Um lindo quarto de bebê,
cuidadosamente decorado juntamente com todo o enxoval;entretanto, o bebê dorme noite após noite entre os pais. Na
verdade, quem dorme? Provavelmente, só o bebê. Se essa situação se prolonga, em
poucos meses, o casal estará estressadíssimo pelas noites mal dormidas e um
eterno muro formado pela criança estará erguido de maneira intransponível.
Não é fácil cuidar de um bebê
noite e dia sem parar; entretanto, bebês crescem e começam a mandar em todos os membros da família e a
manipulá-los também.
O ritmo precisa ser instaurado e
cumprido. Hora de dormir, mamar e dormir
sozinho em seu quarto. Crie a rotina de
alimentação, higiene,oração, histórias e, acima de tudo, cumpra o ritual
noite após noite.
Até hoje, para mim, a cama de
meus pais é meu refúgio das dores do corpo e da alma e percebo que o mesmo
acontece com meus filhos. Quando vejo um de meus adolescentes deitado em minha
cama, já sei que amor, aconchego e carinho estão sendo requisitados. Porém,
este é um fato isolado, representa um momento de carência e de volta ao útero
materno. Sob hipótese alguma, pode ser uma constante.
Certa vez, eu disse para um casal
de amigos que eles tinham duas escolhas: não dormir por uma semana, talvez
menos ou dormir com a filha entre eles
pelo resto da vida. Infelizmente, eles escolheram a segunda opção. A menina tem
hoje oito anos e, não só ainda dorme entre eles como só dorme na hora que ela quer. Toda a família
submete-se a dormir quando e como ela quer. O que mais me preocupa é que em
breve, ela estará seguindo seu próprio caminho e o que restou para os pais? Um
muro invisível continuará a separá-los? A cumplicidade e o amor precisam ser
construídos e regados todos os dias. Faça a sua escolha!

