Ao comentar com uma amiga que eu achava que minha missão já estava cumprida neste plano, ela, indignada, me afirmou que eu ainda tenho muito trabalho a fazer e com muitos alunos pela frente.
Na verdade, este meu sentimento, vem de um orgulho que sinto pela constatação de um trabalho muito bem feito que realizei na educação de meus filhos. Tenho observado como meus filhos estão independentes, resolvendo tudo com autonomia e coerência, ou seja , sem mim!
Porém, a colocação com a qual abri esta postagem, concretizou-se ser verdadeira quando, subitamente, recebo em uma das minhas classes, caindo de pára-quedas, praticamente do NADA, dois alunos recém-chegados da Eslováquia. Um com nove anos e outro com sete sem falar inglês, muito menos português.
Recebi-os, acalentei o coração angustiado da mãe, e fui para minha sala com eles. Arredios, tímidos e ressabiados – perfeitamente normal- à princípio, integraram-se vagarosamente à classe. Antes da aula, ajoelhei-me ( porque a gente tem que falar com criança na altura deles) perto de cada aluno e pedi que colaborassem comigo na tarefa que nos esperava. Eles foram super receptivos e me ajudaram muito.
No final da aula, os novos alunos estavam correndo pelo pátio, rindo e completamente à vontade! Recebi-os de uma mãe temerosa e reticente e devolvi-os para uma mãe confortada e sorridente. Ela, assim como eu, leu nos olhares deles que eles tinham curtido muito a aula.
À noite, ao chegar num encontro com algumas amigas para um cappuccino, fui logo disparando;”Estou tão feliz!! Algo maravilhoso está me acontecendo!” E, então, muito entusiasmada relatei com pormenores não exaustivos, espero!!! Perdoem-me se o fiz!- juro que tentei não me alongar- o desafio que tenho pela frente.
Uma das perguntas feitas por elas foi como eu consegui me comunicar com as crianças. Bem, expliquei que uma delas consegue entender algumas palavras, no demais com muitos gestos, olhar e amor! Como elas vão aprender inglês? Do mesmo jeito que eu aprendi português e elas aprenderam eslovaco, ouvindo, tentando, errando e acertando.
Estou adorando o desafio!! Você tem razão amiga, ainda tenho muito que fazer por aqui! Pra começar, neste fim de semana, tenho que estudar muito sobre a Eslováquia. Deseje-me sucesso!
Um blog sobre educação e tudo que se refere à vida como: finanças, amor, crianças, vida em família e escola.Visite meu novo site em: http://www.consideracoessobreeducacao.com.br/
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Fases de um aula inclusiva
Às vezes,
pensamos que não estamos preparados para lidar com as diferentes dificuldades
de aprendizagem que surgem em nossas salas de aula; entretanto, o que os alunos precisam é de clareza, consistência, compreensão e uma abordagem com técnicas e estratégias diferentes.
Neste
Congresso, Júlio Furtado compartilhou conosco sua experiência elencando dicas e
os passos de uma aula inclusiva:
1- ajudar o
aluno a construir sentido: não basta teorizar e trazer tudo pronto, o aluno tem
que encontrar um significado naquele
conteúdo. Por exemplo, ao invés de sequenciar o alfabeto, os números ou listas
de verbos, crie uma história que o ajude a
encontrar no cérebro um lugar para arquivar aquele conhecimento;
2-aproveitar
o conhecimento do aluno para que o significado seja adquirido, por exemplo
antes de iniciar a explicação sobre campo magnético, deixar que o aluno
explique o que é campo para ele. Provavelmente, ele mencionará e descreverá um
campo de futebol, daí você começa a construir um novo conhecimento.
3-apresentar
o novo conteúdo permitindo que o aluno construa o conceito;não é recomendável
economizar o cérebro. O professor tende a
poupar o trabalho do aluno apresentando as respostas prontas e
mastigadas. Por exemplo, nosso cérebro tende a categorizar tudo naturalmente,
então apresente os animais e permita que os alunos os classifiquem por
semelhança primeiramente para só depois apresentar os nomes das categorias e
chamar atenção para as exceções;
4-verificar
se houve aprendizagem: há muitas maneiras de verificar aprendizagem sem as
tradicionais provas escritas: jogos, histórias, fotos, figuras, músicas e toda uma gama de
instrumentos tecnológicos que possibilitam essa verificação;
Além disso,
há alguns pontos estratégicos para alcançar todos os alunos:
- seja
claro nas instruções, conciso, dê um exemplo e peça um exemplo;
-use
expressões positivas, ou seja, diga o que eles têm que fazer e não o devem
parar de fazer. Por exemplo, “Olhe para mim” ao invés de “Não olhe para a
porta”;
- use
recursos visuais.
Na verdade,
todos os alunos se beneficiam desta aprendizagem, então, na verdade, o encontro
das diferenças pode produzir belezas inimagináveis, como bem afirmou o palestrante Júlio Furtado.E encarar a
diversidade de alunos é, também, aceitar os alunos falando por
mensagem, what´s up, FB e utilizar esses
instrumentos como meio de construir conhecimento.
Texto baseado em palestra de Júlio Furtado
Pedagogo, Psicólogo, Professor de Geografia. Mestre em Educação pela UFRJ. Diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Havana, Cuba. Reitor da UNIABEU-RJ. Autor de vários livros.
Pedagogo, Psicólogo, Professor de Geografia. Mestre em Educação pela UFRJ. Diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba. Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Havana, Cuba. Reitor da UNIABEU-RJ. Autor de vários livros.
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