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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Música em sala de aula em tempos de Spotify

Em tempos de IA e reels, ainda há espaço para usar música nas aulas de inglês? Eu utilizo de formas diversas para músicas atuais, geralmente coloco como tarefa para que os alunos, em grupos ou pares, selecionem uma música, expliquem o motivo da escolha, o que a música diz e exponham frases ou palavras novas. Eu trago músicas para ensinar algo; gramática, vocabulário, pronúncia ou até para ilustrar um tema. Como o objetivo é pedagógico, use músicas antigas especialmente se quero praticar listening pois são mais eficazes por serem desconhecidas para eles.
Na atividade da figura, dividi a turma em grupos, eles tinham que ouvir a música e correr de costas, virar ao chegar na parede e pegar alguma palavra que tivesse sido dita. A atividade envolvia atenção, compreensão, identificação, leitura, audição e um pouco de exercício motor para ativar áreas neurais e deixá-los mais despertos. Costumo usar vídeo clips ou fazer jogos adaptados tipo jigsaw Reading, wall dictation, somente ver o vídeo e tentar adivinhar o tema, exploro expressões faciais, uso para introduzir o tema da aula. Outro dia, o tema da aula era Occupations e vocabulário relacionado à trabalho, então explorei o vídeo clip de Nine to five. Foi ótimo! Gerou várias risadas e acabamos conversando sobre assédio e relações de trabalho. Na minha opinião, sempre há lugar para uma música em sala de aula!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A música e a matemática

Há pouco tempo atrás, fiz uma postagem intitulada :”Qual é o seu número?”  onde prego que as pessoas deveriam se preocupar mais em conhecer o SER e preocupar-se menos com o TER. Minha amiga Física, não perdeu a oportunidade de me provocar defendendo sua seara e afirmando que o mundo é  composto de números. Concordo com minha amiga, os números são a base de tudo.
Certa vez, estava numa churrascaria com alguns amigos, quando uma das mulheres perguntou: “Vocês contam?” Nesse momento, alguns riram outros responderam prontamente, - Conto! Algumas pessoas como eu, contam tudo o que surge a frente como batentes de porta, vitrais, número de pessoas num ambiente, barras de metal ou madeira, tetos ou pisos de madeira ou com simetria de linhas, enfim uma gama de contagens. Pra quê? Não sei, simplesmente, contamos.
Quando meus filhos eram pequenos tentei criá-los  vendo que a matemática faz parte do nosso cotidiano tanto quanto conversar e olhe que eu falo muito!! Nesta empreitada em que eu almejava educá-los sem o MEDO da matemática, fomos treinando contar degraus, objetos, dar e fazer troco, somar, subtrair, multiplicar sempre de maneira informal, simples, mas mostrando que fazemos isso a toda hora.
Hoje, meus filhos me dão aulas e broncas sobre controle financeiro, economia e juros. Acho bárbaro!! Criei dois monstrinhos, pois eles gostam de matemática, livros e música. Os aprendizes superaram e muito o mestre. Mas, como a música entra em tudo isso? Ouso dizer que desde sempre, a Música e a Matemática caminharam juntas e têm Pitágoras e Bach como  expoentes desta caminhada. Por isso, vibrei ao ver a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas.
A Música nas escolas  tem um caráter múltiplo e importantíssimo:
  • Poderá  acalmar ânimos mais quentes
  • Provocar mais sinapses cerebrais
  • Despertar o interesse pela Arte
  • Facilitar a compreensão de matemática e física.
Howard Gardner, com a teoria das inteligências múltiplas, defende que:
              “Na época medieval, o estudo cuidadoso da música partilhou muitas
características com a prática da matemática, tais como um interesse em
proporções, padrões recorrentes e outras séries detectáveis. ... Novamente no
século XX _ primeiramente na esteira da música dodecafônica, e mais
recentemente, devido ao amplamente difundido uso de computadores _ o
relacionamento entre as competências musical e matemática foi amplamente
ponderado. A meu ver, há elementos claramente musicais, quando não de “alta
matemática” na música e estes não deveriam ser minimizados. (GARDNER, p.
98)   in GARDNER, H. Estruturas da Mente: a Teoria das Inteligências Múltiplas. Trad.Sandra Costa.
A música pode tornar mais divertido e concreto o estudo da matemática e da física e estas ciências podem colaborar com uma maior compreensão da Música e das Artes!  Trabalhando interdisciplinarmente  obteremos resultados melhores!
Para encerrar, a Matemática na música atual:
“E as contas são só pra te mostrar
Que o que conta é a soma dos sorrisos e da paixão
A matemática do teu coração”  (Restart -  Matemática)