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quarta-feira, 18 de março de 2026

ALERTA: a tranquilidade do presente pode provocar o problema do futuro

Talvez eu esteja de fato ficando velha e com certeza sou de outra geração, porém lido bem com adolescentes e acompanho com tranquilidade a rotina, gostos e preferências. O que realmente me assusta é chegar a um restaurante e encontrar as crianças ou eu diria bebês em carrinhos, bebês confortos ou cadeirões para refeições vendo telas em celulares. Bebês e crianças precisam brincar. Para cada faixa etária há brinquedos adequados que irão nutrir determinadas fases do desenvolvimento. E, vou deixar bem claro, crianças precisam COLORIR para desenvolver a coordenação motora fina! Não é só para escrever. Elas vão precisar dessa coordenação para desenvolver as atividades diárias de suas profissões sejam elas dentistas, médicos, engenheiros e até mesmo para operar máquinas e instrumentos mesmo que tecnológicos. No livro EXAUSTOS, de Lucas Freire, o autor explica sobre a infantilização tecnológica e descreve “as crianças estão crescendo em um habitat no qual a interação virtual substitui o brincar físico. A curiosidade natural e a imaginação estão sendo moldadas não pela exploração do mundo, mas pelo consumo passivo de conteúdo digital. Essa precoce dependência tecnológica ameaça o desenvolvimento saudável de habilidades sociais e emocionais e até mesmo físicas colocando em risco as novas gerações.” Infelizmente, vejo as crianças entregues às babás -telas. Mesmo quando não tínhamos celulares ou tablets, havia horário e limites para assistir TV e já se condenava o uso exacerbado em frente à TV. Trouxe esta reflexão porque a longo prazo o sossego momentâneo conquistado enquanto a criança está na tela, pode ser o infortúnio do futuro. A criança não terá desenvolvido as habilidades necessárias para ser alfabetizada e aprender cálculos porque a passividade das telas as impediu de experienciar o mundo a sua volta, estará viciada na tela.. Stanislas Dehaene, em seu livro É assim que aprendemos, na página 49, explica que “sempre que as crianças entram no modo-aprendizagem, ou seja, sempre que estão brincando, exploram dúzias de possibilidades com uma boa dose de aleatoriedade. E, durante a noite, seus cérebros continuam a fazer malabarismos com ideias, até esbarrar numa que explica melhor aquilo que vivenciaram durante o dia.” Por isso, defendo de forma tão contundente a proibição total de telas na primeira infância e no Fundamental 1, apenas alguns minutos por dia dos desenhos e personagens que estão na moda para que as crianças possam socializar e conversar com os amigos. Vamos resgatar o que a infância tinha de melhor! Proporcione o brincar e a atividade física para as crianças.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Uma noite sem telas



- Não pago escola pra brincar! quantas vezes você já ouviu essa frase! Será mesmo?
Os jogos estimulam os alunos a experimentar a vida real e situações em contextos controlados. Com isso, eles vão desenvolver habilidades  como empatia, capacidade analítica, equilíbrio emocional, trabalho em equipe e confiança para arriscar. Quando  elaborados apropriadamente e planejados, os jogos conferem significado ao aprendizado.
Jogos podem ser bem aproveitados em casa também. Que tal instituir a noite sem telas em casa? Uma noite por semana onde a família se reúne para jogar. O abandonado jogo da memória, tão importante pra acelerar as sinapses e exercitar o cérebro, poderia ser o aquecimento. Montar um quebra-cabeça em família, jogar Banco Imobiliário, War, Scotland Yard e tantos outros. O importante é estar em família, trabalhando em equipe  e compartilhando momentos juntos.
Na escola e em casa, oportunizar estes momentos de sinergia e desafio trazem aquela sensação gostosa de bem -estar que fortalece os vínculos relacionais e  gera situações de aprendizado. Quarta-feira, humpy-day, faça acontecer.
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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Telas, telas e mais telas


Quantas telas existem em sua vida? Já parou para analisar quanto tempo você passa olhando para uma  tela?  É a tela do celular, do laptop, do desktop,  do I-PAD, da televisão, dos exames de saúde ..são tantas que nem no elevador ficamos livres delas. No supermercado, shopping centers e até nas cantinas dos colégios e faculdades , lá estão veiculando notícias ou propaganda.
Com toda esta exposição, é nítido que as pessoas não se olham, pois até quando  conversam pessoalmente o olhar  está aprisionado pelas telas; a boca fala, mas os olhos e o cérebro não acompanham. Acredito que numa nova versão de Branca de Neve, a Rainha deve perguntar: Tela, Tela,minha, há alguém com mais selfies do que eu?
Nesta era tecnológica, a educação precisa voltar-se para ensinar e desenvolver uma habilidade que costumava ser inata: a empatia.  A palavra origina-se do grego com a junção de duas palavras: em ( in= para dentro) e pathos= sentimentos, ou seja compreender o que o outro sente. Para haver empatia, faz-se necessário haver a compreensão da emoção dos outros. Esta compreensão é que impacta o comportamento e provoca uma busca por suprir as necessidades dos outros, abrindo mão de interesses pessoais e buscando a conciliação.
Mas, como desenvolver isso nas escolas? Os alunos precisam ser levados a reconhecer o outro, ou seja desenvolver a alteridade. Uma forma é trabalhar muito com fotos e imagens. Parece controverso, mas é justamente, ensinar a ler as emoções nos rostos das pessoas. Exibir fotos e questionar o que a pessoa está sentindo e como percebem isso. Aprender a olhar para si e para as pessoas que os cercam prestando a atenção aos detalhes e tentando ler o que se passa no íntimo das pessoas.
Aconselho a série de  TV  LIE TO ME e algumas TEDs que abordam o tema com alunos mais velhos. Trabalhar a leitura de livros como A Mala de Hanna, o diário de Anne Frank e outros que descrevem as situações difíceis enfrentadas pelas pessoas e o poder de resiliência também.
Desenvolver esta competência,  é crucial para formarmos uma sociedade mais pró-ativa e empática.

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