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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Foco pós lockdown
Por que é tão difícil manter a concentração? Será em virtude da tecnologia?
Segundo o psicólogo Gary Marcus da Universidade de Nova York, “para nosso ancestrais, o tipo de memória que queremos ter agora, não era necessária.” Nosso cérebro foi moldado e treinado para ver tudo o que está a sua volta analisando os perigos em geral e não um ponto estático. Somente neste momento de nossa evolução, temos o conforto de não precisar mais dessa capacidade de visualização geral e de busca de recompensas imediatas. Porém, após milhares de anos sobrevivendo com a programação reptiliana, torna-se difícil mudá-la sem esforço.
Somos capazes de acionar nosso neocórtex para cumprir tarefas como focar na leitura de um livro ou tomar uma decisão a longo prazo; entretanto, precisamos lutar contra a parte mais primitiva do nosso ser. Por exemplo, algumas vezes, embora a educação alimentar nos ensine a fugir das frituras, a necessidade de buscar prazer rapidamente e saciar este desejo impera e ingerimos o chocolate ou a fritura. Da mesma forma, o que é mais atraente e prazeroso: sapear pelas redes sociais em busca da novidade ou estudar para a prova?
Fazer a escolha mais apropriada e racional exige uma luta contra nosso instinto primordial e, também, muito treino.
Por isso, recomendo aos pais e professores que ajudem seus filhos nesta tarefa de seleção e resistência aos instintos. Há hora para tudo e cabe aos pais determinar esses limites. Seguindo a mesma teoria da história da humanidade, não é por acaso que o ser humano é o animal que continua dependente de seus pais por mais tempo. As crianças e adolescentes precisam dos pais por perto delimitando, instruindo e premiando. Mãos à obra.
terça-feira, 21 de julho de 2020
Home office e o lar doce lar
Após a mudança rápida dos escritórios para casa, os problemas de segurança começaram a surgir
enlouquecendo as equipes de informática e
as empresas. A simples possibilidade de
vazamento de dados já preocupava e o fantasma começou a transformar-se em
realidade. Pesquisas após seis
meses de quarentena já indicavam um
aumento assustador de vazamento e
sequestros de dados.
O dia a dia também trouxe dificuldades que vão desde
conseguir tranquilidade e silêncio até a questão de cadeiras ergonômicas. Sem
tempo hábil para planejar, pais e filhos
começaram a dividir os mesmos espaços e,
embora desaconselhável , até o mesmo laptop para trabalhar,estudar e se divertir.
Os problemas de saúde causados pela má postura e falta de
equipamento apropriado aliados à extensa
jornada de trabalho começaram a minar as relações familiares neste
confinamento. Agora, num momento em que
a flexibilização se inicia, paira a dúvida
sobre a continuidade do home office. Para alguns setores, o home office
funciona bem, para outros nem tanto.
Além disso, ficou claro que nem todos têm perfil para home office, porém
chamo atenção também para as instalações. Creio que a pandemia trouxe a tecnologia
para as escolas e empresas de uma forma irreversível. Por isso, acredito
que os engenheiros e arquitetos
trabalharão bastante modificando as plantas dos imóveis já existentes e
planejando as futuras. Certamente os
imóveis sofrerão mudanças pois faz-se necessário um espaço com conectividade e
ao mesmo tempo isolado para o trabalho e também para o estudo. Faço este alerta, pois vi da minha janela algumas obras sendo feitas
e saliento que um profissional deverá ser consultado para o melhor. aproveitamento
do espaço com segurança para a família e vizinhos.
Quem poderia imaginar que um vírus transformaria as escolas, o trabalho e
até nossas casas.
Foto: Imagem de Free-Photos por Pixabay
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