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domingo, 29 de agosto de 2021

Ensino de inglês e concentração

Qual a importância da inteligência emocional no aprendizado de um idioma? Qual a relação entre auto-conhecimento, foco e mindfulness? O segredo do sucesso em qualquer atividade ou carreira passa seguramente pelo auto-conhecimento. Daniele Costa, facilitadora em desenvolvimento humano, coloca em suas palestras que, muitas vezes, somos levados a fazer escolhas levados por crenças e emoções inconscientes que por sua vez podem nos levar a expandir, criar ou alterar realidades. Por isso, é tão importante ter conhecimento do quanto somos levados a agir sob gatilhos de memórias ou emoções. Durante uma aula de idiomas, vários desses gatilhos como insegurança e baixa-estima são acionados enquanto o aluno aprende a se expressar em língua estrangeira. Além disso, a tecnologia tem avançado bastante facilitando a execução de tarefas; entretanto, também tem colaborado grandemente para que percamos o foco e com ele todo o tempo que ganhamos usando a tecnologia. Por isso, algumas práticas como yoga e mindfulness têm sido de excelente ajuda. O uso de algumas estratégias simples de mindfulness têm se revelado efetivas para controlar a ansiedade que muitas vezes atropela os estágios do aprendizado, vencer a insegurança no aprendizado do idioma e manter a concentração nas atividades . Antes de iniciar uma cooking class, por exemplo, proponha que experimentem um pouco do que será feito e advinhem o resultado. Aliás, uma cooking class é perfeita para que usem de todos os sentidos para explorar a receita proposta. Aprender fazendo é um dos pilares da aprendizagem segundo a Unesco. Exercícios de respiração são fundamentais para aliviar a tensão, a ansiedade e tranquilizar a mente. Ao mesmo tempo, fazer alguns exercícios de alongamento enquanto ensina partes do corpo trabalha o corpo e a mente. Experimente! Posso afirmar que tenho obtido excelentes resultados.!

domingo, 29 de março de 2015

História em quadrinhos e a inteligência emocional

No livro A Inteligência Emocional de Goleman, o autor  enfatiza a importância de ensinar nosso filhos e alunos sobre como perceber, controlar e identificar as emoções. Nessa linha, desenvolvo um trabalho com Histórias em Quadrinhos.
Distribuo diversos gibis, vou mencionando sentimentos e peço que eles encontrem a representação desses sentimentos nas revistas. Faço o mesmo com sensação de fome, sede e dor. Assim, vou deixando claro a diferença entre sensações e sentimentos.
Em duplas, eles montam um cartaz com as figuras e o nome dos sentimentos e sensações.
Trabalho também em uma discussão com todos:
  • Sentimentos positivos, negativos, neutros ou ambos;
  • em que momentos eles sentem tais sentimentos;
  • como reagem;
  • como superá-los;
  • como ajudar um amigo.
Ao longo do ano, vou relembrando cada sentimentos através dos cartazes, usando filmes ou explorando situações do livro de leitura ou de filmes.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Você lê pensamentos?

Estava dirigindo meu carro sob uma forte chuva, quando meu filho ainda pequeno, sentado no banco de trás do carro, pergunta-me: “ Por que você está furiosa, mãe?” A pergunta  me deixou estupefata e, sem conter um sorriso respondi que não estava furiosa, apenas muito séria pois estava concentrada no trânsito.
Ao mesmo tempo, fiquei feliz porque percebi que meu filho estava tentando ler meus sentimentos, analisando minha expressão facial pelo espelho.
Este tipo de leitura é o que podemos chamar de inteligência social ou emocional voltada para os relacionamentos  e, ser capaz de ler e interpretar os próprios  sentimentos  e os alheios, ajuda muito na interação com o meio e com nossos pares. Por exemplo, o bom leitor saberá discernir  entre:
·         o momento adequado para pedir a sonhada promoção ou simplesmente sumir do campo de visão do chefe!
·         contar para o pai a arte feita ou aguardar um momento mais propício.
·         estar junto com os amigos ou isolar-se um pouco até que esteja mais calmo.
·         pedir um prazo maior para entregar a tarefa pedida pela professora ou prometer ficar depois da aula e terminá-la ainda no mesmo dia.
Este conhecimento tão importante para a sobrevivência em sociedade, pode e deve ser transmitido e treinado desde a infância com atividades simples como analisar as feições dos personagens dos desenhos infantis, filmes e fotos em família.
Observemos a clássica história da Branca de Neve e os sete  anões. Cada anão  representa um sentimento que aparece, simbolicamente, caracterizado pelo nome e pela expressão facial e comportamental:
  • Zangado, sempre muito ranzinza e do contra com aquela expressão pesada e carregada
  • Dengoso, um contraponto, sorridente, engraçado e cheio de carinho
  • Feliz, outro contraponto, esbanjando positivismo com sua expressão tranqüila
  • Atchim, um tanto irritado com alergia, mas de natureza leve
  • Mestre, autoritário, sério, pensativo, mas amigável
  • Dunga, tímido, ingênuo  e meigo
  • Soneca, de olhinhos apertados, cansado e sempre moroso e preguiçoso

Em casa, quando um de nós está exacerbado em seus sentimentos, espalhando flechas de raiva para todos os lados e contra todos, repetimos a frase de Bela para a Fera: - Você precisa aprender a controlar seu gênio, Fera!

