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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

10 maneiras de manter a motivação dos alunos




1 – Escute seus alunos
Desenvolver a escuta é fundamental em todas as situações, contudo é altamente motivadora em sala de aula. O sentimento de ser ouvido impacta.
2-Converse com seus alunos
Este é o momento em que você partilha suas histórias e quem não gosta de ouvir uma boa história? Contando histórias e ouvindo histórias, você tornará a aprendizagem significativa porque poderá retomar estas histórias posteriormente para ilustrar algum tópico a ser ensinado. Além disso, você permite que eles vejam você como um ser real com gostos, desgostos e preferências.
3-Ensine algo prático
A ligação entre o que se ensina na escola e a vida fora dela tem que ser clara.  Às vezes, pergunto para meus alunos: Além de cair na prova, qual a outra utilidade para aprender isso? Pergunto assim, para provocar risadas e uma busca pela utilidade do que estou ensinando.
4- Mantenha o bom humor
Um sorriso no rosto e pitadas de brincadeiras ao longo da aula ajudam a manter os alunos alertas e dispostos.
5- Priorize a classe e não o livro- texto
Os alunos precisam discutir e aprender  sobre temas que lhe dizem respeito ou interessem. Crie e aproveite essas oportunidades, mesmo que depois você pegue um retorno e recupere o tópico previsto.
6- Cuidado com as correções
Enquanto os alunos estão discutindo como resolver uma tarefa, deixe-os livre para discutir. Vá anotando alguns pontos para reflexão, escreva-os na lousa com espaços em branco e depois todos juntos tentem completar. Desta forma, conceitos estarão sendo revistos e aprimorados, sem constrangimento.
7-Teste os alunos
Há várias formas de avaliar a aprendizagem rotineiramente: jogos para rever vocabulário, questões para discutir em grupos um assunto visto em vídeo ou em texto anteriormente, problemas para propor soluções ambientalizando um espaço para retomar uma estrutura (restaurante, hotel, rua). Enfim, o importante é sempre dar um passo para trás revisitando um tema ou ponto ensinado.
8- Provoque interações
O jovem pouco fala, mais digita ou assiste do que efetivamente debate. Na vida real, quando realmente debatemos um tema? É mais comum contarmos histórias, fazermos comentários rápidos ou reportamos o que fizemos ou estamos planejando fazer. Muitos alunos não têm conhecimento suficiente para debater um assunto. Leve isso em consideração ao elaborar seu plano de aula.
9- Permita ou crie momentos
Faça perguntas sobre o tema que está sendo ensinado alavancando o prévio conhecimento do assunto. Tente gerar conexões. Por exemplo, antes de tratar sobre campo magnético, trabalhe a palavra campo em todos os múltiplos sentidos, deixe-os pensar e levantar possibilidades, contar histórias e depois harmoniosamente leve-os para o tema que você pretende abordar especificamente.
10- Categorize
Nosso cérebro tende a classificar tudo: animais, vegetais, verbos, pessoas, personalidades. Observe como há várias formas de categorizar as pessoas de acordo com personalidade, tipo físico, estilo de vida e até tipo sanguíneo. Por isso, utilize esta habilidade cerebral. Por exemplo, primeiro convide os alunos a elencar animais e depois proponha a categorização. Ou vá categorizando enquanto eles vão nomeando e, ao final, provoque os alunos a explicarem de que forma foram categorizados.

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Desemprego e desmotivação

Heloisa ( nome fictício) se olha no espelho e pensa:

         - Tenho duas opções aceitar o papel de vítima e ficar chorando em depressão numa cama ou encarar os fatos e começar a lutar.

Diante deste quadro, com muita lentidão e dificuldade, Heloísa, venceu toda a inércia que a deixava na cama, levantou-se e saiu à luta.

Assim, como Heloísa, muitos outros desempregados estão perdidos e desesperados percebendo que os dias passam e o quadro só piora.
Jennifer B. Kahnweiler, autora do livro A Força dos Quietos, descreve o resultado de seu trabalho com grupos de profissionais durante vários períodos de recessão e atesta que, quando candidatos a emprego, passam muito tempo diante do computador enviando currículos, perdem a motivação. Porém,  quando oferecem seus serviços como voluntários a outras pessoas ou instituições e ONGs, a tristeza diminui pois o foco sai dos próprios problemas e renova a energia. 
Dispor de muito tempo para pensar nos problemas, segundo a autora é altamente desmotivador. Ao contrário, abrindo-se para o mundo além de fazer um novo network, as possibilidades de obter uma colocação são aceleradas. O ócio em excesso drena a energia. Então, vamos renovar a energia!


Fonte: A Força dos Quietos. Kahnweiler, editora Gente, p.79,2013

Esta postagem é um oferecimento:
       

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mais ou menos


Certa vez assisti uma palestra com o Dr. Roberto Shinyashiki e ele afirmou que seria bom para nossa saúde e nosso bem-estar se toda noite ao deitar tivéssemos a certeza que Deus nos abençoaria e diria “Obrigada, meu filho. Você está fazendo um ótimo trabalho.”A certeza da missão bem cumprida propicia uma boa noite de sono e uma vida mais feliz".
Enquanto escrevo este texto, voltam à minha memória umas palavras que os lobinhos – ramo escoteiro- sempre repetem: MELHOR MELHOR MELHOR. Por que esta busca pelo melhor?
Concordo com o Dr Roberto, não há nada mais compensador que a satisfação que advém de ter cumprido uma missão. Por isso, faço um alerta para os professores e líderes: ”Não  se deixem contaminar pela política do mais ou menos.”
Saber o conteúdo é pré-requisito necessário para quem  se propõe a ensinar, todavia, faz-se necessário ir mais além: ter em mente os objetivos a longo e curto prazo e planejar cada aula buscando atingi-los. Dá trabalho? Toma tempo? Sim e muito, mas é o ônus da profissão escolhida. Nada mais reconfortante que terminar uma aula com a convicção de ter acrescentado algo à vida daquelas pessoas.
Existe uma frase circulando na internet que  preconiza que ninguém deve sair do nosso lado sem ter aprendido algo novo. Imagine, então, se esta pessoa for um professor. Acho que a responsabilidade é dobrada.
Como facilitador da aprendizagem, é preciso, antes da aula, parar e refletir para escolher a melhor técnica de ajudar o aluno a trilhar este caminho. Não basta passar o conteúdo exigido pelo MEC, há experiências de vida a compartilhar.
Uma aula bem preparada evita a indisciplina, é  motivadora e propulsora de novas ideias. Certo dia, um colega perguntou para seus alunos se eles não estavam cansados de entregar redações medíocres. Assim, também proponho: Vamos sair dessas aulas mais ou menos. Chega de mais ou menos na hora, mais ou menos vestido, mais ou menos cumprido, mais ou menos ensinado ou mais ou menos vivido. Respeite o seu tempo e o do seu aluno. Faça a sua parte, chega da política do mais ou menos!