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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Quatro técnicas simples para acelerar a aprendizagem


Por experiência própria, já sabemos o que os neurocientistas afirmam sobre nosso cérebro tender a categorizar tudo. Num giro pela internet, percebemos como as pessoas são categorizadas. O zodíaco classifica pelo mês do nascimento, o horóscopo chinês pelo ano em que nascemos. Psicólogos dividem a população pelo nome, por característica pessoais ou psicológicas e há até a dieta do tipo sanguíneo. Resumindo, categorizar faz parte do nosso cotidiano e nos auxilia a aprender e memorizar.
Como nosso cérebro trabalha categorizando naturalmente, podemos tirar partido disso instruindo nossos alunos a seguir esse processo para melhor performance. Por exemplo, numa aula sobre seres vivos, pedi que os alunos fossem me dando nomes de animais os quais fui escrevendo na lousa já categorizando. Após o término, perguntei aos alunos porque eu havia separado os animais daquela forma. Analisando e discutindo perceberam qual tinha sido meu critério. Após esta fase, eles foram pensando e exemplificando outras formas conhecidas de classificar os animais. Com a interação e participação de toda a classe, o conteúdo foi estudado de uma forma dinâmica.
Outra técnica que ajuda muito na compreensão é a utilização de cores diferentes. 
Outras áreas de nosso cérebro são ativadas ao identificar as cores e nesse processo a fixação de conteúdo ocorre de maneira mais acentuada. Segundo Mauro Pennafort, olhando a pessoa grava a informação em 72 áreas do cérebro, daí a importância da imagem.
Finalizando, recomenda-se o movimento corporal. Todo movimento ativa o cérebro, por isso, procuro planejar atividades que propiciem caminhar, dançar, mudar de posição. A aprendizagem significativa requer que a memória seja ativada de formas diferentes o tempo todo.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Qual o seu número?

Os números são realmente importantes? Há números por toda a parte: nas casas, nos carros, nos quadros, na música, no vestuário,  no dinheiro,na base de tudo, estamos cercados por eles. Por isso, talvez, damos mais importância às informações numéricas do que à essência das pessoas. Por exemplo, sabemos ou procuramos saber: o número do telefone, a idade, o endereço, a altura, o peso, quanto ganha, quanto gasta, quanto tempo durou,quanto custou, o número do calçado ou da roupa.  Observando tudo isso, sinto-me resumida ao número do meu RG e do CPF, aliás quem não sabe de cor esses números não faz nada,  não compra nem um sanduíche.
Quando era adolescente – há bem pouco tempo atrás, diga-se de passagem, rs- olha aí mais um número, o tempo – lembro-me que uma professora ao  pedir que nos apresentássemos disséssemos nossa cor favorita. Na época, minha cor favorita era o rosa e, após ouvir atenciosamente a todos nós, ela explicou que a nossa classe era uma classe calma, pois a grande maioria dissera que o azul era sua cor favorita. Além disso, ela foi explicando o significado, em linhas gerais de cada uma das outras cores. Para mim, por exemplo, ela disse que a preferência pelo rosa indicava uma pessoa amorosa e possuidora de uma energia equilibrada.Senti-me fora do grupo onde quase todos escolheram o azul, porém a explicação dela, confortou-me. Lembro-me que fiquei fascinada com as explicações e com a professora de tal maneira que jamais esqueci aquela aula inaugural e iniciei muitas das minhas aulas da mesma maneira, pois achei uma forma excelente de ter uma visão geral dos alunos e da classe como um todo de maneira rápida.
Neste momento em que revejo essa aula, verifico que, como me foi dito num comentário “mantemos na memória tudo que é posto na primeira infância”  e essas memórias podem nortear nosso futuro e nossas escolhas de uma forma inacreditável, embora inconsciente.
Ao escrever esse texto, aquela aula brotou rapidamente em minha mente e, com ela, aquela sensação de  admiração por alguém que enxergava ou, pelo menos, buscava ver além dos dados pessoais.
Qual a sua cor favorita? E das pessoas que vivem em sua casa?  De seus amigos? Daquela pessoa que você acabou de conhecer? Busque a essência e não os números, especialmente quando estes são meros indicadores do que temos e não do que somos.