Mostrando postagens com marcador Outlander. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Outlander. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de junho de 2018

3 dicas para desenvolver a empatia


Que o hábito da leitura é super saudável, ninguém discute, mas ler ficção vale? É uma questão interessante.
Neurocientistas descobriram e publicaram na revista científica Science que, quem tem o hábito de ler livros de ficção, aumenta a empatia e a compreensão com outras pessoas.  A razão disso é muito simples porque para compreender os personagens e os conflitos das histórias é preciso sentir empatia por eles.
Para as crianças pequenas, ler histórias com animais também é uma maneira de treinar e desenvolver esta competência. Além disso, há jogos tipo RPG que melhoram a empatia uma vez que o jogador é um dos personagens em situações conflitos.
Ultimamente, tenho dedicado algum tempo para a leitura de Outlander e acreditava que seria uma leitura para preencher o horário ocioso. Entretanto, além de aprender muito sobre História, percebo que de fato me coloco no lugar das personagens e compartilho das mesmas emoções. Por isso, mesmo depois as crianças já são capazes de ler, seria interessante se os pais e professores mantivessem o hábito de ler em voz alta. Além de ser muito bom ouvir uma história, também se aprende a ler e dar a devida entonação à leitura.
Logo, mãos à obra, ou melhor, olhos à obra!

Patrocinadores:






sexta-feira, 18 de maio de 2018

A história de cada um




“......Lembra-se de todas aquelas caixas na garagem?
- Quais?
- As que têm Roger escrito...........Estão cheias de objetos e roupas velhas de meus pais – disse ele. – Fotos, cartas, roupas de bebê, livros e quinquilharias. O reverendo empacotou tudo quando me trouxe para viver com ele. Tratou- os da mesma forma que seus mais preciosos documentos históricos, caixas duplas, proteção contra traças e tudo o mais.
( ...)
- Uma vez perguntei a ele por que se dava ao trabalho de guardá-los, eu não queria nada daquilo, não me importava. Mas, ele disse que guardaríamos mesmo assim, era a minha história, ele disse, e todo mundo precisa de uma história. “  ( em Outlander – O resgate no Mar- p. 358-359,  Gabaldon, Diana, 2015, Saída de emergência Editora).

Não se trata de apologia a guardar tudo. Ao contrário, uma boa arrumação de armários com direito à doação e lixo sempre será muito bem vinda. Por outro lado, há a questão de manter alguns objetos como num museu para contar sua história. Como no texto de Gabaldon, devidamente acondicionados e mantidos, mesmo que não sejam olhados. O importante é saber que sua história esta ali.
Por isso, ao ensinar as crianças do Fundamental 1, é essencial trabalhar a história delas. Com a ajuda dos pais, uma exposição com algumas roupas, brinquedos favoritos, documentos e sugiro até uma caixa de sapato decorada com fotos da família, ou seja, cada criança pode formar seu pequeno museu. Entendendo sua história, ficará interessada em outras histórias, compreenderá a passagem do tempo e valorizará os antepassados.
Os momentos onde a família conversa sobre o momento do nascimento, a gravidez, os primeiros anos de vida proporcionarão aconchego e muita roda de conversa para o lar. Por que não ver fotos e vídeos? Conversar mais com olho no olho e menos mensagens online, mais presença física!


Patrocinadores:





quarta-feira, 9 de maio de 2018

Círculos e histórias


Quem não gosta de ouvir uma boa história? Afinal, o que são as novelas, filmes ou séries senão uma história contada? Pena que não são mais contadas ao redor do fogo. Qual a importância do círculo ao redor do fogo?
Os processos circulares estão presentes na maioria das tradições de todos os povos da Terra porque o círculo favorece o olhar para o outro e, proporcionando este olhar e proximidade, torna-se mágico. As pessoas sentem-se ouvidas, por isso o processo de contar histórias se desenvolveu tão bem neste processo, pois toda a beleza e profundidade da experiência da humanidade é compartilhada. Ao invés de hierarquia, há o compartilhamento do poder.
Ao ler Outlander, deparei-me com a descrição que transcreverei a seguir, onde mesmo aprisionados, doentes, com fome e frio, há o lugar para o círculo e a contação de histórias, afinal quem não gosta de ouvir uma boa história?
“O acordo era que aquele que tivesse uma história para contar ou uma canção para cantar obtinha um lugar junto à lareira enquanto estivesse falando. Mac Dubh disse que era um direito dos trovadores, que ao chegar em grandes castelos, davam-lhe um lugar quente junto à lareira e bastante comida e bebida, em honra da hospitalidade do senhor do castelo.” ( Outlander O resgate no Mar  livro 3 Parte 1  p.49, Diana Gabaldon)       

Esta semana ao visitar uma escola de educação infantil e ver o imenso espaço com área verde que ela possui, fiquei me imaginando, sentada num círculo com meus alunos ao sol, contando e ouvindo histórias. Quantas emoções seriam liberadas e quantas aventuras surgiriam com a criatividade colocada à solta!
Ao contrário do que poderia parecer a quem por ali passasse, não seria enrolação, mas um período profícuo de aprendizagem e desenvolvimento emocional e intelectual.
Um círculo não aprisiona, ao contrário liberta. Lembra-se da alegria e liberdade sentida ao dançar e cantar uma cantiga de roda?
Que tal deixar um pouco o retângulo das telas e aproximar-se dos círculos da vida? Asseguro-lhe é mágico.

Patrocinadores do blog:





quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Outlander - a viajante do tempo


Impossível não se encantar pela Escócia, especialmente através dos olhos de uma viajante do tempo que se apaixona por um escocês em 1743. Não vou descrever a história, criticá-la, defendê-la nem tampouco resumi-la.  Outlander merece muito mais com suas passagens brilhantes e aprisionantes. Impossível parar de ler ou não rever a série muitas vezes. Entretanto, vou deter-me em uma passagem em especial:

         “Jamie não era meu primeiro herói. Os homens passavam depressa demais pelo hospital de campanha, de um modo geral, para que as enfermeiras pudessem conhecê-los bem, mas de vez em quando se via um homem que falava muito pouco ou fazia pilhérias demais, que se mantinha mais tenso e reservado do que a dor e a solidão poderiam explicar.
         E eu sabia, grosso modo, o que podia ser feito por eles. Se houvesse tempo e, se  fossem do tipo que conversavam para manter a escuridão à distância, sentava-me com eles e ouvia. Caso ficassem calados, eu os tocava sempre que passava por eles e ficava à espreita do momento oportuno, quando poderia fazê-los se abrir, e os abraçava enquanto exorcizavam seus demônios. Se houvesse tempo. Se não houvesse, aplicava-lhes morfina e esperava que conseguissem encontrar alguém que os ouvisse, enquanto seguia em frente, para atender aqueles cujos ferimentos eram visíveis.``( em Outlander,  a Viajante do Tempo, de Gabaldon, Diana, editora Saída de Emergência Brasil, p.713)

Assim, a enfermeira inglesa Claire Beauchamp Randall  Fraiser descreve com perspicácia e arguidade seu trabalho na enfermaria de campanha durante a Segunda Grande Guerra. Um momento em que ela trata não apenas das feridas visíveis, mas também das feridas da alma.
Esta passagem me fez meditar sobre quantas vezes não ouvimos, não queremos ouvir, não percebemos, não temos tempo ou, simplesmente, adiamos para depois, aquele momento em que deveríamos apenas escutar.
Estamos na era da comunicação, mas pouco ouvimos. Falamos todos ao mesmo tempo sem sequer ouvir a própria voz do coração e da intuição. Mas, ainda é tempo..será?
Por trás de toda atitude, existe uma história que merece  e grita para ser ouvida.

Um oferecimento: