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domingo, 28 de agosto de 2022

Ativando o cérebro

Nosso cérebro adora ficar na zona de conforto para economizar energia, afinal ele consome 20% de energia do total que nosso corpo precisa. Porém, é como se um alerta geral surgisse quando fazemos algo novo. Para nós, educadores, este é o momento de ensinar algo: quando nosso cérebro estiver mais atento. Assim, andar para trás ajuda nosso cérebro a ficar em alerta porque algo diferente está acontecendo. Também é importante mencionar que atividades físicas são essenciais para o processo de memorização, bem como compartilhar momentos com outras pessoas. Uma atividade que costumo fazer para ajudar os alunos a memorizarem novas palavras é organizar uma competição em que os alunos andam de costas até palavras escritas ou coladas em um quadro. A competição, os pontos e as risadas ativam a área de recompensa do cérebro. É uma ótima forma de começar a aula e rever o que foi aprendido. Neste dia, escrevi várias palavras que compõem idioms aprendidas anteriormente e eu dizia o verbo e os alunos de costas corriam até a lousa e circulavam a palavra apropriada. Também, para turmas iniciantes, mostro figuras e peço que eles encontram a forma escrita ou faço como ditado mesmo eu falo e eles encontram palavras ou figuras fixadas na lousa. Há muitas formas de desenvolver a atividade, mas é importante que eles andem ou corram para trás e que criemos um ambiente lúdico e engajador.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Onde você mora?

 


Desde que eu era pequena, lembro dos meus pais insistindo que tínhamos que saber nosso endereço  e o nome dos pais de cor.  Quando tive meus filhos, continuei este treino incluindo o telefone de nossa casa e dos meus pais. Graças a Deus, eles nunca se perderam, mas estas informações são valiosíssimas no momento que sofremos um acidente, vamos viajar ou até mesmo como simples exercício mental.

Meus filhos ainda nem sabiam ler ou escrever, mas essas informações já estavam armazenadas  em seus cérebros junto com o tipo sanguíneo.  Fui adicionando  os ônibus que passam perto de casa, pontos de referência e outros dados. Além de trabalhar a noção de espaço, é um exercício para  a memória    e vai compondo  a  história da criança. Chegamos até a estudar o nome da nossa rua e qual a importância dessa pessoa que recebeu uma rua em sua homenagem. Logo, estudamos História também.

Infelizmente, hoje em dia nem o  número do próprio telefone, os alunos sabem.  E não me refiro somente  aos pequenos, os adolescentes não sabem, seu próprio número. Muitas vezes, tenho que ensinar como descobrir isso no aparelho celular. Estes exercícios mentais assim como  os exercícios físicos são essenciais para o bom funcionamento de nosso cérebro.  Não precisamos como antigamente, saber vários números de telefones de cor, mas os nossos bem como nossas informações  pessoais são essenciais.

Além desses exercícios puramente cerebrais, os especialistas ainda indicam pular corda, fazer polichinelo e caminhar.  Uma caminhada de 20 minutos ao ar livre, ativa vários circuitos neuronais. 

Treine seu cérebro e de seus filhos. Você sabe o seu CEP?

terça-feira, 16 de abril de 2019

Otimizando o cérebro



Ao ouvir o noticiário comunicando que em 2030, o Brasil será o quinto país no mundo em número de idosos, sessenta e cinco por cento dos entrevistados pelo Instituto Qualibest afirmou temer não se lembrar das coisas e pessoas ao envelhecer. Este receio  gera ansiedade,   frustração e insegurança. Você tem falhas de memória?
Um dos fatores que favorecem o esquecimento é a falta de foco ou, ao contrário, estar pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Viver o momento presente é a chave para mais acertos que erros. Cientistas já provaram que essa habilidade  de ser  capaz de realizar várias tarefas na verdade acaba levando a erros porque a atenção  é dividida ocasionando lapsos ou pequenos erros. As tarefas são realizadas simultaneamente, porém com erros.
O excesso de atividades facilita esses esquecimentos também. O exemplo icônico disso é o filme intitulado Esqueceram de mim, onde a família parte em viagem e esquece em casa o  filho caçula. A comédia é engraçadíssima e rendeu mais dois filmes, em parte porque é um  medo de todo pai e mãe que acreditam que seriam capazes de fazer isso de tão sobrecarregados e estressados que estão.
Como superar isso?  Exercitando o cérebro. Alimentação rica em ômega 3 e bem variada (colorida como costumam dizer os nutricionistas), exercícios físicos constantes, leitura, escrita e treino. Evite recorrer à internet o tempo todo, dê um tempo para seu cérebro encontrar a resposta. E, como última dica, respire. A meditação ajuda muito a relaxar o cérebro e recompô-lo pós stress, portanto, concentre-se na respiração por alguns minutos durante o dia. Foque na entrada e saída do ar, nos movimentos do corpo, no momento presente.
Como você pode ver, pequenas alterações podem fazer milagres!

