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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Crianças são crianças

"O adulto que não consegue ser criança não tem prazer na vida, pois o verdadeiro prazer da vida está em não envelhecer nunca." - Walt Disney

Acho que já nasci gostando de viver perigosamente. Adorava  escalar os móveis de casa e subir pelos batentes das portas. Na verdade, até hoje, não uso escadas em casa, escalo os móveis e as gavetas. Rasguei tantos vestidos pulando muros e janelas de casa que minha mãe perdeu a conta, sem mencionar que havia quatro árvores no quintal de casa e eu resolvia ler sentada nos galhos delas... Além disso, eu tinha outras habilidades também, não precisava me abaixar para apanhar objetos no chão pois usava os dedos dos pés para apanhá-los.
Amava  lamber as panelas e as tigelas de bolo bem como roubar um brigadeiro da bandeja da minha mãe,  passar o dedo na cobertura do bolo ou enlouquecer a minha mãe comendo as batatas  enquanto ela  ainda as fritava.
E andar de balanço então? Meu brinquedo favorito..
E como amava fazer uma pergunta...eu queria saber de tudo para desespero da minha mãe e do meu pai.Talvez por tudo isso eu seja tão investigativa.
Estou lembrando tudo isso, pois hoje vi uma amiga brigando tanto com a filha porque ela, a menina, já tão “madura” com cinco anos e ainda não sabia se comportar como uma mocinha. Costumo dizer que devemos ser seletivos com as broncas. Escolha as questões realmente importantes para brigar ou punir. Além disso, converse primeiro, controle os gritos, a ironia e a agressividade. Lembre-se da sua  infância, crianças não são adultos em miniatura.
Às vezes, crescemos  e esquecemos que já fizemos tudo isso e muito mais. Seja mais paciente, ria e sorria mais.....só se vive uma vez....viva e deixe viver..ande descalço, pegue chuva, beba gelado, pule, dance, curta um parque temático...Não esconda a criança dentro de você. Ria de si mesmo.          


domingo, 17 de junho de 2012

Escalando paredes ou montanhas?


Quem já não se viu em seus filhos? Não pude conter um sorriso ao ver minha filha escalando os batentes das portas. Eu fui exatamente assim, adorava a adrenalina: escalava batentes, móveis, paredes ou árvores.Eu realmente me divertia fazendo isso enquanto minha mãe morria de preocupação.
Talvez por tudo isso, eu seja tão criativa porque dei asas à imaginação utilizando o próprio corpo. Cresci curtindo os parques temáticos e roteiros em que tivesse contato com a natureza e aventura.
Relembrar a infância nos ajuda a ser mais tolerantes e pacientes com as crianças, pela simples constatação de que também já fomos assim. Lembro-me de quantas broncas levei porque derrubava o copo de suco na mesa. Um dos meus tios (coitado!) era a vítima freqüente nos almoços em família pois o  suco sempre acabava caindo nele.
Alguns pais, em virtude das memórias dolorosas de como foram criados vão para o extremo de nunca ralhar, bater ou castigar seus filhos. Esta atitude pode levar suas crianças a sofrerem de falta de controle.
O oposto também pode  ocorrer, devido às pressões externas, alguns pais acabam estourando  com os filhos já que é difícil irritar-se com o chefe ou o marido..
Por isso, segundo Steve Biddulph, in O segredo das crianças felizes, o ideal é encontrar uma maneira segura de aliviar as tensões, como dar uma caminhada, socar o colchão, conversar com um amigo ou mesmo dedicando um tempo para si mesmo.
Costumo dizer que devemos ser seletivos com as broncas. Escolha as questões realmente importantes para brigar ou punir. Além disso, converse primeiro, controle os gritos, a ironia e a agressividade. Lembre-se da sua  infância, crianças não são adultos em miniatura.