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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Parte da família


Içami Tiba afirma em um de seus muito livros que jovem que não se sente integrado à família é jovem perdido. Para não perder um filho, ele tem que se sentir parte importante na dinâmica familiar e para tanto precisa ter responsabilidades. Somente sendo peça fundamental na engrenagem familiar, ele  terá o sentimento  de pertencimento efetivo ao núcleo.
Lembrei que em casa, cada um tinha suas obrigações e conforme ficávamos mais velhos trocávamos com os mais novos e adquiríamos outras. Sentíamos isso como um upgrade e não um aumento na responsabilidade, mas era exatamente isso. Por exemplo, primeiramente, eu era a responsável por buscar pão todo fim de tarde na padaria. Com o tempo, essa tarefa passou para meu irmão e eu comecei a fazer compras no supermercado que era mais distante. Primeiro eu lavava louça, depois passei a cozinhar. E, assim, cooperávamos, sentíamos que éramos peças importantes na organização familiar, mediamos nosso crescimento e aprendíamos a conviver em família. 
O quadro acima, elenca as tarefas que podem ser atribuídas às crianças de acordo com a faixa etária. Na escola, trabalhamos a autonomia. Mas, este trabalho precisa ser desenvolvido em casa também. Amar é preparar para a vida.

Um oferecimento,





domingo, 2 de outubro de 2016

Pra que ter um filho?

Meu filho era bem pequeno, talvez uns seis anos e me perguntou de chofre, ou seja sem rodeios,  “mãe , você teve filhos para te dizer aonde você estacionou o carro no estacionamento do shopping?”  Ri sem parar com essa colocação e fiquei pensando se ele teria noção do quanto custa ter e educar um filho. Sairia bem mais barato  andar de táxi toda a minha vida!!
Bem, Içami Tiba defende que os filhos devem se sentir parte da família  e  para que esse processo aconteça é necessário que cada membro da família tenha obrigações claras dentro da engrenagem familiar. Dentre as tarefas de meu filho, como fazer compras, cuidar de nossa cachorra e trocar lâmpadas, estava a de deletar as páginas e pastas que cismam em surgir todo dia em meu celular. A causa deve ser a tal  de geração espontânea que Darwin defendia. Este processo acontece em meu celular todo dia. Meu lindo filho, de vez em quando, pegava meu celular e fazia uma limpa.
Um tempo antes de partir, eu questionei-o sobre como eu faria depois que ele mudasse para o outro lado do Equador e do Greenwich. Muito prático, ele me respondeu “ pede para seus alunos ou para os intercambistas.”
Bem, restou-me rezar para que essa multiplicação cessasse naturalmente, porém isto não aconteceu nem com todas as minhas preces para Nossa Senhora protetora dos celulares e das mães abandonadas.
O resultado não foi positivo e rapidamente lá estavam as páginas surgindo em meu celular novamente. Pedi para uma amiga que não soube fazê-lo e me sugeriu que fosse à loja.
Decidida que não me deixaria vencer por uma página que ousa surgir sem ser convidada para assombrar meu celular, e um pouco de vergonha misturada com orgulho, comecei o caminho normal: tentativa  e erro. Após algumas tentativas seguidas de diversos erros, a Luz se fez e aprendi!! Sou até capaz de alterar o lugar dos ícones!!! Com certeza, ele voltará diferente, entretanto, encontrará também uma mãe diferente!
Aprendi que sou capaz de fazer muitas coisas sozinha. Mas, ainda não achei a receita para sentir menos saudade.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Fim da temporada de cruzeiros


Hoje entendo o que minha mãe queria dizer com tem que saber fazer para poder mandar. Deparo-me todos os dias com jovens acostumados de tal forma a só receber tudo pronto que estão crescendo achando que o mundo existe para servi-los.
Içami Tiba defende o ponto de que o jovem precisa ter obrigações dentro de casa para sentir-se membro integrado da família. Então, preocupo-me com jovens que nunca fizeram suas camas, não foram ao supermercado nem sabem onde ficam as coisas nos armários.
Aconselho aos senhores pais que encerrem a temporada de cruzeiros  dentro de seus próprios lares  onde após o banho larga-se a toalha no chão, a cama surge  feita, o quarto materializa-se arrumado, toalhas limpas brotam no banheiro e garçons sorridentes estão sempre prontos para servi-los.
Está mais do que na hora de guardar suas próprias coisas, preparar lanche para toda a família, lavar louça e servir.
Para enxergar como vive a maioria dos brasileiros, é preciso ir até eles e, nesse quesito, um trabalho voluntário mesmo que imposto é primordial.
Como disse Mário Sérgio Cortella em recente palestra, nossos jovens precisam entender que vaca não dá leite. É preciso madrugar e ordenhá-la. nada vem de graça e sem esforço.
Sempre é tempo de aprender. Não é preciso esperar que  a vida ensine.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Medicamento para desobediência?


