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domingo, 9 de outubro de 2011

Lição de casa - um desafio para professores e alunos

Sempre defendi a idéia de que o final da aula, não é o momento da aula ideal para passar a lição de casa. Creio que o aluno deve terminar a aula feliz e com vontade de querer voltar. Se os últimos instantes de aula foram passados com a lição de casa, o aluno se despede “pesado”, com um mais um fardo sobre os ombros e pensando que mal terminou a aula e já tem obrigações a cumprir. Por isso, costumo passar a lição da aula após a correção da anterior, mas nunca ao final. O final tem que ser prazeroso: uma música, atividade lúdica ou jogo. Enfim, algo que deixe um gostinho de quero mais.

Uma vez ao buscar meu filho na  aula de canoagem, os alunos pediram para o professor se poderiam ficar mais um pouco. O professor, para desapontamento dos alunos, respondeu que não seria possível, mas  na quarta haveria aula de novo. Depois, ele me explicou que poderia ter deixado que eles remassem mais, porém se fizesse isso, eles sairiam da aula cansados e sentiriam  preguiça de voltar na aula seguinte. Deste jeito, eles esperariam pela próxima aula com ansiedade e alegria.

Atualmente, procure não exagerar nas atividades pedidas. Lição de casa não é uma maneira de cumprir programa. Lição de casa é uma forma de favorecer a aprendizagem. Procuro explicar para os alunos que o cérebro grava aquilo que vê repetidamente, por isso, faz-se necessário repetir o que foi aprendido em sala de aula todos os dias. Nos dias de hoje é inútil esperar que o aluno fique uma tarde inteira fazendo lição de casa. O importante é a qualidade do que se passa. Surpreenda e seja criativo!
Para motivá-los, é interessante pedir algo que possa ser feito usando a tecnologia que tanto os atrai.Também, é importante conscientizá-los que a lição deve ser começada pelo que menos gostamos e cedo. Esperar pelo domingo na hora do Fantástico é uma tortura para toda a família pois encerra o domingo de uma forma deprimente e, muitas vezes, não há tempo suficiente para fazê-la. O aluno precisa fazer a parte que lhe cabe, pois o professor é mero facilitador, o caminho da aprendizagem depende do educando.
Aos pais cabe, perguntar, demonstrar interesse e até auxiliar indicando caminhos. O filho precisa saber que fazer lição de casa, não é uma opção, mas uma obrigação.
Cada um - pais, alunos e professores - precisam estar cientes e cumprir sua missão.
  

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Síndrome de Supermãe

Ao ler o artigo de Thaís Lyra na AT Revista, lembrei-me da história contada por um casal amigo.  A matéria em questão começa com o seguinte parágrafo:
               “Para boa convivência social, todo cidadão segue regras e normas. Algumas, para funcionar, existem em forma de leis. Outras dependem exclusivamente da consciência individual. Bom seria se esses dois elementos andassem de mãos dadas para o exercício pleno de cidadania.
                Infelizmente, para algumas pessoas, nenhuma das duas parece existir. Sobram comportamentos inadequados e impensáveis, que tomam conta da nossa sociedade.”

            Um casal amigo desabafou comigo a indignação perante a ligação da coordenadora da escola do filho de 16 anos, pois ela  ligou para comunicar que o aluno foi retirado de sala e estava assinando uma advertência por ter saído de sala sem o consentimento do professor. Os pais alegavam que o menino estava com necessidade de ir ao banheiro e o professor havia se ausentado.
Expliquei que, na realidade, o menino deliberadamente desrespeitou a norma da escola que determina que ninguém pode sair da sala de aula sem autorização. Na verdade, os adolescentes estão sempre testando seus limites, tentando liderar e ser “engraçadinhos” e “populares”  perante o grupo. Caso a escola, não tomasse uma providência, os outros alunos passariam a imitar a mesma conduta. Claro que não é adequado que o professor se ausente de sala, porém, aos 16 anos, os alunos são capazes de aguardar alguns minutos ate que o professor retorne.
Os pais precisam vencer o instinto de proteção e evitar passar  a mão na cabeça dos filhos a cada delito que eles cometem. A consistência de conduta  é importantíssima, portanto, um delito leva a uma conseqüência e esta  deve ser enfrentada.
Delito parece um vocábulo pesado, afinal o menino  só foi ao banheiro. Mas, não é, trata-se como afirmou Thaís Lyra de um comportamento inadequado pois uma norma da escola foi infringida. Uma postura Ética, bem como, cidadã tem que ser exigida dos jovens.
Vencer este instinto de proteção à prole é uma atitude difícil de ser tomada, mas fará toda a diferença em longo prazo.
Certa vez, recebi em minha caixa de emails, a comunicação de que meu filho não fizera a lição de casa. Ao voltar do trabalho, adentrei minha casa FURIOSA. Sim, mães também têm ataques de fúria. Falei do email, expliquei pela enésima vez a importância de fazer as lições e avisei que,  a partir do próximo email, cada falta de lição corresponderia a uma atitude minha que fui elencando, pausadamente, pois tive muito tempo para pensar em todos os cortes às atividades lúdicas que eu poderia fazer.
Mais tarde, meu filho procurou-me para desculpar-se e justificar que os professores passam muitos exercícios para casa e ele, às vezes, não consegue dar conta de todas as tarefas. Meu lado mãe, gostou da humildade em reconhecer o erro, porém sentiu vontade de entrar em contato com a escola para conversar sobre o excesso de tarefas. Todavia, observei que ele teve tempo para  surfar na Net, assistir televisão e jogar seus jogos favoritos. Por isso, embora até saiba que alguns professores, às vezes, exageram, não tomei tal atitude. Meu filho precisa aprender a trabalhar com prazo curto, a priorizar tarefas, organizar o tempo  e assumir as conseqüências de seus atos. Controlar o instinto materno não é fácil, mas necessário, senão corremos o risco de superar a SUPERMÃE criada pelo Ziraldo!!!
Criação  de Ziraldo





quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Super mãe em ação!

Ao ler o artigo de Thaís Lyra na AT Revista, lembrei-me da história contada por um casal amigo.  A matéria em questão começa com o seguinte parágrafo:
               “Para boa convivência social, todo cidadão segue regras e normas. Algumas, para funcionar, existem em forma de leis. Outras dependem exclusivamente da consciência individual. Bom seria se esses dois elementos andassem de mãos dadas para o exercício pleno de cidadania.
                Infelizmente, para algumas pessoas, nenhuma das duas parece existir. Sobram comportamentos inadequados e impensáveis, que tomam conta da nossa sociedade.”
            Um casal amigo desabafou comigo a indignação perante a ligação da coordenadora da escola do filho de 16 anos, pois ela  ligou para comunicar que o aluno foi retirado de sala e estava assinando uma advertência por ter saído de sala sem o consentimento do professor. Os pais alegavam que o menino estava com necessidade de ir ao banheiro e o professor havia se ausentado.
Expliquei que, na realidade, o menino deliberadamente desrespeitou a norma da escola que determina que ninguém pode sair da sala de aula sem autorização. Na verdade, os adolescentes estão sempre testando seus limites, tentando liderar e ser “engraçadinhos” e “populares”  perante o grupo. Caso a escola, não tomasse uma providência, os outros alunos passariam a imitar a mesma conduta. Claro que não é adequado que o professor se ausente de sala, porém, aos 16 anos, os alunos são capazes de aguardar alguns minutos até que o professor retorne.
Os pais precisam vencer o instinto de proteção e evitar passar  a mão na cabeça dos filhos a cada delito que eles cometem. A consistência de conduta  é importantíssima, portanto, um delito leva a uma conseqüência e esta  deve ser enfrentada.
Delito parece um vocábulo pesado, afinal o menino  só foi ao banheiro. Mas, não é, trata-se como afirmou Thaís Lyra de um comportamento inadequado pois uma norma da escola foi infringida. Uma postura Ética, bem como, cidadã tem que ser exigida dos jovens.
Vencer este instinto de proteção à prole é uma atitude difícil de ser tomada, mas fará toda a diferença em longo prazo.
Certa vez, recebi em minha caixa de emails, a comunicação de que meu filho não fizera a lição de casa. Ao voltar do trabalho, adentrei minha casa FURIOSA. Sim, mães também têm ataques de fúria. Falei do email, expliquei pela enésima vez a importância de fazer as lições e avisei que,  a partir do próximo email, cada falta de lição corresponderia a uma atitude minha que fui elencando, pausadamente, pois tive muito tempo para pensar em todos os cortes às atividades lúdicas que eu poderia fazer.
Mais tarde, meu filho procurou-me para desculpar-se e justificar que os professores passam muitos exercícios para casa e ele, às vezes, não consegue dar conta de todas as tarefas. Meu lado mãe, gostou da humildade em reconhecer o erro, porém sentiu vontade de entrar em contato com a escola para conversar sobre o excesso de tarefas. Todavia, observei que ele teve tempo para  surfar na Net, assistir televisão e jogar seus jogos favoritos. Por isso, embora até saiba que alguns professores, às vezes, exageram, não tomei tal atitude. Meu filho precisa aprender a trabalhar com prazo curto, a priorizar tarefas, organizar o tempo  e assumir as conseqüências de seus atos. Controlar o instinto materno não é fácil, mas necessário, senão corremos o risco de superar a SUPERMÃE criada pelo Ziraldo!!!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

3 dicas para ser bem sucedido numa entrevista de emprego:

- Momento de silêncio: Mesmo que por pouco minutos, antes da entrevista reserve e programe-se para dedicar algum tempo ao silêncio. Estes instantes são cruciais para ajudá-lo a manter  o foco e dinamizam a criatividade e a eficiência de suas palavras e colocações. Repasse mentalmente a entrevista imaginando o que poderá ser perguntado, quais as suas habilidades e a sua qualificação. Respire lentamente praticando os movimentos de expiração e inspiração  conscientemente.
-Faça a lição de casa: Parece coisa de criança? Mas, não é. A lição de casa aqui, refere-se a estudar a empresa que está entrevistando você. Atualmente, é incabível que o candidato desconheça os produtos, serviços, localização das unidades, valores, missão e projetos. Visite o site e as redes sociais, experimente produtos e serviços. Como head Hunters, desclassificamos  imediatamente  quem não traz esse conhecimento na bagagem, pois este desconhecimento indica falta de empenho  e de vontade de estudar. Conclui-se que a pessoa faz uso das redes e plataformas da internet apenas para diversão. Além do descaso, soa como alguém que, ou não utiliza essas ferramentas – incompetência  inadmissível atualmente- ou ficará apenas nos bate-papos sem momentos de produção laboral concretos.
-Dress code: Pode parecer  “demodê”, como diria minha avó, porém importantíssimo. Ao visitar  o site e as redes sociais da empresa observe se usam uniforme, quem usa, quais as cores e se há um casual day. Além de vestir-se de acordo, tente usar, sutilmente, uma das cores da empresa. Este simples fato, poderá fazer com que você seja visto como parte do time. Por outro lado, fuja das cores da  outras empresas do mesmo ramo. Além de totalmente inadequado, pode parecer ofensivo e   te derrubar de cara.
Parecem detalhes; entretanto compõem a diferença entre ser selecionado ou excluído.

Um oferecimento:



segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Como superar a defasagem causada pela Pandemia?

A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera. Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor. A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas. Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress. A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar. Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos precisam ser reais e próximos à realidade da criança. O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês. No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz. Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes, enquanto palavras podem ser levadas pelo vento. Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.

sábado, 21 de março de 2009

Responsável pela educação?

Quem é responsável pela educação? Os pais ou a escola?

A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera.
Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor.
 A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas.
Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress.
A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar.
Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos   precisam ser reais e próximos à realidade da criança.
O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês.
 No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz.
Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança  são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes,  enquanto palavras podem ser levadas pelo vento.
Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Como ensinar as gerações X.Y,Z

Cada geração tem suas características e  compreendê-las  poderá ser de grande valia na hora de ajudar um aluno a construir conhecimento.
 A geração baby boomers necessita de aulas calmas e sossegadas, com um ritmo que propicie  absorver, refletir, questionar e então assimilar o conteúdo. A mudança entre as atividades  deve ser suave e bem planejada. Esta geração precisa dos detalhes da gramática, dos fundamentos e da estrutura ensinada de modo clara e treinada através de muitos exercícios. A lição de casa é sempre bem-vinda.
A geração X, por sua vez, gosta de um pouco de tecnologia, mas não só , vídeos, séries de tv e músicas são muito bem-vindas. Não dispõem de  muito tempo para lições de casa porque trabalham muito, mas gostam de estudar, fazer provas e avaliar o progresso.
Os Millennials ou geração Y evoluem melhor se houver a utilização de muitos recursos tecnológicos. Embora interajam  pessoalmente precisam de atividades que os levem a desenvolver a habilidade de prestar atenção às pessoas, ler o que as pessoas estão pensando ou sentindo sem que seja falado, enfim fazer uso do olho-no-olho.  Outra ferramenta  importante que precisa ser ensinada é  traçar metas e fazer planos a curto, médio e longo prazo porque muitos têm a ilusão de que rapidamente obterão o sucesso financeiro e profissional chegando a CEO ou Presidente da empresa em  dois anos. A geração  Y acostumada a um clique  como portal para todas as respostas, precisa aprender a lidar com emoções especialmente medo, frustração e  fracasso.
A geração Z, que já nasceu mergulhada na internet, interessa-se por tudo o que for tecnológico, por este motivo, recursos de mídias sociais, aparelhos e vídeos atraem a atenção e ajudam muito como ferramentas de aprendizagem. Por adorarem a exposição na mídia,  precisam trabalhar a socialização presencial, ou seja, desenvolver a inteligência inter e intrapessoal. Esta geração vive encarando uma tela nos mais diversos tamanhos: tv, celular, tabletes, laptop, netbook e, constantemente, uma vez que  até no elevador, a tela está passando notícias ou fazendo propaganda. Por isso, ser ensinados a ler as emoções nos rostos das pessoas e aprender a ler a expressão corporal e o olhar tornam-se ensinamentos essenciais.  Nesta questão de desenvolvimento da inteligência emocional,  aprender a lidar com frustração e rejeição figura-se cada vez mais necessário porque não receber curtidas é  muito depreciativo. levando o jovem à depressão e à sensação de exclusão.  Por tudo isso, muito além do conhecimento acadêmico, um trabalho mais holístico é o caminho.

Um oferecimento:





