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domingo, 23 de julho de 2023

Às quartas -feiras vestimos rosa. Será? A onde Barbie

Esta semana postei em meus stories uma caixa de perguntas para saber a qual filme pertence a frase "As quartas, vestimos rosa" Esta frase icônica faz parte do filme Meninas Malvadas. O filme retrata a questão do bullying entre adolescentes, por isso o tema ainda é muito atual. Algumas pessoas acreditam que bullying só acontece entre adolescentes alegando que as crianças não mentem e são naturalmente boas. Na minha experiência, percebo que esta é uma crença romanceada. As crianças são fruto do meio e, portanto, também podem discriminar e isolar alguns colegas. O caminho é observar e ir fazendo as intervenções necessárias quando surgem. Como advogada, gosto de lembrar que a omissão é crime. Por isso, ao verificar uma situação suspeita, precisamos relatar e agir. Como sou facilitadora de círculos restaurativos de Justiça Restaurativa, costumo aplicar as técnicas nesses casos. Os círculos de conversa remontam a tempos primordios quando, ao redor de fogueiras, sentavam-se conversando, cantando e contando histórias. O conhecimento era transmitido nestes momentos e questões de relacionamento discutidas. Nos círculos restaurativos, não há hierarquia e todos têm direito à fala. Ouvindo cada um com suas emoções e histórias, compreendemos melhor o outro e aprendemos a conviver melhor. Como costummamos dizer em Justiça Restaurativa, todo mundo tem uma história e toda história merece ser ouvida.Pode ser o caminho para lidar com situações dificeis.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Paz


Paz, tema recorrente em nossas conversas,  palestras, lives  e até na música. Mas, o que é essa Paz que procuramos? 

A Paz não é a ausência de conflitos, mas aprender a lidar com eles de forma harmoniosa em que ambas as partes  possam ser ouvidas. Será uma utopia?  O  Dr David Adams, psicólogo e neurocientista, afirma que embora a Paz pareça apenas um sonho, todas as grandes mudanças da humanidade começaram como um sonho.

O primeiro passo é o autocuidado: analisar como você está, o que precisa melhorar, qual a sua história e quais pré-julgamentos caminham juntos com essa história de vida.

Cientes desses fatores, precisamos desenvolver a habilidade da escuta. Todos têm uma história e toda história merece ser ouvida. Quando damos atenção a essa história, compreendemos o que move o outro e até mesmo o que nos move. Com esse conhecimento, fazemos a Paz e não a guerra. O ser humano aprendeu a se jogar no combate; entretanto, a guerra não está no DNA do ser humano.

Quando pensamos em uma sala de aula, sabemos que o comportamento agressivo, é um pedido de socorro e de atenção. Por isso, busquemos responder com amor e tranquilidade, construindo assim ambientes de Paz. 

terça-feira, 20 de novembro de 2018

A Cultura da Paz

Maria da Graça Aulicino,Presidente do RC Santos-Boqueirão , Kay Pranis - palestrante e Ana Silva
autora do blog


Ao inciar a palestra  numa manhã chuvosa em Santos, Kay Pranis ressalta que Rotary já era restaurativo antes mesmo de  pensarmos em justiça restaurativa. Essa afirmação é baseada na prova quádrupla a saber:
Do que pensamos, dizemos ou fazemos :
1. É a verdade?
2. É justo para todos os interessados ?
3. Criará boa vontade e melhores amizades ?
4. Será benéfico para todos os interessados ?
Na abordagem frente a um problema, devemos buscar a verdade e uma resposta justa e benéfica para todos os envolvidos.
Infelizmente, ao longo dos anos, os relacionamentos sofreram danos e temos que prestar atenção ao impacto que nossas palavras e ações causam nos outros, pois para a palestrante os relacionamentos estão no centro do ser humano. Para curar relacionamentos, faz – se necessário focar no dano  que causa dor e na cura num processo colaborativo e inclusivo.
Para quebrar o círculo que causa dor, temos que nos preocupar sobre o bem-estar de todos que geraram o mal, assumir responsabilidade pelo mal causado e reparar. Mas, resta a pergunta: como curamos a dor dentro de nós? Reconhecendo o que a causou e como fizemos pessoas sofrer.  Para a professora Kay Pranis, escolas são a chave para a transformação da sociedade. A mudança para uma nova geração. Os alunos vivenciam as práticas na escola e levam este conhecimento e esta visão dos relacionamentos para casa através do comportamento impactando seus familiares.
Muito além de ensinar matemática ou alfabetizar, as escolas precisam ensinar habilidades para viver em sociedade. Ensinar a conviver é tão importante quanto ensinar conteúdo.  Nas escolas, há espaço para transformar a cultura da violência na cultura da Paz, alterando o comportamento e tornando o mundo melhor.
Cada um de nós pode contribuir com um futuro melhor desenvolvendo a cultura da não – violência. Comecemos já!

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