Um blog sobre educação e tudo que se refere à vida como: finanças, amor, crianças, vida em família e escola.Visite meu novo site em: http://www.consideracoessobreeducacao.com.br/
terça-feira, 28 de junho de 2022
Como conseguir um feedback dos alunos?
Fim de semestre chegando e fica aquela dúvida como professor: será que minhas aulas foram boas? Os alunos aprenderam? Gostaram? No que eu poderia melhorar.
Eu costumo fazer alguma atividade de fim de semestre para que os alunos me passem esse feedback. Este semestre fiz uso da Mentimeter para que os alunos em três palavras falassem sobre as aulas do semestre. O site é super user-friendly. Você escolhe o slide, decide a pergunta e compartilha o link. Foi uma ótima experiência. Os alunos colocaram suas impressões anonimamente, logo foi bem espontâneo e de uma forma mais interativa e digital.
Gostei da experiência e refleti sobre as palavras colocadas. Além dos alunos me darem esse feedback, ainda revisaram o vocabulário aprendido. Super recomendo!
sexta-feira, 27 de maio de 2022
O lugar de cada aluno
Qual professor já não mudou alunos de lugar ou devido à indisciplina ou para melhorar a atenção do aluno? Porém, esta atitude autoritária acaba desmotivando ou chamando exagerada atenção sobre o aluno em questão.
Por isso, fui desenvolvendo algumas técnicas para ser mais gentil, democrática e obter bons resultados. Às vezes, determino onde sentarão antes que eles cheguem na classe. Deixo um “ mimo” e o nome na carteira. Outras vezes, uso fitas coloridas, faço sorteio, enfim, vou variando a forma de determinar onde sentam e com quem interagem. Atribuo tudo ao acaso, mas na verdade planejei quem eu quero que sente onde e com quem trabalhe em pares ou em grupo. Use a imaginação!
quarta-feira, 18 de maio de 2022
Crianças são consumistas?
Como criar uma criança consumista? O livro da Dra Ana Beatriz Barbosa Silva chamou minha atenção para esta questão.
Apesar de morar numa cidade litorânea, o passeio ao shopping center também faz parte das opções dos pais especialmente em dias chuvosos. O shopping é um sonho porque inclui brincadeiras, alimentação, segurança e uma organização e beleza apaixonantes onde até a iluminação faz parte desse encantamento.
Como educadora, além de me preocupar com o que o excesso de propaganda s pode causar no emocional das crianças, vejo também que alguns pais se sentem “devendo” algo aos filhos por não conseguirem dar a atenção que gostariam, por isso, acabam cedendo e exageram nos presentes para os filhos na busca de preencher essa lacuna emocional. Preocupo-me porque o material não substitui a afeição nem a atenção.
O problema maior segundo a autora do livro Mentes Consumistas é a menagem ensinada. Quais valores estamos passando para nossas crianças? Lembro que, uma vez, eu estava dirigindo com meu filho pequeno no carro e ele me disse: -Sabe, mãe, seria muito melhor se a gente não precisasse pagar, a gente entrava na loja e pegava o que queria. Esta frase me fez parar e refletir sobre os sentimentos do meu filho e o que eu estava ensinando ou provocando inconscientemente. Para a criança, o limite entre o imaginário e a realidade não está muito bem definido. A criança realmente acredita que ficará igual àquele super herói, se consumir determinado produto.
A autora salienta que lidar com frustrações é essencial para a vida futura e ainda lembra que estabelecer limites é uma das formas mais corajosas de amar. Por isso, nós pais e educadores precisamos ter muito claro que também somos muito influenciados pelo marketing e pelo cansaço que acaba fazendo com que validemos a compra necessária para compensar o sacrifício ou o dia ruim. Sempre bom lembrar que ensinamos mais pelo exemplo do que pelas palavras, então sugiro a leitura do livro como um alerta para todos nós. O número de inadimplentes no país está subindo assustadoramente neste período pós pandemia, será que podemos reavaliar nossos gastos neste novo cenário e compartilhar essa realidade com nossos filhos? Podemos sim, dependendo da idade deles e será muito bom propor esse caminho juntos.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Foco pós lockdown
Por que é tão difícil manter a concentração? Será em virtude da tecnologia?
Segundo o psicólogo Gary Marcus da Universidade de Nova York, “para nosso ancestrais, o tipo de memória que queremos ter agora, não era necessária.” Nosso cérebro foi moldado e treinado para ver tudo o que está a sua volta analisando os perigos em geral e não um ponto estático. Somente neste momento de nossa evolução, temos o conforto de não precisar mais dessa capacidade de visualização geral e de busca de recompensas imediatas. Porém, após milhares de anos sobrevivendo com a programação reptiliana, torna-se difícil mudá-la sem esforço.
Somos capazes de acionar nosso neocórtex para cumprir tarefas como focar na leitura de um livro ou tomar uma decisão a longo prazo; entretanto, precisamos lutar contra a parte mais primitiva do nosso ser. Por exemplo, algumas vezes, embora a educação alimentar nos ensine a fugir das frituras, a necessidade de buscar prazer rapidamente e saciar este desejo impera e ingerimos o chocolate ou a fritura. Da mesma forma, o que é mais atraente e prazeroso: sapear pelas redes sociais em busca da novidade ou estudar para a prova?
Fazer a escolha mais apropriada e racional exige uma luta contra nosso instinto primordial e, também, muito treino.
Por isso, recomendo aos pais e professores que ajudem seus filhos nesta tarefa de seleção e resistência aos instintos. Há hora para tudo e cabe aos pais determinar esses limites. Seguindo a mesma teoria da história da humanidade, não é por acaso que o ser humano é o animal que continua dependente de seus pais por mais tempo. As crianças e adolescentes precisam dos pais por perto delimitando, instruindo e premiando. Mãos à obra.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Volta às aulas e concentração
Televisão, Facebook, Twitter, Mensagens de texto, instagram, youtube, what´sapp, vídeo games: tudo isso é muito mais interessante que estudar ou ler um livro. Porém, nem tudo está perdido, segundo psicólogos e neurocientistas, é possível desenvolver a concentração.
Segundo especialistas em meditação, nosso cérebro normalmente mantêm-se em uma frequência muito alta para lidar com toda a gama de informações recebidas, então o primeiro passo é baixar esse fluxo de pensamentos. Há várias técnicas de meditação, mas o mais simples e fácil de fazer é prestar atenção na respiração de modo a esvaziar o cérebro.
A habilidade de se concentrar varia de pessoa para pessoa, mas, assim como habilidades podem ser treinadas, melhoradas ou ampliadas, da mesma forma, a concentração pode ser trabalhada.
Outro fator que afeta diretamente a atenção é a emoção. A neurociência afirma que é um processo de escolha do que é importante, uma vez que, embora o lobo frontal seja responsável pelo comportamento e pela tomada de decisões, todo o sistema sensorial está envolvido, segundo Ivan Hideyo Okamoto, da Universidade Federal de São Paulo. Nosso sistema límbico, que comanda as emoções, sempre favorece os elementos que despertam sensações intensas.
Parece impossível vencer esta habilidade nata para a desconcentração?
Nem tanto, segundo David Schlesinger, neurocientista do hospital Albert Einstein, a plasticidade do cérebro, ou melhor, dizendo, a capacidade dos neurônios de se redistribuir de acordo com a necessidade e o treino, pode ser trabalhada da mesma forma que exercitamos os músculos tornando-os mais fortes.
Portanto, treine a concentração diariamente quando estiver fazendo tarefas de que não gosta e respire mais calmamente, prestando atenção ao movimento de saída e entrada do ar. É como ir para a academia todo dia, é mais difícil no começo, mas depois começa a fazer parte do nosso dia-a-dia.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Atraindo adolescentes com séries de TV
Já ouviu alguém dizendo que “os alunos não são mais como eram antigamente”. Claro que não são, pois as pessoas mudam e plagiando o título de um filme antigo..” E assim caminha a humanidade…todos mudamos, logo nem os alunos, nem os professores e, portanto, nem a escola, continua igual. Crianças e adolescentes não sustentam o foco de forma semelhante ao dos adultos, então como mantê-los interessados na aula?
Partindo desta ideia, atribuí uma tarefa a cada grupo: observar vestimenta, trabalhos realizados e vida social. Com o foco em mente, mostrei uma cena do Downton Abbey. A série se passa em sua maior parte em uma propriedade fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey e segue os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. a audiência é considerada alta para uma série de época e recebeu diversos prêmios e indicações desde a sua primeira temporada. Tornou-se a série de época britânica de maior sucesso desde Brideshead Revisited, de 1981,6 e entrou no Livro Guinness dos Recordes de 2011 como o “programa de televisão em língua inglesa mais aclamado pela crítica ( ref. Wikipedia). Discutimos a cena comparando o estilo de vida da época com o atual e um pouco de gramática com o uso de used to.
Numa outra etapa, discutimos sobre nomofobia. Nomofobia vem de NO MOBILE e é o termo usado para descrever a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel.
Cada aluno foi dizendo como se sente sem tecnologia e internet. Discutimos o uso em áreas públicas incluindo riscos de furtos e à própria vida devido à acidentes causados pela distração.
A seguir, mostrei uma cena de The Walking Dead, a série que é uma febre entre o público jovem.A sinopse descreve um Apocalipse que provoca uma infestação de zumbis na cidade de Cynthiana, em Kentucky, nos Estados Unidos, e o oficial de polícia Rick Grimes (Andrew Lincoln) descobre que os mortos-vivos estão se propagando progressivamente. Ele decide unir-se aos homens e mulheres sobreviventes para que tenham mais força para combater o fenômeno que os atinge. O grupo percorre diferentes lugares em busca de soluções para o problema.
Concluímos que filmes de zumbis, vampiros e novas sociedades ( como as séries Divergente, Maze Runner ou Jogos Vorazes) fazem sucesso porque dão sentido a este mundo contraditório que por um lado avança em tecnologia, mas, simultaneamente, desfaz ou quebra as relações humanas apesar da constante conexão virtual. Neste contexto, a solidão profunda alia-se a deterioração ecológica num mundo onde a degradação humana e ética evidenciam-se.
Objetivos alcançados: alunos refletindo sobre a vida e interessados.
link:
https://www.youtube.com/watch?v=G_pgndlBfRc
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Como superar a defasagem causada pela Pandemia?
A vida moderna tem causado mudanças drásticas e marcantes na vida e organização das famílias. Trabalhando muito e com pouco tempo para dedicar aos filhos, as pessoas têm vivenciado muitos dilemas onde a culpa impera.
Como educadora, presencio o sofrimento dos pais e das crianças. O ser humano, precisa não só de alguém que supra as necessidades básicas para sobrevivência, mas, também, e principalmente, de incentivo e amor. Cabe aos pais não apenas estabelecer os chamados limites e ensinar os valores da família, mas motivar os filhos em sua jornada nos estudos. Para a criança, o exemplo é fundamental. A criança precisa ver os pais lendo, estudando e falando o quanto o estudo é prazeroso e importante. Alguns comentários impensados que os pais fazem na hora do stress como “Ah não lição de casa de novo? “Ter que ler livro com você..que saco! Lê sozinho!”, ficam impregnados na mente infantil e geram esse sentimento de que escola e estudo são chatos. Faz-se necessário vencer o cansaço e sorrindo colaborar com os deveres de casa. Vale lembrar que colaborar não é fazer, colaborar é estar por perto responder às perguntas fazendo outra pergunta, mas é imprescindível manter a calma e bom humor.
A criança interpreta as reações negativas dos pais como fruto de algo errado que elas fizeram, por isso, também é importante ser extremamente sincero e explicar porque naquele momento o pai ou a mãe estão nervosos. Deixar claro que está tentando resolver um problema do trabalho, mas que depois os dois terão um momento para relaxar juntos e se curtir. Além disso, como educadora, gosto de salientar que os pais podem e devem colaborar com o enriquecimento cultural das crianças propiciando idas ao cinema, ao teatro, participando de oficinas de arte e meio ambiente, chamando a criança para ver algum programa educativo. A televisão também é um meio eficaz de cultura desde que se saiba selecionar os programas.
Em casa, as crianças podem ler em voz alta receitas ou notícias para os pais, responder desafios, pintar, desenhar, escrever cartas ou e-mails. Porém , ressalto que sempre de uma maneira lúdica e sem stress.
A criança respeita muito a opinião dos pais, por isso, os pais devem escolher a escola com muito cuidado e, uma vez feita, a escolha, apoiar o corpo docente da escola. Comentários positivos a respeito da escola e elogios vão fazendo com que a criança goste da escola e valorize o ambiente escolar.
Numa escola bilíngüe, por exemplo, é fundamental que os pais deixem claro para as crianças a importância de falar um segundo idioma para entender um filme, cantar uma música, fazer uma viagem. Os motivos precisam ser reais e próximos à realidade da criança.
O ensino bilíngüe comprovadamente ajuda no desenvolvimento da criança favorecendo as sinapses cerebrais. Quanto mais cedo a criança for exposta a outra língua, melhor será a pronúncia. Uma escola bilíngüe tem características diferenciadas de um curso de inglês pois contam com uma carga horária bem mais significativa e constante além de toda a rotina escolar também ser feita em inglês.
No começo, são palavras e frases simples para interação social ( cumprimentar, agradecer, etc), falar dos brinquedos, comidas, família, higiene pessoal , objetos escolares e de uso diário. Frases fixas e semi- fixas são usadas durante todo o período escolar. A criança se acostuma com o som e o ritmo da linguagem do dia-a-dia usada,inclusive, na hora do lanche e do parque, de uma maneira tranquila e natural. A aquisição da nova língua torna-se um processo espontâneo, inconsciente e feliz.
Porém, mesmo com toda esta exposição, o papel incentivador dos pais é crucial. Voltar a fazer um curso de inglês, ver filmes e ouvir músicas junto com a criança são atitudes que demonstram o valor que a família atribui ao estudo de uma segunda língua. Lembrem-se sempre que os exemplos falam mais que mil palavras pois exemplos são marcantes, enquanto palavras podem ser levadas pelo vento.
Voltando à questão inicial, a educação deve ser uma parceria entre pais e escola.
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