a si próprio. Nossa sociedade está se encarcerando dentro das redes sociais, dos celulares e aplicativos múltiplos.
Gosto muito de tecnologia, mas tem que ser usada com sabedoria. Amo muito mais as PESSOAS.