Recentemente, o jornal A Tribuna, publicou uma matéria – alerta sobre o excesso de uso de Ritalina. O artigo mencionado intitula o medicamento como “A droga da obediência”. Sem dúvida alguma, algumas crianças e adolescentes são efetivamente beneficiados pelo uso do citado medicamento pois ele atua propiciando um aumento na concentração para os que sofrem de TDAH. Porém  apesar da eficiência comprovada, cada caso precisa ser observado com cuidado.
 Certa vez, Içami Tiba, explicou durante uma palestra que, antigamente, na hora das refeições, os pais comiam o peito do frango e os filhos alimentavam-se com o restante. Os pais da geração posterior  inverteram essa ordem resultando em filhos que comem o peito de frango sem se dar conta do grande privilégio concedido por seus pais que permanecem com a carcaça e as asas desde a infância. Este processo, ainda segundo o psicólogo acima mencionado, educou uma geração que, além de não valorizar o que recebe, ainda é avesso a regras e limites em geral. Além disso, formou-se uma geração sem parâmetros para educar.
Numa abordagem semelhante, a psicanalista e escritora Márcia Neder expõe, em seu livro Déspotas Mirins, esta inversão de valores em que a criança tomou para si a autoridade dos pais e estes estão como reféns sem saber como sair dessa situação.
Em suma, a prescrição do medicamento parece ser um paliativo para um problema muito sério que  é a falta de educação e respeito ao próximo e, consequente, dificuldade em lidar com frustrações.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Contribuição para um mundo melhor


Certa vez, ouvi numa palestra que, quanto mais evoluída espiritualmente uma pessoa é , maior é o engajamento em  projetos  sociais e comunitários pois a consciência humana é ampliada.Na época, eu tinha duas crianças muito pequenas e ainda trabalhava, por isso eu achava que não tinha tempo para mais nada. De fato, crianças pequenas nos tomam muito tempo, porém hoje  acho que um pouquinho de  boa vontade pode mudar o mundo, pelo menos um pequeno círculo ao nosso redor.
Sempre ouvi falar que se uma pessoa muda, o  círculo a sua volta também sofre mudanças e hoje em dia constatei esta verdade. Hoje vejo meus filhos tão engajados em ações sociais como eu mesma e o mais interessante é que, às vezes, ainda me mandam cuidar dos meus próprios projetos porque os deles estão ótimos! Bem, mal criação à parte, o exemplo é o melhor instrumento  no processo ensino- aprendizagem.
Içami Tiba afirma que criança que se  sente parte integrante do grupo familiar, ou seja, que visualiza seu papel importante dentro do núcleo familiar tem menor probabilidade de envolver-se em drogas. Saber o seu papel significa ter suas obrigações e responsabilidades em relação à família. Por isso, é importante que a criança tenha suas tarefas dentro do lar: fazer a cama, comprar  certas coisas, colocar a mesa, cuidar do animal de estimação, enfim deveres  que o farão sentir-se parte da engrenagem.
Acrescento que contribuir com projetos sociais também ajuda a desenvolver  cidadãos que serão responsáveis pelo meio ambiente e pela comunidade. As escolas têm feito um ótimo trabalho em relação ao meio ambiente, mas podemos corroborar  esse trabalho fazendo nossa parte em casa como separar o lixo, controlar o uso da água e economizar energia.
Alguns projetos simples como o Word Rocks  (visite: http://www.wordrocks.net/) ou a Ação do  Coração também unem a família e ajudam a criar laços, além de  desenvolver a consciência de que o mundo é muito maior que a nossa família, nossa cidade ou nosso país.