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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Descoberta da América - trabalhar emoções nas aulas de história

Aproveitando o dia em que se comemora o descobrimento da América, que tal trabalhar emoções enquanto ensina história? Discutir como eram as viagens, as dificuldades, o confinamento, o racionamento de alimentos e água potável, higiene e outros aspectos. Os alunos levantam as dificuldades e colocam-se no lugar das pessoas que navegavam. Conversar sobre empatia, compaixão. Em um segundo momento, o enfoque pode ser descobertas e riscos. Quais eram os perigos que uma expedição como a que alcançou a América enfrentaria? Com o que podemos comparar uma empreitada como essa hoje em dia? Uma expedição ao espaço? Planejamento e estratégia são igualmente importantes, cálculos, treinamento e desta forma vão elencando requisitos. Hora de abordar sonhos e como alcançá-los. Aproveitar para discutir sobre levantamento de fundos e a importância de analisar e acompanhar os custos. Para finalizar, que tal encerrar discutindo como será a vida no metaverso? Ensinar história é revelar o que houve no passado e com essas experiências aprender a gerir o presente e construir o futuro.

domingo, 21 de maio de 2023

Lidar com frustrações se aprende em casa?

Adriana Foz inicia um capítulo de seu livro sobre Frustrações com a frase de Içami Tiba “ Criar uma criança é fácil, basta satisfazer-lhe as vontades. Educar é mais trabalhoso.” Porém, como superar a frustração? Cada vez mais percebo que as novas gerações não conseguem lidar com as frustrações. Segundo a autora do livro Frustração este exercício deve ser ensinado às crianças e praticada ao longo de toda a nossa vida. A autora ainda coloca que “ Permitir, então, que seu filho erre, se frustre e supere é o presente mais precioso que você pode lhe dar, por incrível que pareça.” Achei interessante também a colocação da autora que nos leva a pensar muito ao afirmar que é melhor aprender sobre frustrações num ambiente controlado e amoroso como é a família a ter que aprender com as situações adversas da vida. Coisas simples como aprender a esperar sua vez, fazer pequenas escolhas, lidar com o tempo, seguir uma rotina e lidar com o não devem ser ensinadas em casa. Algumas áreas do cérebro precisam ser amadurecidas e treinadas ao longo da infância, portanto vale a pena aguentar a birra e o choro em prol de um treinamento para exercer o autocontrole. Lembro que uma vez eu tentava ensinar meu filho que era um tanto intempestivo que ele deveria contar até dez antes de sair batendo nas pessoas, derrubando cadeiras ou batendo portas. Jamais esqueci a resposta confusa dele ao me dizer que ele só sabia contar até 5. Sorri e disse para contar até cinco duas vezes. Confesso que não foi um caminho fácil, mas fui ensinando cotidianamente a lidar com frustrações e exercer o autocontrole. Com muito orgulho, afirmo que fui bem-sucedida na minha jornada, embora não tenha sido fácil. Como dizia Içami Tiba, “educar é trabalhoso.” Como professores, também temos nossa missão. Costumo ensiná-los a lidar com a ansiedade escrevendo na lousa o que será feito na aula e o tempo que planejei usar para cada atividade. Nem sempre conseguimos chegar na parte mais gostosa que são as atividades lúdicas ou, então, preciso interromper uma atividade divertida para poder seguir com outras atividades. Todos esses momentos, são momentos de aprendizado com bastante reflexão.