Todos têm momentos de Fera e de Bela e aprender a reconhecê-los em nós mesmos e nos outros pode ser a chave para Viver Bem.

sábado, 20 de abril de 2013

A Bela, a Fera e a inteligência emocional


Mais uma vez, volto aos contos de fadas. Desta vez,  proponho um olhar sobre a Bela e a Fera. Neste conto,  Fera,  possuidora de um gênio forte, egoísta e individualista, mantém-se afastada de todos, isolada em seu castelo. Nem ousa pensar em mudança, pois se mantém  na zona de conforto do que é conhecido e parece ser fatal. Aceita seu destino e simplesmente aguarda..
Porém, a vida não é estática, o mundo gira e, assim, surgem os empecilhos ou problemas em nossa vida. Na verdade, esses incidentes que ocorrem, estão apenas “causando” ou provocando o movimento, melhor dizendo, estão tirando-nos ou resgatando-nos da inércia. A questão é que fomos ensinadas a nunca olhar as alterações com bons olhos e Fera não é diferente, reage brutalmente, tentando manter-se segura dentro do conhecido.
A chegada de Bela traz mudanças sérias e assustadoras, todavia, mudança não é sinônimo de algo ruim e por mais que tentemos combatê-las, elas se instauram de maneira inexorável.
A melhor atitude diante do novo será analisar, observar, aceitar e aprender a conviver com o novo. O novo traz a aprendizagem, ou seja, uma nova luz sobre o quadro que já está instaurado. Observe como Fera, foi mudando: aprender a comer, a vestir, a dançar, a falar....Fera não só aceitou, mas topou a mudança!!
Então, como primeira lição ouso dizer: Aceite as mudanças. Dê uma chance a quem está chegando ou ao que está chegando. Há probabilidades de que seja algo muito melhor!
Voltando à Fera, ela estava completamente sequestrada pelas emoções: raiva, nervosismo, ansiedade, depressão, desânimo. Num determinado momento, Bela disse: -Você precisa aprender a dominar seu gênio!” Cada um de nós, precisa aprender a não ser refém das emoções. Elas nos servem e não ao contrário. Por isso, respire, pare e analise.
Ao ler os contos de fadas ou contá-los para as crianças, tudo isso deve e pode ser trabalhado. Inteligência emocional se ensina!!!


domingo, 14 de abril de 2013

Bruxas de contos de fadas


Ao ler um livro de contos de fada para minha filha, ela me perguntou;”Por que as bruxas são tão feias?” Parei alguns momentos e respondi que o exterior mostra o que se passa no interior, mais precisamente em nossa alma. Se cultivarmos pensamentos negativos, inveja, raiva, vingança e egoísmo, vamos  tornando-nos pessoas- corvos, sombrias e assustadoras.Assim, temos:
·         a Bruxa da Branca de Neve cujo ego, sempre em alta, não admitia alguém mais bela;
·         a Bruxa- madrasta da Cinderela, com medo de perder o que conquistara através de assassinato e humilhando o próximo;
·         a Bruxa de Rapunzel, seqüestrando e isolando a heroína;
·         a Bruxa de João e Maria, conquistando as pessoas com sua casa atraente, mas devorando pessoas/crianças;
·         A Bruxa de Bela Adormecida, corroída pelo ciúme e pela inveja.

Os pensamentos negativos vão e vêm, cabe a nós afastá-los e não permitir que se instalem. Quanto aos sentimentos, precisamos saber administrá-los. Eles existem e não podem ser ignorados; entretanto, nesse momento em que eles surgem faz-se necessária uma profunda reflexão e uma tomada de atitude. A inveja pode transformar-se em ambição boa e força para conquistar enquanto a raiva ajuda a manter o caminho ou mudar a rota. O mais importante não é o que sentimos, mas o que fazemos em relação ao que estamos sentindo. Costumo dizer que sentimentos são como o fogo, podemos alimentá-lo ou apagá-lo.Porém, ressalto que alimentar maus sentimentos gera em nós mais amargura e tristeza.Ainda em tempo, lembro que saber perdoar e não remoer o passado ajuda-nos a viajar mais leve.Decida o que vai levar na sua bagagem!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Momentos de briga...


Falando em inteligência emocional, toda e qualquer oportunidade deve ser usada para trabalhar as emoções com as crianças. Sempre que presencio uma cena de briga na TV, aproveito para trabalhar as técnicas de uma discussão saudável.
Segundo psicólogos:
·        Gritar deve ser evitado a todo custo;
·        Pense bem o que vai dizer quando começar a discussão;
·        Algumas vezes, é melhor postergar a discussão para um momento mais oportuno, quando as pessoas estiverem mais tranqüilas;.
·        Manter o foco no assunto, ou seja, não desvirtuar para outros assuntos. Por exemplo, se a questão é o atraso constante aos compromissos, não discutir o valor das contas telefônicas;
·        Pedir desculpas quando estiver errado;
·        Evite usar os advérbios SEMPRE  e   NUNCA , pois normalmente, não compõem uma verdade absoluta.

Todas essas técnicas requerem treino. Eu mesma me flagro utilizando os advérbios “Vocês sempre fazem isso!”  ou “Vocês nunca fazem..” Mas, precisamos aprender a nos controlar. Costumo dizer para meus filhos, que ao entrarmos em combustão, saímos destruindo com fogo uma boa parte da região que nos cerca e terra queimada não produz bons frutos. Por isso, precisamos vigiar nossos pensamentos e nossas palavras.