Participei de um Congresso Internacional
esta semana cujo foco foi dificuldades de aprendizagem e inclusão. Foram dias de muito aprendizado,
confraternização, discussão e constatações. Uma das palestras que gostei muito
tratava sobre mitos e verdades do transtorno supra-citado.
O Dr. Guilherme
Polanczyk começou apresentando que em
1854, o médico alemão Heinrich Hoffmann já descrevia um comportamento atípico
em crianças com as características nítidas de TDAH e em 1902 um pediatra inglês
, também apresentou relatos de crianças com hiperatividade e déficit de
atenção.
Em 1937, tratamentos com base em Benzedrina já começaram a ser utilizados, portanto, não é uma novidade dos tempos modernos nem tampouco causada pela TV ou pelo computador..
Em 1937, tratamentos com base em Benzedrina já começaram a ser utilizados, portanto, não é uma novidade dos tempos modernos nem tampouco causada pela TV ou pelo computador..
Hoje em dia, já se sabe que
5% da população mundial tem a comunicação entre as partes do cérebro
prejudicada e que este fato independe do local de nascimento ou da maneira como são criadas.
Por outro lado, sabe-se que além de haver uma carga genética, alguns fatores como nascimento prematuro e exposição a
tabaco, drogas e álcool também podem desencadear o transtorno.
O volume cerebral é
menor nos portadores de TDAH e a
velocidade de comunicação e a realização
das sinapses é diferente causando uma imaturidade de 2 ou 3 anos em
relação às outras crianças.
Com o avanço da idade, há
uma involução dos sintomas, porém o prejuízo é cumulativo e é a 3ª principal
causa de limitação nos EUA.
Nas crianças em idade
pré-escolar nota-se a impulsividade, a agitação marcada, difícil organização de
tempo e falta de noção de perigo.
Infelizmente, A TDAH ainda é
subdiagnosticada e subtratada porque os sintomas podem não ser evidentes e a existência de comorbidades costuma
também dificultar o diagnóstico.Antes de julgar e condenar a criança, seria bom avaliar.
Guilherme Vanoni PolanczykMédico pela UFRGS, Psiquiatra e Psiquiatra da Infância e Adolescência pelo HCPA-UFRGS. Mestre e Doutor em Psiquiatria pela UFRGS. Pós-Doutorado no Social, Genetic and Developmental Psychiatry Centre, Instituto de Psiquiatria de Londres e na Duke University. Atualmente é Professor de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Departamento de Psiquiatria da FMUSP, Coordenador do Programa de Diagnóstico e Intervenção Precoce e do Programa de Psicofarmacologia do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria, HC-FMUSP e Diretor do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD).
Guilherme Vanoni PolanczykMédico pela UFRGS, Psiquiatra e Psiquiatra da Infância e Adolescência pelo HCPA-UFRGS. Mestre e Doutor em Psiquiatria pela UFRGS. Pós-Doutorado no Social, Genetic and Developmental Psychiatry Centre, Instituto de Psiquiatria de Londres e na Duke University. Atualmente é Professor de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Departamento de Psiquiatria da FMUSP, Coordenador do Programa de Diagnóstico e Intervenção Precoce e do Programa de Psicofarmacologia do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria, HC-FMUSP e Diretor do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD).