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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Desenvolvendo empatia e coragem através de filmes

Que tal trazer o tema Bullying para um debate? Quais técnicas usar de uma forma a realizar um debate leve e sem julgamentos? Costumo usar o Filme Harry Potter e discutir a relação entre Harry e o primo. Porém, fiz uma outra escolha que me rendeu várias aulas e diferentes com temas múltiplas para discussão e debates. O filme que usei foi Universidade Monstros. Logo no início, há uma cena onde o personagem principal fica esquecido no ônibus escolar, depois ninguém quer fazer par com ele e daí segue uma lista interminável de situações onde há abandono, desprezo e falta total de empatia. Cenas excelentes para levar os alunos a se colocarem no lugar da vítima. Como as situações envolvem monstros, os alunos sentem-se mais à vontade para discutir sentimentos com um distanciamento saudável. Este filme também é excelente para discutir outro temas como ética, trabalho em equipe amizade e principalmente sucesso e fracasso. De uma forma leve, estes assuntos são tratados e seria muito bom levantá-los e trabalha-los em aula. Além disso, Brené Brown em seu livro Eu achava que isso só acontecia comigo define que : “ A vergonha é o sentimento ou a experiência intensamente dolorosa de acreditar que somos inadequados e por isso indignos de aceitação ou acolhimento.” O filme apresenta esta experiência de uma forma dolorosa e solitária, porém também demonstra que é possível superá-la. Vale muito explorar as cenas e situações, levantando as experiências dos alunos hipotéticas ou não. Neste período de pandemia, precisamos explorar todas as oportunidades para trabalhar sentimentos , sensações e opções para superar momentos difíceis. O filme sugere como combater a cultura da vergonha, o peso de ser o que esperam de você e como recuperar o poder e a coragem. Antes de encerrar meus comentários sobre o filme, gostaria de sugerir que analisassem os professores da universidade, seus comportamentos e como reagem quando inseguros, fragilizados e desafiados. Observem as aulas dadas e as escolhas feitas. Como se diz em inglês, food for thought.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Empatia: trabalhando na escola





A palavra empatia tem  origem no termo  grego empatheia, que significava "paixão" , portanto a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa. Uma comunicação assim implica em  ouvir sem julgar e de entender o que o outro sente. Esta atitude tem o poder de mudar ambientes e relacionamentos.
Colocar-se no lugar do outro exige boa vontade, habilidade de escuta  e boa vontade.
A prática constante leva a dirimir diferenças, entender e respeitar a diversidade.
Em sala de aula, esta habilidade deve ser trabalhada através de técnicas variadas como fazer releitura de histórias sob outras versões, ensinar a prestar atenção a  mudanças na fisionomia das pessoas,  estratégias de teatro. As  brincadeiras e jogos são os momentos perfeitos para exercitar esse olhar sobre o outro.  Enfim, literalmente como se diz em inglês “put yourself in someboy else´s shoes”, ou seja,  colocar-se no lugar do outro.



quarta-feira, 9 de maio de 2018

Círculos e histórias


Quem não gosta de ouvir uma boa história? Afinal, o que são as novelas, filmes ou séries senão uma história contada? Pena que não são mais contadas ao redor do fogo. Qual a importância do círculo ao redor do fogo?
Os processos circulares estão presentes na maioria das tradições de todos os povos da Terra porque o círculo favorece o olhar para o outro e, proporcionando este olhar e proximidade, torna-se mágico. As pessoas sentem-se ouvidas, por isso o processo de contar histórias se desenvolveu tão bem neste processo, pois toda a beleza e profundidade da experiência da humanidade é compartilhada. Ao invés de hierarquia, há o compartilhamento do poder.
Ao ler Outlander, deparei-me com a descrição que transcreverei a seguir, onde mesmo aprisionados, doentes, com fome e frio, há o lugar para o círculo e a contação de histórias, afinal quem não gosta de ouvir uma boa história?
“O acordo era que aquele que tivesse uma história para contar ou uma canção para cantar obtinha um lugar junto à lareira enquanto estivesse falando. Mac Dubh disse que era um direito dos trovadores, que ao chegar em grandes castelos, davam-lhe um lugar quente junto à lareira e bastante comida e bebida, em honra da hospitalidade do senhor do castelo.” ( Outlander O resgate no Mar  livro 3 Parte 1  p.49, Diana Gabaldon)       

Esta semana ao visitar uma escola de educação infantil e ver o imenso espaço com área verde que ela possui, fiquei me imaginando, sentada num círculo com meus alunos ao sol, contando e ouvindo histórias. Quantas emoções seriam liberadas e quantas aventuras surgiriam com a criatividade colocada à solta!
Ao contrário do que poderia parecer a quem por ali passasse, não seria enrolação, mas um período profícuo de aprendizagem e desenvolvimento emocional e intelectual.
Um círculo não aprisiona, ao contrário liberta. Lembra-se da alegria e liberdade sentida ao dançar e cantar uma cantiga de roda?
Que tal deixar um pouco o retângulo das telas e aproximar-se dos círculos da vida? Asseguro-lhe é mágico.

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