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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Empatia: trabalhando na escola





A palavra empatia tem  origem no termo  grego empatheia, que significava "paixão" , portanto a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa. Uma comunicação assim implica em  ouvir sem julgar e de entender o que o outro sente. Esta atitude tem o poder de mudar ambientes e relacionamentos.
Colocar-se no lugar do outro exige boa vontade, habilidade de escuta  e boa vontade.
A prática constante leva a dirimir diferenças, entender e respeitar a diversidade.
Em sala de aula, esta habilidade deve ser trabalhada através de técnicas variadas como fazer releitura de histórias sob outras versões, ensinar a prestar atenção a  mudanças na fisionomia das pessoas,  estratégias de teatro. As  brincadeiras e jogos são os momentos perfeitos para exercitar esse olhar sobre o outro.  Enfim, literalmente como se diz em inglês “put yourself in someboy else´s shoes”, ou seja,  colocar-se no lugar do outro.



quinta-feira, 5 de julho de 2018

Telas, telas e mais telas


Quantas telas existem em sua vida? Já parou para analisar quanto tempo você passa olhando para uma  tela?  É a tela do celular, do laptop, do desktop,  do I-PAD, da televisão, dos exames de saúde ..são tantas que nem no elevador ficamos livres delas. No supermercado, shopping centers e até nas cantinas dos colégios e faculdades , lá estão veiculando notícias ou propaganda.
Com toda esta exposição, é nítido que as pessoas não se olham, pois até quando  conversam pessoalmente o olhar  está aprisionado pelas telas; a boca fala, mas os olhos e o cérebro não acompanham. Acredito que numa nova versão de Branca de Neve, a Rainha deve perguntar: Tela, Tela,minha, há alguém com mais selfies do que eu?
Nesta era tecnológica, a educação precisa voltar-se para ensinar e desenvolver uma habilidade que costumava ser inata: a empatia.  A palavra origina-se do grego com a junção de duas palavras: em ( in= para dentro) e pathos= sentimentos, ou seja compreender o que o outro sente. Para haver empatia, faz-se necessário haver a compreensão da emoção dos outros. Esta compreensão é que impacta o comportamento e provoca uma busca por suprir as necessidades dos outros, abrindo mão de interesses pessoais e buscando a conciliação.
Mas, como desenvolver isso nas escolas? Os alunos precisam ser levados a reconhecer o outro, ou seja desenvolver a alteridade. Uma forma é trabalhar muito com fotos e imagens. Parece controverso, mas é justamente, ensinar a ler as emoções nos rostos das pessoas. Exibir fotos e questionar o que a pessoa está sentindo e como percebem isso. Aprender a olhar para si e para as pessoas que os cercam prestando a atenção aos detalhes e tentando ler o que se passa no íntimo das pessoas.
Aconselho a série de  TV  LIE TO ME e algumas TEDs que abordam o tema com alunos mais velhos. Trabalhar a leitura de livros como A Mala de Hanna, o diário de Anne Frank e outros que descrevem as situações difíceis enfrentadas pelas pessoas e o poder de resiliência também.
Desenvolver esta competência,  é crucial para formarmos uma sociedade mais pró-ativa e empática.

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quarta-feira, 27 de junho de 2018

3 dicas para desenvolver a empatia


Que o hábito da leitura é super saudável, ninguém discute, mas ler ficção vale? É uma questão interessante.
Neurocientistas descobriram e publicaram na revista científica Science que, quem tem o hábito de ler livros de ficção, aumenta a empatia e a compreensão com outras pessoas.  A razão disso é muito simples porque para compreender os personagens e os conflitos das histórias é preciso sentir empatia por eles.
Para as crianças pequenas, ler histórias com animais também é uma maneira de treinar e desenvolver esta competência. Além disso, há jogos tipo RPG que melhoram a empatia uma vez que o jogador é um dos personagens em situações conflitos.
Ultimamente, tenho dedicado algum tempo para a leitura de Outlander e acreditava que seria uma leitura para preencher o horário ocioso. Entretanto, além de aprender muito sobre História, percebo que de fato me coloco no lugar das personagens e compartilho das mesmas emoções. Por isso, mesmo depois as crianças já são capazes de ler, seria interessante se os pais e professores mantivessem o hábito de ler em voz alta. Além de ser muito bom ouvir uma história, também se aprende a ler e dar a devida entonação à leitura.
Logo, mãos à obra, ou melhor, olhos à obra!

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