domingo, 5 de abril de 2020

Revolução na Educação




O Vírus  atingiu diretamente as aulas. Como as escolas sobreviverão a esta pandemia?
Há algum tempo discutíamos amplamente sobre a aprovação de homeschooling no Brasil. Neste momento complicado pelo qual o país passa, não cabe entrar na discussão sobre a viabilidade de educação doméstica, todavia, uma reflexão sobre os rumos da educação no Brasil surge de forma imperiosa.
Apesar de todo avanço tecnológico, a educação pouco avançou. Ainda mantemos na maioria das escolas e universidades, as carteiras enfileiradas, aulas expositivas, quadros, provas e avaliações, livros ou apostilas. Poderíamos dizer que há um oceano entre a vida do aluno e a escola. Por mais que os professores e escolas utilizem tecnologia em suas aulas, ainda são em um número muito reduzido. Mais de 80%  do tempo das aulas ainda seguem a linha tradicional. Para comprovar tal afirmação, basta observar como as escolas públicas mesmo em um dos estados mais ricos e modernos da federação têm dificuldade para continuar seu trabalho durante a quarentena.
Por isso, creio que este vírus irá acelerar a mudança que custava a invadir o território das instituições escolares.
Outrora, como na gripe suína e no surto da  H1N1,  as aulas foram suspensas e não houve solução intermediária para dar continuidade aos alunos. Ao contrário desses casos mencionados previamente,  este ano, em poucos dias, as escolas e universidades se organizaram adquirindo equipamento, plataformas  e treinando profissionais para que o processo ensino -aprendizagem não ficasse estagnado.  Várias plataformas diferentes estão sendo utilizadas e os professores estão num trabalho hercúleo adaptando suas aulas para a modalidade online de forma a garantir a aprendizagem e a motivação.
Acredito que este vírus trouxe a oportunidade para a mudança que precisávamos na Educação. O medo foi vencido e as portas das escolas foram abertas ao novo. Saímos da zona de conforto que, na verdade, era bem desconfortável.  Ouso acreditar, como educadora que uma nova era educacional está sendo iniciada.  E é muito bem  vinda!



segunda-feira, 30 de março de 2020

Aulas em tempos de quarentena


João Guimarães Rosa escreveu no Livro Noites no Sertão  Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro, sem preparos de avisar” E foi assim, muito rápido que   a  vida dos brasileiros transformou-se sem aviso prévio: as escolas interromperam as aulas, os pais passaram a trabalhar em  home-office e a única opção é ficar em casa.

Em meio a inúmeras questões que estão surgindo, as aulas online passaram a fazer parte do cotidiano dos alunos brasileiros. Nesta modalidade, há alguns cuidados que precisam ser tomados:
  •                              os filhos precisam de ajuda para acionar o áudio e a câmara e lidar com o app ou a plataforma;
  •                           precisam de um monitoramento mais próximo dos pais quando são pequenos, por isso aconselha-se que os pais  aproveitem para compartilhar esse momento  no mesmo ambiente motivando e ajudando o tempo todo;
  •                       adolescentes precisam de uma atenção inicial e um acompanhamento preferencialmente através de uma conversa com os professores que pode ser via agenda on-line, porém necessitam de certa privacidade no período da aula;
  •                         irmãos menores costumam perturbar   a   aula dos mais velhos causando certo constrangimento;
  •                          a   família precisa se policiar, pois com o áudio ativado tudo o que se passa no ambiente é ouvido. Imagine que está com visita em casa;
  •                         vestir-se adequadamente também é importante;
  •                         preparar o material antes de se conectar como livros, cadernos, lápis, borracha e canetas;
  •              usar fones de ouvido. Ajuda na  concentração  e na qualidade do áudio.

As mesmas recomendações para manter a motivação e demonstrar interesse pelos estudos no mundo offline são pertinentes neste período também. Pergunte amigavelmente o que seu filho aprendeu, conte suas experiências escolares ou no home-office e compartilhe dificuldades.
Estamos construindo uma nova era com novas relações. Mantenha o sorriso no rosto!

terça-feira, 24 de março de 2020

Uruguay: uma viagem, um resgate


Viajar é sempre um bálsamo para  feridas.  Normalmente, o aprendizado e o encontro com o novo  renovam a energia, a saúde e o humor. Porém, uma viagem em particular me trouxe benefícios diferentes porque não foi o lugar, mas as pessoas que me trouxeram este renascimento.
O Uruguay é um país maravilhoso. Amei a capital – Montevideo – Punta  de Leste e Colônia do Sacramento. Cada uma me conquistou de um forma e voltaria   muitas vezes a cada uma delas; entretanto, devo às pessoas que  conheci ,nesta viagem, o toque mágico.
Ainda no Brasil, as afinidades já começaram com as compras no Duty Free. Uma oferta na Michael Kors já gerou a   primeira foto e o murmurinho entre as mulheres. Como na música dos Titãs :“ O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído” . E tão distraídas estávamos que nem nos importamos pelo atraso do voo. Bem,  na verdade,  três horas num aeroporto é muito tempo. Só a companhia agradabilíssima dessas mulheres que eu acabara de conhecer foi capaz de fazer o tempo voar. E, durante essa espera,  iniciamos uma viagem por nossas histórias desde a procura pelo restaurante indicado  pela companhia aérea para o almoço..
Imaginem a confusão quando todos os passageiros tiveram que almoçar no mesmo pequeno restaurante. Naqueles momentos, revezando quem tomava conta da bagagem de mão e das comprinhas já feitas, a escolha do que almoçar e como dividir as sobras, os assuntos foram sendo tecidos. Nada como um café  para aquecer  uma conversa e quem sabe até um chocolate para adoçar a conversa. 
E, assim,  em muitos almoços, jantares, cafés e caminhadas ou  entre uma foto, uma comprinha básica  e uma olhada no celular, havia sempre alguém para abrir o coração, compartilhar uma história e me fazer lembrar da parábola de Buda:
Uma mulher vai até Buda com o filho morto nos braços e suplica que o faça reviver. Buda diz a ela que vá a uma casa e consiga alguns grãos de mostarda. Mas, para trazer de volta a vida do menino, esses grãos devem ser de uma casa onde nunca morreu ninguém. A mãe vai de casa em casa, mas não encontra nenhuma livre da perda.
A parábola budista explora a lição mais óbvia e mais difícil da vida: A MORTE É COMUM A TODOS. Todos têm uma experiência próxima de morte ou na família ou de amigos ou de amigo de algum amigo.  Como aliviar o luto então?

Eu precisava muito desse tempo e dessas conversas. Ouvir os momentos difíceis das outras pessoas e como superaram  seus lutos ( falecimentos,  doenças, problemas no trabalho, dificuldades financeiras, pais idosos, filhos  mudando), bem como falar de minhas próprias dores, ajudou-me a cicatrizar feridas e a entender que Tudo acontece por um  propósito maior.
Retornando à música dos Titãs: “Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração”
Não faltaram as  comprinhas para a família, promoções no shopping  e, antes de juntar as moedinhas para torrar todos os pesos uruguaios que nos restavam, uma passadinha na Victoria Secrets.

Quase esqueci de contar. Quer saber se perdemos muito no  Cassino?  Ao contrário, ganhamos! Um milhão de risadas e algumas fotos!





               

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Minhas coisas, nossas coisas

Ser mãe é perder o próprio nome em troca de um título. O título de mãe é repetido  pelo menos três vezes por minuto segundo Daniel Goleman. A mãe perde o nome assim que o filho começa a interagir na sociedade, porque  passa a ser Mãe de....
Ser mãe é tornar-se uma mulher sem bolsa assim que o nenê nasce porque a bolsa do nenê passa a ser   quase um uniforme. Sem espaço para nenhuma Louis Vitton ou Michael Kors.
Ser mãe é perder os sapatos logo de cara. Aqueles pés pequeninos cedo se encantam e calçam os enormes sapatos da mãe.
Mas, ser mãe, especialmente de menina, é nunca parar de perder sapatos, blusas, cintos, bolsas, jóias, bijuterias,  cachecóis, perfume, maquiagem.
Eu acreditava que minhas roupas sérias e formais de trabalhar estariam a salvo deste compartilhamento constante de arquivos. Ledo engano. Bastou que começasse a estagiar, para que meu armário, se é que ainda posso chamar assim, fosse visitado constantemente e ficasse mais leve com roupas que mudam de lugar, de corpo, de apartamento. Sem a menor cerimônia ou aviso prévio. É um upload e um download intermitente.
Certa vez, comprei um creme para meus cabelos cacheados. Não durou muito em meu tocador. Foi sequestrado abruptamente e levado para outra cidade onde é mantido em cárcere privado. Restou-me substituí-lo por outro.
Quando reclamo do sumiço de minhas coisas, ainda tenho que ouvir:  ”Mãe, quem manda ser assim tão estilosa!” Como sempre, ao final das contas, a culpa é sempre da mãe.
Esta semana ouvi um grito do banheiro, aliás deixando bem claro do meu banheiro.  Não era um inseto ou alguma emergência. Simplesmente, meu recém -adquirido produto para ser usado em cabelos cacheados secos fora descoberto. Incrível o radar de minha filha. E ainda tive que ouvir: “Mãe, usando produto de blogueira!” E eu pergunto  -Por que não? Ato contínuo, meu produto mudou de banheiro. Acho íncrível,  como os objetos em minha casa têm vida própria como no castelo da Fera em A Bela e a Fera.
Às vezes, encontro meus bens  desaparecidos sob posse da fiel depositária Dra Internet e estão sob judice dos stories no insta de minha filha. Ninguém sabe como foram parar lá e como desaparecem, não há provas materiais do furto.
E ainda acham que vida de mãe é fácil!


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Áreas de aprendizagem





Em busca de soluções em equipe
Nesta era em que o conhecimento  está ao alcance de um toque, precisamos  desenvolver outras habilidades. Ressalto 4 que devem ser priorizadas e que não dependem só da escola. A família deve trabalhar o desenvolvimento de cada uma delas.
Em termos de conhecimento, não basta memorizar. O objetivo é que de posse desse conhecimento,  a pessoa seja capaz de transferir para outras situações, encontrando soluções e estabelecendo correlações e conclusões lógicas.
O aspecto  emocional é o que precisa de mais atenção. Anteriormente, relegadas a ficar escondidas no íntimo de cada um. Hoje exige-se reconhecê-las, trabalhá-las e usá-las como aliadas. Saber aprender com o erro, lidar com frustrações e desenvolver a auto-confiança são essenciais.
Socialmente falando, a empatia é o carro chefe. Nunca  foi tão importante saber trabalhar em equipe, saber expressar-se com coerência e agir de forma a resolver conflitos.
No Brasil, fala-se muito em transparência e a ética  veio para ficar. Aprender a respeitar, tolerar e manter uma bússola de valores bem definida.
Assim, as áreas de aprendizagem hoje são mais exigentes e  demandam planejamento e organização.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Dizer não


Fim de ano e agenda super lotada. Além dos compromissos profissionais  e sociais, temos ainda os familiares. O desgaste e a frustração são enormes. Corremos muito e muitas vezes percebemos que não damos conta de tudo.
Dizer não  sem ser antipático parece uma missão impossível, porém há alguns momentos em que esta atitude se faz necessária. Muitas são as razões que  levam ao excesso de sims como não querer magoar alguém, não parecer sociável e outros. Entretanto, quando a agenda está lotada, está na hora de rever seus compromissos.
Para fazer uma reavaliação eficiente, liste suas prioridades e use algumas respostas padrão como :
-Vou analisar e te respondo,.
-A ideia é ótima, mas....
-Tenho uma outra sugestão..
Especialistas afirmam que ao tomar decisões  é fundamental focar no aspecto positivo e não no que você deixou de fazer . Nestes casos, a culpa e o arrependimento poderão minar  a tranquilidade gerando ansiedade.Concentre-se no ganho para sentir-se bem.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Empatia: trabalhando na escola





A palavra empatia tem  origem no termo  grego empatheia, que significava "paixão" , portanto a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa. Uma comunicação assim implica em  ouvir sem julgar e de entender o que o outro sente. Esta atitude tem o poder de mudar ambientes e relacionamentos.
Colocar-se no lugar do outro exige boa vontade, habilidade de escuta  e boa vontade.
A prática constante leva a dirimir diferenças, entender e respeitar a diversidade.
Em sala de aula, esta habilidade deve ser trabalhada através de técnicas variadas como fazer releitura de histórias sob outras versões, ensinar a prestar atenção a  mudanças na fisionomia das pessoas,  estratégias de teatro. As  brincadeiras e jogos são os momentos perfeitos para exercitar esse olhar sobre o outro.  Enfim, literalmente como se diz em inglês “put yourself in someboy else´s shoes”, ou seja,  colocar-se no lugar do outro.