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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dois meses

Há dois meses, Jona Kaiser chegou ao Brasil, sorridente, um pouco tímido, mas com olhar meigo e curioso. Falando apenas “Obrigado” em português, iniciou sua jornada num país onde não apenas a língua, mas também o clima, a cultura, os esportes e a rotina seriam bem diferentes.
Frente a tantos desafios, sua voracidade de aprender e experimentar coisas novas foi expressa em inglês “Quero experimentar todas as frutas. Dizem que são deliciosas.”
Assim, de fruta em fruta, doce em doce, atividade em atividade, festa em festa, Jona foi aprendendo e, ao mesmo tempo revelando seu lado extrovertido, líder e muito do Bem.
Na verdade, meu filho disse que Jona passou seus primeiros dezesseis anos de vida, treinando para ser brasileiro, pois a pontualidade nunca foi seu ponto forte na Alemanha e aqui no Brasil ele está completamente à vontade com a flexibilidade de horário – para horror dos outros intercambistas.
Hoje, após dois meses, fala português surpreendentemente bem conjugando verbos, usando as preposições, escrevendo mensagens e, inclusive, falando ao telefone.
O melhor de tudo para mim, como host mother, foi ouvir em bom português: ”Em dois meses aqui, não tive nenhum dia ruim.”
Aquela máxima prevalece “Quando se inicia uma jornada pensando positivamente, o Universo conspira a favor.”

sábado, 24 de setembro de 2016

Gravidez expressa em tempos modernos

Uma gestação muito rápida aproximadamente dois meses… nesta era de informática e tecnologia nem poderia ser diferente, tudo está muiiiito acelerado….receber a confirmação foi uma alegria..mas com tudo que tem direito: nervosismo, ansiedade, medo, preparação, muita alegria e emoção. Este período  foi agitadíssimo pois envolveu muita ação: diálogos, enxoval, decoração do quarto em suas minúcias de detalhes, reserva de matrícula na escola, planos para o futuro e correria. Assim, após este período recorde de gestação: ele surge! Felicidade  completa e ansiedade…querendo fazer tudo num único minuto! Lá veio ele sorrindo, sim não chegou chorando, mas sorrindo..só não falava..português..ainda!   Mas, o sorriso, definitivamente está no DNA da família..cada um dos meus filhos tem um sorriso que me quebra.. quase impossível dizer não. E este não foi diferente.
A sinergia foi tanta que tínhamos a impressão que ele sempre fez parte da família. Mas, como diz meu filho mais velho “ Filho de professora sofre!” Ele afirma isso porque a cobrança é grande. Estudar não é uma opção, sempre será uma obrigação. Nesta linha, o mais novo não foi exceção. Apesar do conselho de “Pegar leve”, o lado professora é mais forte.
O lado positivo é que a aprendizagem é bem mais rápida e flui naturalmente. Lista de palavras com figuras, colantes com as palavras por toda a casa, jogos, mensagens, notícias de jornal e muita vontade de aprender compõem um ótimo terreno para a aprendizagem. A imersão por si só não é suficiente, por isso um trabalho pedagógico constante acelera a aprendizagem sem deixar de mencionar a coragem de ousar e expor-se a erros e acertos sem medo de ser feliz!
É muito bom ser presenteada com um filho especialmente quando já vem crescido e  muito bem educado. Algumas pessoas me disseram  que a pior parte do intercâmbio é receber um estranho em casa. Eu sempre achei que essa seria a melhor parte  especialmente para quem fica. E tinha razão. Na verdade, acho que de estranho ele nunca teve nada. E aqueles que acham que a  mãe relaxa com o mais novo..estão redondamente enganados: continuo chata e exigente: onde vai, com quem vai, tantas horas em casa, vou buscar , vou levar, está chovendo, uns mimos pelo bom comportamento e  o meu famoso bordão: Juízo!!!!
É, acho que logo logo ele vai pedir divórcio de mãe!