A capoeira é um processo
dinâmico, coreografado, desenvolvido por dois parceiros. Caracteriza-se pela
associação de movimentos rituais, regidos pelo toque do berimbau, simulando
intenções de ataque, defesa e esquiva, ao mesmo tempo em que exibe habilidade,
força e autoconfiança, em colaboração com o parceiro do jogo. A coreografia
desenvolve-se a partir de um movimento básico denominado gingado que, embora proporcione liberdade de criação, conserva a estrita obediência aos rituais, a preservação das tradições, o
culto aos antepassados e o respeito aos “mais velhos”..( Visualizado em
20/10/2013 às 15h em: http://www.pime.org.br/mundoemissao/indigenascapoe.htm)
Você deve estar se
perguntando porque estou falando em capoeira num blog sobre educação. Bem, não
bastasse a questão de ser jogada em
círculo proporcionando uma maior socialização e ajudando no desenvolvimento do
trabalho em equipe, traz também à luz a oportunidade de conversar sobre nossa
cultura e as origens de nossa população miscigenada. Não obstante, o motivo
principal de defendê-la aqui é o ritmo e a coreografia. De forma lúdica, as
crianças aprendem a obedecer ritmos sem perder a criatividade, qualidades
fundamentais para quem aprende uma segunda língua.
O lúdico, o gingado, o ritmo, os exercícios, a
roda e a música são componentes que a tornam essencial na educação das crianças
e jovens. Numa era em que os computadores estão aprisionando as crianças em
pequenas telas e onde escolas bilíngues estão desenvolvendo várias propostas, a
prática da capoeira deveria ser relida como uma atividade fundamental também
nas escolas.