terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

CID: vício em games


Desde 2018, o vício em games está classificado como game disorder e consta da  lista de CIDs. Esta classificação tem causado reações adversas. Para alguns, qualquer atividade realizada além dos limites e de forma incontrolada, prejudicando a vida saudável, deve ser considerada um vício.
Para alguns especialistas, este vício em jogos e games pode indicar distúrbios mentais ou ansiedade. A classificação ajudará a gerar estudos, estatísticas e proporcionará recursos médicos.
É importante salientar que se a pessoa joga como uma forma de lazer e alívio para a tensão, mas é capaz de controlar quando jogar e quando interromper sem prejudicar a rotina e as obrigações, não se trata de um vício.
Muitas pessoas estão preocupadas com outros vícios típicos da vida moderna como o uso excessivo de celulares gerando ansiedade quando a bateria acaba ou insegurança quando não está com o aparelho junto ao corpo. É necessário analisar e verificar o que está sendo sentido ou de que se está fugindo. Mais uma vez, o autoconhecimento e autoanálise são fundamentais para apurar as causas reais do comportamento. Para os pais, fica o conselho: monitorando sempre.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Professor criativo na prática


Segundo Jack Richards, professores criativos usam atividades que têm dimensões criativas. Mas, o que é isso exatamente?
Os elementos da dimensão criativa são:
1.       Desafios: as tarefas devem trazer desafios;
2.       Elemento pessoal: customize, desenvolva histórias criativas;
3.       Elemento novo: acrescente sempre algo inusitado e motivador;
4.       Elemento intrigante: uma curiosidade, um mistério.
Ao criar uma atividade, professor precisa ter em mente o objetivo principal e outros menores que serão atingidos também, como rever conceitos já ensinados e também:
1.       Promover autonomia;
2.       Desenvolver habilidades para a leitura;
3.       Desenvolver a percepção dos alunos para determinados fatores e consequências.

Professores criativos buscam por novas maneiras de ver as coisas ou fazer coisas de forma diferente. Use a tecnologia como aliada fazendo filmes, fotos, gravando áudios. Porém, prepare aulas imprevisíveis, não permita que seus alunos sejam capazes de saber como será a próxima aula e encoraje sempre o trabalho colaborativo.  Seja um inconformista e evite repetições.
Por exemplo, manter alunos interessados por maios de duas horas de aula é um trabalho hercúleo. Exige preparação, reflexão   e inovação. Neste trajeto, recebi os alunos em classe com um ambiente diferente tanto no início da aula, como após o intervalo. Eles nunca sabiam como a sala estaria organizada. Criei restaurantes, agências de viagens, hotéis, shopping centers, usando muito material concreto e típico e rearranjando as carteiras. Não era apenas uma questão de espaço, mas também de atmosfera criada desde a porta.
O trabalho colaborativo foi sempre uma constante. Distribuía desafios para que eles encontrassem soluções e variava os membros da equipe e até o local da aula utilizando toda a escola: pátio, biblioteca, jardim e corredores. E finalmente, sempre uma recompensa que poderia ser um brinde, uma música que eles gostavam, um intervalo maior ou algo comestível.
Por último, mas não menos importante: a alegria! Mantenha o entusiasmo em alta!
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Você é criativo?



Você é um professor criativo? Segundo Jack Richards, os alunos aprendem melhor e nunca esquecem um professor com criatividade. Mas, quais as qualidades de um professor criativo?
Um professor precisa:
-usar material concreto: objetos, fotos, papéis;
-ser engenhoso para usar coisas do cotidiano de uma forma diferente;
-ser flexível;
- criar uma atmosfera aconchegante;
-ser audaz o suficiente para arriscar:
- manter o  objetivo muito claro na mente.
A capacidade de ousar vem da confiança na sua habilidade e do vasto conhecimento de técnicas e estratégias diversas. Estes fatores aliados à busca incessante de levar o aluno a construir conhecimento caracterizam o professor comprometido com a personalização do conteúdo e com o processo ensino- aprendizagem.
Ao final de toda aula cabe a reflexão:
- Eu vario o jeito de ensinar?
-Eu comparo minhas técnicas com a de outros professores?
-Consigo encontrar formas variadas de ensinar?

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Memória Gustativa


Que beijo de mãe seguido das palavras antes de casar passa cura os machucados dos filhos todo mundo já sabe e experimentou. Agora,  cama de mãe com certeza alivia as feridas emocionais e psicológicas. Se não cura, com certeza, alivia, traz alento e energia. Difícil não poder  dizer – Vou na minha mãe e já volto! São as avós que energizam as mães e o círculo mágico prossegue. Aqueles pratos que só as mães sabem fazer, pois há sempre um ingrediente secreto não mencionado. Aquele crush da adolescência que só ela sabia..aquela amiga que só a mãe vai lembrar....aquele segredo bem guardado..o pedido de orações..Porque Santa Maria sempre atende as mães.
Difícil também foi me despedir das coisas que lá estavam com as histórias da família. Cada canto ,cada móvel, cada parede...tudo fala ..tudo conta..Vai ser difícil não poder dizer -Vou no vovô e já volto. Ah, o vovô sabia tudo: que ônibus pegar, onde descer, quem conserta o quê, onde comprar mais barato.
Precisa de carinho: chama a manhêeeeee, precisa de alguém pra brigar?  -Paiê....
A gente sempre acha que eles estarão  lá pra sempre, pois sempre estiveram lá...deve ser como irmão mais velho que sempre esteve no mundo..ou assim parece ter sido.
Aprendi muito com eles, inclusive a gostar de  estudar e a estar sempre pronta para ajudar alguém. Minha mãe dizia que  Deus olha por nós e nos pede que O ajudemos a olhar pelos outros.
Encerro o ciclo  “casa dos pais” emocionada e até feliz porque Deus mede o tempo de maneira diferente de nós, assim ouvi na missa outro dia. É verdade, estou doando tudo para uma família de refugiados. Mas, a principal doação é o desejo verdadeiro de que sejam felizes!
Na foto, estão as rabanadas no prato em que minha mãe colocava. Doces lembranças da infância.

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domingo, 30 de dezembro de 2018

Cozinhaterapia


Ouvir aquela pessoa que diz que não gosta de canela, chegar em casa dizendo que experimentou uma sobremesa no trabalho e o gostinho de canela a fez lembrar da avó é, no mínimo, surpreendente. A memória olfativa  também nos prega peças e nos ajuda a viajar no tempo. O que lembra a sua infância ou  a sua mãe? Pense e aquele sabor chegará até você.
Minha mãe fazia aletria e decorava cada pratinho com canela num desenho simétrico que lembrava um jogo da velha . Ainda no Natal, fazia o Napoleão, que era um pavê de coco divino com bolacha champanhe. Portanto, Natal lembra comida  e também os entes queridos. Minha sogra fazia um bolo que apelidamos de bolo múmia porque tinha que ser feito um mês antes. Algumas dessas receitas se perderam. Outras ainda existem. Fazê-las em família aproxima os  sobreviventes, traz histórias para os que não conheceram e ajuda a aliviar um pouco a saudade. Além disso, John Gray,  no livro Os Homens são de Marte e as mulheres são de Vênus, os homens conversam mais confortavelmente quando estão em posição lateral do que frente a frente. Logo, cozinhar lado a lado pode ajudar muito a melhorar a relação.
Cada vez que faço uma das receitas de minha mãe, sinto-me voltando no tempo. Como minha filha descrevendo  o cheiro e o sabor da canela, meu irmão lembrando o pavê de coco ou meu filho do pudim de Natal, cada tom faz com que novamente possamos sentir o abraço, o toque, o sorriso, o olhar de alegria. Cozinhar propicia uma viagem mágica através dos sabores e aromas de volta a um tempo inesquecível.
Um oferecimento:



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A árvore que conta histórias


Olhando a árvore de Natal, alguém pode perguntar: O que a turma da Mônica está fazendo no pinheiro de Natal? Ou por que há instrumentos musicais na árvore? Resposta simples e objetiva: porque é bonitinho. Só? Claro que não..vamos à história:
A turma da Mônica resgata a infância e representa os filhos ainda pequenos, principalmente a Magali sempre sorrindo de olhos brilhantes e o Cebolinha de spike hair. Os instrumentos musicais, porque ele Fernando – o pai – gostava. Fernando adorava comprar enfeites de Natal. Por esse motivo, a árvore tinha que ser enoooorme – grande o suficiente para suportar toda aquela coleção formada ao longo de muitos anos. Cada viagem, cada comemoração, cada sonho está lá representado. Cada enfeite nos remete a uma história, misturando risos e lágrimas, reconstruímos nossa história todo fim de ano: avaliando, agradecendo e prometendo muito mais para o próximo ano.
Uma algazarra para montar, todo mundo colabora..até as visitas. Agora, desmontar...sobra sempre para a mãe...talvez, por isso ela não seja tão apaixonada pela árvore.
Meu professor de violão Antonio Manzione, sempre nos perguntava o que deixaríamos quando morrêssemos. E ele também nos impulsionava a conhecer nossa história, saber de nossos antepassados. Manter viva a linhagem familiar.  Como no filme, Viva – a vida é uma festa, da Disney mostra bem esta noção de que só morremos quando ninguém mais lembra de nós.
Assim, este ano, nossa árvore foi montada mais uma vez como uma homenagem. Até ganhamos e colocamos mais um enfeite. Esperamos que, de onde você estiver, veja nossa homenagem e fique feliz, sabendo o quanto o amamos.


Um oferecimento:

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Panquecas para o café da manhã


Educar para a vida significa ensinar conteúdo, mas também implica ensinar a administrar suas vidas e a relacionar-se com os outros. Assim, iniciar a manhã preparando panquecas para o café da manhã propicia o desenvolvimento de diversas habilidades:     

  Separar ingredientes;
·         Observar quantidades;
·         Higienizar;
·         Seguir instruções;
            Organizar;
           Calcular tempo;
            Errar e corrigir ou recomeçar;
                                                                   Interagir e trabalhar em equipe.
Com todos esses objetivos em mente, a aula pode ser divertida e recheada de conteúdo cultural: origem do Thanksgiving, geografia, história, comidas típicas, vocabulário e a importância da gratidão, afinal “ neste exato momento, existe alguém, em algum lugar, rezando para ter a vida da qual você reclama.”
Talvez, as panquecas não fiquem perfeitas, porém o importante é o que se aprende nestes encontros de conversa jogada fora na cozinha.
Você há de perguntar: Mas, precisa de uma frigideira com emojis? E eu te respondo que definitivamente não é necessário. Por outro lado, um toque de modernidade e tecnologia sempre cabe. E ainda acrescento, que tal se gravassem juntos uma vídeo- aula prática?

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