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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Ocupando nossos espaços

A proposta era organizar um evento para comemorar o aniversário da cidade, da escola ou da empresa. Como eram adolescentes sugeri que refletissem e apesentassem os planos para a comemoração da escola ou do aniversário da cidade. Enquanto apresentava as condições, salientava as estruturas gramaticais que deveriam usar para conversar e até sugeri que pensassem primeiramente quais lugares de nossa cidade poderiam ser usados, inclusive mencionei o Horto, a praia e o centro histórico. Para minha surpresa, todos os grupos escolheram fazer o evento no shopping center. Como assim? Nossos adolescentes estão dentro de casa ou nos centros de compras, justamente neste momento em que os terapeutas mais recomendam a proximidade com a natureza como forma de aliviar tensões, mal estares e mudanças de humor. Por isso, sugiro que as famílias explorem espaços diferentes da cidade e que as escolas também propiciem esse contato com a natureza e com os diversos espaços da cidade. Os jovens precisam de ar livre, natureza e atividades dinâmicas. Fiquei refletindo que talvez por esse motivo as pessoas estejam em geral tão críticas, pessimistas e reclamando tanto. Na semana do Dia da Cortesia, podemos refletir e buscar ser mais leves explorando novos espaços de nossa região.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

D Leopoldina - uma mulher a frente do seu tempo

O livro D Leopoldina - a história não contada de Paulo Rezzutti relata de uma maneira magnífica e apaixonante a trajetória da Arquiduquesa da Áustria e primeira Imperatriz do Brasil, mãe da Rainha de Portugal D Maria da Glóra e do Imperador do Brasil D Pedro II. Durante quase um século atribuiu-se somente a D Pedro a articulação da Independência do Brasil de Portugal anulando-se toda a participação ímpar de D Leopoldina seguindo uma tendência dominante de menosprezar e aniquilar a liderança feminina. Este livro sério apresenta de forma leve a história da Patrona da Independência – mulher admirável, inteligente, culta, extremamente política, bem relacionada internacionalmente e possuidora de um carisma que conquistava a todos que a conheciam. A Imperatriz era uma mulher cheia de vida, alegria e muito avançada para a época: trabalhava ao lado do marido, montava a cavalo usando calças, preocupava-se com o meio ambiente e entendia muito de minerologia e botânica. Interessante observar que, de forma a diminuí-la e responsabilizá-la pela infidelidade do marido, mencionavam suas roupas " impróprias " e não femininas. Mais um exemplo de como até hoje, muitas vezes, a mulher é responsabilizada pelo que de ruim acontece com base em seus trajes muito masculinos ou muito sensuais. Por isso, a morte da amada Imperatriz causou grande comoção em todos os brasileiros que a viam como uma grande mãe e protetora dos brasileiros. Foi realmente uma soberana no verdadeiro sentido da palavra. Nesta época em que muito se fala em empoderamento feminino, este livro torna-se uma leitura obrigatória e irá motivá-la a ir à luta pelo seu lugar!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A história de cada um




“......Lembra-se de todas aquelas caixas na garagem?
- Quais?
- As que têm Roger escrito...........Estão cheias de objetos e roupas velhas de meus pais – disse ele. – Fotos, cartas, roupas de bebê, livros e quinquilharias. O reverendo empacotou tudo quando me trouxe para viver com ele. Tratou- os da mesma forma que seus mais preciosos documentos históricos, caixas duplas, proteção contra traças e tudo o mais.
( ...)
- Uma vez perguntei a ele por que se dava ao trabalho de guardá-los, eu não queria nada daquilo, não me importava. Mas, ele disse que guardaríamos mesmo assim, era a minha história, ele disse, e todo mundo precisa de uma história. “  ( em Outlander – O resgate no Mar- p. 358-359,  Gabaldon, Diana, 2015, Saída de emergência Editora).

Não se trata de apologia a guardar tudo. Ao contrário, uma boa arrumação de armários com direito à doação e lixo sempre será muito bem vinda. Por outro lado, há a questão de manter alguns objetos como num museu para contar sua história. Como no texto de Gabaldon, devidamente acondicionados e mantidos, mesmo que não sejam olhados. O importante é saber que sua história esta ali.
Por isso, ao ensinar as crianças do Fundamental 1, é essencial trabalhar a história delas. Com a ajuda dos pais, uma exposição com algumas roupas, brinquedos favoritos, documentos e sugiro até uma caixa de sapato decorada com fotos da família, ou seja, cada criança pode formar seu pequeno museu. Entendendo sua história, ficará interessada em outras histórias, compreenderá a passagem do tempo e valorizará os antepassados.
Os momentos onde a família conversa sobre o momento do nascimento, a gravidez, os primeiros anos de vida proporcionarão aconchego e muita roda de conversa para o lar. Por que não ver fotos e vídeos? Conversar mais com olho no olho e menos mensagens online, mais presença física!


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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

As Histórias se repetem..

Um dia meu pai me contou porque veio para o Brasil e foi assim:
O professor disse para o pai dele, meu avô, que ele deveria ir estudar numa outra cidade, pois nada mais havia para ser ensinado no vilarejo onde eles moravam e que meu pai era muito bom. Meu avô respondeu que ele não precisava estudar pois tinha muita terra para arar. Após alguns anos naquela vida, meu pai disse para  uma amiga da mãe  que não gostava daquela vida de terra. Esta senhora  lhe  disse que se ele queria ir embora de Portugal, ela iria falar com a irmã de minha avó que morava no Brasil. E, assim, essa senhora, não só fez contato como  convenceu o marido a emprestar o dinheiro  para meu pai vir para o Brasil. Assim, meu pai, foi muito bem recebido pelo casal de tios e mandou o dinheiro da passagem de volta para esse senhor.
Ao ouvir essa história, entendi porque  meu pai sempre nos motivou tanto a estudar. Em casa, nunca houve economia para estudar. Não é a toa que eu e meu irmão  fizemos mais de uma faculdade e cursos de línguas, extensão e pós. Eu estudava inglês quando muitos poucos faziam. Meu irmão fez um dos primeiros cursos de computação que surgiram na região. Estudar era sempre primordial.


Continuei com esse hábito com meus filhos: livros, cursos, escolas, viagens, esportes, música…tudo de primeira, sem economia em educação. Hoje lá vai meu filho para o outro lado do mundo. Minha mãe dizia que as histórias se repetem em família. Talvez seja verdade. Meu filho parte em busca de conhecimento, experiências e claro, diversão! Afinal, nem só de pão vive o homem. Seja feliz meu filho!