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domingo, 28 de agosto de 2022

Ativando o cérebro

Nosso cérebro adora ficar na zona de conforto para economizar energia, afinal ele consome 20% de energia do total que nosso corpo precisa. Porém, é como se um alerta geral surgisse quando fazemos algo novo. Para nós, educadores, este é o momento de ensinar algo: quando nosso cérebro estiver mais atento. Assim, andar para trás ajuda nosso cérebro a ficar em alerta porque algo diferente está acontecendo. Também é importante mencionar que atividades físicas são essenciais para o processo de memorização, bem como compartilhar momentos com outras pessoas. Uma atividade que costumo fazer para ajudar os alunos a memorizarem novas palavras é organizar uma competição em que os alunos andam de costas até palavras escritas ou coladas em um quadro. A competição, os pontos e as risadas ativam a área de recompensa do cérebro. É uma ótima forma de começar a aula e rever o que foi aprendido. Neste dia, escrevi várias palavras que compõem idioms aprendidas anteriormente e eu dizia o verbo e os alunos de costas corriam até a lousa e circulavam a palavra apropriada. Também, para turmas iniciantes, mostro figuras e peço que eles encontram a forma escrita ou faço como ditado mesmo eu falo e eles encontram palavras ou figuras fixadas na lousa. Há muitas formas de desenvolver a atividade, mas é importante que eles andem ou corram para trás e que criemos um ambiente lúdico e engajador.

sábado, 10 de julho de 2021

Três técnicas úteis para vencer a ansiedade

Esta pandemia tem trazido à tona o pior e o melhor de cada um de nós, juntamente, com toda a gama de emoções que insiste em vir à superfície. Tenho acompanhado de perto, muitos de meus alunos adolescentes e percebido como este período que deveria ser de descoberta e de experiências sociais com grupos de amigos, transformou-se em angústia, pânico e medo. Ao longo deste ano, fui desenvolvendo algumas técnicas para tentar aliviar a ansiedade e a tristeza de meus alunos como jogos, filmes, músicas, fotos, séries de TV e inúmeros chats. Todas essas técnicas são as que podem ser desenvolvidas em aulas, porém aconselho algumas que testei e ajudaram bastante. Uma delas foi aguardar a entrada dos alunos na sala virtual tocando a música da série preferida deles em 8D. Há opiniões favoráveis e contrárias ao uso de música 8D mas pelo menos por um minuto os alunos prestam atenção e curtem o som. Se isto realmente ajuda a manter o foco, não tenho estatísticas válidas, mas com certeza, ajuda muito meus alunos a entrarem no “mood” falar em inglês. Li muito sobre óleos essenciais. Eu mesma, comecei a usar algumas gotas de lavanda no travesseiro para me ajudar a dormir melhor e a colocar algumas gotas de limão siciliano em minhas mãos de modo a melhorar a minha concentração. Nessa vibe um tanto mais naturalista, comecei a incluir aromatizador de lavanda no meu protocolo para receber meus alunos em minhas salas de aula presenciais ou híbridas: gel, máscaras, aromatizador, laptop, internet, música e um sorriso no rosto. Para amenizar a ansiedade em minha própria casa, comprei esse brinquedinho da foto para minha filha. Achei que sairia mais barato que ficar comprando plástico bolha endlessly. Entendo que home office não tem sido fácil para ela também e apesar dela ter afirmado ser totalmente desnecessário e ineficaz, posso ouvir o barulhinho de plic-ploc vindo do escritório de casa. Creio que vale a pena tentar o Fidget toy para desestressar. Esse que adquiri chama-se POP-It e apesar de parecer bobo, aparentemente ameniza a tensão e a ansiedade.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Presencial, remota ou híbrida

Quando tudo parecia ter encontrado o equilíbrio, a roda reinicia um novo ciclo. Voltam às aulas, mas sob nova perspectiva com alunos em sala de aula presencial mente e mais alguns ainda no modo remoto, embora síncrono. E agora, José? Como perguntaria Carlos Drummond de Andrade, como continuará a educação? E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Nesta primeira estrofe, vem a questão, agora que os bons momentos se foram, que a estabilidade adquirida acabou, o que fazer? Agora que já sabíamos ficar em casa, usar recursos tecnológicos diversos, e agora? A grande questão é – Qual o caminho? A resposta é mais uma vez adaptar-se. Misturar a experiência das aulas presenciais ao conhecimento tecnológico conquistado durante a pandemia e inovar mais uma vez nas aulas híbridas. Humanos têm habilidades físicas e cognitivas. A tecnologia já está em condições de assumir as tarefas físicas como, por exemplo, nos portos mais modernos onde a tecnologia assumiu todas as tarefas pesadas. Muitas tarefas cognitivas também são desenvolvidas pela Inteligência Artificial, por isso, precisamos trabalhar as emoções enquanto ainda temos esse diferencial. As aulas de hoje devem levar à análise, à reflexão, ao auto-conhecimento e à resolução de conflitos enquanto há tempo. Ainda é difícil substituir trabalhos que exigem especialização menos padronizada e uso simultâneo de uma ampla variedade de habilidades que envolvam cenários imprevisíveis como afirma Yuval Noah Harari em seu livro 21 lições para o século 21. Por isso, todas estas mudanças causadas pela Pandemia estão nos fortalecendo e preparando para um nova era! Fique esperto e aproveite a oportunidade.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Aulas em tempos de quarentena


João Guimarães Rosa escreveu no Livro Noites no Sertão  Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro, sem preparos de avisar” E foi assim, muito rápido que   a  vida dos brasileiros transformou-se sem aviso prévio: as escolas interromperam as aulas, os pais passaram a trabalhar em  home-office e a única opção é ficar em casa.

Em meio a inúmeras questões que estão surgindo, as aulas online passaram a fazer parte do cotidiano dos alunos brasileiros. Nesta modalidade, há alguns cuidados que precisam ser tomados:
  •                              os filhos precisam de ajuda para acionar o áudio e a câmara e lidar com o app ou a plataforma;
  •                           precisam de um monitoramento mais próximo dos pais quando são pequenos, por isso aconselha-se que os pais  aproveitem para compartilhar esse momento  no mesmo ambiente motivando e ajudando o tempo todo;
  •                       adolescentes precisam de uma atenção inicial e um acompanhamento preferencialmente através de uma conversa com os professores que pode ser via agenda on-line, porém necessitam de certa privacidade no período da aula;
  •                         irmãos menores costumam perturbar   a   aula dos mais velhos causando certo constrangimento;
  •                          a   família precisa se policiar, pois com o áudio ativado tudo o que se passa no ambiente é ouvido. Imagine que está com visita em casa;
  •                         vestir-se adequadamente também é importante;
  •                         preparar o material antes de se conectar como livros, cadernos, lápis, borracha e canetas;
  •              usar fones de ouvido. Ajuda na  concentração  e na qualidade do áudio.

As mesmas recomendações para manter a motivação e demonstrar interesse pelos estudos no mundo offline são pertinentes neste período também. Pergunte amigavelmente o que seu filho aprendeu, conte suas experiências escolares ou no home-office e compartilhe dificuldades.
Estamos construindo uma nova era com novas relações. Mantenha o sorriso no rosto!

domingo, 6 de outubro de 2019

Você é inteligente?


A palavra inteligência é formada a partir de duas palavras latinas inter ( entre) e legere ( eleger ou escolher). Portanto, é a capacidade de fazer a melhor escolha.
No passado, inteligente era aquela pessoa boa em cálculos, todavia, graças a Howard Gardner a inteligência hoje em dia é composta por 8 tipos diferentes igualmente importantes. O desenvolvimento dessas inteligências depende também do ambiente e da educação recebida.
No filme, Viva – a vida é uma festa, temos a história da família que aboliu a música da vida familiar por gerações até que a paixão por música foi mais forte. Embora a história seja obra de ficção, o meio realmente influencia as pessoas propiciando ou negando oportunidades. Além disso, temos a genética e o aprendemos com a experiência.
É importante saber o tipo de inteligência que possui de modo a desenvolvê-la mais, trabalhar pontos mais vulneráveis e até mesmo escolher as pessoas que farão parte da sua equipe. Observar as pessoas  ajudará  a atribuir tarefas e otimizar resultados.
Em linhas bem gerais, temos inteligência: 
1.       Lógica: voltada para conclusões baseadas em dados numéricos, porcentagens e gráficos.
2.       Linguística:  capacidade de elevada de se comunicar.
3.       Corporal: grande capacidade de usar o corpo pra se expressar.
4.       Naturalista: análise e compreensão  os fenômenos da natureza.
5.       Intrapessoal: possuem a capacidade de se auto-conhecerem, tomando atitudes para melhorar a vida.
6.       Interpessoal: facilidade em estabelecer relacionamentos com outras pessoas. Pessoas assim atuam com facilidade em equipe.
7.       Espacial: habilidade para manipular formas ou objetos  mentalmente.
8.       Musical: sensibilidade em  relação a notas, ritmo e timbres.
Conhecer detalhadamente cada tipo de inteligência é essencial para quem ensina porque conhecendo cada aluno  e  as aptidões, o professor poderá preparar aulas mais interessantes que despertarão cada inteligência como num diálogo bem sintonizado. Toda aula deve ter atividades planejadas para estimular as diversas áreas. Certamente, é um desafio para o professor.




quinta-feira, 2 de agosto de 2018

10 maneiras de manter a motivação dos alunos




1 – Escute seus alunos
Desenvolver a escuta é fundamental em todas as situações, contudo é altamente motivadora em sala de aula. O sentimento de ser ouvido impacta.
2-Converse com seus alunos
Este é o momento em que você partilha suas histórias e quem não gosta de ouvir uma boa história? Contando histórias e ouvindo histórias, você tornará a aprendizagem significativa porque poderá retomar estas histórias posteriormente para ilustrar algum tópico a ser ensinado. Além disso, você permite que eles vejam você como um ser real com gostos, desgostos e preferências.
3-Ensine algo prático
A ligação entre o que se ensina na escola e a vida fora dela tem que ser clara.  Às vezes, pergunto para meus alunos: Além de cair na prova, qual a outra utilidade para aprender isso? Pergunto assim, para provocar risadas e uma busca pela utilidade do que estou ensinando.
4- Mantenha o bom humor
Um sorriso no rosto e pitadas de brincadeiras ao longo da aula ajudam a manter os alunos alertas e dispostos.
5- Priorize a classe e não o livro- texto
Os alunos precisam discutir e aprender  sobre temas que lhe dizem respeito ou interessem. Crie e aproveite essas oportunidades, mesmo que depois você pegue um retorno e recupere o tópico previsto.
6- Cuidado com as correções
Enquanto os alunos estão discutindo como resolver uma tarefa, deixe-os livre para discutir. Vá anotando alguns pontos para reflexão, escreva-os na lousa com espaços em branco e depois todos juntos tentem completar. Desta forma, conceitos estarão sendo revistos e aprimorados, sem constrangimento.
7-Teste os alunos
Há várias formas de avaliar a aprendizagem rotineiramente: jogos para rever vocabulário, questões para discutir em grupos um assunto visto em vídeo ou em texto anteriormente, problemas para propor soluções ambientalizando um espaço para retomar uma estrutura (restaurante, hotel, rua). Enfim, o importante é sempre dar um passo para trás revisitando um tema ou ponto ensinado.
8- Provoque interações
O jovem pouco fala, mais digita ou assiste do que efetivamente debate. Na vida real, quando realmente debatemos um tema? É mais comum contarmos histórias, fazermos comentários rápidos ou reportamos o que fizemos ou estamos planejando fazer. Muitos alunos não têm conhecimento suficiente para debater um assunto. Leve isso em consideração ao elaborar seu plano de aula.
9- Permita ou crie momentos
Faça perguntas sobre o tema que está sendo ensinado alavancando o prévio conhecimento do assunto. Tente gerar conexões. Por exemplo, antes de tratar sobre campo magnético, trabalhe a palavra campo em todos os múltiplos sentidos, deixe-os pensar e levantar possibilidades, contar histórias e depois harmoniosamente leve-os para o tema que você pretende abordar especificamente.
10- Categorize
Nosso cérebro tende a classificar tudo: animais, vegetais, verbos, pessoas, personalidades. Observe como há várias formas de categorizar as pessoas de acordo com personalidade, tipo físico, estilo de vida e até tipo sanguíneo. Por isso, utilize esta habilidade cerebral. Por exemplo, primeiro convide os alunos a elencar animais e depois proponha a categorização. Ou vá categorizando enquanto eles vão nomeando e, ao final, provoque os alunos a explicarem de que forma foram categorizados.

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