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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Volta às aulas e concentração

Televisão, Facebook, Twitter, Mensagens de texto, instagram, youtube, what´sapp, vídeo games: tudo isso é muito mais interessante que estudar ou ler um livro. Porém, nem tudo está perdido, segundo psicólogos e neurocientistas, é possível desenvolver a concentração. Segundo especialistas em meditação, nosso cérebro normalmente mantêm-se em uma frequência muito alta para lidar com toda a gama de informações recebidas, então o primeiro passo é baixar esse fluxo de pensamentos. Há várias técnicas de meditação, mas o mais simples e fácil de fazer é prestar atenção na respiração de modo a esvaziar o cérebro. A habilidade de se concentrar varia de pessoa para pessoa, mas, assim como habilidades podem ser treinadas, melhoradas ou ampliadas, da mesma forma, a concentração pode ser trabalhada. Outro fator que afeta diretamente a atenção é a emoção. A neurociência afirma que é um processo de escolha do que é importante, uma vez que, embora o lobo frontal seja responsável pelo comportamento e pela tomada de decisões, todo o sistema sensorial está envolvido, segundo Ivan Hideyo Okamoto, da Universidade Federal de São Paulo. Nosso sistema límbico, que comanda as emoções, sempre favorece os elementos que despertam sensações intensas. Parece impossível vencer esta habilidade nata para a desconcentração? Nem tanto, segundo David Schlesinger, neurocientista do hospital Albert Einstein, a plasticidade do cérebro, ou melhor, dizendo, a capacidade dos neurônios de se redistribuir de acordo com a necessidade e o treino, pode ser trabalhada da mesma forma que exercitamos os músculos tornando-os mais fortes. Portanto, treine a concentração diariamente quando estiver fazendo tarefas de que não gosta e respire mais calmamente, prestando atenção ao movimento de saída e entrada do ar. É como ir para a academia todo dia, é mais difícil no começo, mas depois começa a fazer parte do nosso dia-a-dia.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Ansiedade e apps

Segundo Kinrys e Wygant*, as mulheres têm maior risco de desenvolver transtornos de ansiedade ao longo da vida. É possível que sejam mais acometidas por quadros de ansiedade por vários motivo, tais como: 

 1. a pressão social que recebem, 
 2. a jornada de trabalho e da renda inferior que faz com que muitas tenham que trabalhar mais para cumprir com pagamentos e manutenção da família.
 3. a exposição à violência que a mulher enfenta e que a deixa em constante sensação de medo, angústia e ansiedade. 

 De qualquer forma, é importante lembrar que ,independentemente do sexo, os transtornos de ansiedade podem causar grande impacto na vida das pessoas acarretando consequências graves.
 Há várias terapias e tratamentos recomendados, porém hoje estou indicando alguns apps que podem ajudar a aliviar a ansiedade juntamente com outras terapias e tratamentos. 
 A meditação e o cuidado com a respiração são reiteradamente mencionados como poderosas ferramentas para aliviar o estresse e a ansiedade além de ajudar na concentração. Por isso, sugeri alguns aplicativos que gosto muito:
 1. Medite.se – gratuito e ensina o passo -a-passo para iniciantes em 7 dias; 
2. Meditopia – ajuda a relaxar, dormir melhor e propõe uma jornada para o auto-conhecimento 
 3. Calm - tem algumas dicas no insta também, para quem prefere não usar apps;
 4. Relax and sleep well - um app em inglês assim vc treina ouvir em inglês e relaxa também. Recomendo a meditação da manhã para começar bem o dia.

Experimente! A respiração é essencial para aliviar alguns dos sintomas! 

 Artigo: Prevalência de ansiedade e fatores associados em adultos Print version ISSN 0047-2085On-line version ISSN 1982-0208 J. bras. psiquiatr. vol.68 no.2 Rio de Janeiro Apr./June 2019 Epub Aug 26, 2019