domingo, 4 de maio de 2014

Outono da vida

Na minha infância adorava ver as folhas sendo gradativamente tingidas de laranja seguindo , depois, de um tom amarronzado. Até que compreendi que, na verdade, elas estavam morrendo e então passei a detestar o outono e entristecer-me quando via as folhas no chão. Achava-as tão lindas em sua nova coloração, mas ficava triste ao saber que estavam longe das suas raízes e morrendo.
Hoje, lembro-me dessa inocência da infância e sorrio comigo mesma ao ver as folhas mudando de tom.
Não me entristeço mais. Compreendo que o ciclo da vida está se renovando e como dizia minha mãe: “Uns tem que ir para que outros voltem.” Continuo admirando o envelhecer tranquilo das folhas ainda nos galhos. Lentamente a mudança vai ocorrendo, mas sem perder a beleza nem a essência. Tudo tem seu tempo. Assim, também, vejo-me envelhecer e espero que com a mesma beleza e encanto das folhas que admiro. Estou no meu outono.
Assim, aprecio a paisagem mudando de cor e temperatura e visualizo ciclos findando e outros se iniciando. Após o calor esplendoroso do verão, chega a época de nos prepararmos para o inverno, Ao contrário da expansão proposta pelo verão, agora chega a época de diminuir o ritmo, refletir e começar a preparação para o período de interiorização oferecido pelo inverno. Viver sem pensar no que se vive e principalmente porquê se vive seria inútil. Filosofar é preciso!


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Divergente

Com o frenesi causado pelo filme Divergente, acredito ser interessante lançar uma reflexão sobre a mensagem passada.
A educação sempre foi uma ferramenta em prol de quem detém o poder. Desde tenra idade, qualquer coisa pode ser ensinada e rebelar-se contra os ensinamentos dados durante a primeira infância é muito difícil. Karl Max já afirmava que se lhe entregassem um bebê por seis anos,após este período, ele devolveria aos pais um comunista convicto,ou seja, ele sabia a importância da primeira infância e das marcas indeléveis deixadas. Por isso, ressalto a importância dos educadores na construção do conhecimento e na formação de nossa sociedade. Não podemos nos permitir cair na rotina, faz-se necessária a constante análise do caminho a seguir.
No livro, Divergente de Veronica Roth, a mãe da personagem principal explica o que é ser divergente:
“Todas as facções condicionam seus membros a pensar e agir de determinada maneira. E a maioria das pessoas faz exatamente isso. Para a maior parte das pessoas, não é difícil aprender, encontrar uma linha de pensamento que funcione e seguir por ela.Mas, nossas mentes ( mentes divergentes) movem-se em dezenas de direções diferentes. Não podemos ficar confinados a uma única maneira de pensar, e isso apavora nossos líderes. Isso significa que não podemos ser controlados. E significa que, não importa o que eles façam, nós sempre causaremos problemas para eles.”(p. 455, Divergente)
O livro nos lembra que ninguém é somente altruísta, audaz, franco, amigo ou erudito. Todos temos temos habilidades que merecem ser respeitadas e desenvolvidas. Todavia, também nos mostra que os líderes temem aqueles que fogem dos estereótipos e clamam por mudanças.
Vale a reflexão!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Amarelo na educação


Adoro encontrar flores amarelas em meu caminho, especialmente quando o sol se esconde, pois elas me proporcionam alegria, energia e criatividade. Dizem que além de propiciar prosperidade, estimulam as atividades mentais e o raciocínio. Esta linda penca de flores encontro na rua em que trabalho. Não é maravilhoso ser recebida assim?
Na educação, costumo trabalhar com as obras de Van Gogh levando os  alunos a observarem como o pintor usou o amarelo em suas obras. A partir daí, explico a influência da cor sobre nossas ondas cerebrais, inclusive ressaltando que o excesso pode ter efeito nocivo levando à dispersão. São aulas culturais e ao mesmo tempo criativas pois para finalizar cada um cria sua própria obra de arte.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Futuros profissionais

O que se espera de um profissional? Algumas características são consideradas imprescindíveis hoje em dia, tais como: trabalhar em equipe, ser pro-ativo e falar em público. Por isso, como formadoras do futuro profissional, as escolas não podem se furtar a desenvolver estas habilidades.
Formar cidadãos capazes de trabalhar em equipe envolve tempo e constante observação. Os alunos precisam ser ensinados a dividir tarefas, estabelecer prazos e respeitar a opinião dos outros sem concentrar demais o poder de decisão.
A iniciativa dever ser motivada e valorizada a cada ideia, sugestão ou tarefa recomendada.
Finalmente, além de técnicas sobre como falar em público, projetos que favoreçam essa experiência motivam e despertam o entusiamo em sala de aula.
Parece difícil? Basta um pouco de imaginação!

Certa vez, minha filha, ainda no fundamental I, teve que, em duplas, organizar e apresentar um programa de TV de culinária. Foi muito interessante porque elas selecionaram a receita, aprenderam a fazer, organizaram como seria apresentado e ainda montaram o cenário. Jamais esquecerei como elas assistiram programas de TV para aprender a fazer, os livros de receita lidos e a alegria durante o ensaio. Tudo foi gravado e apresentado para os pais em uma reunião. Na verdade, neste projeto elas aprenderam a trabalhar em duplas, escrever uma receita, fazê-la, apresentá-la e ainda tiveram que lidar com a ansiedade e nervosismo de apresentar não só para os amigos da classe ,mas também saber que tudo estava sendo gravado. São treinos para a vida.

domingo, 23 de março de 2014

Butterflies in my stomach


Em inglês, existe a expressão “ butterflies in my stomach”. Quando eu era criança, imaginava que ao visitar um lugar como o  Parque das Aves (Foz do Iguaçu) ou o Vale das Borboletas ( Minas Gerais), algumas borboletas fossem engolidas e ficassem borboleteando por nosso estômago. Até imaginava, as asinhas batendo nas paredes do estômago e fazendo cócegas. Com o tempo, fui entendendo que, na verdade, é a DONA ANSIEDADE, que causa esta sensação estranha. É um misto de querer avançar no tempo para que saibamos exatamente o que ocorre e, ao mesmo tempo, não querer que chegue nunca.
Quando sentimos isso? Antes de provas, eventos, promoções e até de viagens. Com essas borboletas danadas voando em nosso estômago, fica difícil parar de pensar e, ao mesmo tempo, insistimos em pensar.
Para controlar as danadas voadoras, fico pensando no multicolorido de suas asas, e fico rindo de mim mesma e de meus sentimentos. Antes da viagem, as borboletas tomam conta de meu ser, porém antes da volta, eles desaparecem dando lugar a outro mix de sentimentos, alegria do retorno que matará saudades dos que ficaram e a já saudade de uma viagem que ainda não acabou.
Ser humano é bem complicado!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sombra

Com meu avô, embaixo de um chapéu de sol aprendi que uma árvore produz frutos, flores e sombra. Nestes dias de calor, tenho lembrado muito dele quando vejo um frondoso chapéu de sol oferecendo sombra para os pés que estão queimando na calçada, para o alívio do sol na cabeça ou nos olhos ou até para a repentina chuva de verão. Fiquei pensando que às vezes também somos sombra para quem precisa de acolhida, descanso ou um papo amigo, porém, em outras, precisamos receber e descansar antes de continuar a jornada. Oferecer alguns momentos de sombra ou recebê-los, sempre um momento de reflexão.
Esteja recebendo ou oferecendo sombra, agradeça sempre pela oportunidade e faça-o de coração aberto.

Visite meu bloghttp://www.consideracoessobreeducacao.com.br/:

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Garantido e caprichoso

Até que ponto vai o ciúmes entre irmãos? Bem, historicamente, posso remeter-nos a Caim e Abel como o exemplo do que a inveja mesmo entre irmãos pode levar a causar. Porém, prefiro ater-me a histórias menos dramáticas embora bem sintomáticas.
A capacidade brilhante para arranjar assuntos para disputas seria capaz de humilhar até o mais criativo dos artistas com toda a filosofia e até a inspiração greco-romana. Camões então ficaria boquiaberto com a criatividade de meu filho caçula.Eu mesma acho que ele será o próximo Manoel Carlos- autor de novelas da Globo. Bem ,vamos lá.Meu filho tentou explicar-me porque compete tanto com a irmã contando-me a seguinte versão:
“Mãe, minha irmã já tem seu lugar Garantido. Por isso só me resta ser o Caprichoso. Ela por ser a mais velha já é a mais inteligente, mais bonita, mais educada, a que já fez mais coisas..enfim, tem lugar garantido e nada a tirará do seu trono de campeã invicta. Portanto, volto a dizer que resta-me ser o caprichoso. Tenho que me esforçar muito para ser pelo menos igual. Busco incessantemente algo que ela não goste ou não tenha feito para que eu, o Caprichoso, possa dedicar-me e tentar superá-la. Ela, em contrapartida, nada precisa fazer, está e estará sempre Garantida.”

Agora é a minha vez dizer que só me resta rir e escrever sobre o assunto. Nada que eu faça ou diga provará o contrário. Pelo menos, serve-me de consolo que meu filho, o Caprichoso, não só entende bem do folclore nacional como ainda cria em cima! É, definitivamente, ele tem criatividade para filosofar em qualquer ocasião. Haja argumentos!!
NOTA: Em Parintins ( AM):
Encenação - No Festival, os dois grupos contam a história do Pai Francisco e sua esposa, a Mãe Catirina, que está grávida e tem o desejo incontrolável de comer língua de boi. Pai Francisco mata o melhor boi da fazenda para satisfazer o desejo da esposa. Pai Francisco seria levado à cadeia, mas a história tem um final feliz, com o “Boi” sobrevivendo graças aos rituais do pajé. Pai Francisco é perdoado e tudo acaba numa enorme festa celebrando a vida do “Boi”. Isso tudo é representado nos três dias de festas para toda a população.
O Festival  aborda diversas temáticas, principalmente a cultura regional: como os rituais indígenas, as danças tribais, costumes dos ribeirinhos e as lendas, representado por meio de encenações, alegorias lendas, bonecos e trajes. É muito parecido com o carnaval, mas é uma festa mais regionalizada.
Visualizado em 18/02/ 2014 em:http://www.turminha.mpf.mp.br/nossa-cultura/folclore/copy_of_festa-do-boi
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