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segunda-feira, 11 de outubro de 2021
Por que escrever um livro?
À princípio, parecia uma ideia boba afinal me realizo muito escrevendo para meu blog. Porém, a ideia não saia da minha cabeça. A cada texto que eu escrevia pensava que também deveria deixar algo para a humanidade. Eu queria um registro material escrito por mim. Entretanto, não me achava capaz. O mais interessante é que não se tratava de me achar incapaz de escrever porque adoro escrever. Mas, de produzir textos suficientemente bons a ponto de agradar um público. Você também tem um sonho que cisma em vir à superfície mesmo quando você se esforça muito em afundá-lo?
Tudo mudou quando participando de um fórum de palestras da EMAG (Escola da Magistrados da Justiça Federal da 3a região), uma das palestrantes mencionou o livro A Coragem de ser Imperfeita de Brené Brown. Interessei-me pelo livro e li dois de seus livros além de assistir a TED talk. Estas leituras foram a motivação que eu precisava para juntar ação às palavras literalmente. Descobri que o que me impedia de publicar o livro era o medo do fracasso, o medo de errar e como a autora supra-citada define bem a vergonha.
Analisando tudo isso, percebi que a vergonha me paralisava. A pessoa criativa coloca as ideias no papel e tem muita dificuldade em ver os erros de ortografia ou de gramática em geral. O processo criativo está como num mundo paralelo de imaginação, estas questões concretas são inexistentes. Bem, descobri que a própria editora faz as revisões necessárias e pensei que no mundo atual poucas pessoas percebem ou têm conhecimentos tão profundo do vernáculo. Lendo e relendo o livro de Brené Brown detive-me na seguinte colocação: “ É preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. E deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou."
Por isso, resolvi realizar meu sonho que era relatar as histórias de intercâmbio que minha família e amigos tinham para contar. Meu objetivo é justamente motivar as pessoas a se arriscarem e viverem estas experiências maravilhosas. Novamente citando Brené Brown :” Nunca sabemos como nossas histórias podem mudar a vida de alguém... Quando contamos nossas histórias, mudamos o mundo.” ( p 62 d o livro Eu achava que isso só acontecia comigo) E aí? O que houve?
O livro é um sucesso! Vários amigos colaboraram na realização deste sonho e meu livro nasceu. Você pode perguntar : - E quanto ao seu medo dos erros de português? Cada vez que releio encontro algum erro apesar de toda a revisão. Porém, a mensagem não é afetada. Todos que leem curtem muito as aventuras descritas. E, sabe, recentemente, li que o excesso de correção também é indicativo de TOC. Então, prefiro curtir o sucesso do meu livro. Cada vez que recebo uma mensagem positiva, fico muito feliz. Sonho realizado com sucesso! Você tem um sonho? Vença a vergonha e o medo! Vale a pena o risco.
sexta-feira, 23 de julho de 2021
Desenvolvendo empatia e coragem através de filmes
Que tal trazer o tema Bullying para um debate? Quais técnicas usar de uma forma a realizar um debate leve e sem julgamentos? Costumo usar o Filme Harry Potter e discutir a relação entre Harry e o primo. Porém, fiz uma outra escolha que me rendeu várias aulas e diferentes com temas múltiplas para discussão e debates.
O filme que usei foi Universidade Monstros. Logo no início, há uma cena onde o personagem principal fica esquecido no ônibus escolar, depois ninguém quer fazer par com ele e daí segue uma lista interminável de situações onde há abandono, desprezo e falta total de empatia. Cenas excelentes para levar os alunos a se colocarem no lugar da vítima. Como as situações envolvem monstros, os alunos sentem-se mais à vontade para discutir sentimentos com um distanciamento saudável.
Este filme também é excelente para discutir outro temas como ética, trabalho em equipe amizade e principalmente sucesso e fracasso. De uma forma leve, estes assuntos são tratados e seria muito bom levantá-los e trabalha-los em aula.
Além disso, Brené Brown em seu livro Eu achava que isso só acontecia comigo define que : “ A vergonha é o sentimento ou a experiência intensamente dolorosa de acreditar que somos inadequados e por isso indignos de aceitação ou acolhimento.” O filme apresenta esta experiência de uma forma dolorosa e solitária, porém também demonstra que é possível superá-la. Vale muito explorar as cenas e situações, levantando as experiências dos alunos hipotéticas ou não. Neste período de pandemia, precisamos explorar todas as oportunidades para trabalhar sentimentos , sensações e opções para superar momentos difíceis. O filme sugere como combater a cultura da vergonha, o peso de ser o que esperam de você e como recuperar o poder e a coragem.
Antes de encerrar meus comentários sobre o filme, gostaria de sugerir que analisassem os professores da universidade, seus comportamentos e como reagem quando inseguros, fragilizados e desafiados. Observem as aulas dadas e as escolhas feitas. Como se diz em inglês, food for thought.
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