Subir
na balança e ver o ponteiro apontando para o peso ideal, não tem preço. É uma
sensação que, usando o slogan da famosa campanha, nem Credicard compra.
Bem,
logo a seguir, vem a questão: E AGORA? Ao longo dos meses de reeducação alimentar,
mudei hábitos e desenvolvi outros com muita tranqüilidade, porém como manter a meta surgiu como um novo
desafio.
Certo
dia, li em uma revista, um médico dizendo que
levamos em média 90 dias para mudar um hábito permanentemente. Então
confirmei a veracidade deste fato, pois ao contrário de outras dietas que já
fiz, não tive vontade de sair DEVORANDO tudo que vi pela frente.
Compreendi,
também, porque as crianças gostam de ouvir a mesma história ser lida ou contada
noite após noite sem mudar uma palavra, é o medo da mudança e o desejo de
permanecer na zona de conforto que o conhecido nos reserva.
Dominada
pela euforia, resolvi estabelecer nova meta: emagrecer mais três kilos. Neste
momento, sei que fui movida pelo instinto de auto-preservação que posso resumir como: a necessidade de
manter os elogios que venho recebendo, a admiração das pessoas e até a pontinha
de inveja nos olhares dos que me cercam. Esta é uma fase que inspira cuidados
para não entrar neste círculo vicioso em busca de elogios que leva as pessoas a
entrar num ritmo alucinante de emagrecer mais e mais.Nada disso!
Vou cumprir minha nova meta porque é melhor para
minha saúde e até para ter um crédito em caso de súbito abuso gastronômico,
porém com cuidado e ponderação.
