Mostrando postagens com marcador competitividade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador competitividade. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de novembro de 2013

Competitividade

Imagem da época negócios
Completamente apanhada de surpresa, vejo meu irmão ( 40 anos) competindo com os filhos ( 8 e 2 anos) para descobrir  quem  vai apertar o botão do elevador primeiro. O surpreendente da situação foi que ele ganhou e comemorou aos pulos enquanto os filhos choravam e reclamavam com a mãe ( imagine o calvário que minha cunhada enfrenta diuturnamente com uma família tão competitiva!)
Neste momento, lembrei-me quando recebi uma ligação de meu irmão, alguns anos antes,  comunicando-me que acabava de concluir seu segundo curso superior. O que me surpreendeu foi a declaração que se sucedeu a esta afirmativa: “Assim, como você, mana,  terminei minha segunda faculdade!” Naquele instante, fiquei pasmada e indaguei se ele competia comigo. Ele nem hesitou, ao contrário, confirmou sinceramente minha indagação. Limitei-me a sorrir!
Esta semana conversando com alguns amigos empresários, eles me contavam que algumas semanas antes resolveram participar de uma licitação e como o tempo era exíguo chamaram dois dos seus  colaboradores  mais competitivos e começaram a explicar o processo. Primeiramente, eles comentaram preocupados que o tempo era insuficiente para ganhar a tal concorrência. Todavia, assim que tomaram conhecimento que outra empresa já tinha apresentado uma proposta maravilhosa e estava anunciando a vitória, a adrenalina assumiu total controle sobre eles. Os olhos brilharam  e eles se predispuseram a vencer. Pasmem: venceram!
Com estas histórias em minha bagagem, comecei a filosofar sobre a competitividade. Muitas vezes, categorizada como um sentimento negativo, começo a pensar em reclassificá-la. Ser competitivo garantiu  a existência do ser humano até hoje propiciando que matasse, fugisse ou se preparasse melhor para os embates. Por isso, revejo meus conceitos. A competitividade é saudável e nos impulsiona especialmente em termos profissionais e acadêmicos; entretanto, há que saber  racionalizar e segurar o ímpeto nas questões mais prosaicas.
Esta semana, por exemplo, testemunhei duas amigas se digladiando pela atenção de uma terceira e dois funcionários discutindo sobre qual dos dois é mais pontual.
Acredito que podemos nos poupar mais e não permitir que a competitividade se torne a tônica de nossa personalidade.

Patrocínio: