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domingo, 29 de agosto de 2021

Ensino de inglês e concentração

Qual a importância da inteligência emocional no aprendizado de um idioma? Qual a relação entre auto-conhecimento, foco e mindfulness? O segredo do sucesso em qualquer atividade ou carreira passa seguramente pelo auto-conhecimento. Daniele Costa, facilitadora em desenvolvimento humano, coloca em suas palestras que, muitas vezes, somos levados a fazer escolhas levados por crenças e emoções inconscientes que por sua vez podem nos levar a expandir, criar ou alterar realidades. Por isso, é tão importante ter conhecimento do quanto somos levados a agir sob gatilhos de memórias ou emoções. Durante uma aula de idiomas, vários desses gatilhos como insegurança e baixa-estima são acionados enquanto o aluno aprende a se expressar em língua estrangeira. Além disso, a tecnologia tem avançado bastante facilitando a execução de tarefas; entretanto, também tem colaborado grandemente para que percamos o foco e com ele todo o tempo que ganhamos usando a tecnologia. Por isso, algumas práticas como yoga e mindfulness têm sido de excelente ajuda. O uso de algumas estratégias simples de mindfulness têm se revelado efetivas para controlar a ansiedade que muitas vezes atropela os estágios do aprendizado, vencer a insegurança no aprendizado do idioma e manter a concentração nas atividades . Antes de iniciar uma cooking class, por exemplo, proponha que experimentem um pouco do que será feito e advinhem o resultado. Aliás, uma cooking class é perfeita para que usem de todos os sentidos para explorar a receita proposta. Aprender fazendo é um dos pilares da aprendizagem segundo a Unesco. Exercícios de respiração são fundamentais para aliviar a tensão, a ansiedade e tranquilizar a mente. Ao mesmo tempo, fazer alguns exercícios de alongamento enquanto ensina partes do corpo trabalha o corpo e a mente. Experimente! Posso afirmar que tenho obtido excelentes resultados.!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Curso de idiomas online - Parte 1 - nível básico

Há um considerável leque de opções para quem quer aprender um idioma sem sair de casa, ou seja, online. As razões são as mais variadas: valores, tempo disponível, praticidade, necessidade. Resolvi investigar como aluna e inscrevi-me em três  plataformas para aprender alemão. Será que deu certo?
Após uma pesquisa pelo  Google levantei algumas alternativas. Todos os cursos oferecem aulas grátis como estratégia para  cativar o cliente. A metodologia é basicamente a mesma: vídeo-aula, algumas interações como em cenas de filmes, exercícios online que se assemelham a jogos divididos em gramática, vocabulário, escuta , escrita e leitura e conversação. Resolvi iniciar a aventura/ pesquisa.
Dediquei-me diariamente às atividades e, nesse quesito, sou muito disciplinada, tendo experiência em cursos EAD.
Fui fazendo com meu caderninho de notas ao lado, escrevendo vocabulário e dicas, e revendo todo dia. A cada dois dias recebia mensagens e e-mails de encorajamento da plataforma. Se deixava de fazer por dois dias, logo recebia uma mensagem de encorajamento para não desistir.
O ciclo básico com direito à certificado corresponde a vinte lições. Ao terminar com sucesso a 10° lição recebi um parabéns enoooooorme  afirmando que eu já estava quase fluente. Como assim????!!!!!!!! Dei até um print na página!  Estudar todos os dias um pouco é primordial, assim sempre repito para meus alunos, mas fluente em 10 lições, é um pouco demais. Por outro lado, percebi que já conhecia um pouquinho das palavras e já começava a fazer associações com similaridades e diferenças quando comparava com as duas outras línguas que falo. De fato, comprovei a teoria que à princípio nosso cérebro compara os idiomas e vai construindo conhecimento comparativamente até que, definitivamente, incorporamos o novo idioma. Mas, em dez lições??
Segui em frente e após um mês, fui para a Alemanha. Como foi minha experiência?  Te conto na próxima postagem. Até quarta-feira que vem! Tschüss!

Um oferecimento:





quarta-feira, 27 de setembro de 2017

7 dicas para aprender qualquer idioma



Muito tem sido dito sobre como estudar inglês ou qualquer outra língua, por isso com mais de 30 anos de experiência no ensino de línguas, vou sumarizar para você:
1.        10 minutes a day: estude 10 minutos todo dia. Coloque em sua agenda assim que acordar e dedique esse tempo para rever vocabulário ou regras gramaticais.
2.         Brain erasing: estudar e ir dormir não é uma boa ideia, pois seu cérebro pode apagar o que foi estudado. Estudar todo o dia significa rever o que foi estudado pelo menos umas duas vezes ao dia. O cérebro precisa ver o mesmo tema mais de duas vezes para entender que aquela informação é importante e retê-la.
3.         Filmes: assistir filmes ou trailers com ou sem subtitles melhorará seu listening.
4.         Markers: use canetas marca texto, visualmente te ajudarão a compreender e memorizar.
5.         Escreva listas: faça suas listas, escreva. Quando escrevemos, o trabalho motor ajuda o cérebro a gravar a informação. Não está provado ainda que o mesmo fenômeno ocorra ao digitar.
6.         Música: há vários sites com música que oferecem inclusive exercícios. Aproveite os vídeo clips com as letras para melhorar vocabulário e ritmo.
7.       Mascar chiclete: não está comprovado cientificamente, mas vendo este vídeo pode te ajudar pelo menos a melhorar a habilidade de  listening:
     
       https://www.youtube.com/watch?v=QC5JnGC-pQA


   Um oferecimento:



       

domingo, 29 de junho de 2014

Ditado???? Em inglês??? Tá louca?

Este recurso pode ser válido se houver objetivos específicos dentro de um plano de aula estruturado, porque além de ajudar a fixar a grafia das palavras, também esclarece a relação entre fonemas e grafemas. Entretanto, esta estratégia precisa estar contextualizada para que realmente alcance os objetivos e mantenha os alunos motivados.
Dentre muitas variações do ditado, minha preferida é a Wall Dictation. Esta atividade originalmente consiste de colocar fora da sala de aula uma lista de frases ou palavras e dividir a turma em grupos. Um aluno de cada grupo sai da sala, corre até a lista pregada em uma parede e retorna ditando-a para o grupo que escreve a palavra ou frase. Normalmente, peço que o grupo escolha uma secretária que ficará sempre escrevendo as palavras ditadas pelos outros alunos que se revezam na tarefa de sair da classe. Vence o grupo que terminar primeiro com o maior número de acertos. Gosto desta atividade porque envolve todos os membros do grupo com uma tarefa específica ( team work) e exige clareza na pronúncia, leitura e escrita. Os alunos normalmente adoram porque saem correndo e queimam bastante energia!!! Segundo a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, ela também é perfeita porque atende a diferentes tipos de inteligência tais como cinética, visual e auditiva.
De acordo com a faixa etária adapto a atividade. Por exemplo, com as crianças que ainda não escrevem, espalho os flashcards pelas paredes da cantina, os alunos, em grupos, precisam posicionar-se embaixo das figuras que representam o vocábulo dito. Outras vezes,individualmente, eles precisam encontrar e apanhar os flashcards.
Quando estão iniciando a alfabetização, alterno entre espalhar as imagens e eles relacionam, como num memory game, a grafia e a imagem ou mostrar a imagem e eles procuram as palavras escritas nos flashcards espalhados pelas paredes.

Enfim, as possibilidades de variações são muitas dependendo da faixa etária e do que se pretende ensinar ou reforçar. Dê asas à imaginação sem preconceito com o velho amigo chamado DITADO.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Artigo publicado no blog da Oxford University Press


Old techniques, new results

Cooking class at schoolAnna Silva has been a language teacher for over 20 years in Brazil, teaching in state and language schools. In this article, she looks at ways of reinforcing vocabulary and grammar through practical application for young learners.
It seems that children can learn another language fast; however, they forget as quickly as they learn. So teachers try to find ways to keep young children interested and at the same time help them learn and use the knowledge acquired.
Is there a magic formula to help us?
Over the years, I have developed several projects and I repeat some of them year after year because I do see good results. One of these projects is our cookery classes. I have noticed that cooking really holds the students` attention and helps them memorize vocabulary related to food and verbs related to instructions. Parents have also expressed how surprised they are when they are abroad and see their children mastering the use of simple structures and daily expressions or words. One of these parents was especially amazed because he saw his son asking a waiter for a straw as naturally as if he was using his first language.
In our cookery classes, we follow some steps which I think are crucial to enrich the learning process: introduce the ingredients/ vocabulary, explain the steps, ask students to repeat and explain by themselves what was taught, make the recipe, taste, take a sample home along with the recipe and do a follow-up activity.
As scientists have emphasized the importance of using as many senses as possible to help our brain retain the information taught, the classes are completely practical and the hands-on technique is of crucial importance. Besides this, the very act of cooking brings joy and a lot of laughter to our classes.
The follow-up activity can be a simple and entertaining exercise like a crossword puzzle or  ‘match the columns’, ‘circle the ingredients used’ and ‘put the instructions in the correct order’; but it´s another important step to help them look over what was taught. Howard Gardner proposed that teachers shouldn’t give priority to any one type of intelligence, but that, on the contrary, all types should be catered for in every single class. We can easily follow this advice in any cooking class because students are asked to listen, read, see, make things, walk, taste, and speak.
Another project which complements the cooking class is the gardening project. Every semester, we teach the vocabulary related to gardening: soil, flowerpot, seeds, etc. After this traditional teaching, students not only plant the seeds but often follow their growth. Sometimes we even use them in our cookery classes or just make a flower pot.
Two of our gardening experiences were remarkable: planting tomatoes and strawberries. The tomatoes were used to make a pizza and a smoothie was made with the strawberries. Flowers were also a good idea, since the violets grown were given to their mothers as gifts for Mothers’ Day in May.
The cookery classes help me teach all the vocabulary related to food, which is absolutely fundamental to everyday conversation. The gardening classes are also helpful, not only in what refers to food vocabulary, but also in developing environmental awareness. On Water Day, for instance, we discussed the importance of water for our existence and elicited ways to save water, as well.
Although I love using technology in my classes, I do think that nowadays these activities outside the classroom are a way to surprise students, break the routine and teach new vocabulary effectively! Why don´t you give it a try?

Publicado em: http://oupeltglobalblog.com/2012/12/20/old-techniques-new-results/
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