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domingo, 2 de fevereiro de 2025
Meu dia de detox
Já experimentou um momento detox? Onde foi? Eu tive meu momento detox em um shopping center. Acredita? Foi um detox de redes sociais e internet. Na verdade, troquei de celular e já sabendo que demoraria um bom tempo até que os arquivos e aplicativos fossem transferidos, fui preparada para passar algumas horas no shopping munida de toda paciência que eu tenho, um livro, caderno de anotação, caneta e cartão de crédito.
Por alguns momentos, antes de abrir meu livro, fiquei saboreando o café e bolachinha na cafeteria. Durante esses momentos, lembrei-me que meus pais diziam que iríamos perder a memória porque não decorávamos mais números de telefone como na época em que eles eram jovens. Realmente, não precisamos mais decorar números pois temos a agenda no celular. Mas, passamos a memorizar senhas e estas foram ficando cada vez mais necessárias, maiores e em toda a parte. E, além disso, não podemos repetir as mesmas por questão de segurança, logo, mais e mais senhas para memorizar: emails, redes sociais, bancos, sites diversos, redes sociais, arquivos e por aí vai infinitamente. Até que, finalmente, não precisemos mais de senhas, basta usar a biometria. Agora, já evoluímos para o reconhecimento facial e mais recentemente o Iris code. Aparentemente, parece ser o final das senhas em números, letras e símbolos, não é? Ledo engano, para evitar fraudes e hackers, foi criada a autenticação em duas etapas e lá vem mais uma senha enorme!
Enfim, voltando ao meu tema do meu detox porque meu celular ficou na loja da operadora para fazer as configurações, após uma hora voltei à loja e eis que me pediram a senha de dupla autenticação. Lá puxei pela memória e digitei o código. Bem, me disseram que eu tinha mais uma hora até que houvesse a transferência total. Fui almoçar e como estava sozinha, almocei lendo meu livro.
Retorno à loja, pego meus celulares e volto para casa feliz da vida e exausta. Não estava com FOMO nem senti nomofobia, até curti minha tarde no shopping comigo mesma. Você pode pensar agora que chegou a hora do “...e viveram felizes para sempre!” Nada disso! Cheguei em casa e fui curtir meu novo aparelho toda feliz. Porém o funcionário não tinha feito a troca do chip para o novo celular e não basta trocar o chip, a operadora tem que receber um código que só a loja tem.
Resumindo, voltei ao shopping a pé desta vez para me acalmar e não chegar na loja cheia de raiva. Serenamente cheguei, me pediram um milhão de desculpas. Fui elegantemente educada. Agradeci e finalmente, voltei pra casa para meu merecido descanso.
Finalizo perguntando: Você sabe todas as suas senhas? E você voltaria à loja calma e educada? OU explodindo?
segunda-feira, 5 de setembro de 2022
Aprender letra cursiva ? Para quê?
Durante a tarde de autógrafos do lançamento de meu livro, várias pessoas admiravam a minha letra enquanto eu escrevia as dedicatórias. (Nem acho minha letra bonita, até porque não sou professora alfabetizadora, então escrevo sempre com pressa, rapidamente). Aqueles comentários me fizeram refletir.
Então, fiz uma pequena pesquisa nos stories do meu instagram provocando as pessoas a me dizerem quando foi a última vez que efetivamente escreveram algo à mão. Foi surpreendente, especialmente para mim porque, como professora, tenho lápis, canetas e papéis em todas as minhas bolsas. A maioria das pessoas não sabia dizer.
Esta estatística, ainda que informal, me assustou porque estudos ( deixarei o link de um deles ao final, mas há vários) defendem que o ato motor de escrever não só traz benefícios para a coordenação motora fina, como ativa áreas cerebrais que a digitação não consegue atingir.
Hoje em dia com os exames de imagens, as investigações em Neurociências têm crescido muito e esse dado é fundamental. Nossas crianças ´precisam continuar a aprender a letra cursiva e os outros tipos como a bastão, por exemplo, mas também fazer uso dessa técnica de escrever para auxiliar nosso cérebro na memorização.
Por isso, sempre faço atividades em classe que levem os alunos a escrever mais. Faço ditados engraçados, wall dictation, board running e tantas outras. Também procuro incentivá-los a escrever para aprender fazendo flashcards e listas. Escrever fazia parte do nosso cotidiano. Claro que hoje digitamos muito mais que escrevemos. Eu mesma não faço mais lista de supermercado, preencho a planilha e vou olhando no celular. Na verdade, primeiro vou colocando no carrinho para exercitar minha memória e antes de ir ao caixa, confiro a planilha.
Por outro lado, mantenho agenda, diário e várias notas no escritório. Tenho incentivado meus alunos a manterem um diário no papel. Eu digo que este não cairá tão facilmente na mão de um hacker. Até mostro um filme interessante ( O sentido da Vida – Netflix)sobre uma moça que perdeu a memória e se redescobre a partir de seu próprio diário.
Só posso sugerir, escreva mais!
Ose Askvik E, van der Weel FRR, van der Meer ALH. The Importance of Cursive Handwriting Over Typewriting for Learning in the Classroom: A High-Density EEG Study of 12-Year-Old Children and Young Adults. Front Psychol. 2020 Jul 28;11:1810. doi: 10.3389/fpsyg.2020.01810. PMID: 32849069; PMCID: PMC7399101.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Apps que simplificam a vida. Será?
Após uma aula de Pilates, descubro que terei que descer 26 andares a pé devido a um problema de energia. Surpresa e desapontamento geral
nas pessoas que esperam o elevador. Alguns alegando que para baixo todo santo
ajuda, resolvem enfrentar a empreitada. Outros começam a transmitir o que os
médicos recomendam que é subir e, não descer escadas, pois descer prejudica os
joelhos e coluna. Diante deste impasse, alguém lembra que talvez o elevador de
serviço tenha gerador. Ufa!! Problema resolvido para mim.
Ao ler a matéria em A Tribuna cuja foto usei para a ilustrar a postagem,
lembrei-me deste fato e também de um curso que fiz de neurociência aplicada à
Educação. Neste curso, a especialista Dra Thais Faria Coelho, salientou a
importância dos exercícios físicos não só para oxigenar o cérebro, mas porque
exercitam como que provocando, ou seja estimulando várias partes do cérebro dependendo do que
fazemos.
A tecnologia é bem-vinda, contudo precisamos reservar algum
tempo para fazer movimentos que contribuam com o exercício cerebral. Lembrei-me
de minha infância quando subíamos em
árvores, pulávamos corda, andávamos agachados. Estes movimentos ativam e
revigoram o cérebro. Se temos todas as informações a um clique de distância,
para que pensar?
Sabe, aquela bola usada em aulas de Pilates e outras
modalidades esportivas? Com ela, vários exercícios podem ser feitos para ativar
não apenas nosso corpo, mas também ativar a memória e o raciocínio.
Num futuro próximo, postarei mais detalhes de como exercitar
o cérebro.
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