terça-feira, 24 de março de 2020

Uruguay: uma viagem, um resgate


Viajar é sempre um bálsamo para  feridas.  Normalmente, o aprendizado e o encontro com o novo  renovam a energia, a saúde e o humor. Porém, uma viagem em particular me trouxe benefícios diferentes porque não foi o lugar, mas as pessoas que me trouxeram este renascimento.
O Uruguay é um país maravilhoso. Amei a capital – Montevideo – Punta  de Leste e Colônia do Sacramento. Cada uma me conquistou de um forma e voltaria   muitas vezes a cada uma delas; entretanto, devo às pessoas que  conheci ,nesta viagem, o toque mágico.
Ainda no Brasil, as afinidades já começaram com as compras no Duty Free. Uma oferta na Michael Kors já gerou a   primeira foto e o murmurinho entre as mulheres. Como na música dos Titãs :“ O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído” . E tão distraídas estávamos que nem nos importamos pelo atraso do voo. Bem,  na verdade,  três horas num aeroporto é muito tempo. Só a companhia agradabilíssima dessas mulheres que eu acabara de conhecer foi capaz de fazer o tempo voar. E, durante essa espera,  iniciamos uma viagem por nossas histórias desde a procura pelo restaurante indicado  pela companhia aérea para o almoço..
Imaginem a confusão quando todos os passageiros tiveram que almoçar no mesmo pequeno restaurante. Naqueles momentos, revezando quem tomava conta da bagagem de mão e das comprinhas já feitas, a escolha do que almoçar e como dividir as sobras, os assuntos foram sendo tecidos. Nada como um café  para aquecer  uma conversa e quem sabe até um chocolate para adoçar a conversa. 
E, assim,  em muitos almoços, jantares, cafés e caminhadas ou  entre uma foto, uma comprinha básica  e uma olhada no celular, havia sempre alguém para abrir o coração, compartilhar uma história e me fazer lembrar da parábola de Buda:
Uma mulher vai até Buda com o filho morto nos braços e suplica que o faça reviver. Buda diz a ela que vá a uma casa e consiga alguns grãos de mostarda. Mas, para trazer de volta a vida do menino, esses grãos devem ser de uma casa onde nunca morreu ninguém. A mãe vai de casa em casa, mas não encontra nenhuma livre da perda.
A parábola budista explora a lição mais óbvia e mais difícil da vida: A MORTE É COMUM A TODOS. Todos têm uma experiência próxima de morte ou na família ou de amigos ou de amigo de algum amigo.  Como aliviar o luto então?

Eu precisava muito desse tempo e dessas conversas. Ouvir os momentos difíceis das outras pessoas e como superaram  seus lutos ( falecimentos,  doenças, problemas no trabalho, dificuldades financeiras, pais idosos, filhos  mudando), bem como falar de minhas próprias dores, ajudou-me a cicatrizar feridas e a entender que Tudo acontece por um  propósito maior.
Retornando à música dos Titãs: “Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”
Não faltaram as  comprinhas para a família, promoções no shopping  e, antes de juntar as moedinhas para torrar todos os pesos uruguaios que nos restavam, uma passadinha na Victoria Secrets.

Quase esqueci de contar. Quer saber se perdemos muito no  Cassino?  Ao contrário, ganhamos! Um milhão de risadas e algumas fotos!





               

domingo, 17 de maio de 2015

Tarja Branca

Pânico, Depressão, Melancolia, Ansiedade, Bulimia e tantos outros monstros nos rodeiam mais e mais a cada dia dentro das escolas. O mundo está doente de escassez de tempo. Como bem retrata o filme Tarja Branca, está faltando O BRINCAR em nossas vidas.
As crianças tornaram-se mini executivos. Os pais são cobrados pelos outros pais: Como assim? Ainda não faz inglês, nem tem aulas de tecnologia? Tem que praticar  esportes! E as escolas também são cobradas: só isso de lição de casa? A escola não é boa! Há páginas em branco na apostila!
Cada vez mais vejo alunos chegando às 7 da manhã na escola e saindo às 19. Tempos modernos onde ficar na escola parece ser a melhor solução. E, neste ritmo alucinado, cada vez mais vemos crianças estressadas, depressivas com transtornos claros  causados por exaustão.
Já que o período integral é um mal necessário, que possamos, pelo menos, reproduzir os momentos de descanso que usufruiriam em casa: televisão, liberdade, flexibilidade de horários e brincadeiras livres. A hora da brincadeira dirigida poderia ser deixada para o período de aulas. Como é mencionado no filme TARJA BRANCA   - a revolução que faltava “Ocupar a criança o tempo inteiro é um massacre.”
Tornamos nossa própria vida massacrante. Como professora, percebi que temo ver os alunos desocupados e estou sempre preenchendo o tempo deles e o meu com atividades. Esquecemo-nos que o ócio também é criativo! O cérebro precisa de tempo para administrar o conhecimento e devolvê-lo criativamente.
Frente a tudo isso, achei melhor voltar à minha infância. Não que eu deteste tecnologia. Ao contrário, uso muito os vários recursos em minhas aulas, porém paralelamente, tenho desenvolvido outras atividades. Por exemplo, para reforçar o alfabeto em inglês ensinei meus alunos a pular corda. Não pense que foi fácil. Eles nunca haviam pulado corda na vida e já estavam com oito anos.  Gradativamente, fui ensinando a pular e a rodar a corda enquanto falávamos o alfabeto em inglês. A coordenação foi melhorando tanto para rodar e pular como trabalhar em equipe. Ao invés de contar, falávamos o alfabeto. Chegar à letra Z foi a coroação do nosso trabalho semestral. Para mim, foi contagiante ouvir os alunos chegando à escola e perguntando se íamos pular corda.
Somos uma sociedade faminta de tempo de livre. Ouso dizer que tememos o tempo livre. Sugiro que comece devagar. Dê a si mesmo o direito a ficar alguns minutos sem nada para fazer. Lembre-se que Isaac Newton estava à sombra de uma árvore quando começou a elaborar a teoria da gravidade.

Link para o filme: http://www.videocamp.com/video/tarja-branca/ 

domingo, 2 de outubro de 2016

Carpe Diem: filosofia de um intercambista

Por que a vida de intercambista é tão especial?
Amigos,  viagens, baladas, aventuras, liberdade.  Tudo isso, além de aprender ou aperfeiçoar um idioma e aprender sobre a cultura de um país, parecem ser razões suficientes para sonhar com este ano especial. É um ano de tanto aprendizado, que é sempre usado como referência no CV para o resto da sua vida.
Na verdade, todo intercambista é digno de admiração. Largar seu país, seu lar, familiares e amigos e mudar  para um outro país, começar uma nova vida do zero. Para muitos, significa perder o ano escolar, inclusive.
Já se imaginou morando por um ano em uma outra casa com pessoas que você nunca viu antes em sua vida? E ainda por cima nem entendem o que você diz? Sem falar na viagem de horas, muitas vezes sozinho.
Tem que ter muita coragem mesmo!!!
E por que um ano? Antes de viver esta experiência, eu também achava que era tempo demais. Hoje vejo que é o período perfeito. É o tempo que a pessoa leva para dominar  fluentemente o idioma, não tropeçar nos costumes,  vivenciar um ciclo completo e desligar-se por completo do que ficou. Após este período chega o duro momento de voltar à realidade…o GAP year termina. Todavia, constrói-se  um gap year recheado de ensinamentos e experiências.
Muitas coisas boas  acontecem, porém coisas nem tão boas também acontecem. Incidentes,  desencontros, doenças, controvérsias, dificuldades de adaptação e um milhão de coisas corriqueiramente podem surgir. É assim que se fica independente e amadurecido. Um crescimento forçado e necessário.
Os valores sofrem ajustes e mudanças. Adquirem-se mais alguns, desenvolvem-se outros, estabelecem-se laços, desfazem – se outros. Também é um ano de reflexão.
Nesta reflexão, um intercambista  me explicou:
“Sabe porque este ano é tão intenso, especial e único? Porque sabemos que é só por um ano e cada vez que estamos cansados, desiludidos com saudades ou achamos que está muito difícil, lembramos que é só por um ano. Então, nos erguemos e vamos viver. Sem preguiça, sem medo..é só por um ano!”
Nada será novamente igual. A vida segue seu curso como sempre: as pessoas crescem, mudam, os intercambistas vão e vêm. Momentos que jamais se repetirão. Quando absorvemos a lição de que nada será igual novamente, passamos a viver mais o hoje e levamos em nossa memória e em nosso coração o aroma, o sabor das comidas típicas, as risadas, as palavras, o sorriso, as lágrimas, as músicas e as  centenas de histórias.
Fica a grande lição: CARPE DIEM.

domingo, 3 de setembro de 2017

O mundo é dos extrovertidos, certo?

Nem tudo são flores no reino  dos extrovertidos.
O que fazer quando aquilo que consideramos ser nossa melhor aptidão ou qualidade, parece estar nos destruindo?
Sempre achei que gostar de pessoas era meu maior atributo. Como professora e posteriormente, como diretora de marketing, saber fazer amizades e manter um bom network são dons primordiais. Entretanto,o outro lado da moeda de uma pessoa   tão comunicativa , pode revelar  alguém que tem ideias criativas, vende-as bem, mas ,muitas vezes, não  consegue tirá-las do papel  ou,  que dá início a esses projetos, todavia não dá continuidade ao processo. As festas e eventos constantes são bons, mas impedem aquela parada para organizar e planejar, levando ao insucesso e muita frustração.
Após uma palestra com uma coach, comecei a buscar um rumo que me levasse ao sucesso e à satisfação pessoal e profissional. Daí, iniciar o processo de coaching, foi O passo primordial. A proposta parece simples. E, afinal é simples. Entretanto, exige comprometimento. Se não seguir as instruções e sugestões, o coach terá o mero papel de um címbalo que soa, badala,badala, muitas vezes incessantemente e nada acontece.
Fazer o coaching, foi fundamental para me direcionar e amparar no início deste novo ciclo que se anunciava. Todavia, fica a dica: “Ficar só no campo das ideias, não resolve”. Tem que levantar da cadeira literalmente ou não e seguir em frente. Os primeiros passos são acompanhados de dor, portanto a vontade de optar pela fuga parece bem atraente e convidativa, mas o resultado é comparado a chegar em primeiro lugar numa maratona internacional, nada explica ou define...tem que ser vivido.
A cada etapa vencida, a adrenalina e a sensação de missão cumprida impelem a busca por mais, sucessivamente, um novo passo é dado. As oportunidades surgem e o ânimo constitui-se como o melhor combustível.
Às vezes, as pessoas dizem que se conhecem bem; entretanto, é bom lembrar que somos seres em constante mutação; portanto, a jornada nunca termina. A diferença é que podemos aprender a dirigir e, consequentemente, traçar nossos próprios caminhos.
Olhando para trás, parece impossível acreditar o quanto evoluí. Não se trata de um jogo de Pokemon-go, mas é uma evolução maravilhosa. É possível amar estar com pessoas e ser organizada, capaz de planejar e seguir o esquema. Acredite: há um mundo imenso te esperando do lado de fora das pokebolas.  Para evoluir é necessário duelar. Ficar quietinho, não ajuda.  Vá com Determinação, Foco e, além disso, aconselho: Faça a lição de casa que a coach passa!!

Um oferecimento:
                          



sábado, 2 de julho de 2011

Férias escolares

Férias escolares? Problemas e soluções
                    Quando as férias começam, muitas vezes surgem diversos problemas. Por um lado, é bom não ter horário, por outro lado, quando os pais trabalham, quem ficará com as crianças. A internet livre é sempre exige cuidado, quase tão preocupante quanto deixar as crianças andando  sozinhas pelas ruas da cidade.Nas férias de inverno, é aconselhável realizar atividades lúdicas em casa como pintar, brincar com massinha, gesso, ler ,  curtir jogos de tabuleiro ou até mesmo jogos on- line, mas sempre com a  supervisão de um adulto, preferencialmente um dos pais.Fazer alguma coisa na cozinha também é um motivo de grande alegria e praticamos o trabalho em equipe.
                      No verão, as atividades ao ar livre devem ser priorizadas, quanto menos computador melhor.Ir à praia, visitar Jardim Botânico, andar de bicicleta, enfim gastar energia. Férias são um período em que o contato com os pais deve ser maior em atividades diferentes da rotina.
                      Viajar é sempre uma ótima opção divertida, mas antes de viajar, é interessante fazer a lição de casa. Não me refiro a usar cadernos e livros. É mais que isso e muito mais divertido. Fazer um roteiro e estudar a geografia, a história, a culinária do local  a ser visitado. Nas férias, toda aprendizagem dever ser feita de maneira lúdica, bem divertida.
                      Veja neste programa que foi veiculado pela TvTribuna com a opinião do Dr Rubens Amaral e da Nutricionista Tatiana Pimentel:
http://www.tvtribuna.com/videos/default.asp?video=9329

domingo, 20 de agosto de 2023

Rotina: aliada ou vilã?

Eu diria que é essencial. Se tivéssemos que pensar como abrir uma torneira ou pegar o lápis a cada vez que precisamos, seria um grande desgaste. Assim, também, é menos cansativo quando sigo tarefas uma após a outra tipo: café da manhã, academia, ler e-mails, preparar aulas, almoçar e etc. A quebra da rotina, às vezes, conturba e deixa as tarefas mais pesadas sem falar na frustração que geram. Pode parecer que estou indo na contramão do que as pessoas dizem. Vou esclarecer melhor, quando você está no fluxo, as tarefas caminham melhor. Por exemplo, se estou no modo preparando aulas, meu lado criativo está mais ativo, então corrigir as tarefas dadas ou decidir o que pedirei como tarefas, será melhor e mais rápido. O difícil é começar, sair da zona do conforto, largar o celular e as redes sociais que estão ativando a área da recompensa e mudar de atividade, mais difícil sim, mas pense que é recompensador. A rotina também é importante para controlar a ansiedade dos alunos. É importante para manter a tranquilidade dos alunos se eles visualizam uma lista a ser seguida tipo: data, pequena atividade para entrar no modo aula, um filme, música, conversa ou jogo para introduzir o tema, ponto focal a ser ensinado, treinar de forma controlada, abrir para outras possibilidades, corrigir tarefas, intervalo, enfim seguir uma linha que trará tranquilidade para o cérebro dos alunos e, é claro, quebrar ocasionalmente o estabelecido com algo agradável é muito bem -vindo para dar uma acordada. Para os pais sugiro, que desde que os filhos começam a ter tarefas de casa, a rotina seja implantada e seguida. Por exemplo, chegar da escola, tomar banho, comer, descansar por X tempo e sentar num determinado lugar e fazer a tarefa de casa. É fundamental que um adulto esteja supervisionando esta rotina e a realização da tarefa. O importante é ter um horário na agenda reservado e seguido. Este hábito irá perdurar, com as devidas adaptações necessárias, por toda a vida estudantil. A criança precisa ser ensinada a ter rotina: tempo para estudar e tempo para fazer as tarefas. A criança precisa ver que os pais também têm seus horários e respeitar esses momentos. Vejo alunos já no ensino médio que dizem – Não fiz a lição porque estou em semana de provas. Meu Deus!! Já não sabia que teria semana de provas? A gente só revisa na semana de provas, o estudo é diário e não podemos tirar tempo de um compromisso para alocar para outro. Desenvolver este hábito, cabe aos pais. É chato sim! Todo dia tem que lembrar e fazer respeitar o acordado. Cabe ao adulto analisar o quando, onde e cobrar. Pode ser pela manhã ou após a aula. Respeitem as características de cada pessoa, porém esse hábito ajudará as crianças a organizar o trabalho na vida adulta, ou seja, é na infância que se aprende a ser organizado. Com o home office em alta, saber planejar e organizar o tempo é fundamental. Toda rotina traz benefícios a longo prazo. Creia em mim!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Segundas intenções:


A cada dia que passa vejo como o ser humano parece ter dificuldade em elogiar o outro pela simples  vontade de enaltecer algo admirável. Educadores e psicólogos  têm reiteradamente incitado as pessoas a praticarem o reforço positivo; entretanto, além de pouco disseminado, este hábito parece difícil de ser implantado e, algumas vezes, é utilizado erroneamente. Como o reforço positivo pode ser usado de maneira errada?
Por mais incrível que pareça, ele pode sim. Pessoalmente, presenciei como foi usado de forma a criticar os outros alunos da sala. Infelizmente, os outros alunos perceberam o artifício e eu mesma também, deixando um sabor amargo para todos.
Eu acabara de terminar uma pós e me interessei por um curso de extensão que já estava em andamento há dois meses.Todavia, como a professora já me conhecia como aluna, permitiu que eu iniciasse o curso já em andamento. Após um mês de aulas, ela pediu que escrevêssemos um artigo sobre um assunto que foi amplamente discutido em aula.
Na aula seguinte, eu entreguei o artigo e uma colega perguntou se poderia trazer na aula seguinte. Neste instante, a professora assentiu que ela trouxesse, mas acrescentou, ironicamente, que não esperava receber nenhum.Naquele instante, achei-a  desmotivada, pois um professor deve sempre motivar seus alunos a realizarem as tarefas propostas por acreditar que seria melhor para o desenvolvimento intelectual deles. Como assim??? Não esperava nenhum???!!
Na aula seguinte, ela devolveu meu artigo corrigido e acrescentou “-Você escreve muito bem, mas este superou todos os outros que eu já li.”
Feliz com o comentário elogioso de uma especialista no assunto, comecei a ler os comentários que ela havia escrito. De repente, uma das alunas questionou sobre o fato de terem  acordado que eles não fariam atividades escritas em casa.Neste momento gelei exilando-me, pois como eu iniciara o curso tardiamente, eu não participara dessa discussão e não tinha a mínima ideia desse combinado. A professora num tom sarcástico respondeu que ninguém precisava fazer as atividades se não quisesse. E, assim, iniciou-se um debate onde a professora insistia no elogio ao meu trabalho e a minha conduta enaltecendo o fato de eu ser boa aluna, estudiosa e sempre presente. Na verdade, ela não estava me elogiando apenas, ela comparava-me sutilmente com as outras, desmerecendo-as.
Desta aula,  não guardei apenas os elogios ao meu estilo,  mas, principalmente, o cuidado que devemos ter ao elogiar alguém sem usar esta técnica como modo de alfinetar os outros. Embora as palavras tenham sido gentis, a intenção foi claramente de denegrir a postura dos outros alunos. Não só não pude saborear o momento de glória como senti o gosto amargo de ter causado aquela pequena confusão.
Mais uma vez, aprendi uma lição, como não falar com uma classe e como fazer um elogio ser realmente um elogio. Bastava ter elogiado meu artigo e quando questionada a respeito do trato, ter confirmado a existência dele abrindo a possibilidade para que aqueles que quisessem, se sentissem à vontade para trazer seus textos. Foi um dia em que no mesmo instante vivi o meu ponto alto e, ao mesmo tempo, um ponto baixo também.

domingo, 22 de setembro de 2019

Atividades extracurriculares x lição de casa

Prioridades, lista de tarefas, organização, prazos:  estas palavras podem parecer vocabulário típico de adultos; entretanto, é de criança que se aprende a organizar a rotina para a vida.
Primeiramente, os pais  precisam demonstrar que valorizam a escola. E esta prioridade  fica evidente  com a frequência dos pais às reuniões, as conversas  em família sobre o que se passa no ambiente  escolar e o genuíno interesse nos assuntos relacionados aos estudos.
Estabelecida esta prioridade, a criança pode  e deve praticar outras atividades, sempre sendo lembrada que as tarefas escolares ocupam o primeiro lugar. Na minha opinião, os pais precisam observar o cansaço da criança:  se está difícil para sair da cama, mau humorada, irritada, reclamona. Todas estas reações indicam que  algo não está indo bem. É fundamental respeitar o ritmo da criança. Preocupo-me com o número crescente de crianças com gastrite, síndrome do pânico, depressão e tantos outros problemas causados também por stress. Por isso, deixo este alerta: observe!
Outro ponto que considero importantíssimo, é o ócio. Todos nós precisamos de um tempo livre não só por questões de saúde como também para desenvolver a  criatividade  que atinge seu máximo nesses momentos.  Por isso, recomendo equilíbrio: tempo para estudar, tempo para esportes, tempo para dormir e tempo para não fazer nada ou fazer  tudo o que quiser. Aprende-se a lidar e organizar o tempo desde criança.
Ana Maria Santos da Silva, professora e psicopedagoga
AT Revista 22/09/2019

terça-feira, 30 de agosto de 2011


bustosocrates As Três Peneiras de Sócrates   Uma lição para a VidaAs Três Peneiras de Sócrates

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.

