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quarta-feira, 13 de março de 2019

Uma noite sem telas



- Não pago escola pra brincar! quantas vezes você já ouviu essa frase! Será mesmo?
Os jogos estimulam os alunos a experimentar a vida real e situações em contextos controlados. Com isso, eles vão desenvolver habilidades  como empatia, capacidade analítica, equilíbrio emocional, trabalho em equipe e confiança para arriscar. Quando  elaborados apropriadamente e planejados, os jogos conferem significado ao aprendizado.
Jogos podem ser bem aproveitados em casa também. Que tal instituir a noite sem telas em casa? Uma noite por semana onde a família se reúne para jogar. O abandonado jogo da memória, tão importante pra acelerar as sinapses e exercitar o cérebro, poderia ser o aquecimento. Montar um quebra-cabeça em família, jogar Banco Imobiliário, War, Scotland Yard e tantos outros. O importante é estar em família, trabalhando em equipe  e compartilhando momentos juntos.
Na escola e em casa, oportunizar estes momentos de sinergia e desafio trazem aquela sensação gostosa de bem -estar que fortalece os vínculos relacionais e  gera situações de aprendizado. Quarta-feira, humpy-day, faça acontecer.
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Cozinhaterapia


Ouvir aquela pessoa que diz que não gosta de canela, chegar em casa dizendo que experimentou uma sobremesa no trabalho e o gostinho de canela a fez lembrar da avó é, no mínimo, surpreendente. A memória olfativa  também nos prega peças e nos ajuda a viajar no tempo. O que lembra a sua infância ou  a sua mãe? Pense e aquele sabor chegará até você.
Minha mãe fazia aletria e decorava cada pratinho com canela num desenho simétrico que lembrava um jogo da velha . Ainda no Natal, fazia o Napoleão, que era um pavê de coco divino com bolacha champanhe. Portanto, Natal lembra comida  e também os entes queridos. Minha sogra fazia um bolo que apelidamos de bolo múmia porque tinha que ser feito um mês antes. Algumas dessas receitas se perderam. Outras ainda existem. Fazê-las em família aproxima os  sobreviventes, traz histórias para os que não conheceram e ajuda a aliviar um pouco a saudade. Além disso, John Gray,  no livro Os Homens são de Marte e as mulheres são de Vênus, os homens conversam mais confortavelmente quando estão em posição lateral do que frente a frente. Logo, cozinhar lado a lado pode ajudar muito a melhorar a relação.
Cada vez que faço uma das receitas de minha mãe, sinto-me voltando no tempo. Como minha filha descrevendo  o cheiro e o sabor da canela, meu irmão lembrando o pavê de coco ou meu filho do pudim de Natal, cada tom faz com que novamente possamos sentir o abraço, o toque, o sorriso, o olhar de alegria. Cozinhar propicia uma viagem mágica através dos sabores e aromas de volta a um tempo inesquecível.
Um oferecimento:



terça-feira, 4 de abril de 2017

Madame Samovar e Zip

No filme a Bela e a Fera, foi impossível não sorrir ao ouvir Mrs Potts, ou Madame Samovar, dizer para seu filho Chip, ou Zip em português, "Nighty night". Sorri  porque essas palavras  são de fato muito comuns na maioria dos lares norte-americanos.
O discurso dirigido às crianças costuma ser, por muitos pais, modificado e caracteriza-se por um ritmo mais lento, um tom mais alto, entonação mais acentuada, sentenças mais simples, repetições constantes e ênfase nas palavras-chave. Além disso, os tópicos de conversação envolvem o meio ambiente, o aqui e agora ou experiências vividas. Durante a conversa, adultos normalmente repetem o que as crianças disseram, porém expandindo ou reeditando o que foi dito em sentenças gramaticalmente corretas. Por exemplo, quando em português a criança fala – Eu vi ela no parque.  A mãe repete corrigindo: - Ah, você a viu no parque.
Segundo pesquisa de Catherine Snow (1995) juntamente com outros pesquisadores, foi observado que esse uso mencionado acima ajuda a aprendizagem no sentido de que há uma interação ajustada ao nível de compreensão da criança. A repetição ou paráfrase vinda do adulto faz com que a criança se sinta compreendida.
Por tudo isso e mais algumas outras pesquisas, observou-se a importância dessa interação para aprendizagem da língua. A televisão obviamente não oferece essa comunicação mesmo nos programas infantis onde a linguagem também é mais simples e os tópicos relevantes para a idade.  Por outro lado, posteriormente, a televisão constituirá uma fonte de língua e cultura, porém não na fase inicial da aquisição de linguagem.

Source: Language Learning in early childhood by Patsy Lightbown and Nina Spada