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sábado, 10 de julho de 2021
Três técnicas úteis para vencer a ansiedade
Esta pandemia tem trazido à tona o pior e o melhor de cada um de nós, juntamente, com toda a gama de emoções que insiste em vir à superfície. Tenho acompanhado de perto, muitos de meus alunos adolescentes e percebido como este período que deveria ser de descoberta e de experiências sociais com grupos de amigos, transformou-se em angústia, pânico e medo.
Ao longo deste ano, fui desenvolvendo algumas técnicas para tentar aliviar a ansiedade e a tristeza de meus alunos como jogos, filmes, músicas, fotos, séries de TV e inúmeros chats.
Todas essas técnicas são as que podem ser desenvolvidas em aulas, porém aconselho algumas que testei e ajudaram bastante. Uma delas foi aguardar a entrada dos alunos na sala virtual tocando a música da série preferida deles em 8D. Há opiniões favoráveis e contrárias ao uso de música 8D mas pelo menos por um minuto os alunos prestam atenção e curtem o som. Se isto realmente ajuda a manter o foco, não tenho estatísticas válidas, mas com certeza, ajuda muito meus alunos a entrarem no “mood” falar em inglês.
Li muito sobre óleos essenciais. Eu mesma, comecei a usar algumas gotas de lavanda no travesseiro para me ajudar a dormir melhor e a colocar algumas gotas de limão siciliano em minhas mãos de modo a melhorar a minha concentração. Nessa vibe um tanto mais naturalista, comecei a incluir aromatizador de lavanda no meu protocolo para receber meus alunos em minhas salas de aula presenciais ou híbridas: gel, máscaras, aromatizador, laptop, internet, música e um sorriso no rosto.
Para amenizar a ansiedade em minha própria casa, comprei esse brinquedinho da foto para minha filha. Achei que sairia mais barato que ficar comprando plástico bolha endlessly. Entendo que home office não tem sido fácil para ela também e apesar dela ter afirmado ser totalmente desnecessário e ineficaz, posso ouvir o barulhinho de plic-ploc vindo do escritório de casa. Creio que vale a pena tentar o Fidget toy para desestressar. Esse que adquiri chama-se POP-It e apesar de parecer bobo, aparentemente ameniza a tensão e a ansiedade.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
10 maneiras de manter a motivação dos alunos
1 – Escute seus
alunos
Desenvolver a escuta é fundamental em todas as situações,
contudo é altamente motivadora em sala de aula. O sentimento de ser ouvido
impacta.
2-Converse com seus
alunos
Este é o momento em que você partilha suas histórias e quem
não gosta de ouvir uma boa história? Contando histórias e ouvindo histórias,
você tornará a aprendizagem significativa porque poderá retomar estas histórias
posteriormente para ilustrar algum tópico a ser ensinado. Além disso, você
permite que eles vejam você como um ser real com gostos, desgostos e
preferências.
3-Ensine algo prático
A ligação entre o que se ensina na escola e a vida fora dela
tem que ser clara. Às vezes, pergunto
para meus alunos: Além de cair na prova, qual a outra utilidade para aprender
isso? Pergunto assim, para provocar risadas e uma busca pela utilidade do que
estou ensinando.
4- Mantenha o bom
humor
Um sorriso no rosto e pitadas de brincadeiras ao longo da
aula ajudam a manter os alunos alertas e dispostos.
5- Priorize a classe
e não o livro- texto
Os alunos precisam discutir e aprender sobre temas que lhe dizem respeito ou
interessem. Crie e aproveite essas oportunidades, mesmo que depois você pegue
um retorno e recupere o tópico previsto.
6- Cuidado com as
correções
Enquanto os alunos estão discutindo como resolver uma
tarefa, deixe-os livre para discutir. Vá anotando alguns pontos para reflexão,
escreva-os na lousa com espaços em branco e depois todos juntos tentem
completar. Desta forma, conceitos estarão sendo revistos e aprimorados, sem
constrangimento.
7-Teste os alunos
Há várias formas de avaliar a aprendizagem rotineiramente:
jogos para rever vocabulário, questões para discutir em grupos um assunto visto
em vídeo ou em texto anteriormente, problemas para propor soluções
ambientalizando um espaço para retomar uma estrutura (restaurante, hotel, rua).
Enfim, o importante é sempre dar um passo para trás revisitando um tema ou
ponto ensinado.
8- Provoque
interações
O jovem pouco fala, mais digita ou assiste do que
efetivamente debate. Na vida real, quando realmente debatemos um tema? É mais
comum contarmos histórias, fazermos comentários rápidos ou reportamos o que
fizemos ou estamos planejando fazer. Muitos alunos não têm conhecimento suficiente
para debater um assunto. Leve isso em consideração ao elaborar seu plano de
aula.
9- Permita ou crie
momentos
Faça perguntas sobre o tema que está sendo ensinado
alavancando o prévio conhecimento do assunto. Tente gerar conexões. Por
exemplo, antes de tratar sobre campo magnético, trabalhe a palavra campo em
todos os múltiplos sentidos, deixe-os pensar e levantar possibilidades, contar
histórias e depois harmoniosamente leve-os para o tema que você pretende
abordar especificamente.
10- Categorize
Nosso cérebro tende a classificar tudo: animais, vegetais,
verbos, pessoas, personalidades. Observe como há várias formas de categorizar
as pessoas de acordo com personalidade, tipo físico, estilo de vida e até tipo
sanguíneo. Por isso, utilize esta habilidade cerebral. Por exemplo, primeiro
convide os alunos a elencar animais e depois proponha a categorização. Ou vá
categorizando enquanto eles vão nomeando e, ao final, provoque os alunos a
explicarem de que forma foram categorizados.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Fim da temporada de cruzeiros
Hoje entendo o que minha mãe queria dizer com tem que saber fazer para poder mandar. Deparo-me todos os dias com jovens
acostumados de tal forma a só receber tudo pronto que estão crescendo achando
que o mundo existe para servi-los.
Içami Tiba defende o ponto de que o jovem precisa ter
obrigações dentro de casa para sentir-se membro integrado da família. Então,
preocupo-me com jovens que nunca fizeram suas camas, não foram ao supermercado
nem sabem onde ficam as coisas nos armários.
Aconselho aos senhores pais que encerrem a temporada de
cruzeiros dentro de seus próprios
lares onde após o banho larga-se a
toalha no chão, a cama surge feita, o
quarto materializa-se arrumado, toalhas limpas brotam no banheiro e garçons sorridentes
estão sempre prontos para servi-los.
Está mais do que na hora de guardar suas próprias coisas,
preparar lanche para toda a família, lavar louça e servir.
Para enxergar como vive a maioria dos brasileiros, é preciso
ir até eles e, nesse quesito, um trabalho voluntário mesmo que imposto é primordial.
Como disse Mário Sérgio Cortella em recente palestra, nossos jovens precisam entender que vaca não dá leite. É preciso madrugar e ordenhá-la. nada vem de graça e sem esforço.
Sempre é tempo de aprender. Não é preciso esperar que a vida ensine.
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