Mês de férias, pessoas
felizes circulando por toda a parte: malas, carrinhos, fotos, passagens,
lágrimas de emoção pela chegada ou pela partida. Em meio a esse ir e vir, vale
sentar e observar, ainda do lado de fora, um jovem adulto caminha apressado
enquanto fuma e atira subitamente o cigarro ao chão, antes de atravessar as
portas de vidro do elevador. Olhei ao redor e me deparei com várias lixeiras, ou
seja ato displicente e desnecessário.
Retornei para o clima de
férias, passeando pelas lojas de perfumes – minhas preferidas- e fazendo planos
para os próximos dias. Antes do voo, porém resolvemos parar para almoçar, pois
teríamos muitas horas dentro de um avião pela frente. Optamos por comida
italiana e posicionei-me na fila enquanto minha filha procurava, em vão, por uma mesa. Vimos muitas pessoas sentadas frente a pratos vazios ou simplesmente lendo ou jogando em seus
celulares sem se importar com as pessoas que passavam com uma bandeja quente na
mão procurando um cantinho para sentar. Havia várias mochilas ocupando cadeiras
ladeando pessoas inertes que sequer olhavam para quem estava a sua volta.
Passado meu momento de indignação perante a falta de
educação e egocentrismo das pessoas, tomou conta de mim um sentimento de
compaixão por aquelas pessoas que não conseguiam mais olhar nem o outro nem a
si próprio. Nossa sociedade está se encarcerando dentro das redes sociais, dos
celulares e aplicativos múltiplos.
Gosto muito de tecnologia,
mas tem que ser usada com sabedoria. Amo muito mais as PESSOAS.