       Estou postando esta história contada por Sócrates pois estava num shopping center tomando um café, quando um casal amigo aproximou-se de mim. Começamos conversando e num determinado momento, o marido de minha amiga disparou:" Aquela mulher não tem espelho em casa?" A colocação estava tão fora do que  nós estávamos conversando que demorei alguns segundos até perceber a crítica daquela colocação. A esposa dele começou rindo  e eu disse " Na minha opinião ela está muito bem vestida, embora não seja meu estilo..".Foi uma maneira de cortar o comentário maldoso.

        Numa outra oportunidade, conversava com alguns amigos sobre saúde e ao mencionar o conselho de uma conhecida nutricionista, uma pessoa presente na conversa começou a falar dos filhos da mencionada nutricionista não obstante a minha colocação de que não conhecia a vida pessoal da nutricionista em questão. 

          Estes fatos me fizeram refletir sobre a maledicência e recordei-me desta história.Na verdade, a mensagem desta história não é a de que apontemos o dedo para os outros acusando suas atitudes, mas que encerremos o assunto não dando vazão a comentários maldosos.Boa sorte nesta jornada pois não é fácil, nem sempre consigo agir da forma citada acima.



 

domingo, 15 de janeiro de 2012

AGORA


               Outro dia, meu filho disse a seguinte frase:”Quem vive de presente é aniversariante.”.Esta frase calou fundo dentro do meu ser, pois estou num momento bem reflexivo sobre minha mente viajante.
               Tenho uma amiga queridíssima da ginástica que está sempre me trazendo de volta à terra dizendo: ” Deixa a lista de supermercado pra depois” ou “ As contas você resolve depois da aula”.  Na brincadeira e carinhosamente, ela me ajuda a focar na aula e esquecer o futuro e as obrigações.
                 Como professora, minha mente foi imediatamente recitar Manuel Bandeira:

"Só o passado verdadeiramente nos pertence. 
  O presente?
  O presente não existe.
  O futuro diz o povo que a Deus pertence..
  A Deus...Ora, adeus!"
                  Um amigo  sugeriu-me  a leitura do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle. Refletindo sobre o tema com a ajuda do livro, estou numa frenética busca de viver o presente.             Relembrar o passado, só serve para sofrer novamente por fatos imutáveis. É importante aprender a lição, perdoar e seguir em frente. Por outro lado,preocupar-se com o futuro é gerar expectativa e ansiedade por momentos que talvez nem aconteçam. É o famoso pré- ocupar-se desnecessariamente. Constitui simples desperdício de energia.
                   A tarefa não é fácil. Viver concentrado no agora. Na verdade, é uma delícia, mas a mente teima em seguir outros rumos. Estou numa empreitada séria. Por exemplo, eu estava viajando e no meio de um museu ou diante de uma linda paisagem, pensava:” Quando voltar para casa, preciso marcar uma consulta com o dermatologista.”.Típico pensamento desnecessário. Então, voltava-me para o AGORA. Prestava atenção aos detalhes do local e dos momentos que eu estava vivendo de modo a ficar concentrada no momento presente. Bem, se quem vive de passado é museu e  quem vive de futuro é vidente, melhor viver o HOJE, mesmo não sendo aniversariante, afinal, quem não gosta de dar e receber presentes.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Curso de idiomas online - Parte 1 - nível básico

Há um considerável leque de opções para quem quer aprender um idioma sem sair de casa, ou seja, online. As razões são as mais variadas: valores, tempo disponível, praticidade, necessidade. Resolvi investigar como aluna e inscrevi-me em três  plataformas para aprender alemão. Será que deu certo?
Após uma pesquisa pelo  Google levantei algumas alternativas. Todos os cursos oferecem aulas grátis como estratégia para  cativar o cliente. A metodologia é basicamente a mesma: vídeo-aula, algumas interações como em cenas de filmes, exercícios online que se assemelham a jogos divididos em gramática, vocabulário, escuta , escrita e leitura e conversação. Resolvi iniciar a aventura/ pesquisa.
Dediquei-me diariamente às atividades e, nesse quesito, sou muito disciplinada, tendo experiência em cursos EAD.
Fui fazendo com meu caderninho de notas ao lado, escrevendo vocabulário e dicas, e revendo todo dia. A cada dois dias recebia mensagens e e-mails de encorajamento da plataforma. Se deixava de fazer por dois dias, logo recebia uma mensagem de encorajamento para não desistir.
O ciclo básico com direito à certificado corresponde a vinte lições. Ao terminar com sucesso a 10° lição recebi um parabéns enoooooorme  afirmando que eu já estava quase fluente. Como assim????!!!!!!!! Dei até um print na página!  Estudar todos os dias um pouco é primordial, assim sempre repito para meus alunos, mas fluente em 10 lições, é um pouco demais. Por outro lado, percebi que já conhecia um pouquinho das palavras e já começava a fazer associações com similaridades e diferenças quando comparava com as duas outras línguas que falo. De fato, comprovei a teoria que à princípio nosso cérebro compara os idiomas e vai construindo conhecimento comparativamente até que, definitivamente, incorporamos o novo idioma. Mas, em dez lições??
Segui em frente e após um mês, fui para a Alemanha. Como foi minha experiência?  Te conto na próxima postagem. Até quarta-feira que vem! Tschüss!

Um oferecimento: