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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Fases de um aula inclusiva

Às vezes, pensamos que não estamos preparados para lidar com as diferentes dificuldades de aprendizagem que surgem em nossas salas de aula; entretanto, o que os alunos precisam é de clareza, consistência, compreensão e uma abordagem  com técnicas e estratégias diferentes.
Neste Congresso, Júlio Furtado compartilhou conosco sua experiência elencando dicas e os passos de uma aula inclusiva:

1- ajudar o aluno a construir sentido: não basta teorizar e trazer tudo pronto, o aluno tem que encontrar um significado  naquele conteúdo. Por exemplo, ao invés de sequenciar o alfabeto, os números ou listas de verbos, crie uma história que o ajude a  encontrar no cérebro um lugar para arquivar aquele conhecimento;
2-aproveitar o conhecimento do aluno para que o significado seja adquirido, por exemplo antes de iniciar a explicação sobre campo magnético, deixar que o aluno explique o que é campo para ele. Provavelmente, ele mencionará e descreverá um campo de futebol, daí você começa a construir um novo conhecimento.
3-apresentar o novo conteúdo permitindo que o aluno construa o conceito;não é recomendável economizar o cérebro. O professor tende a  poupar o trabalho do aluno apresentando as respostas prontas e mastigadas. Por exemplo, nosso cérebro tende a categorizar tudo naturalmente, então apresente os animais e permita que os alunos os classifiquem por semelhança primeiramente para só depois apresentar os nomes das categorias e chamar atenção para as exceções;
4-verificar se houve aprendizagem: há muitas maneiras de verificar aprendizagem sem as tradicionais provas escritas: jogos, histórias,  fotos, figuras, músicas e toda uma gama de instrumentos tecnológicos que possibilitam essa verificação;
Além disso, há alguns pontos estratégicos para alcançar todos os alunos:
- seja claro nas instruções, conciso, dê um exemplo e peça um exemplo;
-use expressões positivas, ou seja, diga o que eles têm que fazer e não o devem parar de fazer. Por exemplo, “Olhe para mim” ao invés de “Não olhe para a porta”;
- use recursos visuais.
Na verdade, todos os alunos se beneficiam desta aprendizagem, então, na verdade, o encontro das diferenças pode produzir belezas inimagináveis, como bem afirmou  o palestrante Júlio Furtado.E encarar a diversidade  de  alunos é, também, aceitar os alunos falando por mensagem, what´s up, FB  e utilizar esses instrumentos como meio de construir conhecimento.



Texto baseado em palestra de Júlio Furtado

Pedagogo, Psicólogo, Professor de Geografia. Mestre em Educação pela UFRJ. Diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Havana, Cuba. Reitor da UNIABEU-RJ. Autor de vários livros.