Mostrando postagens com marcador cinquenta tons de cinza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinquenta tons de cinza. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cinquenta tons de cinza e a deusa interior


Todo leitor ao iniciar a leitura de Os cinqüentas tons de cinza, de  E L James,  surpreende-se com as menções que a personagem Anastácia faz a sua deusa interior. À princípio, o leitor fica confuso mas com o tempo começa a entender, curtir e se divertir com as colocações e posturas da deusa interior.

“Minha deusa interior está de joelhos, suplicando com as mãos unidas.”(p.38, in Cinqüenta tons mais escuros)

“Minha deusa interior ergue o olhar e fica atenta.” (p.65, in Cinqüenta tons mais escuros)

“Ah, sim. Minha deusa interior dá uma pirueta tripla em seus patins.” (p 138 in Cinqüenta tons mais escuros)

Pode  ser chamada  de alma, espírito, eu profundo, inconsciente, mas na verdade representa a  essência, o que realmente vai no  íntimo. Ser conhecedor das profundezas  e dos meandros de nossas almas ou do nosso interior ajuda a tomar decisões e a encarar a razão mesmo quando esta vai  contra o que pede, exige e conclama nossa deusa interior. Apesar de parecer fácil, não é missão simples, pois nossas reais emoções estão muitas vezes misturadas ou tão escondidas que parecem estar num baile de máscaras:

“Meu inconsciente estreita os olhos.(p.139)

“Meu inconsciente me  olha com aprovação, sorrindo em vez de contrair a boca como de costume.” (p.185)

Para alcançar este nível de autoconhecimento, é necessário determinação, coragem e auto- análise. Praticar aquela ideia de orar sem cessar que aconselha a Bíblia, ou seja, parar para refletir constantemente. Na atribulação do dia-a-dia, faz-se necessário reservar algumas horas para meditar sobre o que realmente vai em nossas almas.Com certeza, encontraremos nossa deusa sorrindo com nossas atitudes, sisuda nos censurando, encolhida atrás do sofá,dando saltos triplos de alegria ou nos aconselhando e dizendo certas verdades que insistimos em não ver/ouvir:


“Sim, você é uma sortuda filha da mãe, meu inconsciente exclama. Mas você ainda tem um longo caminho pela frente. Ele não vai querer essa porcaria de baunilha para sempre...você vai ter que ceder. Mentalmente, fito seu rosto insolente e crítico, e descanso a cabeça no peito de Christian. Lá no fundo sei que meu inconsciente tem razão, no entanto, afasto o pensamento. Não quero estragar meu dia. “ ( p.199)

O autoconhecimento ajuda a  compreender o porquê implicamos com determinadas pessoas ou atitudes. Às vezes, camuflamos como sensatez, mas escondemos o real sentimento de inveja, ciúmes, raiva.
Psicólogos insistem em afirmar que tudo aquilo que criticamos nos outros é exatamente aquela atitude que censuramos em nós mesmos e,inconscientemente, sabemos que somos ou agimos  igualmente. Por não gostar disso em nós, criticamos quando vemos nos outros. Por exemplo, quando estamos sempre criticando a mania de controle excessiva de alguém, estamos, na verdade, criticando essa característica em nós mesmos, caso contrário, ela não nos incomodaria tanto.
Por outro lado, diz a Psicologia, que tudo que invejamos nos outros, constitui-se exatamente em invejar aquilo que o outro já despertou dentro de si e nós ainda não, embora saibamos ter essa qualidade ou atributo latente.
Em sua coluna no jornal, Luiz Alca de Sant`Anna disse certa vez: " Eis porque as pessoas que se questionam, que buscam o auto-conhecimento, que não têm tanto medo de se analisar, ganham uma preciosa liberdade. Pena que tão poucas entendam isso e fujam dos questionamentos como o diabo da cruz, entregando-se, ao consumo e à superficialidade como válvula de escape."
Por isso, converse com sua deusa interior francamente:

“Minha deusa interior concorda freneticamente com  a cabeça e me cutuca com força.”(p.211)

Só assim chegarás ao nível da nossa protagonista!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Cinquenta tons de Cinza


As Férias chegaram..finalmente..sem aulas para preparar..nem trabalhos da pós..muito menos leituras obrigatórias..Bem, hora de relaxar. Por isso, resolvi ler algo que não me permitisse analisar nem filosofar. Segundo o conselho de minha filha e alunas, dediquei-me a ler Cinquenta Tons de Cinza de E.L.James.
À princípio, fez-me lembrar daqueles livros de banca de jornal tipo Sabrina, Bianca e outros do gênero. Por isso, decidi não comentar sobre as tórridas cenas de sexo pois vários blogs já se  dedicaram a isso, vou chamar a atenção para  alguns conselhos dados pela mãe, cujo nome é Carla, para a filha Anastácia:

                              “ - Os homens são muito complicados, Ana, querida. São criaturas muito simples e literais. Normalmente o que eles falam é o que pensam mesmo. E a gente passa horas tentando analisar o que falaram, quando está na cara. Se eu fosse você, eu o tomaria ao pé da letra.Isso pode ajudar.” ( página 354)

Observando a colocação extraída do livro, observamos que nós, mulheres, cheias de elucubrações mentais complicamos o que é simples. Talvez como  dizem os homens, nós é que complicamos tudo procurando razões e motivos em cada palavra ou atitude.

                                 “- Está vendo, Ana, os homens acham que tudo que sai da boca de uma mulher é um problema a ser resolvido. Não uma vaga ideia que a gente gostaria de lançar e discutir um pouco  e depois esquecer. Os homens preferem ação.” (p.368)


Eu já mencionei numa postagem anterior, que aprendi com Içami Tiba, que a  mulher resolve seus problemas falando sobre eles. Não é uma indireta, é apenas uma característica feminina: descrever o sentimento ou angústia que passa pelo seu íntimo, às vezes, apenas fruto da TPM que desaparecerá  pela manhã.Já, o homem quer ação, busca logo meios práticos de solucionar o problema.


                                 “- Faça o que seu coração mandar, querida,e, por favor, por favor, tente não pensar demais nas coisas. Ainda tem muito que viver, simplesmente deixe rolar. Você merece o melhor de tudo.” (p.419)


Para encerrar, fica o conselho de  Carla, conecte-se com o seu eu interior e tome decisões que são acertadas para você. Fale com as amigas, mas siga sua intuição. E, principalmente, tenha em mente: VOCÊ MERECE O MELHOR!