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Quatro técnicas simples para acelerar a aprendizagem


Por experiência própria, já sabemos o que os neurocientistas afirmam sobre nosso cérebro tender a categorizar tudo. Num giro pela internet, percebemos como as pessoas são categorizadas. O zodíaco classifica pelo mês do nascimento, o horóscopo chinês pelo ano em que nascemos. Psicólogos dividem a população pelo nome, por característica pessoais ou psicológicas e há até a dieta do tipo sanguíneo. Resumindo, categorizar faz parte do nosso cotidiano e nos auxilia a aprender e memorizar.
Como nosso cérebro trabalha categorizando naturalmente, podemos tirar partido disso instruindo nossos alunos a seguir esse processo para melhor performance. Por exemplo, numa aula sobre seres vivos, pedi que os alunos fossem me dando nomes de animais os quais fui escrevendo na lousa já categorizando. Após o término, perguntei aos alunos porque eu havia separado os animais daquela forma. Analisando e discutindo perceberam qual tinha sido meu critério. Após esta fase, eles foram pensando e exemplificando outras formas conhecidas de classificar os animais. Com a interação e participação de toda a classe, o conteúdo foi estudado de uma forma dinâmica.
Outra técnica que ajuda muito na compreensão é a utilização de cores diferentes. 
Outras áreas de nosso cérebro são ativadas ao identificar as cores e nesse processo a fixação de conteúdo ocorre de maneira mais acentuada. Segundo Mauro Pennafort, olhando a pessoa grava a informação em 72 áreas do cérebro, daí a importância da imagem.
Finalizando, recomenda-se o movimento corporal. Todo movimento ativa o cérebro, por isso, procuro planejar atividades que propiciem caminhar, dançar, mudar de posição. A aprendizagem significativa requer que a memória seja ativada de formas diferentes o tempo todo.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Apps que simplificam a vida. Será?


Após uma aula de Pilates, descubro que terei que descer 26 andares a pé devido a um problema de energia. Surpresa e desapontamento geral nas pessoas que esperam o elevador. Alguns alegando que para baixo todo santo ajuda, resolvem enfrentar a empreitada. Outros começam a transmitir o que os médicos recomendam que é subir e, não descer escadas, pois descer prejudica os joelhos e coluna. Diante deste impasse, alguém lembra que talvez o elevador de serviço tenha gerador. Ufa!! Problema resolvido para mim.
Ao ler a matéria  em A Tribuna cuja foto usei para a ilustrar a postagem, lembrei-me deste fato e também de um curso que fiz de neurociência aplicada à Educação. Neste curso, a especialista Dra Thais Faria Coelho, salientou a importância dos exercícios físicos não só para oxigenar o cérebro, mas porque exercitam como que provocando, ou seja estimulando várias partes do cérebro dependendo do que fazemos.
A tecnologia é bem-vinda, contudo precisamos reservar algum tempo para fazer movimentos que contribuam com o exercício cerebral. Lembrei-me de  minha infância quando subíamos em árvores, pulávamos corda, andávamos agachados. Estes movimentos ativam e revigoram o cérebro. Se temos todas as informações a um clique de distância, para que pensar?
Sabe, aquela bola usada em aulas de Pilates e outras modalidades esportivas? Com ela, vários exercícios podem ser feitos para ativar não apenas nosso corpo, mas também ativar a memória e o raciocínio. 
Num futuro próximo, postarei mais detalhes de como exercitar o cérebro.

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sábado, 27 de setembro de 2014

Combatendo o envelhecimento

Segundo pesquisa da Universidade de Edimburgo na Escócia, o domínio de uma língua adicional atrasa declínio mental durante a velhice. Os estudos demonstram que as pessoas com Alzheimer, fluentes em duas línguas, apresentam sintomas da doença até sete anos mais tarde que as pessoas monolíngues. Além disso, as pessoas que são bilíngues apresentaram melhor desempenho em alguns testes cognitivos também.
A Dra. Ellen  Bialystok demonstrou em estudo apresentado no Congresso Internacional em São Paulo no mês de setembro, que o cérebro de bilíngues tem o sistema executivo mais desenvolvido. Este fato ocorre porque, se o indivíduo sabe duas línguas e as exercita regularmente, cada vez que ele fala, ambas as linguagens aparecem e o sistema executivo escolhe o que é relevante no momento. Também foi comprovado neste estudo, que bilíngues se saem melhor em multitarefas, pois, para tal, há a ação direta do controle executivo cerebral muito exercitado na escolha de línguas.
O constante gerenciamento dos sistemas linguisticos diferentes provoca uma reorganização e um fortalecimento para outras ações, por este motivo,as pessoas bilingues tornam-se mais rápidas pois estão sempre navegando entre duas línguas. Outro fator importante é que este exercício constante dos bilíngues provoca o desenvolvimento de uma memória melhor.IMG_0875