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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Dica de leitura

A dica de hoje vai em homenagem ao Mês da Consciência Negra. A leitura de biografias funciona como um gatilho motivacional para nosso cérebro. Citando a autora: " Sua história é o que você tem, o que sempre terá. É algo para se orgulhar." Michelle Obama Livros biográficos trazem lições reais de conquistas, fracassos e resiliência mostrando um lado que as redes sociais escondem que é o dos momentos dificies pelos quais todos passam na vida. As redes muitas vezes transmitem uma mensagem errônea de que apra algumas pessoas tudo acontece de forma simples e fácil. Esta mensagem além de inverídica traz muita infelicidade e sensação de inadequação. Inúmeras pesquisas demonstram os malefícios que as redes sociais trazem para a auto-estima. Há muito benefícios também, porém meu alerta hoje vai para essa questão tão importante da angústia e depressão aceleradas pela redes sociais. Por tudo isso, meu cosnelho hoje é que você se afaste um pouco da exposição exacerbada, respire e leia um bom livro.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Por que escrever um livro?

À princípio, parecia uma ideia boba afinal me realizo muito escrevendo para meu blog. Porém, a ideia não saia da minha cabeça. A cada texto que eu escrevia pensava que também deveria deixar algo para a humanidade. Eu queria um registro material escrito por mim. Entretanto, não me achava capaz. O mais interessante é que não se tratava de me achar incapaz de escrever porque adoro escrever. Mas, de produzir textos suficientemente bons a ponto de agradar um público. Você também tem um sonho que cisma em vir à superfície mesmo quando você se esforça muito em afundá-lo? Tudo mudou quando participando de um fórum de palestras da EMAG (Escola da Magistrados da Justiça Federal da 3a região), uma das palestrantes mencionou o livro A Coragem de ser Imperfeita de Brené Brown. Interessei-me pelo livro e li dois de seus livros além de assistir a TED talk. Estas leituras foram a motivação que eu precisava para juntar ação às palavras literalmente. Descobri que o que me impedia de publicar o livro era o medo do fracasso, o medo de errar e como a autora supra-citada define bem a vergonha. Analisando tudo isso, percebi que a vergonha me paralisava. A pessoa criativa coloca as ideias no papel e tem muita dificuldade em ver os erros de ortografia ou de gramática em geral. O processo criativo está como num mundo paralelo de imaginação, estas questões concretas são inexistentes. Bem, descobri que a própria editora faz as revisões necessárias e pensei que no mundo atual poucas pessoas percebem ou têm conhecimentos tão profundo do vernáculo. Lendo e relendo o livro de Brené Brown detive-me na seguinte colocação: “ É preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. E deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou." Por isso, resolvi realizar meu sonho que era relatar as histórias de intercâmbio que minha família e amigos tinham para contar. Meu objetivo é justamente motivar as pessoas a se arriscarem e viverem estas experiências maravilhosas. Novamente citando Brené Brown :” Nunca sabemos como nossas histórias podem mudar a vida de alguém... Quando contamos nossas histórias, mudamos o mundo.” ( p 62 d o livro Eu achava que isso só acontecia comigo) E aí? O que houve? O livro é um sucesso! Vários amigos colaboraram na realização deste sonho e meu livro nasceu. Você pode perguntar : - E quanto ao seu medo dos erros de português? Cada vez que releio encontro algum erro apesar de toda a revisão. Porém, a mensagem não é afetada. Todos que leem curtem muito as aventuras descritas. E, sabe, recentemente, li que o excesso de correção também é indicativo de TOC. Então, prefiro curtir o sucesso do meu livro. Cada vez que recebo uma mensagem positiva, fico muito feliz. Sonho realizado com sucesso! Você tem um sonho? Vença a vergonha e o medo! Vale a pena o risco.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

D Leopoldina - uma mulher a frente do seu tempo

O livro D Leopoldina - a história não contada de Paulo Rezzutti relata de uma maneira magnífica e apaixonante a trajetória da Arquiduquesa da Áustria e primeira Imperatriz do Brasil, mãe da Rainha de Portugal D Maria da Glóra e do Imperador do Brasil D Pedro II. Durante quase um século atribuiu-se somente a D Pedro a articulação da Independência do Brasil de Portugal anulando-se toda a participação ímpar de D Leopoldina seguindo uma tendência dominante de menosprezar e aniquilar a liderança feminina. Este livro sério apresenta de forma leve a história da Patrona da Independência – mulher admirável, inteligente, culta, extremamente política, bem relacionada internacionalmente e possuidora de um carisma que conquistava a todos que a conheciam. A Imperatriz era uma mulher cheia de vida, alegria e muito avançada para a época: trabalhava ao lado do marido, montava a cavalo usando calças, preocupava-se com o meio ambiente e entendia muito de minerologia e botânica. Interessante observar que, de forma a diminuí-la e responsabilizá-la pela infidelidade do marido, mencionavam suas roupas " impróprias " e não femininas. Mais um exemplo de como até hoje, muitas vezes, a mulher é responsabilizada pelo que de ruim acontece com base em seus trajes muito masculinos ou muito sensuais. Por isso, a morte da amada Imperatriz causou grande comoção em todos os brasileiros que a viam como uma grande mãe e protetora dos brasileiros. Foi realmente uma soberana no verdadeiro sentido da palavra. Nesta época em que muito se fala em empoderamento feminino, este livro torna-se uma leitura obrigatória e irá motivá-la a ir à luta pelo seu lugar!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Questões de felicidade

Ao ler  Questões do Coração de Emily Giffin,  deparei com uma cena em que mãe e filha conversam sobre um livro  e sobre a vida:
                     ”- Seu pai e eu ainda morávamos no Brooklin. Não tínhamos nada naquela época, mas éramos tão felizes, acho que foi a melhor época da minha vida.”
 
                         Às vezes, precisamos realmente fazer uma retrospectiva, analisar nossos atos passados,mas não para entrar em depressão, para analisar e crescer observando tudo pelo qual passamos. Tudo faz parte da nossa jornada e nos leva ao crescimento, tornando-nos pessoas melhores.Essa visão de que éramos felizes porque éramos pobres, precisa ser corrigida. Anos de programação errônea nos fazem carregar essa premissa, perpetuando-se em nosso inconsciente e no de nossos descendentes. As pessoas mudam, caminham  e a prosperidade deve ser vista como um direito, uma escolha.

                        “- Quando foi que você e papai ….pararam de ser felizes?” – perguntei.
                        “-Ah, não sei. Foi aos poucos, e mesmo pouco antes do fim passamos por bons momentos. - Então sorriu o tipo de sorriso que tanto pode anteceder lágrimas quanto uma risada. - Aquele homem, ele conseguia ser tão encantador e espirituoso.”
 
                        É muito difícil constatar quando um relacionamento chega ao fim e qual o verdadeiro motivo. Em alguns casos, nunca houve um união. Uma amiga um dia me confessou que nunca quis casar, foi levada a se casar por força da sociedade e da família. Outros seguiram o que era esperado deles.Alguns, realmente, trilharam um caminho de união, amor,amizade e respeito juntos. Outros casais começaram a trilhar caminhos diferentes quando os filhos nasceram e a rotina de obrigações começou a minar cada momento de interação juntos.Por vezes, a evolução de ambos se dá de  maneira diferente e cada um é um novo ser completamente diferente daquele de anos atrás. Não há culpa, são caminhos diferentes.

Um oferecimento: